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Jobs in Wind Farms – Planning and Implementation with Safety

Ferreira, N.1; Corticeiro Neves, M.2

Resumo

A construção é um sector muito importante em Portugal, empregando milhares de pessoas. A constante preocupação neste sector é o índice de acidentes. Embora tenha reduzido nos últimos anos, a construção é, ainda, o sector económico com mais acidentes de trabalho graves e mortais. Assim, é uma prioridade investir em prevenção e assegurar condições de segurança e saúde.

A construção de parques eólicos é muito complexa, seja pela intervenção de diversas entidades, pelos diferentes tipos de trabalho em simultâneo ou pela comunicação entre envolvidos. O planeamento, a programação e a organização de postos de trabalho são essenciais para implementar antecipadamente as condições de segurança. O objectivo deste estudo é verificar a importância e a necessidade de se considerar a segurança na fase de planeamento deste tipo de construções, o que ajudará a evitar a perda de produção, custos imprevistos e, acima de tudo, contribuirá para o bem-estar dos trabalhadores, tanto físico como psicológico. Foram utilizadas duas construções diferentes de parques eólicos para ser aplicado o inquérito. Como mostram os resultados, o planeamento e a programação são ferramentas imprescindíveis para a prevenção de riscos profissionais neste tipo de construção. Os trabalhadores têm conhecimento e formação em planeamento da segurança, bem como na sua implementação na construção, reflectindo a importância da segurança nas actividades realizadas. A formação revela-se um excelente facilitador da comunicação entre os intervenientes, contribuindo para a prevenção.

Palavras-chave: Segurança; Planeamento; Parques Eólicos. Abstract

Construction is a very important sector in Portugal, and it still employs thousands of people. The constant concern in this sector is the accident index. Although it has been reducing in the latest years, Construction is still the economic sector with more serious and mortal work accidents. According to this, it’s a priority to invest in prevention and assure conditions of safety and health.

Wind park construction is very complex. Wether by the intervention of several entities, or the different types of work to do simultaneously or by communication among the intervenients. Planning, programming and organizing jobs are essential to implement in advance the safety conditions. The purpose of this essay is to demonstrate the importance and the need of considering safety when planning constructions. Which will help avoid production loss, unpredicted costs and above all to contribute to the workers well being, both physical and psychological. Two different wind park constructions have been submitted to an inquiry. As the results show, the planning and programming are indispensable tools for the prevention of occupational risks in this type of construction. The workers have knowledge and training in planning as well as implementing it in construction, reflecting the importance of safety in the performed activities. The training proves to be a great facilitator of communication between stakeholders, contributing to prevention.

Keywords: up to five words, separated by semi colon.

1. Introdução

Numa Construção quando se faz referência a um plano de trabalhos, este é relacionado de imediato com o meio de controlo da execução e de prazos da obra, existindo sempre a sua monitorização e preocupação para que a obra termine dentro do prazo adjudicado (Silva, 2013).

1  Núria Ferreira, Engª Civil; Coordenadora de Segurança, Directora de Fiscalização; TSST na AFAPLAN; [email protected] 2  Miguel Corticeiro Neves, Oficial Superior da FAP; Doutorado em SHST; Docente na ESTeS Coimbra; [email protected]

Contudo, o plano de trabalhos não é só um meio de controlo de planeamento da execução das actividades da empreitada, como também uma ferramenta fundamental e imprescindível para a segurança, que aquando a sua aplicação efectiva, actua activamente na prevenção de acidentes de trabalho e doenças profissionais.

Não é ao acaso que, nos princípios gerais de prevenção, o planeamento se encontra na 2ª posição, posterior à primeira medida, o de evitar os riscos, e anterior a outros princípios igualmente importantes, que de certa forma se integram na sua totalidade, na preparação e elaboração de um planeamento de atividades para a construção, de qualquer tipo que seja a sua natureza.

Não obstante o referido anteriormente, e analisando profundamente um planeamento bem composto, este envolve todas as orientações dos princípios gerais de prevenção, garantindo, deste modo, a prevenção da ocorrência de acidentes de trabalho e doenças profissionais (Reis, 2008).

Para além dos princípios gerais de prevenção, o Decreto-Lei 273/2003, de 29 de Outubro, que estabelece regras gerais de planeamento, organização e coordenação para promover a segurança, higiene e saúde no trabalho em estaleiros de construção, volta a afirmar a necessidade do planeamento da obra, devendo este fazer parte integrante do Plano de Segurança e Saúde da Empreitada, conforme anexo I, II e III do referido diploma (Gonelha, Saldanha, 2006).

O planeamento é, desde o início, uma ferramenta importante para a segurança, nomeadamente para a prevenção, uma vez que este dá indicações prévias da intenção de se iniciar uma actividade num determinado dia e período de tempo. (Pinto, 2005). Dada esta intenção e antes de iniciar qualquer actividade na empreitada, a segurança será orientada para o desenvolvimento do Plano de Segurança e Saúde na Empreitada, após a sua elaboração, já na fase de projeto. (Nunes, 2006).

Posto isto, o planeamento torna-se uma base orientadora para o levantamento das necessidades no âmbito da segurança, nomeadamente para a identificação dos perigos e condicionantes (da sua envolvência), para a avaliação de riscos subsequente, para a definição e implementação das medidas preventivas, monitorização, reavaliação de riscos e caso necessário para a reimplementação de medidas preventivas (Roxo, 2006).

Todavia, todas estas disposições de segurança também deverão ser tidas em conta no planeamento da empreitada, para que a execução dos trabalhos e a segurança caminhem paralelamente ente si, em direcção aos zero acidentes de trabalho e ao bem-estar físico e psicológico dos trabalhadores.

A diversidade das entidades intervenientes nas empreitadas de construção, desde o Dono de Obra, a Fiscalização, a Coordenação de Segurança, a Entidade Executante, os Subcontratados das diversas especialidades, os Fornecedores e as Entidades Externas, torna todo este processo complexo, havendo a necessidade, preocupação e exigência no controlo e monitorização do planeamento em termos das condições de segurança, assim como na adopção e implementação das medidas de prevenção (Pinto, 2008). Nas empreitadas de parques eólicos, todo este processo é aplicável e sem excepções.

2. Materiais e Métodos

Foi elaborado e aplicado um inquérito aos intervenientes das empreitadas de construção de dois Parques Eólicos que se encontram em construção em Portugal, destinado a qualquer tipo de entidade e categoria profissional, com o objectivo principal de obter dados sobre a percepção que os trabalhadores possuem quanto à importância do planeamento dos trabalhos, no que respeita à sua preparação, organização, produtividade e qual sua influência na segurança no trabalho. Por se tratar de uma área muito específica da Construção, e com base nos objectivos do presente estudo, o inquérito foi sustentado num conjunto de tarefas que devem ser efectuadas, as quais fundamentam a prevenção e devem ser uma permanente constante neste tipo de actividade.

O questionário desenvolvido pretendeu obter dados sobre a caracterização sócio-profissional dos intervenientes da empreitada e a relação existente entre o planeamento dos trabalhos e a sua execução no terreno. Este questionário, antes de ser aplicado aos trabalhadores, em geral, foi submetido a um grupo de trabalhadores mais restrito, para averiguar da entendibilidade do mesmo. Posteriormente, e tendo em conta as opiniões destes trabalhadores, foi melhorado em algumas situações pontuais.

O questionário foi constituído por duas partes, sendo a primeira parte do questionário determinada para a observação da caracterização sócio-profissional, onde foram efetuadas

questões como sexo, idade, nível de escolaridade, categoria profissional actual, tempo de experiência na categoria profissional actual, categoria profissional anterior, tempo de experiência na categoria profissional anterior, estado contratual com a entidade empregadora, situação profissional nos últimos 5 anos, actividade profissional (trabalhador por conta de outrem, trabalhador independente por conta própria com ou sem empregados).

A segunda parte teve como objetivo obter dados para observação dos aspectos de planeamento e de execução, no que respeita a todo o trabalho prévio realizado para a preparação e organização das actividades, tanto ao nível da produção como ao nível da segurança. Foram realizadas 40 questões relacionadas com o planeamento das atividades antes do seu início, tendo em consideração a preparação e prevenção das atividades no âmbito da segurança. Das 37 questões possuíam várias opções de resposta, tais como “não”, “raramente”, “não aplicável”, “por vezes” e “sim”, sendo que as 3 das questões possuíam escala de resposta de 1 a 5 correspondente a “Discordo complemente” a “Concordo completamente”.

Num universo populacional de 109 intervenientes activos nas duas empreitadas de parques eólicos, na data da realização do questionário, foi obtida uma amostra de 55 inquiridos, sendo que um dos inquéritos foi anulado, uma vez que foi respondida unicamente a primeira parte. Assim, este estudo apresenta uma margem de erro de 9,3%, com um nível de percentagem de 50% e um grau de confiança de 95%.

Os inquiridos fazem parte das seguintes entidades:

Tabela 1 – Entidades Intervenientes Entidades Intervenientes Inquiridos %

Dono de obra 1 1,8

Fiscalização 10 18,2

Entidade Executante 3 5,5 Empresas Subcontratadas 41 74,5

O inquérito foi aplicado presencialmente, obtendo as respostas dos trabalhadores directamente através da plataforma Google Drive, ou, em alguns casos, registando as respostas em papel e, posteriormente, passando-as para a referida plataforma. Esta dualidade impunha-se, dado o curto espaço de tempo de disponibilização do questionário e o facto de, na obra, uma boa parte dos trabalhadores não ter acesso a meios informáticos que permitissem uma resposta unicamente via plataforma.

3. Resultados e Discussão

Relativamente à caracterização sócio-profissional, verifica-se que, maioritariamente, os inquiridos são do sexo masculino (87%), não sendo, de todo, uma surpresa, dado que, na construção, de uma forma geral, a maioria dos trabalhadores é homem.

No que respeita à idade, a maioria dos inquiridos encontra-se na faixa etária dos 30 aos 40 anos, encontrando-se em minoria o grupo com mais de 50 anos (7,4%). Em relação ao nível de escolaridade, em maior percentagem os inquiridos possuem licenciatura (40,7%), de seguida o Ensino Secundário - 12ºano (22,2%), posteriormente, o Ensino Básico – 9ºano (18,5%), seguido do Ensino Básico – 4º ano (13%) e, em menor percentagem, o Mestrado (5,6%).

Em termos de categoria profissional actual, obteve-se maior percentagem de respostas para a categoria de Técnico Superior (25,9%), de seguida a de Técnico de Montagem (14,8%), posteriormente Outra categoria (9,3%), Condutor/ Manobrador (11,1%), em igualdade as categorias de Técnico de Segurança, Supervisor, Técnico Eletricista (7,4%), Pedreiro e Servente (3,7%) e, em minoria, a categoria de Encarregado/ Chefe de Equipa e Serralheiro (1,9%).

Relativamente à categoria profissional anterior, existe algumas alterações, com maior afirmação para Outras categorias profissionais (24,1%), mantendo-se no topo da liderança a categoria de Técnico Superior (27,8%). Da análise destas respostas, e apesar de a amostra de inquiridos incidir mais em técnicos superiores (por maior facilidade na colaboração do preenchimento do inquérito em formato digital em vez do formato em papel, como foi utilizado pelos trabalhadores executantes), facilmente se conclui que a mão-de-obra neste tipo de obra é altamente especializada e com formação superior, o que não deixa de ser, de certa maneira,

uma realidade oposta à imagem que vulgarmente se adopta relativamente às habilitações que os trabalhadores do sector da construção possuem. Esta constatação é reforçada pelas respostas obtidas à pergunta relativa às habilitações literárias e explanadas anteriormente. Quanto ao tempo de experiência da categoria profissional actual, a maioria dos intervenientes inquiridos possui entre 5 e 10 anos de experiência (33,3%), encontrando-se com percentagem aproximada os que possuem experiência com menos de 5 anos (31,5%) e entre 10 e 20 anos (29,6%). Em minoria, os que possuem mais de 30 anos (1,9%) e entre 20 e 30 anos (3,7%). Em termos de tempo de experiência da categoria profissional anterior, verificam-se as respostas na ordem referida anteriormente, no entanto, com algumas alterações nas percentagens parciais.

No que diz respeito à actividade profissional, a totalidade os inquiridos encontra-se em regime de trabalhador por conta de outrem, sendo que, relativamente ao estado contratual com a entidade empregadora, 48,1% possuem contrato a termo incerto, 27,8% encontram-se com contrato a termo certo e 24,1% encontram-se efectivos.

Nos últimos 5 anos, 70,4% encontravam-se empregados, 22,2% em trabalho a tempo inteiro, 1,9% em trabalho a tempo parcial e 5,6% encontravam-se em situação de desemprego.

Após caracterização sócio-profissional, procedeu-se à caracterização dos aspectos de planeamento ou execução, tendo-se verificado que os trabalhadores inquiridos procedem, na sua maioria (acima dos 50%), ao planeamento, preparação e organização das actividades antes da sua execução. As respostas às demais perguntas nesta área encontram-se sintetizadas na tabela seguinte (Tabela 2).

Tabela 2 – Aspectos de Planeamento ou Execução

Designação maioritárias Respostas

Antes de iniciar a actividade: Por vezes (%) Sim (%) é prática efectuar uma lista de assuntos a preparar antes da sua

realização 16,7 75,9

é prática questionar o seu superior sobre o tipo de trabalho que vai

realizar 24,1 68,5

é prática verificar o tempo de duração do trabalho 27,8 55,6 é prática considerar a implementação das condições de segurança 13,0 85,2 é prática reavaliar a implementação das condições de segurança 22,2 74,1 é prática possuir conhecimentos das medidas preventivas a implementar 11,1 79,6 é prática possuir os equipamentos de protecção colectiva e/ou individual 3,7 94,4 é prática consultar os desenhos de projecto 31,5 53,7 é prática consultar os elementos do caderno de encargos 27,8 38,9 é prática verificar a necessidade de possuir licenças, autorizações, entre

outros elementos 18,5 55,6

é prática verificar os condicionalismos da localização da realização do

trabalho 7,4 81,5

é prática solicitar às diversas entidades os cadastros das infra-estruturas

existentes 25,9 48,1(*)

é prática proceder à consulta dos cadastros das infra estruturas existentes, antes de preparar os trabalhos/ definir o método de execução

22,2 50,0 é prática definir os meios humanos necessários para a realização do

trabalho 11,1 70,4

é tida em consideração a habilitação, a experiência e a categoria

profissional dos recursos humanos necessários 20,4 68,5 é tida em consideração a formação do trabalhador para a realização dos

trabalhos 11,1 79,6

é prática definir os materiais necessários para a realização do trabalho 5,6 85,2 é prática definir os equipamentos necessários para a realização do

trabalho 7,4 83,3

é tida em consideração a habilitação, a experiência e a categoria

profissional do trabalhador a utilizar o equipamento 9,3 77,8 possui informação dos meios humanos a utilizar 24,1 68,5 é verificado se os meios humanos possuem toda a documentação

legalmente exigida habilitações adequadas à realização do trabalho 18,5 64,8 possui informação do tipo de material a utilizar 14,8 75,9 possui conhecimento de como se aplica o material a utilizar 14,8 79,6

Designação maioritárias Respostas

Antes de iniciar a actividade: Por vezes

(%)

Sim (%) possui informação das Fichas de Dados de Segurança dos materiais 27,8 53,7 é prática as FDS encontrarem-se disponíveis 33,3 53,7 é prática possuir informação do método da realização do trabalho 20,4 75,9 é prática consultarem o Plano de Segurança e Saúde (nomeadamente

planos específicos de segurança/ avaliação de riscos/ medidas

preventivas de segurança, planos de estaleiro, planos de emergência 25,9 68,5 é prática consultar os superiores ou o Técnico de Segurança 25,9 68,5 é prática verificar se a actividade possui avaliação de riscos

(Procedimento Especifico de Segurança) 24,1 72,2

é prática verificar que esta possui planos específicos, nomeadamente planos de sinalização temporária da via pública, desvios, cortes, circulação pedonal, circulação de equipamentos

13,0 81,5 é prática verificar se as Entidade/ Autoridades Externas têm

conhecimento da realização dos trabalhos no estaleiro 22,2 61,1 é prática receber formação relativamente ao espaço/ local a realizar o

trabalho? (formação de acolhimento à entrada na empreitada) 7,4 88,9 é prática receber formação relativamente ao trabalho a desenvolver no

local de trabalho/estaleiro (formação específica antes do início da actividade/ trabalho/ tarefa)

20,4 66,7 caso necessidade de utilizar equipamentos de apoio à execução,

verifica se é habilitado para os utilizar/ manobrar**(1) 9,3 72,2 é prática efectuar uma verificação das condições do equipamento antes

da sua utilização**(2) 13,0 70,4

é prática verificar se os locais se encontram delimitados e sinalizados 16,7 74,1 Quando inicia a actividade:

já possui toda informação relevante para a sua execução 22,2 72,2 **(1) Na questão identificada, o segundo resultado com maior incidência é “Não Aplicável” com 18,5%. **(2) Na questão identificada, o segundo resultado com maior incidência é “Não Aplicável” com 14,8%.

Neste inquérito, é ainda questionada a opinião dos inquiridos, tendo-se obtido que, na maioria, concordam completamente que o planeamento dos trabalhos é uma ferramenta importante para a sua realização (75,9%), que é importante o cumprimento do plano de trabalhos para a rentabilidade e produção (64,8%) e que é importante a consideração das condições de segurança no plano de trabalhos para a prevenção dos acidentes de trabalho e doenças profissionais (74,1%), conforme apresentado nas figuras seguintes (Figura 1, Figura 2 e Figura 3).

Figura 1 – Importância do planeamento dos trabalhos para a sua realização

Figura 3 – Importância da consideração das condições de segurança no plano de trabalhos para a prevenção dos acidentes de trabalho e doenças profissionais

4. Conclusões

O planeamento torna-se uma ferramenta imprescindível para a prevenção de riscos profissionais, nomeadamente na programação e implementação do Plano de Segurança e Saúde da obra, quando é devidamente elaborado, aplicado e cuidadosamente monitorizado, considerando sempre as questões da segurança no desenvolvimento das atividades, aquando a sua programação, preparação e execução. Na construção de parques eólicos, a programação atempada dos trabalhos é essencial para que possuam atempadamente todos os equipamentos necessários antes de iniciar a execução dos mesmos e que estes decorram em condições de segurança.

Para além dos trabalhos de construção civil, instalações elétricas, instalações eletromecânicas, entre outras actividades consideradas recorrentes na construção, neste tipo de construção, são executados trabalhos em altura, como a montagem dos aerogeradores, em que se elevam elementos de grandes dimensões, com pesos variáveis, condições atmosféricas adversas e a altitudes elevadas, não possuindo grandes soluções em termos de saídas de emergência para os trabalhadores. Com tudo isto, é necessário reunir esforços de todos os intervenientes da equipa técnica para a elaboração de um planeamento e preparação eficaz dos trabalhos, por forma a organizar e criar as condições necessárias no âmbito da segurança.

Tendo como base as respostas obtidas, verifica-se que os trabalhadores não só possuem formação e conhecimentos de planeamento, como também o implementam em obra, demonstrando a importância que a segurança tem no desenvolvimento das actividades da empreitada. É importante referir que, para além da maior parte dos inquiridos possuir habilitações superiores (exercendo, à partida, funções de controlo de produção, controlo de planeamento, controlo da segurança, fiscalização, entre outras funções técnicas superiores de controlo em obra), os restantes inquiridos com diversas categorias profissionais possuem também eles formação em vários níveis, sendo um óptimo facilitador na comunicação e entendimento entre os intervenientes da obra, na prevenção e implementação das medidas de segurança.

5. Referências

Gonelha, L. M., Saldanha, R. A. (2006). Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho em Estaleiros de Construção, 2ª Edição

Martim, C. (2007). Avaliação de Risco em Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho, 1ª Edição, Monitor. Lisboa.

Nunes, F. (2010) Segurança e Higiene do Trabalho – Manual Técnico. 3ª Edição. Cooptécnica Gustave Eiffel. Amadora

Pinto, A. (2012). Manual de Segurança – Construção, Conservação e Restauro de Edifícios, 4ª edição, Edições Sílabo.

Pinto, A. (2009), Sistemas de Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho, Guia para a sua implementação. 2ª Ed. Edições Sílabo.

Reis, A. (2013). Organização e Gestão de obra, Edição de Autor. Lisboa.

Roxo, M., (2006). Segurança e Saúde do Trabalho: Avaliação e Controlo de Riscos. 2ª Edição, Almedina. Coimbra.

Silva, J. A. (2014) Código dos Contratos Públicos (Aprovado pelo Decreto-Lei n.º18/2008, de 29 de Janeiro) - anotado e comentado, 4ª Edição.

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