Este estudo teve seu delineamento metodológico estruturado como uma pesquisa documental, de opinião. Os pesquisadores deste estudo apenas fizeram uma consulta ao material de avaliação subjetiva de esforço, disponibilizados pelo técnico, após a realização dos treinamentos que se seguem. Nove atletas de basquetebol masculino amadores, com idade entre 14 a 21 anos, frequentaram normalmente sua rotina de treinamento. Em nenhum momento os pesquisadores sugeririam um procedimento experimental, cabendo aos mesmos apenas um registro das tarefas orientadas pelo técnico. Sete atletas eram de categoria Sub-16, categoria essa que permite atletas em competições com idade até 16 anos e dois atletas eram de categoria Sub-21, categoria que permite atletas com até 21 anos. Os sujeitos foram divididos pelo técnico em duas equipes com cinco atletas, com nível de desempenho físico e técnico equilibrado para cada equipe. Um dos times ficou com um jogador a menos, onde havia um atleta que acabara de entrar na equipe, mas que devido ao nível de aprendizado técnico ainda baixo participou da pesquisa apenas para completar as equipes e não foi documentado nesse estudo. As equipes permaneceram as mesmas nos dois jogos.

Descrição dos jogos

Todos os jogos foram realizados com as mesmas dimensões e números de jogadores permitidos pela regra (5X5), com duração de 10 minutos contínuos, onde todo o tempo os atletas foram recebendo incentivos verbais do técnico para que realizassem os jogos na maior intensidade possível. Para que a intensidade do jogo não diminuísse, quando a bola saía do perímetro de jogo, o técnico fazia reposição de bola. Quando houve reposição de bola após uma sexta convertida, os atletas tinham um tempo máximo de 5 segundos para ultrapassar a área defensiva para a área ofensiva. Foi realizado um jogo por dia, com um intervalo entre cada jogo de 48 horas e todos os jogos foram realizados no mesmo horário, entre as 17h30 min e 18h30 min. Foi realizado um jogo com a regra de drible modificada (Jogo 1), e um jogo tradicional (Jogo 2).

 Jogo 1: foi realizado um jogo onde os jogadores ao receber a bola não podiam driblar a bola e se deslocar em quadra, os jogadores poderiam somente passar ou arremessar à cesta.

 Jogo 2: foi realizado um jogo sem alterações de regras de drible no basquetebol, mantendo o tempo contínuo.

Vale ressaltar que, de acordo com o técnico, uma semana antes do experimento, os indivíduos realizaram um treino para a familiarização.

Percepção Subjetiva de Esforço

Antes e após cada jogo, o treinador questionava a seus atletas com relação à Percepção Subjetiva de Esforço (PSE), registrada pela tabela (Tabela 1) de percepção subjetiva de esforço de FOSTER et al (2001.):

Tabela 1: valores da PSE, Adaptado de Foster (FOSTER et al, 2001).

Índice Descritor

0 Repouso

1 Muito, Muito Fraco

2 Fraco

3 Moderado

4 Um Tanto forte

5 Forte

6 XX

7 Muito Forte

8 XX

9 XX

10 Máximo

Analise Estatística

Os dados da PSE foram expressos em mediana, onde para todos os dados, foi adotado um nível de significância de p <0,05. Para a verificação da distribuição dos dados foi utilizado o teste de normalidade Lilliefors. Para a análise de diferenças pré e pós para cada jogo, da variável PSE, foi utilizado o teste de Wilcoxon pareado..

RESULTADOS

A tabela 2 apresenta os resultados de mediana para as variáveis PSE, nas duas situações de jogo, podendo observar um aumento significativo pré e pós jogo nas duas situações de jogo.

Tabela 2. Valores de mediana da Percepção Subjetiva de Esforço (PSE)

1º Jogo 2º Jogo

Pré Pós p-valor Pré Pós p-valor

PSE 3 *7 0,0039 2 *6 0,0078

* Diferenças significativas pré e pós jogo.

DISCUSSÃO

O objetivo do presente trabalho foi relatar e analisar se jogos com modificações de regras no basquetebol podem influenciar na PSE em atletas amadores. Os resultados mostram que a PSE apresentou diferenças significativas pré e pós jogo. O jogo com regra de drible modificada mostrou-se um pouco mais intenso do que o jogo tradicional. Segundo a classificação de Foster et al (2001), para o Jogo 1, a mediana foi considerado “Muito Forte”

pelos atletas e já para o Jogo 2 foi considerado um jogo “Forte”. Esses resultados foram parecidos com os resultados encontrados por Dellal et al. (2011), onde viram que mudanças de regras em jogos reduzidos e jogos livres em treinamento para jogadores de futebol profissional e amador são intensos mas que não se diferenciam na PSE, onde se torna mais intenso para jogadores amadores, principalmente com um número menor de jogadores nos jogos.

CONCLUSÃO

Os resultados do presente estudo sugerem que ambos os jogos foram de alta intensidade, indicando uma característica predominante para utilização em treinamento técnico e tático, sugerindo que outros estudos com maior número de sujeitos, espaço de jogo e análise técnica no próprio jogo possam ser feitos para melhor entendimento de jogos treino modificados e reduzidos.

REFERÊNCIAS

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DELLAL, A; HILLS-HAAS, S; LAGO-PENAS, C; CHAMARI, K. Small-sided games in soccer: amateur vs. professional players’ physiological responses, physical, and technical activities. Journal of Strength and Conditioning Research. Vol. 25, 2011, pg 2371 – 2381.

DELLAL, A; LAGO-PENAS, C; WONG, D. P; CHAMARI, K. Effect of the Number of Ball Contacts Within Bouts of 4 vs. 4 Small-Sided Soccer Games. International Journal of Sports Physiology and Performance. Vol. 6, 2011, pg. 322 – 333.

FOSTER, C; FLORHAUG, J. A; FRANKLIN, J; GOTTSCHALL, L; HROVATIN, L;

PARKER, S; DOLESHAL, P; DODGE, C. A new approach to monitoring exercise testing.

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SAMPAIO, j; ABRANTES, C; LEITE, N. Power, Heart Rate and Perceived Exertion Responses to 3x3 and 4x4 Basketball Small-sided Games. Revista de Psicologia Del Desporte. Vol. 18, 2009, pg. 463 – 467.

APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DA UTILIZAÇÃO DE UMA ÓRTESE DE

No documento FACULDADE ESTÁCIO DE SÁ DE OURINHOS FAESO DIRETORA GERAL. Glaucia Librelato Gonçalves COORDENADORA ACADÊMICA. Profa. Dra. Sueli Carrijo Rodrigues (páginas 29-33)