ITAPECERICA DA SERRA
MAPA MACROZONEAMENTO PLANO DIRETOR DE JANDIRA
ANEXO 2 157
JAÚ
Lei Complementar no 277/06.
Ano do Plano Diretor 2006
10 O município já possuía plano(s) diretor(es) antes do atual?
Sim.
Há apenas os estudos para o PDDI de 1970, mas que não foi aprovado pela Câmara de Vereadores de Jaú. No entanto, tais estudos foram referência para o ordenamento do crescimento da cidade na década de 70.
Sabe se teve consultoria? Tem foto Tem mapa 20 O plano diretor estabelece um novo perímetro urbano no município?
Sim, o plano estabelece um novo perímetro urbano.
21 O plano diretor aumentou ou diminuiu o perímetro urbano do município?
O Plano aumentou o perímetro urbano.
22 O plano diretor estabelece regras ou condições para alterar o perímetro urbano do município? Quais?
Sim, o plano apresenta que o perímetro urbano poderá ser ampliado, a critério do Poder Público Municipal, mediante lei. O plano também estabelece que a ampliação do perímetro urbano deverá, obrigatoriamente, preservar a continuidade das manchas urbanas, considerar a capacidade de atendimento dos serviços urbanos, impedir vazios urbanos e considerar a implantação da infraestrutura urbana básica e do acesso viário.
23 O plano diretor define parâmetros e regras específicas para a realização de empreendimentos habitacionais de interesse social, em especial de parcelamento do solo de interesse social?
Não, o plano não prevê parâmetros e regras especificas para a realização de empreendimentos habitacionais de interesse social.
24 O plano diretor define área ou zona de expansão urbana?
Sim, o plano define Macrozona de Expansão Urbana, como visto na questão 11. Ele define também duas Zonas Especiais de Expansão Urbana (A e B) ZEEU-A e ZEEU-B.
A ZEEU-A permite parcelamentos de chácaras com lotes mínimos de 5.000 m², deve respeitar as diretrizes viárias e a consolidação e ampliação do sistema viário municipal, com s larguras mínimas de vias segundo a hierarquia viária. Deverá ser obrigatória a instalação de infra-estrutura básica: redes de distribuição de água, coleta e afastamento de esgotos e outros definidos pela leis de parcelamento do solo municipal, estadual e federal. A impermeabilização do solo deve ser de 10%.
A ZEEU-B permite usos residenciais, comerciais e de prestação de sérvios de densidade média. Os lotes mínimos deverão ser de 300 m². A obrigatoriedade da infra-estrutura é a mesma da ZEEU-A . A impermeabilização máxima do solo é de 60%. A principal diferença entre a ZEEU-A e a ZEEU-B é que nesta última se concentram as microbacias dos principais recursos hídricos de influência dos mananciais de captação de
158 ANEXO 2
Jaú. 25 O plano diretor inclui a área ou zona de expansão urbana nos mapas anexos?
Sim, ele apresenta tanto as Macrozona de Expansão Urbana quanto as Zonas de Expansão Urbana do município.
26 O plano diretor apresenta descrição dos limites da área ou zona de expansão urbana?
Não há descrição precisa, apenas genérica.
27 O plano diretor define regras ou condições para a ocupação da área ou zona de expansão urbana?
Como apresentado na questão 11, o plano apresenta a abrangência e as diretrizes da Macrozona de Expansão Urbana, diferentemente de regras ou condições específicas para a ocupação.
Com relação às Zonas de Expansão Urbana o plano apresenta que as Zonas Especiais de Expansão Urbana permitirão usos residenciais de chácaras (lotes de 5.000 m2
), enquanto as Zonas Especiais de Expansão Urbana B permitirão usos residenciais, comerciais e de prestação de serviços de densidade média (lotes de 300 m2).
28 O plano diretor estabelece que os novos loteamentos devem prever áreas para habitação de interesse social?
Não, o plano não estabelece que os novos loteamentos devam prever áreas para habitação de interesse social.
29 Caso o plano diretor NÃO estabeleça que os novos loteamentos devem prever áreas para habitação de interesse social, a lei de parcelamento do solo em vigor possui alguma regra similar?
Não, a lei em vigor não prevê áreas (em novos empreendimentos de parcelamento do solo) para habitação de interesse social.
Comentários
ANEXO 2 159
JUNDIAÍ
Lei no 415/04.
Ano do Plano Diretor 2004
10 O município já possuía plano(s) diretor(es) antes do atual?
Sim. A lei n° 224 de 27 de dezembro de 1996. Observamos, ainda, que no site da Câmara de Vereadores de Jundiaí constam 49 leis que alteram o Plano Diretor, isso até a data de 1991, no entanto, não consta o número da lei do Plano Diretor anterior a de 1996.
20 O plano diretor
estabelece um novo perímetro urbano no município?
Não. No Plano Diretor é previsto como uma ação para o zoneamento promover a revisão do perímetro urbano de Jundiaí. O Plano Diretor estabeleceu prazo 30 dias para elaboração da planta do zoneamento, pela Prefeitura Municipal, e especificou que esse deveria respeitar as previsões contidas na lei complementar que regula o zoneamento, o uso e a ocupação do solo (como não foi citado o número da lei, entendo que seria aquela que estava em vigência na data de publicação do mapa). Na lei de Zoneamento, posterior, não foi citado alteração do perímetro urbano.
21 O plano diretor aumentou ou diminuiu o perímetro urbano do município?
Não houve alteração no perímetro urbano.
22 O plano diretor
estabelece regras ou condições para alterar o perímetro urbano do município? Quais?
Sim. Estabeleceu considerações quanto a existência na Zona Urbana de áreas suficientes para atender a demanda de crescimento socioeconômico do Município, fazendo alterações no perímetro urbano apenas para: a) incluir as áreas já urbanizadas, consolidadas e regularizadas da Zona Rural;
b) incluir as áreas a serem beneficiadas pela Lei Complementar nº 358/2002;
c) excluir as áreas pertencentes à Zona Urbana cujas características viabilizem a realização de atividades rurais e conservacionistas;
Tem como diretriz para o zoneamento assegurar que revisões no perímetro urbano ou no zoneamento sejam objeto de estudos abrangentes, que contemplem o contexto da cidade como um todo e sua demanda social específica.
23 O plano diretor define parâmetros e regras específicas para a realização de empreendimentos habitacionais de interesse social, em especial de parcelamento do solo de interesse social?
Entre as diretrizes gerais da política municipal de habitação está: edificação para assentamentos de interesse social, regularização fundiária e urbanização de áreas ocupadas por população de menor renda, considerando a situação socioeconômica da população sem ignorar as
normas ambien No entanto, a matéria estava
prevista para ser tratada na lei de uso e ocupação do solo.
Na Lei Complementar nº 416/2004 (revisada e alterada pela LC nº 444/2007, retificada pela LC nº 448/2007) as áreas que vierem a ser ocupadas por empreendimentos de habitação de interesse social passarão a integrar a ZEIS. No entanto, não foram grafadas ZEIS de vazios. E com o objetivo de viabilizar a urbanização e a regularização fundiária das áreas ocupadas por núcleos de submoradias, os parâmetros de uso e ocupação do solo serão objeto de normas técnicas especiais e apropriadas à condição de cada local, fixadas por ato do Poder Executivo Municipal. O artigo 69 da lei de uso e ocupação do solo (416/2004 e alterações) prevê que em qualquer imóvel da zona urbana, com exceção daqueles situados nas Zonas de Conservação Ambiental (ZC), será permitido o parcelamento em lotes com área mínima de 150,00 m2e frente mínima de 7,50 m, desde que o empreendimento seja considerado de interesse social e sejam atendidas as seguintes condições:
- localização adequada para a implantação de bairros de uso predominantemente residencial ou de conjuntos de moradias para o atendimento, prioritariamente, da demanda da população de baixa renda;
II - terreno, lote ou gleba, com características físicas satisfatórias quanto à topografia, às condições de drenagem e aos aspectos
160 ANEXO 2
geotécnicos;
III - prova de atendimento à população de baixa renda mediante a oferta de, no mínimo, 15% (quinze por cento) das unidades geradas para utilização ou comercialização através da Fundação Municipal de Ação Social FUMAS, ou de outro órgão municipal ou estadual competente;
IV - existência de demanda por lotes ou habitações populares na região.
§ 1º. A proposta de realização de empreendimento de interesse social deverá ser analisada e aprovada pela Secretaria Municipal de
Planejamento e Meio Ambiente e pela Secretaria Municipal de Obras SMO.
§ 2º. As unidades ofertadas à Fundação Municipal de Ação Social - FUMAS serão comercializadas ou adquiridas pelo preço equivalente ao custo de produção acrescido de uma remuneração máxima de 20% (vinte por cento).
§ 3º. A FUMAS ou outro órgão municipal ou estadual competente terá o prazo de até 6 (seis) meses após a conclusão das obras de
implantação do loteamento para comercializar os lotes ofertados pelo empreendedor.
§ 4º. Esgotado o prazo definido no parágrafo anterior, os lotes não comercializados passarão a ser administrados pelo empreendedor, nas mesmas condições das demais unidades.
§ 5º. O interessado poderá propor a realização de empreendimento de interesse social no ato da solicitação das diretrizes, ou na apresentação do respectivo projeto de implantação.
§ 6º. Os usos permitidos nos empreendimentos de interesse social serão os seguintes:
I - lotes com área inferior a 250 m2 (duzentos e cinqüenta metros quadrados): apenas o uso residencial unifamiliar.
II - lotes com área igual ou superior a 250 m2
(duzentos e cinqüenta metros quadrados): serão permitidos os mesmos usos estabelecidos para os imóveis da zona residencial ZR-2.
§ 7º. Os imóveis ocupados por empreendimentos de interesse social passarão a integrar a Zona de Especial Interesse Social
24 O plano diretor define área ou zona de expansão urbana?
Não enquanto zoneamento. A menção à zona de expansão urbana aparece no plano diretor como indicação de vetores prioritários para o crescimento futuro da cidade (oeste e noroeste).
Acho que há um equívoco do avaliador - o Plano Diretor não se refere a zona de expansão urbana em nenhuma situação, faz menção a direcionar a expansão urbana para as regiões oeste e noroeste, consideradas vetores de crescimento (o termo expansão urbana não está, nesse caso, associado a zona ou zoneamento).
25 O plano diretor inclui a área ou zona de expansão urbana nos mapas anexos?
Não.
26 O plano diretor apresenta descrição dos limites da área ou zona de expansão urbana?
Não.
27 O plano diretor define regras ou condições para a ocupação da área ou zona de expansão urbana?
O Plano aponta como diretrizes para o parcelamento, uso e ocupação do solo de Jundiaí, direcionar a expansão urbana para as regiões oeste e noroeste, considerando-as vetores de crescimento da cidade.
28 O plano diretor estabelece que os novos loteamentos devem prever áreas para habitação de interesse social?
Não.
29 Caso o plano diretor NÃO estabeleça que os novos loteamentos devem prever áreas para habitação de interesse social, a lei de
ANEXO 2 161
parcelamento do solo em vigor possui alguma regra similar?
Comentários
Fonte do documento original: Nara Leal Argiles, 2009.
O Plano traz um zoneamento e, subentende-se pela citação a seguir, que a alteração de uso rural para urbano deve ser precedida de estudos e de consulta ao Conselho.
entendido como o limite entre as Zonas urbana e rural, cuja planta, no prazo de 30 (trinta) dias do início de vigência desta Lei
Complementar, será elaborada pela Prefeitura Municipal, respeitando-se, ainda, as previsões contidas na lei complementar que regula o zoneamento, o uso e a ocupação do solo.
§ 1º. Entende-se por Zona Urbana a porção do território destinada às funções de habitação, circulação, recreação e trabalho.
§ 2º. Entende-se por Zona Rural a porção do território destinada às atividades agropecuárias, minerárias, ao agroturismo, às atividades de apoio à agrosilvopastoril e agroindústria, e à conservação das áreas de interesse ambiental.
§ 3º. Integram a Zona Rural as Zonas de Conservação Ambiental; a Zona de Preservação, Restauração e Recuperação Ambiental; e a Reserva Biológica, instituídas por lei complementar específica.
Art. 41. A alteração das Zonas Urbana e Rural deverá ser precedida de estudos técnicos e de parecer conclusivo comprovando sua necessidade; com consulta prévia à Comissão do Plano Diretor e ao Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente