ITAPECERICA DA SERRA
MAPA MACROZONEAMENTO PLANO DIRETOR DE MOGI DAS CRUZES
Fonte: Anexo VI, Plano Diretor de Mogi das Cruzes, Lei Complementar no
ANEXO 2 191
MOGI GUAÇU
Lei Complementar no 968/08.
Ano do Plano Diretor 2008
10 O município já possuía plano(s) diretor(es) antes do atual?
Sim. A Lei 704 de 1971. 20 O plano diretor estabelece um
novo perímetro urbano no município?
O Perímetro urbano compreende a Zona Urbana, correspondente a toda a área com cobertura de infraestrutura e serviços urbanos, contínuo ou não. 21 O plano diretor aumentou ou
diminuiu o perímetro urbano do município?
Aumentou.
22 O plano diretor estabelece regras ou condições para alterar o perímetro urbano do município? Quais?
Poderá haver o parcelamento do solo na zona rural para a formação de chácaras de recreio, desde que aprovada previamente a alteração de uso do solo de rural para urbano (Zona de Urbanização Específica), sujeita à Outorga Onerosa pela Alteração do Uso, nos termos da legislação federal aplicável e deste Plano Diretor, observadas, dentre outras pertinentes, as seguintes diretrizes gerais:
a) a oferta de equipamentos urbanos e comunitários, transporte e serviços públicos adequados aos interesses e necessidades da população, especialmente relativos ao abastecimento de água, coleta e tratamento de esgotos, e às características locais;
b) a adoção de expansão urbana e de padrões de produção e consumo compatíveis com os limites da sustentabilidade ambiental, social e econômica do Município e do território sob sua área de influência;
II seja considerado o critério da proximidade com a mancha urbana contínua do Município.
23 O plano diretor define parâmetros e regras específicas para a realização de empreendimentos habitacionais de interesse social, em especial de parcelamento do solo de interesse social?
Sim. A implantação de conjunto residencial de interesse social depende da aprovação prévia de plano de urbanização elaborado com a participação da população (organizada) a ser atendida, ouvidos os Conselhos Municipais de Desenvolvimento Integrado, de Habitação e de Assistência Social, conforme escopo de trabalho definido pela Administração Pública Municipal, no qual deverão estar previstos, no mínimo: levantamentos físicos e sociais; diagnósticos físicos e sociais; projetos de parcelamento do solo; projetos de arquitetura e urbanismo; projetos de execução da infraestrutura urbana básica conforme as disposições desta Lei Complementar;
VI metodologia para viabilizar a participação da comunidade em todo o processo.
24 O plano diretor define área ou zona de expansão urbana?
Sim. São áreas delimitadas destinadas à expansão urbana do município para além de seu perímetro urbano oficial.
25 O plano diretor inclui a área ou zona de expansão urbana nos mapas anexos?
Sim.
26 O plano diretor apresenta descrição dos limites da área ou zona de expansão urbana?
Não.
27 O plano diretor define regras ou condições para a ocupação da área ou zona de expansão urbana?
Sim. O poder executivo adotará como diretriz para as Zonas de Expansão urbana a integração com a cidade, a partir da definição de diretrizes especificas para ocupação, entre as novas frentes de urbanização e os tecidos urbanos consolidados em seu entorno.
28 O plano diretor estabelece que os novos loteamentos devem prever áreas para habitação de interesse social?
Não.
29 Caso o plano diretor NÃO estabeleça que os novos loteamentos devem prever áreas para habitação de interesse social, a lei de parcelamento do solo em vigor possui alguma regra similar?
Não.
Comentários
192 ANEXO 2
Como se vê pelo mapa que segue, o perímetro urbano atual ainda possui áreas urbanas não arruadas, possivelmente não ocupadas. Dentro da Zona Rural está prevista uma Zona de Expansão Urbana-ZEX (em verde claro no mapa de Zoneamento que segue) e uma Zona Industrial proposta para além da Zona Urbana (em roxo no mapa de Zoneamento).
O entorno da área urbana definida pelo perímetro urbano - também possui ocupações urbanas que o Plano reconhece
área urbana serão considerados como integrantes da Zona Urbana descontínua. Correspondem às Zonas de Urbanização Específica-ZUE (núcleos isolados), presentes no Mapa de Zoneamento apresentado a seguir. O Plano determina objetivos relativos à expansão horizontal da cidade:
ART. 7º) Constituem objetivos gerais relativos à expansão horizontal da cidade:
I a ocupação prioritária de vazios urbanos, para aproveitamento da infraestrutura urbana instalada, II a integração de bairros e outros aglomerados urbanos atualmente isolados.
ART. 8º) Fica proibida (Lei
Complementar no 968/08, art.7 a 8).
urbanização limitado e concentrado no interior do atual perímetro urbano oficial, impedindo a expansão
o
968/08, art.20).
Considerando a definição da Zona de Urbanização Específica-ZUE no plano, ainda é possível a implantação de novos núcleos isolados em áreas rurais, dependendo de parecer favorável do Conselho Municipal de Desenvolvimento Integrado de Mogi Guaçu (CONCIDADE) e de autorização por lei específica, desde que atenda às seguintes condições:
obedecer as diretrizes e normas específicas previstas neste Plano Diretor para a implantação de chácaras de recreio, inclusive a outorga onerosa de alteração de uso rural para de urbanização específica; II atender as diretrizes definidas previamente pelo Poder Público Municipal, especialmente no que diz respeito a mobilidade, acessibilidade, sistema viário, infraestrutura urbana, serviços públicos,
transportes e proteção ambiental;
III lotes mínimos de 1.000,00 m² (Lei Complementar no
968/08, art.81).
Além disso, na ZUE serão permitidos os mesmo índices, afastamentos em relação à rua e às divisas do terreno da Zona Residencial, com exceção dos relativos aos usos plurifamiliar.
Com relação à Zona de Expansão Urbana-ZEX, o Plano
para as Zonas de Expansão Urbana a integração com a cidade, a partir da definição de diretrizes específicas para ocupação, entre as novas frentes de urbanização e os tecidos urbanos consolidados em seu en (Lei Complementar no 968/08, art.87). Nada mais é afirmado sobre esta Zona.
Em relação ao Uso do Solo na Zona Rural para chácaras de recreio, o parcelamento do solo na Zona Rural para a formação de chácaras de recreio somente poderá ser permitido desde que:
aprovada previamente a alteração de uso do solo de rural para urbano (Zona de Urbanização Específica), sujeita à outorga onerosa pela alteração do uso, nos termos da legislação federal aplicável e deste Plano Diretor, observadas, dentre outras pertinentes, as seguintes diretrizes gerais:
a) a oferta de equipamentos urbanos e comunitários, transporte e serviços públicos adequados aos interesses e necessidades da população, especialmente relativos ao abastecimento de água, coleta e tratamento de esgotos, e às características locais;
b) a adoção de expansão urbana e de padrões de produção e consumo compatíveis com os limites da sustentabilidade ambiental, social e econômica do Município e do território sob sua área de influência;
II seja considerado o critério da proximidade com a mancha (Lei
Complementar no
968/08, art.97).
O parcelamento de solo de chácaras de recreio podem ser implantadas em área rural. Sobre as chácaras de recreio, elas podem ser objeto de parcelamento urbano desde que pagando Outorga Onerosa de Alteração
de Uso e não podem ter área de lote menor que 1 mil m2
ANEXO 2 193
zoneamento para urbano, identificados como núcleos isolados. Percebe-se que, da forma como está o texto do plano subentende-se que é possível obter parcelas urbanas (menores que um módulo rural) sobre áreas
rurais com uma transformação automática do uso do solo.
ART. 98) As chácaras de recreio são empreendimentos de parcelamento do solo em Zona Rural para fins urbanos antecedidos da aprovação de alteração de uso do solo de rural para urbano, constituem Zona de Urbanização Específica e devem atender as demais disposições aplicáveis contidas nesta lei e as seguintes exigências:
I uso residencial para lazer ou recreação;
II localização em zonas passíveis de alteração de uso nos termos desta Lei Complementar;
III apresentação de lotes com área igual ou maior do que 1.000,00 m² (hum mil metros quadrados); IV deverão dispor de reservatório enterrado para absorção de águas pluviais, para lotes a partir de 2.000,00 m² de terreno.
ART. 99) As chácaras de recreio só poderão ser permitidas, nos termos deste Plano Diretor, mediante o pagamento de contrapartida em decorrência da aplicação da outorga onerosa de alteração de uso do solo, nas condições estabelecidas em lei complementar específica.
ART. 100) Cada lote em chácara de recreio poderá ter, no máximo, duas unidades residenciais
autônomas, contíguas ou isoladas, e deverá ser dotado de fossa séptica ou outro sistema ambientalmente mais adequado para o afastamento de esgotos, quando não puder ter ligação com uma rede coletora para todo o empreendimento. (...)
ART. 101) Além das demais restrições e exigências previstas para as diversas modalidades de
parcelamento do solo, a aprovação e a implantação de chácaras de recreio fica condicionada também ao atendimento dos seguintes requisitos, sob análise da Administração Pública Municipal:
I ter acesso garantido por estrada municipal ou rodovia estadual ou federal;
II aprovação do estudo de viabilidade ambiental, viária e de sistemas de infraestrutura, que deverão compreender água, esgoto, pavimentação, drenagem, redes de energia elétrica domiciliar e pública e sistema de arborização e áreas verdes;
III - aprovação de sistema de esgotamento sanitário a ser instalado mediante adoção de sistemas de coleta e tratamento que não comprometam a saúde pública e a integridade ambiental, particularmente a qualidade dos recursos hídricos da região.
§ 1º. As vias de caráter essencialmente local deverão ser pavimentadas, por meio que não impeça a permeabilidade, garantindo assim condições satisfatórias de mobilidade, acessibilidade e segurança aos pedestres e veículos.
§ 2º. Serão realizadas obras de implantação de sistemas de drenagem, que previnam o desenvolvimento dos processos erosivos e de assoreamentos e em conformidade com o estabelecido como diretrizes para o empreendimento.
ART. 102) Com a implantação do empreendimento, a respectiva área terá seu zoneamento alterado, sendo incluída no perímetro urbano, deixando de pertencer à Zona Rural e passará a pertencer à Zona de Urbanização Específica (ZUE) Núcleos Urbanos Isolados, com a respectiva alteração de uso do solo de rural para urbano, e outorga onerosa de alteração de uso.
ART. 103) Após a aprovação a que se refere o artigo anterior, a área destinada às chácaras de recreio ficará sujeita a incidência dos tributos e encargos municipais relativos à propriedade do solo urbano.
ART. 104) As chácaras de recreio não poderão ter destinação agropecuária para fins econômicos Lei
Complementar no
968/08, arts.98 a 103).
A lei também permite a figura do condomínio residencial horizontal, desde que não possua atividade comercial interna à área fechada (no perímetro, esta pode ser instalada, desde que o acesso à todas as pessoas seja possível), e conforme o caso, obedeça exigências de reserva de áreas preservadas ambientalmente, de áreas de uso público verde, de lazer e para instalação de equipamentos públicos. Permite também individualizar os lotes que não poderão ter área inferior a 300m2
, ou seja, podem ser parcelas urbanas (art.69).
A lei ainda permite o fechamento de loteamentos, ainda que parcial, desde que se constituam condomínios horizontais desde que seja constituída uma associação sem fins lucrativos de proprietários e adquirentes, e que o fechamento não cruze o trajeto do transporte coletivo.
Nestes dos casos acima novos condomínios horizontais e loteamentos antigos transformados em condomínios horizontais , as funções públicas serão exercidas pelo condomínio.
No caso da figura dos Conjuntos Residenciais de Interesse Social (arts.112 a 113), o Plano não exige a iluminação pública como infraestrutura.
194 ANEXO 2