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9. Impactos sobre a Sociedade

9.5 Lista de Ações

As ações propostas pretendem contribuir não somente para reduzir os impactos sobre a sociedade em vista da utilização da água e da ocorrência dos eventos críticos a que está sujeita a população, mas, principalmente, fornecendo propostas para que os gestores públicos, bem como a sociedade civil organizada e usuários da água, possam atuar no sentido preventivo para que tais impactos não ocorram (Coelho et al, 2004; Mugetti et al 2004; Chamorro et al, 2004; Millet, 2004; Genta et al, 2004). Nos relatórios nacionais não

foram separadas as ações de contexto nacional (mesmo com impacto sobre as áreas inter- nacionais) e as de caráter internacional para toda a bacia.

Brasil

• definição de uma Política Nacional de Saneamento com a conseqüente criação de um Sistema Nacional de Saneamento, articulada com as Políticas de Saúde, Meio Ambiente e de Recursos Hídricos.

• incentivo a programas de gestão integrada de saneamento ambiental (água, esgoto e lixo), com reflexos na despoluição das águas;

• estabelecimento de planos de drenagem urbana, esgotamento sanitário e de gestão de resíduos sólidos, observando as diretrizes estabelecidas no Plano de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica;

• definição de programas de proteção e saneamento ambiental dos mananciais de abastecimento das cidades da porção brasileira da bacia do rio da Prata;

• revisão e aplicação do instrumento de enquadramento dos corpos de água segun- do os usos preponderantes;

• estabelecimento de uma estratégia de integração do Sistema Nacional de Informa- ções sobre Recursos Hídricos e os Sistemas Nacionais de Vigilância Ambiental em Saúde –SINVAS e Epidemiológica do Sistema Único de Saúde – SUS, especialmen- te os relacionados ao Sub-sistema de Vigilância da Qualidade da Água para Con- sumo Humano (VIGIÁGUA);

• definição de programas de monitoramento das cianobactérias, proteção e sanea- mento ambiental dos mananciais de abastecimento das cidades da porção brasilei- ra da bacia do rio da Prata;

• definição de metodologia de avaliação de risco de saúde, conforme a legislação de potabilidade de água para consumo humano;

• estabelecimento de estratégias para incentivar a criação de sistemas de gestão de drenagem urbana nas cidades onde os problemas de inundações são mais sérios (estabelecer normas e definir instrumentos para conter a impermeabilização, entre várias outras normas e instrumentos);

• definição de critérios técnicos e normas visando a implementação da outorga de direito de impermeabilização das áreas em processo de urbanização nas bacias hi- drográficas, integrantes da porção brasileira da bacia do rio da Prata;

• identificação de áreas críticas no que diz respeito a inundações;

• zoneamento das áreas inundáveis nas cidades que apresentem maiores problemas com inundações e revisão dos zoneamentos já efetuados, se necessário, incluindo a determinação de vazões de restrição para a expansão e aumento da capacidade hi- dráulica de escoamento dos principais cursos de água;

• programa de implementação das medidas sugeridas nos zoneamentos;

• elaboração de programas de previsão e alerta contra inundações, nas cidades mais críticas e nas proximidades de empreendimentos hidrelétricos;

• elaboração de estudos de análise de riscos de rompimento de barragens e estabele- cimento de programas de gerenciamento de riscos e de ações emergenciais;

• implantação de um sistema de coordenação e controle previamente padronizado, testado e treinado, que permita o melhor gerenciamento de situações críticas não rotineiras, pelos órgãos de resposta na bacia do rio da Prata

• concepção e implementação de programa socioambiental, com objetivo de sensibi- lizar a população no sentido de não ocupar áreas susceptíveis a inundações (pro- grama de convivência com as cheias), bem como estimular a participação da co- munidade, quanto ao seu direito à informação sobre os diversos aspectos de seu interesse em relação a água, notadamente as questões ligadas à saúde, eventos crí- ticos, entre outros aspectos;

• estabelecimento de programa de prevenção contra secas na bacia do rio Uruguai, nas regiões de cabeceira e nas cidades abastecidas por reservatórios de acumula- ção de águas superficiais tendo em vista a possibilidade de falha no atendimento.

Argentina

• Identificar (incluíndo causas e estatística) e controlar las enfermidades relaciona- das com a água.

• Avaliar o risco para a saúde humana e a biota aqüática pela presença de metais no trecho boliviano (bacia alta) e argentino – paraguaio (Misión La Paz, Salta) do rio Pilcomayo e gerenciar a partir de medidas não-estruturais e estruturais (armaze- namento e tratamento de efluentes mineiros, remediação de passivos ambientais). • Avaliar , mediante imagens de satélites, os riscos por inundação e secas, estabele-

cem seu impacto na agricultura e na sociedade.

• Articular a assistência técnica para a organização social da produção para ciclos climáticos secos ou úmidos.

• Preparar a sociedade para emergências ou desastres naturais como as inundações e secas.

• Identificar nas áreas de gado os solos que podem suportar maior carga animal nas épocas de inundação.

• Implantar procedimentos de coleta de dados para identificar os eventos climáticos e hidrológicos.

• Gerar uma base de dados de danos e perdas econômicas por inundações. • Preparar o zoneamento das áreas de inundação nas cidades.

• Desenvolver metodologias para avaliação da vulnerabilidade da população com relação às inundações e secas.

• Plano diretor de águas pluviais das cidades médias, grandes e regiões metropoli- tanas;

• Criar um fundo específico para atender a execução de redes de esgotos pluviais • Propor alternativas de financiamento para manutenção dos esgotos pluviais, defe-

sas e obras de saneamento.

• Realizar una análise dos problemas ambientais ocasionados pelo desenvolvimento de áreas produtivas no Delta do Paraná.

• Gerar um manual de orientação para ações de prevenção do risco devido às inundações, secas e catástrofes relacionadas com a água.

• Desenvolver um sistema de alerta, que a partir da presença de eventos extraordi- nários nas bacias e colocar em funcionamento de um plano de ação;

• Desenvolver planos de contingencia;

• Elaborar em conjunto com a população manuais para indicar como atuar em catástrofes;

• Elaborar e por em prática as campanhas de comunicação do risco população, foca- lizando o funcionamento dos sistemas de alerta e os passos a seguir durante a ca- tástrofe;

• Difundir entre a população os planos de emergência existentes; • Aplicar efetivamente as leis existentes sobre uso do solo;

• Promover a consciência hídrica em todas as comunidades sujeitas a risco hídrico. • Gerar mapas de risco de inundação em zonas rurais e aplicá-los mediante uma

inscrição marginal nas escrituras de mudança de domínio das propriedades; • Implementar Planos de Ações de Emergência nas barragens binacionales em coor-

denação com os países que podem ser afetados;

• Conhecer as regras de operação e as medidas de seguridade existentes nas barra- gens de montante da Argentina;

• Coordenar nos países que possuem barragens de montante da Argentina para a- ções de emergência que surjam dos Planos de Ações de Emergência dessas barra- gens.

• Cobrar taxas por drenagem pluvial urbano que permitam a execução de obras de drenagem.

• Diagnosticar a vulnerabilidade social da população potencialmente afetável, para determinar áreas e linhas de ação diferenciais nas fases do continuo de desastre. • Determinar as responsabilidades inerentes a aplicação de um plano de ação duran-

te emergências e consensar sua designação pelos distintos atores envolvidos. • Obter fontes de financiamento para fazer frente as emergências.

• Regularizar a ocupação das planícies de inundação e controle da urbanização. • Estabelecer um seguro contra inundações (delimitar as áreas de risco).

• Contar com uma Lei federal de zonas de risco de inundação e vias de escape de inundações.

• Desenvolver Planos Diretores de Águas Pluviais nas cidades; • Desenvolver programas de mitigação de inundações e secas.

10. Vulnerabilidade a variabilidade climática e modificação