3.4 Determina¸c˜ ao dos Fatores de Contexto
3.4.2 Grau de Dificuldade (GD)
O Grau de Dificuldade (GD) de uma atividade ´e um valor num´erico entre 0 (f´acil) e 10 (dif´ıcil) que define a percep¸c˜ao que alunos e professor tˆem do qu˜ao dif´ıcil ´e resolvˆe-la. De forma similar `a metodologia proposta por Levis et al. (2008) [74], a cada vez que a atividade ´e proposta aos alunos ´e calculado um GD PC, que ´e o grau de dificuldade da atividade nesse processo colaborativo. O GD PC ´e calculado a partir da nota m´edia da resolu¸c˜ao das atividades dos alunos e do grau de dificuldade apontado pelos alunos e professor. Por sua vez, o GD de uma atividade ´e calculado a partir da m´edia aritm´etica dos 3 ´ultimos GD PCs dessa atividade.
O intuito de se considerar apenas os 3 ´ultimos processos colaborativos ´e retratar a per- cep¸c˜ao atual dos alunos e dos professores em rela¸c˜ao ao grau de dificuldade da atividade.
3.4. Determina¸c˜ao dos Fatores de Contexto 79
Essa percep¸c˜ao pode ser alterada por fatores pontuais, como altera¸c˜ao da grade/programa da disciplina ou do curso. Se fosse considerado todo o hist´orico de execu¸c˜ao daquela ati- vidade, ent˜ao num espa¸co longo de tempo o GD ficaria praticamente constante, sendo assim pouco afetado pelo resultado dos recentes processos colaborativos recentes. Esta abordagem ´e semelhante a adotada por Levis et al. (2008) [74], que em determinadas si- tua¸c˜oes considera apenas os ´ultimos registros obtidos no processo de execu¸c˜ao das regras l´ogicas de seu sistema.
No momento em que o usu´ario (aluno ou professor) cria a atividade, pode-se atribuir um valor inicial de dificuldade a ela, seguindo-se a regra descrita no Algoritmo 3.2, a seguir:
Algorithm 3.2 Regra para atribui¸c˜ao do grau inicial de uma atividade
1: procedure Atribuic¸˜ao do grau inicial de uma atividade 2: Se usuario criou atividade.
3: Ent˜ao obtem (GD Inicial) da atividade.
4: Se obteve GD Inicial. 5: Entao GD = GD Inicial.
6: GD E2 = -1.
7: GD E3 = -1. 8: GD E1 = -1.
Nota-se que ´e atribu´ıdo a GD o valor inicialmente proposto pelo professor, sendo que os demais valores do hist´orico (GD E1, GD E2 e GD E3) s˜ao definidos como -1, indicando valor inexistente. Isso faz com que, ap´os o fim do primeiro processo colaborativo associado `
a atividade, o valor inicialmente proposto pelo professor seja desconsiderado. Desta forma, evita-se que uma avalia¸c˜ao inicialmente incorreta do grau de dificuldade possa afetar negativamente a acuidade do GD da atividade.
Ap´os o t´ermino de um processo colaborativo, o GD PC da atividade ´e calculado atrav´es da F´ormula 3.3:
GD P C = 0.3DA + 0.5DP + 0.2N M (3.3) Considerando-se:
• DA (Dificuldade dos Alunos) ´e a m´edia do grau de dificuldade apontado pelos alunos, informado no intervalo [1,10]
• DP (Dificuldade do professor) ´e o grau de dificuldade apontado pelo professor, infor- mado no intervalo [0,10]
• NM (Nota M´edia) ´e o inverso da nota m´edia dos alunos na atividade, no intervalo [0, 10]
O peso dado para o grau de dificuldade determinado pelo professor (DP) ´e superior ao peso atribu´ıdo ao dos alunos (DA), j´a que o professor tem uma maior experiˆencia e vis˜ao mais abrangente do resultado da atividade que os estudantes.
J´a o peso dado para o atributo nota da atividade (NM) tem um peso pequeno, j´a que o desempenho dos alunos numa atividade depende de uma s´erie de fatores, como tempo dispon´ıvel, momento em que a atividade foi proposta pelo professor, dificuldades de comunica¸c˜ao, entendimento da proposta, etc. N˜ao necessariamente uma atividade onde a nota ´e baixa ´e uma atividade dif´ıcil, e vice-versa.
Uma vez definido o GD PC, o GD ´e atualizado no banco de dados conforme ilustrado no Algoritmo 3.3:
Algorithm 3.3 Regra para atualiza¸c˜ao do grau de dificuldade de uma atividade, a partir de seu hist´orico
procedure Atualizac¸˜ao do grau de dificuldade de uma atividade, a par- tir de seu hist´orico
Se existe novo GD PC para a atividade. ent˜ao.
GD E3 = GD E2 e. GD E2 = GD E1 e. GD E1 = GD PC e.
GD = m´edia (GD E3, GD E2, GD E1).
Como exemplo de utiliza¸c˜ao, considera-se que uma atividade A1 recebe um GD Inicial de 7. Aplicando-se a regra do Algoritmo 3.2, tem-se os resultados conforme descrito a seguir:
GD = 7.0 GD E2 = -1 GD E3 = -1 GD E1 = -1
Ap´os o t´ermino de execu¸c˜ao do primeiro processo colaborativo dessa atividade, ´e feito o c´alculo do seu GD PC, aplicando-se a F´ormula 3.2. Os parˆametros de entrada s˜ao os seguintes:
• M´edia do grau de dificuldade atribu´ıdo pelos alunos: 6
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• Nota m´edia da atividade: 7
• Inverso da nota m´edia da atividade: 3
A partir disso realiza-se a aplica¸c˜ao da F´ormula 3.3 para o c´alculo de GD PC, resul- tando no seguinte valor para o GD PC:
GD PC = (6,0 *0,3) + (4,0 * 0,50) + (3 * 0,20) = 4,4
Uma vez calculado o GD PC, ´e aplicada a regra do Algoritmo 3.3 para atualiza¸c˜ao do GD da atividade no banco de dados. As cl´ausulas a serem executadas s˜ao as apresentadas no exemplo a seguir:
GD E3 = GD E2 = -1 e GD E2 = GD E1 = -1 e GD E1 = GD PC = 4,4 e
GD = m´edia (GD E3, GD E2, GD E1)
Ressalta-se que, conforme descrito na Tabela 3.1, a cl´ausula m´edia (GD E3, GD E2, GD E1) desconsidera elementos inv´alidos (no caso, o valor -1). Assim, a m´edia ´e calculada considerando-se apenas um ´unico valor v´alido, obtendo-se como resultado ele pr´oprio, conforme apresentado a seguir:
GD E3 = 0 GD E2 = 0 GD E1 = 4,4
GD = m´edia (-1;-1;4,4) = 4,4
Supondo-se um eventual novo processo colaborativo envolvendo a atividade, com um GD PC calculado atrav´es da F´ormula 3.3 com valor de 7, o GD de uma atividade seria atualizado pela regra do Algoritmo 3.3, conforme apresentado no exemplo a seguir:
GD E3 = -1 GD E2 = 4,4 GD E1 = 7
Novamente, ap´os a execu¸c˜ao de um terceiro processo colaborativo associado a essa