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“O generoso prosperará; quem dá alívio aos outros, alívio receberá.”

Provérbios 11:25

Bíblia recomenda que sejamos generosos, com alegria e desprendimento. Esse tipo de atitude se manifesta de dois modos: a pessoa não se apega ao que tem e não se incomoda com o que os outros têm. Havendo generosidade, a pessoa está disposta a doar, a dar graciosamente o que possui quando percebe que alguém está precisando.

Eike Batista, por exemplo, doou centenas de milhões de reais para vários projetos sociais no Rio de Janeiro. Suas ações incluem a recuperação ambiental da Lagoa Rodrigo de Freitas, o investimento de R$ 23 milhões na campanha para que o Rio se tornasse a cidade- sede dos Jogos Olímpicos de 2016 e o apoio às escolas de vôlei de Bernardinho nas comunidades ocupadas pelas UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora). Caso esteja achando tudo isso esquisito, ou desconfiando de que seja feito por motivos puramente comerciais, talvez tenha algum preconceito contra a riqueza e precise rever isso, conforme falamos na Parte I.

Muitos deixam de doar porque acham que serão explorados, ou porque acreditam que quem recebe é preguiçoso, malandro ou aproveitador. Outros deixam de ajudar por egoísmo ou falta de desprendimento. Há ainda os que doam não por generosidade, mas por vaidade, para obter benefícios ou admiração no meio social, ou para provar a si mesmos que são boas pessoas.

Jesus também falou sobre a ajuda como estratégia política em uma de suas parábolas. Certo homem rico ouviu dizer que seu mordomo estava dilapidando os seus bens e, chamando-o, disse: “Que é isto que ouço de ti? Dá contas da tua mordomia, porque já não poderás ser mais meu mordomo” (Lucas 16:2). Preocupado com a possibilidade de perder a função, o mordomo teve uma ideia para tentar angariar gratidões que lhe seriam úteis no futuro e mandou chamar os devedores do seu senhor. “Quanto deves ao meu senhor?”, perguntou ao primeiro. E ele respondeu: “Cem medidas de azeite.” E o mordomo lhe disse: “Toma a tua obrigação, e assentando-te já, escreve cinquenta.” E procedeu da mesma maneira com outros devedores.

Apesar da atitude errada do mordomo, que estava lhe dando prejuízo ao diminuir seus créditos, o homem rico percebeu e elogiou a medida inteligente: “E louvou aquele senhor o

injusto mordomo por haver procedido prudentemente” (Lucas 16: 8). Ou seja, o homem rico reconheceu que a “generosidade” estratégica do mordomo lhe abriria portas ao ser demitido.

Ajude quem está ao seu redor – lógico que não por motivos escusos nem muito menos com o dinheiro dos outros –, pois repartir é produtivo e sua boa ação ficará anotada na mente e no coração das pessoas.

Eu, William, já vivenciei algumas histórias em que as leis da Generosidade e da Gratidão trabalharam a meu favor. Numa delas, eu queria comprar um imóvel, mas, quando procurei o dono, a venda para outra pessoa já estava quase fechada. Dias depois, no entanto, ele entrou em contato e disse que o imóvel era meu. Quando assinamos a escritura, ele me confidenciou que tinha feito de tudo para me dar prioridade e que encerrara a negociação com o outro interessado na primeira oportunidade. E qual foi o motivo? Anos antes, a esposa dele, que trabalhava para mim em um curso, ficou doente e, apesar de não comparecer às aulas, eu lhe paguei seu salário. Isso não era necessário, pois era um cursinho em que os professores só recebiam se dessem aula. Porém eu quis pagar, pois sabia que aquele dinheiro seria útil não só para as despesas cotidianas da professora, mas também porque ela devia estar precisando comprar remédios. Quando o dono do imóvel me contou isso, anos já tinham se passado e sua esposa já havia falecido, mas minha atitude não tinha sido esquecida. E foi ela quem me garantiu a prioridade em um negócio que me interessava.

Salomão disse: “Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás” (Eclesiastes 11:1). Não agi movido por nenhum interesse, apenas fiz o que achava certo e tratei a professora como gostaria de ser tratado (ver A Lei do Amor). Simplesmente “lancei o pão sobre as águas” e depois de muitos dias o encontrei. Multiplicado.

Você nunca conseguirá prever como será beneficiado pelo bem que faz, mas que isso vai acontecer não há qualquer dúvida.

Para exercer esse princípio, você precisará desenvolver a capacidade de não se apegar às coisas ou ao dinheiro e acreditar que, quanto mais você dá, mais as coisas voltam para você. Isso também tem relação com a Lei da Semeadura. Conhecemos dúzias e dúzias de casos em que alguém ajudou muita gente quando estava bem e, numa crise, foi socorrido por essas mesmas pessoas. Claro que existem os ingratos e fracos de memória, mas sempre haverá os que se lembrarão da sua generosidade e lhe estenderão a mão de volta.

MARKETING SOCIAL

A Bíblia recomenda solidariedade e responsabilidade social. Muitas empresas preferem negociar com fornecedores e profissionais que tenham esse tipo de conduta. A generosidade deve ser praticada por motivos altruísticos, mas há companhias que fazem o chamado “marketing social”, com o objetivo de serem bem-vistas pela sociedade e se

beneficiarem de sua boa imagem.

Para aquele que recebe o apoio, tanto faz o motivo íntimo de quem está ajudando. A fome ou o frio são minorados mesmo que o doador esteja apenas fazendo “média”.

Em um plano mais elevado do ponto de vista humano, é claro que se espera mais das pessoas do que apenas querer posar de “bom-moço” e que se faça algo além de dar esmolas e agasalhos, embora sejam muito úteis para quem precisa deles. O ideal é que se tente “em vez de dar o peixe, ensinar a pescar”.

Cremos muito em obras sociais que estejam focadas não só nas necessidades imediatas, mas em retirar as pessoas da situação de carência e miséria. Os programas de ajuda, tanto não governamentais quanto governamentais, devem se preocupar também em criar uma “porta de saída” da pobreza. Educação e qualificação profissional são boas estratégias para devolver às pessoas sua dignidade.

RESPONSABILIDADE SOCIAL

Quando falamos em responsabilidade social, não estamos nos referindo apenas a ajudar os pobres ou ser solidário com os outros. Estamos pensando também em distribuição de lucros, uso responsável do lucro, responsabilidade ambiental e respeito aos valores universais.

Apesar de ainda serem minoria, alguns empresários de sucesso estão preocupados com essas questões. Uma reportagem realizada pela revista Exame levantou uma discussão interessante sobre como a população e o mundo corporativo enxergam o lucro. A matéria diz que “a população brasileira, em geral, não concorda que o lucro seja a finalidade precípua de uma empresa. Questionados pelo Instituto Vox Populi sobre qual a missão de uma companhia privada, 93% dos brasileiros mencionam a geração de empregos, contrariando a opinião de 82% dos presidentes de empresas, que citam o lucro em primeiro lugar”.23 No entanto, há companhias que enxergam o lucro de maneira menos

absoluta, como a Natura, que acredita que “a missão da empresa é criar valor para a sociedade”.

Por tudo isso, você deve se preocupar com estes conceitos e valores universais: respeitando as leis, a saúde das pessoas, o meio ambiente, dividindo o lucro e procurando eleger algum tipo de obra social e contribuir com ela.

Sobre projetos sociais, entendemos que cabe ao Estado providenciar amparo aos necessitados, não sendo correto que aquele pretenda transferir esse encargo para terceiros. Contudo, nada impede que as empresas e pessoas comuns se interessem pelo assunto, até porque os benefícios de fazer o bem se estendem também para aqueles que o praticam.

Participação nos lucros

que é positivo. A ideia é que no final de um período de apuração, seja ele mensal, semestral ou anual, as empresas distribuam parte do lucro auferido entre os funcionários. Isso não só é um fator motivador como também um modo de distribuir renda, enriquecer as pessoas e aquecer a economia.

Como já vimos na Lei da Utilidade, “quem cuida de uma figueira comerá de seu fruto, e quem trata bem o seu senhor receberá tratamento de honra” (Provérbios 27:18). Se o seu funcionário ajudou a cuidar da “figueira” e se tratou bem a empresa, nada mais justo que seja honrado e receba parte do fruto. Não só salário e direitos trabalhistas, mas algo mais, seja em forma de participação nos resultados, estímulo a estudo, folgas, viagens etc.

“Todo o dia o ímpio cobiça; mas o justo dá, e não retém.” Provérbios 21:26

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