2.2 Learning Analytics (LA)
2.2.6.2 Instituições corporativas
No quadro 3 são apresentados o detalhamento das experiências com o uso de LA realizadas por instituições corporativas, ordenado por país que originou a instituição, contando também com instituições que ampliaram a sua atuação em vários outros países.
Quadro 3 – Instituições corporativas que adotaram LA
(continua) Instituição Tipo País Experiências com o uso de LA
Kennisnet – https://www.ken nisnet.nl/about- us Pública; Vários níveis de IE
Holanda - iniciou em 2011, amadurecendo suas implementações de nível nacional;
- participa da comunidade LACE76, que ajuda as escolas a gerar demanda por produtos que ofereçam soluções eficazes para LA
envolvendo-as no foco das TIC para a educação;
- A LA ficou mais forte em 2014 com o projeto Doorbraakproject77, com o propósito de superar as barreiras encontradas nas escolas holandesas quanto ao acesso das TIC pela educação, sendo a LA um dos pontos levantados de maior relevância como
demanda pelas escolas participantes entre os prioritários, tendo como principal demanda a obtenção de um dashboard (painel de controle), a fim de sintetizar o progresso dos discentes, porém por conta das escolas utilizarem vários fornecedores para o desenvolvimento dos sistemas, gerou a falta de interoperabilidade, sem padronização; - a organização tem atuado fornecendo informações e artigos e desenvolvendo padrões sobre LA em conjunto com a EduStandaard78;
- contratou duas universidades (Twente e Radboud) para fazerem estudos sobre a plataforma adaptativa Snappet que implementa LA;
- em nível superior em parceria com a SURF79, vem desenvolvendo uma série de projetos, com o desenvolvimento de instrumentos, infraestruturas e realização de workshops a nível nacional, trazendo diversos setores para a solução dos problemas;
- a padronização e a interoperabilidade são colocadas como fundamentais para o andamento dos projetos de LA.
76 http://www.laceproject.eu/blog/infographic-learning-analytics/ 77 https://www.kennisnet.nl/fileadmin/kennisnet/publicatie/Kennisnet-Doorbraakproject-Onderwijs-en- ICT-2013-2017.pdf 78 https://www.edustandaard.nl/ 79 https://www.surf.nl/en/innovationprojects/customised-education/learning-analytics.html
Quadro 3 – Instituições corporativas que adotaram LA (continuação) Apereo - https://www.aper eo.org Privada;
Vários segmentos Vários países - A implementação de LA em suas linhas de produção começou a partir de 2014, com a LAI80 que trabalha no desenvolvimento de software de LA com o intuito de apoiar organizações membros81 espalhados pelo mundo de cunho acadêmico, evitando assim a redudância de softwares;
- A LAI surgiu a partir de discussões da SoLAR sobre a necessidade de uma estrutura de LA de suporte aberto (contendo em um só lugar uma plataforma integrada) para prover mineração de dados, sendo reprimido e problemático a utilização de vários sistemas fragmentados para este fim, pois através de um trabalho colaborativo poderia tornar uma plataforma coesa para tal objetivo. É
atualmente, o principal nome de iniciativa global para LA em código aberto;
- A LA vem trazendo um impacto muito forte na instituição, no qual já contempla um sistema totalmente funcional e personalizável denominado Student Success Plan (SSP) no qual é esperado uma adoção de 400 IE; - A instituição espera tornar-se uma estrutura básica para iniciativas de LA em código aberto, fornecendo infraestrutura para os dados discentes, ao longo de todo o processo educacional; BlueCanary (a partir de 2015 BlackBoard) - http://bluecanary data.com/ Privada; Vários segmentos Vários países
- no início 2013, foi criado um framework denominado Predictive Analytics Reporting (PAR)82 que tem como objetivo de identificar variáveis que tem relação com a retenção e a progressão dos discentes, inicialmente nos Estados Unidos;
- parceria com uma empresa de assistência médica Clairvoyant, no qual elaboraram uma análise preditiva para este segmento;
- definiu cinco atributos para se trabalhar com estratégias de LA: 1) objetivo institucional para melhorar a retenção; 2) influenciadores chaves cientes do poder da análise; 3) dados já existentes; 4) compromisso dos stakeholders para a ação e intervenção e; 5) processo de compra da ferramenta definido;
- venceu o desafio no ano de 2014 de dados com LA realizado pela LAK, tornando-se mais conhecida internacionalmente;
- importância da colaboração mútua entre a empresa e as IE para juntos encontrarem soluções viáveis para a implantação de LA.
80 https://www.apereo.org/communities/learning-analytics-initiative 81 https://www.apereo.org/content/apereo-member-organizations 82 http://www.parframework.org/about-par/overview/
Quadro 3 – Instituições corporativas que adotaram LA (conclusão) CoSector Digital - https://www.cos ector.com/digital -services Privada; Vários
segmentos Reino Unido - O University of London Computer Centre (ULCC) foi formado em 1968 com intuito de fornecer serviços a todas as faculdades da University of London;
- Hospeda atualmente o AVA-Moodle em cerca de 100 instituições (sendo 40 IES) como um serviço gerenciado, contando com cerca de 2 milhões de usuários ativos, lidando principalmente com usuários de negócios de uma tecnologia de aprendizado;
- Em 2012 a ULCC começou a explorar, via LA, serviços de relatórios mais sofisticados no Moodle, sendo atualmente oferecidos como serviço adicional;
- A partir da iniciativa Nexus83, desenvolveu um barramento de serviço corporativo para o setor, para juntar instituições a serviços através da extração de dados de sistemas de informação discente entre instituições e autoridades locais;
- Ferramenta para fazer LA que utiliza IBM Cognos.
Fonte: Vuorikari e Muñoz (2016), Siemens et al. (2013) e Sclater (2014b)
Conforme informado, aqui se apresentaram as experiências que foram publicizadas na literatura da área, sendo, portanto, inevitável à ausência de outros exemplos existentes e que talvez tenha relevância na área de LA.
Como visto, o propósito de aproveitamento das enormes quantidades de dados gerados pelas interações online, principalmente no campo educacional, é evidenciado por diversas partes do mundo sob a perspectiva da área de LA. Verifica- se, conforme abordado por Gasevic et al. (2017) que após o impacto da fase inicial, segue o período de maturação desta área, baseando-se não só na pesquisa, mas também na prática, política e tomada de decisões.
A partir destas experiências, também fica nítido que a LA não depende apenas de aspectos tecnológicos, mas também culturais e sociais, necessitando da aprovação de instâncias maiores, a nível organizacional para que efetivamente aconteça a sua adesão.