MANEJO ARBÓREO

No documento INSTRUMENTO NORMATIVO (páginas 5-0)

Intervenção direta em exemplares arbóreos dentro de moldes legais e realizados de acordo com as boas práticas de manejo.

ABCD

ABC D

ABC AD B C D 2.18 MANUTENÇÃO DOS ESPÉCIMES ARBÓREOS

Combinação de todas as técnicas, destinadas a manter ou recuperar o estado fitossanitário dos espécimes arbóreos.

2.19 PISOS PERMEÁVEIS

São pisos que permitem passagem de uma porcentagem específica de água para que penetre no solo (Adaptado de SÃO PAULO, 2014).

2.20 PLANTA DE SITUAÇÃO ATUAL (PSA)

Documento técnico a ser apresentado ao órgão licenciador do Município de São Paulo como parte da exigência para obtenção da autorização de manejo arbóreo ou intervenção em Área de Preservação Permanente (APP) que tem como principal objetivo ilustrar na forma de um desenho geométrico a localização georreferenciada, DAP, espécie e origem (nativo ou exótico) de todos os exemplares arbóreos contemplados na área diretamente afetada pela implantação do empreendimento, bem como áreas permeáveis e variáveis de grande significância ambiental, social ou urbana, informações obtidas no ato do cadastramento arbóreo ou verificadas por meio de pesquisa e levantamento bibliográfico.

2.21 PLANTA DE SITUAÇÃO PRETENDIDA (PSP)

Documento técnico a ser apresentado ao órgão licenciador do Município de São Paulo como parte da exigência para obtenção da autorização de manejo arbóreo ou intervenção em Área de Preservação Permanente (APP) que, partindo das informações apresentadas no Projeto de Situação Atual (PSA), tem como principal objetivo ilustrar na forma de um desenho geométrico as necessidades de manejo para os exemplares arbóreos contemplados e as alterações na área diretamente afetada pela implantação do empreendimento.

2.22 PLANTIO

Implantação de espécies vegetais de acordo com as normas existentes e com as boas práticas de manejo.

2.23 PLANTIO EM CALÇADAS

Trata-se da implantação de espécies arbóreas e/ou forrações cuja especificação esteja proposta nos projetos básicos de acordo com a Lei de Calçadas Verdes 13.293/2002 e Portaria SVMA 60/2011 que diz respeito a espécies vasculares do Município de São Paulo.

2.24 PLANTIO EXTERNO

Plantio realizado em área externa àquela de interferência do empreendimento.

2.25 PLANTIO INTERNO

Plantio realizado dentro da área de interferência do empreendimento.

2.26 PODA

Eliminação oportuna de ramificações de uma parte da planta, com vistas a proporcionar seu desenvolvimento saudável e compatível com o espaço físico existente (SÃO PAULO, 2013d).

ABCD

ABC D

ABC AD B C D 2.27 PRESERVA

Exemplar arbóreo presente na área de intervenção que deve ser preservado de qualquer dano.

2.28 PROJETO

Conjunto de elementos escritos e desenhados que contém o estudo completo, a justificativa, o orçamento e a descrição pormenorizada de uma obra, de um sistema, de um equipamento ou de uma instalação, de modo a permitir a sua contratação, execução e implantação.

2.29 PROJETO BÁSICO

Conjunto de elementos necessários e suficientes, com nível de precisão adequado, para caracterizar a obra ou serviço, ou complexo de obras ou serviços objeto da licitação, elaborado com base nas indicações dos estudos técnicos preliminares, que assegurem a viabilidade técnica e o adequado tratamento do impacto ambiental do empreendimento, e que possibilite a avaliação do custo da obra e a definição dos métodos e do prazo de execução, devendo conter os elementos abaixo:

2.29.1 Desenvolvimento da solução escolhida de forma a fornecer visão global da obra e identificar todos os seus elementos constitutivos com clareza.

2.29.2 Soluções técnicas globais e localizadas, suficientemente detalhadas, de forma a minimizar a necessidade de reformulação ou de variantes durante as fases de elaboração do projeto executivo e de realização das obras e montagem.

2.29.3 Identificação dos tipos de serviços a executar e de materiais e equipamentos a incorporar à obra, bem como suas especificações que assegurem os melhores resultados para o empreendimento, sem frustrar o caráter competitivo para a sua execução.

2.29.4 Informações que possibilitem o estudo e a dedução de métodos construtivos, instalações provisórias e condições organizacionais para a obra, sem frustrar o caráter competitivo para a sua execução.

2.29.5 Subsídios para montagem do plano de licitação e gestão da obra, compreendendo a sua programação, a estratégia de suprimentos, as normas de fiscalização e outros dados necessários em cada caso.

2.29.6 Orçamento detalhado do custo global da obra, fundamentado em quantitativos de serviços e fornecimentos propriamente avaliados.

(BRASIL, 1993)

2.30 PROJETO DE COMPENSAÇÃO AMBIENTAL (PCA)

Documento técnico a ser apresentado ao órgão licenciador do Município de São Paulo como parte da exigência para obtenção da autorização de manejo arbóreo ou intervenção em Área de Preservação Permanente (APP) que tem como principal objetivo ilustrar na forma de um desenho geométrico a compensação ambiental advinda das ações contempladas na Planta de Situação Pretendida (PSP).

ABCD

ABC D

ABC AD B C D 2.31 PROJETO EXECUTIVO

É o conjunto dos elementos necessários e suficientes à execução completa da obra, de acordo com as normas pertinentes da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT (BRASIL, 1993).

2.32 REMOÇÃO

Retirada e disposição adequada de tocos e exemplares arbóreos mortos.

2.33 TAXA DE PERMEABILIDADE

É a relação entre a parte permeável, que permite a infiltração de água no solo, livre de qualquer edificação, e a área do lote (SÃO PAULO, 2002).

2.34 TERMO DE AJUSTE DE CONDUTA (TAC)

Termo de Ajustamento de Conduta - TAC é um instrumento de caráter executivo extrajudicial que tem como objetivo a recuperação do meio ambiente degradado ou o condicionamento de situação de risco potencial à integridades ambientais, por meio da fixação de obrigações e condicionantes técnicos, estabelecidos pela Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SÃO PAULO, 2003a).

2.35 TERMO DE COMPROMISSO AMBIENTAL (TCA)

Documento firmado entre o Poder Público e pessoas físicas ou jurídicas, resultante da negociação de contrapartidas nos casos de autorização prévia para manejo de exemplares de porte arbóreo, instituído pelo artigo n° 251, da Lei Municipal n° 12.430, de 13 de setembro de 2002 (BRASIL, 2013).

2.36 TERMO DE COMPROMISSO DE RECUPERAÇÃO AMBIENTAL (TCRA)

Documento oficial firmado pelo proprietário ou empreendedor com o órgão licenciador no qual são formalizadas as medidas a serem executadas visando à recuperação ambiental e/ou recomposição da vegetação nativa, bem como o estabelecimento de prazos para que tais medidas se concretizem. As áreas, objeto da recuperação, devem ser demarcadas em planta. (Adaptado da Portaria DEPRN n° 75 de 21/11/2006).

2.37 TRANSPLANTE

Translocação de um exemplar arbóreo realizado dentro de moldes legais e de acordo com as boas práticas de manejo.

2.38 VEGETAÇÃO DE PORTE ARBÓREO

Aquela composta por espécime ou espécimes vegetais lenhosos, com diâmetro do caule à altura do peito (DAP) superior a 0,05m (cinco centímetros) (SÃO PAULO, 1987).

ABCD

ABC D

ABC AD B C D 2.39 VEGETAÇÃO DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE (VPP)

Vegetação de preservação permanente, de acordo com o § 2°, alínea "a", itens 1, 2, 3 e 4, do artigo 4º da Lei Municipal nº 10.365, de 1987, com mais de 50% (cinquenta por cento) de vegetação arbórea nativa da flora brasileira, com maior parte dos indivíduos arbóreos com DAP entre 31 e 60cm, ou com mais de 50% (cinquenta por cento) de vegetação arbórea nativa da flora brasileira e maior parte dos indivíduos arbóreos com DAP entre 10 e 30cm).

3 PROJETO

A elaboração da documentação técnica a ser apresentada ao órgão licenciador para obtenção da autorização para manejo arbóreo e/ou intervenção em área de preservação permanente demanda informações provenientes dos levantamentos e projetos já concluídos. Os projetos de interesse para o referido trabalho são os Projetos Básico e Executivo de Arquitetura e de Urbanização e Paisagismo.

3.1 PROJETO BÁSICO DE ARQUITETURA

As informações que o Projeto Básico de Arquitetura deve fornecer para a documentação técnica da autorização de manejo estão listadas a seguir.

3.1.1 Definição da área de influência

A área a ser considerada nos documentos de manejo arbóreo é a mesma definida para o empreendimento no Projeto Básico e demais levantamentos cadastrais. Deve ser considerado o limite das áreas passíveis de desapropriações. Devem ser consideradas como área de influência, quando possível, as áreas que estejam fora desses limites, mas que sejam utilizadas para medidas compensatórias ou ainda nos casos em que a concepção do empreendimento prevê a readequação de vias públicas.

3.1.2 Necessidades básicas de manejo

As edificações previstas determinarão as necessidades iniciais de manejo, tendo em vista as interferências destas com os exemplares arbóreos existentes.

3.1.3 Memorial descritivo de arquitetura, contendo as soluções adotadas com relação à vegetação O memorial descritivo de arquitetura deve apresentar todas as informações consideradas no projeto básico de arquitetura com relação ao tema vegetação. No projeto básico deve ser observada a possibilidade de adaptação dos elementos construtivos aos indivíduos arbóreos existentes.

O cadastramento arbóreo deve, se possível, compor os estudos técnicos preliminares que subsidiam o Projeto Básico. Dependendo dos dados disponíveis e do nível de detalhamento este deve fornecer informações relacionadas à densidade arbórea inicial, permeabilidade, áreas de preservação permanente, patrimônio ambiental e outros dados pertinentes, considerando a legislação vigente.

3.2 PROJETO BÁSICO DE URBANIZAÇÃO E PAISAGISMO

As informações que o Projeto Básico de Urbanização e Paisagismo deve fornecer para a documentação técnica da autorização de manejo estão listadas a seguir.

ABCD

ABC D

ABC AD B C D 3.2.1 Localização e identificação dos indivíduos arbóreos a serem utilizados no plantio.

3.2.2 Tabela com a identificação dos exemplares arbóreos, espécies e respectivo diâmetro à altura do peito (DAP).

3.2.3 Tabela de permeabilidade contendo a permeabilidade final e a permeabilidade inicial, quando possível.

3.2.4 Densidade arbórea final, observando a legislação vigente.

3.2.5 Informações detalhadas sobre calçadas verdes previstas.

3.2.6 Memorial descritivo de urbanização e paisagismo, contendo soluções adotadas em relação ao plantio compensatório.

Notas:

(1) O memorial descritivo de urbanização e paisagismo deve apresentar todas as considerações relevantes relacionadas ao projeto previsto. Devem ser apresentadas as considerações específicas no caso de utilização de pisos permeáveis, com a devida verificação destes no cálculo da taxa de permeabilidade.

(2) A taxa de permeabilidade deve atender, além da legislação de uso e ocupação do solo, aos critérios disponíveis estabelecidos pelos órgãos licenciadores.

(3) O memorial descritivo de urbanização e paisagismo deve apresentar as ponderações sobre o atendimento aos requisitos legais pertinentes relacionados ao plantio e informações sobre intervenções urbanísticas que possam ser consideradas para fins de compensação ambiental.

3.3 PROJETO EXECUTIVO DE ARQUITETURA E DE URBANIZAÇÃO E PAISAGISMO O projeto executivo, se disponível, deve fornecer os dados descritos nos itens 2.1 e 2.2 em nível de detalhe compatível com esta etapa de projeto.

4 DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA PARA SOLICITAÇÃO DO MANEJO

A documentação a ser apresentada ao órgão licenciador deve atender rigorosamente às legislações e procedimentos aplicáveis em função da localização e abrangência do empreendimento. Deve ser verificada a competência para licenciar as intervenções em exemplares arbóreos, sendo municipal no caso de intervenções locais e estadual para intervenções intermunicipais ou no caso de municípios que não tenham autonomia para aprovar este tipo de solicitação nos termos da Lei Federal n° 12.651, de 25 de Maio de 2012.

Em todos os casos deve ser observada a legislação municipal cabível.

4.1 CADASTRAMENTO ARBÓREO PARA O PROJETO DE SITUAÇÃO ATUAL OU PROJETO EQUIVALENTE EM FUNÇÃO DO ÂMBITO DO LICENCIAMENTO

O cadastramento arbóreo já existente deve ser utilizado como base para um cadastramento posterior mais detalhado que deve embasar o PSA e/ou outros documentos pertinentes exigidos no processo de obtenção da autorização para manejo de espécies arbóreas, palmeiras e coqueiros, todos devendo atender aos requisitos descritos na legislação vigente.

ABCD

ABC D

ABC AD B C D Na fase da elaboração do PSA e demais documentos pertinentes, o levantamento em campo é etapa obrigatória do cadastramento arbóreo. Este deve contemplar o levantamento topográfico, caso este não exista ou se mostre insuficiente, e o levantamento de espécies de porte arbóreo dentro das áreas de influência, marcando e georreferenciando cada exemplar levantado.

O Levantamento topográfico dos exemplares arbóreos deve respeitar a classe de levantamento IIP (1: 20000) indicada na tabela 7 da NBR 131.333, a fim de atingir o mesmo nível de levantamento contido nos documentos técnicos do Metrô.

A identificação de cada exemplar em campo deve ser realizada de forma a causar o mínimo de dano possível dos espécimes e de tal maneira que seja possível verificar o cadastramento arbóreo em campo em visitas posteriores sem perda ou comprometimento de informações.

Como produtos obrigatórios do cadastramento arbóreo, devem ser elaborados:

a) Relatório fotográfico, que deve no mínimo apresentar uma breve descrição do local e a identificação, espécie (nome científico e popular), origem, DAP, altura e foto datada de cada exemplar levantado.

b) Planta de Situação Atual (PSA) ou desenho geométrico equivalente dependendo da legislação aplicada.

c) Identificação de cada exemplar em campo de acordo com a legenda utilizada no relatório e no projeto.

Em ambos os documentos deve ser apresentada a certificação de responsabilidade técnica junto ao respectivo conselho de classe.

Seguindo as boas práticas e recomendações do órgão licenciador, os dados obtidos no ato do cadastramento arbóreo devem ser apresentados em um PSA ou desenho geométrico equivalente com a localização georreferenciada de cada exemplar e estes devendo ser representados de maneira diferenciada de acordo com o intervalo em que seus DAP estão contidos.

Os exemplares representados no desenho devem ser correlacionados a uma tabela que deve apresentar a identificação (nome popular, espécie e gênero), DAP (parcial e quadrático), origem, estado fitossanitário, altura e volume de madeira (m³) sendo separados nas categorias nativos, exóticos, pinus/eucaliptos/espécies arbóreas invasoras e tocos/exemplares arbóreos mortos.

A documentação apresentada deve atender rigorosamente à legislação aplicável e demais exigências estabelecidas pelos órgãos licenciadores. Deve ser apresentado o projeto de manejo e qualquer tipo de justificativa exigida pelo órgão com croquis explicativos, desenhos e relatórios técnicos, acompanhados de certificação de responsabilidade técnica, junto ao respectivo conselho de classe.

4.2 PROPOSTA DE MANEJO: PLANTA DE SITUAÇÃO PRETENDIDA OU PROJETO EQUIVALENTE EM FUNÇÃO DO ÂMBITO DO LICENCIAMENTO

O projeto de situação pretendida ou equivalente deve ser elaborado tendo por base os projetos básicos ou ainda executivos, se houver, bem como as demais necessidades de manejo relacionadas à execução da obra.

ABCD Deve ser definido formalmente se a solicitação de manejo deve ser realizada em uma etapa ou em etapas distintas, considerando a estratégia de execução da obra. A estratégia de solicitação de manejo deve ser formalizada e devidamente aprovada pela gerência de empreendimento responsável.

Antes da elaboração da proposta de manejo deve ser verificado se existe sobreposição com outros termos de compromisso existentes. Se a sobreposição for constatada deve ser apresentada a compatibilização dos projetos no Projeto de Situação Pretendida ou no projeto equivalente.

Como produtos obrigatórios da Proposta de Manejo, devem ser elaborados a Planta de Situação Pretendida (PSP) ou desenho geométrico equivalente dependendo da legislação aplicada e qualquer tipo de justificativa de manejo exigida pelo órgão ambiental licenciador, como croquis explicativos, desenhos e relatórios técnicos, acompanhados de certificação de responsabilidade técnica, junto ao respectivo conselho de classe.

4.2.1 Premissas para a proposta de transplante

Para a proposta de transplante devem ser consideradas as premissas legais e técnicas de viabilidade, considerando, sem a elas se limitar, a espécie do exemplar, porte, condições fitossanitárias, relevância ambiental, equipamentos envolvidos e distância de transplante. Além disso, deve ser priorizado o transplante interno ou no entorno contribuindo para a melhor qualidade ambiental da área afetada.

O local final de transplante deve considerar as condições da área e seu uso futuro, evitando o manejo reincidente do mesmo exemplar. Deve ser verificado se não estão previstas interferências com a própria obra ou com outros empreendimentos.

4.2.2 Premissas para a Proposta de corte

Para a proposta de supressão por corte devem ser consideradas as premissas legais e técnicas de viabilidade, considerando o corte como último recurso de manejo. Devem ser observadas, sem a elas se limitar, a espécie do exemplar, porte, condições fitossanitárias e relevância ambiental.

4.3 PROPOSTA DE COMPENSAÇÃO AMBIENTAL: PROJETO DE COMPENSAÇÃO AMBIENTAL OU PROJETO EQUIVALENTE EM FUNÇÃO DO ÂMBITO DO LICENCIAMENTO

O projeto de compensação ambiental ou equivalente deve ser elaborado tendo por base as determinações da legislação em vigor bem como as exigências do órgão ambiental utilizando, quando aplicável, os projetos de urbanização e paisagismo na proposta de compensação ambiental.

Como produtos obrigatórios da Proposta de Compensação Ambiental, deverão ser elaborados o Projeto de Compensação Ambiental (PCA) ou desenho geométrico equivalente dependendo da legislação aplicada e documentos de apoio como croquis explicativos, desenhos e relatórios técnicos, acompanhados de certificação de responsabilidade técnica junto ao respectivo conselho de classe.

4.3.1 Critérios para compensação ambiental

A compensação ambiental apresentada no Projeto de Compensação Ambiental ou projeto equivalente deve ser elaborado de acordo com a seguinte ordem de prioridades, quando aplicável:

a) Plantio Interno e outras intervenções urbanísticas contempladas nos projetos de urbanização e paisagismo.

ABCD

ABC D

ABC AD B C D b) Plantio Externo e outras intervenções urbanísticas propiciando a melhoria da qualidade

ambiental no entorno do empreendimento.

c) Depósito de recursos financeiros em fundo específico, de acordo com a legislação.

d) Fornecimento de mudas a um viveiro credenciado e autorizado pelo órgão ambiental licenciador.

e) Conversão em obras e serviços de interesse público.

A estratégia de compensação ambiental deve ser formalizada e devidamente aprovada pela gerência de empreendimento ou funcional responsável, ficando sujeita a avaliação do órgão ambiental e à legislação aplicável.

4.3.2 Premissas para o Plantio Compensatório

A proposta de plantio compensatório deve seguir a rigor as premissas técnicas e legais, devendo-se verificar se os exemplares sugeridos possuem características que se enquadrem nos quesitos exigidos, principalmente a espécie e o porte dos exemplares.

Na definição dos locais para realização do plantio, deve ser priorizado o plantio interno de acordo com o que foi apresentado nos projetos de urbanização e paisagismo existentes. Nos casos em que o número de exemplares arbóreos a serem plantados como compensação ambiental exigido pela legislação exceder a capacidade suporte da área do empreendimento, o plantio interno deve ser proposto de tal maneira que a densidade arbórea final ao menos se iguale à densidade arbórea inicial, de acordo com os critérios do órgão licenciador. O restante da compensação deve ser executado conforme estabelecido no item 4.3.1 deste documento.

Os plantios externos podem ser realizados tanto em áreas públicas, como praças, parques e calçadas, como em áreas privadas, ambos os casos tem o intuito de estabelecer o enriquecimento arbóreo e melhoria da qualidade ambiental no entorno do empreendimento.

Nos casos em que o órgão licenciador exigir a indicação de áreas para plantio, deve-se prosseguir da seguinte maneira:

a) Para áreas de propriedade do Metrô: verificar as condições da área, incluindo seu uso futuro ou a possibilidade de existir a sobreposição do plantio com outras autorizações de mesma natureza.

b) Para os demais casos: adicionalmente aos requisitos estabelecidos no item a) deste mesmo capítulo, deve-se apresentar as autorizações cabíveis emitidas pelo proprietário para uso da área.

Quando o plantio for proposto em calçadas, deve ser solicitada à prefeitura ou subprefeitura correspondente a autorização para este tipo de intervenção, tendo em vista que muitas vezes é necessária a readequação do local com a demolição de calçadas, implantação de calçadas verdes e construção de canteiros apropriados.

A responsabilidade da manutenção dos exemplares plantados como forma de compensação ambiental deve estar vinculada ao empreendedor de acordo com os prazos determinados pela legislação vigente e pelas determinações do órgão licenciador.

ABCD

ABC D

ABC AD B C D 4.3.3 Premissas para intervenções urbanísticas

A proposta de compensação ambiental deve contemplar, se houverem, obras de intervenção urbanísticas de acordo com os projetos de urbanização e paisagismo do empreendimento e/ou outros projetos de intervenção externos para o entorno, atendendo a quesitos legais e como forma complementar de compensação ambiental.

4.3.4 Premissas para outras formas de compensação ambiental

A compensação ambiental pode ser convertida em depósito de recursos financeiros em fundo específico, fornecimento de mudas a um viveiro credenciado e autorizado pelo órgão ambiental licenciador ou obras e serviços de interesse público, todos os casos sujeitos a aprovação e avaliação do órgão ambiental licenciador e seguindo a legislação ambiental aplicada nos casos em que as áreas para realização do plantio compensatório no interior e no entorno do empreendimento se mostrarem insuficientes para atender à demanda exigida pela legislação ambiental.

As obras de interesse público utilizadas como conversão de compensação ambiental devem estar relacionadas com a eliminação, redução ou recuperação do dano ambiental e com a melhoria da qualidade ambiental onde o empreendimento está inserido de acordo com as leis aplicadas.

As obras de interesse público utilizadas como conversão de compensação ambiental devem estar relacionadas com a eliminação, redução ou recuperação do dano ambiental e com a melhoria da qualidade ambiental onde o empreendimento está inserido de acordo com as leis aplicadas.

No documento INSTRUMENTO NORMATIVO (páginas 5-0)