Autor(es): Bruno Robinson, Luís Eduardo de Barros Teixeira Orientador: Claudia Ciceri Cesa
Instituição: IFSul – Câmpus Sapucaia do Sul 1. Problema
Segundo o dicionário, doação é “Um contrato ou documento pelo qual uma pessoa transfere gratuitamente a outra a propriedade de um bem”. (ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS, 2008, p. 454) De acordo com a World Giving Index 2016 (LOW, 2016), que pesquisa sobre comportamento de caridade, o Brasil está em 68° lugar para doações, contando com 140 países no total. Mas o que explicaria este índice? Para Cerbasi (2015), os mais ricos não são propensos a doar, pois o governo, ao focar em políticas assistencialistas, pode fazer com que as pessoas mais abastadas tenham a tendência em gastar mais consigo do que em criar fundações ou financiar projetos sociais. Já para os Parceiros Voluntários, o problema reside não apenas na falta de incentivos aos mais ricos, mas também na alta burocracia brasileira e na má gestão de Organizações Não Governamentais (ONGs). (PARCEIROS VOLUNTÁRIOS, 2015). Entretanto, as pesquisas não conseguem identificar o perfil do doador no Brasil, se é classe baixa, média ou alta. As dificuldades para o volume de doações serem maiores ainda passa pela pior crise econômica que o país já teve (TREVIZAN, 2017). Tal crise torna o trabalho de ONGs, fundações e outras instituições muito mais difícil. Desta forma, muitas pessoas que dependem de serviços que são providos com base em doações podem ficar prejudicados nos seus atendimentos se o número/volume de doações diminuir. Enquanto que em países como Estados Unidos a cultura de doar esteja inserida entre os mais ricos na sociedade, no Brasil temos problemas estruturais que impedem que tenhamos esta prática enraizada.
2. Justificativa
No mundo, as doações tiveram (e tem) o seu papel de grande importância para a sociedade. A exemplo disso, temos a Cruz Vermelha Internacional e o Médicos Sem Fronteiras que executam suas ações a partir de doações. A organização Cruz Vermelha internacional, que está presente em 73 países, vacinou cerca de 1,1 bilhões de
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crianças e ajudou, em 2013, cerca de 100 milhões de pessoas. (American Red Cross, 2017) O Médico Sem Fronteiras, em 2015, auxiliou cerca de 219 mil partos, tratou cerca de 2,3 milhões de pessoas com malária e assistiu em torno de 23 mil refugiadas no mar. (Medecins Sans Frontieres, 2017) Não se pode negar a importância humanitária que tais instituições têm. Entretanto, nem todas as organizações têm a capacidade de desenvolver o marketing necessário, pois muitas delas são pequenas e precisam de apoio até do próprio Estado. Com base nessas informações, percebemos que a caridade precisa ser encorajada. Uma maneira de encorajar e popularizar as doações seria o desenvolvimento e a massificação de uma forma capaz de conectar pessoas. Os aplicativos que encontramos disponíveis no mercado possuem, na nossa visão, problemas estruturais. Um deles cobra um valor mensal das organizações e isso inviabiliza o seu uso em ONGs e instituições menores. O segundo app cobra uma taxa de 2% sobre as transações feitas no site, que é uma forma de tornar o serviço viável. O problema é que as doações são feitas com base numa tabela de valores, o que significa que não existe uma flexibilização de quanto pode ser doado. Para solucionar tais problemas, buscamos, em nosso aplicativo, conectar pessoas para que elas possam fazer doações e trabalhos voluntários.
3. Objetivo
• Objetivo Geral
Desenvolver um aplicativo que facilite a interação entre instituições que precisam de doações e pessoas (físicas e jurídicas) que desejam fazer alguma doação.
• Objetivos específicos
§ Desenvolver uma tela específica para situações onde seja possível o abatimento do valor da doação do imposto de renda. § Criação de um design que seja intuitivo e moderno, mantendo
clareza na apresentação de itens e deixando a experiência do usuário mais agradável.
§ Propiciar a viabilidade financeira do aplicativo, sem o atrelamento de taxas fixas ou variáveis.
4. Metodologia
A pesquisa de campo será realizada na cidade de Esteio, Rio Grande do Sul (RS). As amostras serão questionadas quanto a natureza de seus
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recursos, interesse no nosso app e sobre como eles tratam as doações. Para o desenvolvimento da aplicação, utilizaremos, no lado do servidor, node.js. Esta tecnologia nos possibilitará utilizar a mesma linguagem (Javascript) no front-end e no back-end. Para que possamos efetuar a comunicação, utilizaremos, para o tráfego de dados, o formato JavaScript Object Notation (JSON). Tais dados serão armazenados em nosso banco de dados (BD) que será criado utilizando a tecnologia Mongo Data Base (MongoDB). No lado do cliente mobile, iremos simular a aplicação android através do Cordova, utilizando o Ionic 2 como framework. Estes dados serão repassados ao servidor web que fará o login do usuário. Para a parte do cliente web, vamos utilizar HyperText Marking Language (HTML), Cascading Style Sheet (CSS) e Angular2, usando a mesma lógica do cliente mobile. Planejamos usar o HyperText Transfer Protocol Secure (HTTPS), um protocolo de transferência de dados criptografado, ao contrário do HyperText Transfer Protocol (HTTP). Nosso app terá como tipos de usuário: comum (Pessoa física), empresas (Pessoa Jurídica) e as instituições. O método de validação da instituição será por meio de seu CNPJ. O usuário fará o seu cadastramento no site através de um email válido ou sincronizando sua conta do facebook, google ou outlook. As três formas utilizarão API’s já disponibilizadas pelo Facebook, Google e Microsoft. Estes são os campos que precisaremos: nome, gênero sexual (para fins estratégia de marketing), e-mail e senha. No caso do usuário jurídico, pediremos o CNPJ, nome da empresa, email, senha e conta do facebook atrelada a ela (opcional). A instituição usará seu CNPJ para o cadastramento, definirá sua(s) categoria(s), senha e sua conta do facebook (opcional).
5. Referências
ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS. Dicionário escolar da língua portuguesa. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2008. AMERICAN RED CROSS. International services. Disponível
em:<http://www.redcross.org/about-us/our-work/international-services>Acesso em 16/06/2017.
CERBASI, G., 2015. Por que não existe filantropia no Brasil. Disponível em: <http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/gustavo-
cerbasi/noticia/2015/04/por-que-nao-existe-bfilantropia-no-brasilb.html>. Acesso em 12/06/2017.
LOW, J., 2016. Caf World Index 2016: the world’s leading study of generosity. Disponível em: <https://www.cafonline.org/docs/default-
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publications/1950a_wgi_2016_report_web_v2_241016.pdf?sfvrsn=750 cd540_4>. Acesso em 12/06/2017.
MEDECINS SANS FRONTIERES. Where we work. Disponível em:<http://www.msf.org/en/where-we-work-0>Acesso em 16/06/2017. PARCEIROS VOLUNTÁRIOS, 2015. Por que não somos como eles. Disponível em: <http://www.parceirosvoluntarios.org.br/por-que-nao-somos-como-eles/>. Acesso em 12/06/2017.
TREVIZAN, K., 2017. Brasil enfrenta pior crise já registrada poucos
anos após um boom econômico. Disponível em:
<http://g1.globo.com/economia/noticia/brasil-enfrenta-pior-crise-ja-registrada-poucos-anos-apos-um-boom-economico.ghtml>. Acesso em 12/06/2017.
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