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Material de apoio bibliográfico, entregue aos participantes, em cada

“O pré-Romano e o Romano”

Braga, com mais de 2000 anos de história, é cidade portuguesa mais antiga e uma das cidades cristãs mais antigas do mundo. Alvo de várias investigações históricas, não há consonância quanto à sua origem nem tampouco quais terão sido os seus fundadores. Sabe-se, contudo, que Braga é origem pré-histórica, povoada já na idade de pedra (Feio, 1984).

Ainda antes de Cristo, Braga foi dominada pelos romanos, a partir do ano 16 a.C. até ao séc. IV d.C., os quais designaram-na, já no século I, de “Bracara Augusta”, em homenagem ao Imperador César Augusto. Bracara Augusta, sede do “Conventus Bracaraugustanus”, capital do “Conventus Jurídicus”, desde logo se afirmou preponderante no seio do Império Romano (Carneiro, Bandeira & Ferreira, s.d.).

“As Termas Romanas do Alto da Cividade”

Pautada por forte um crescimento urbano, na Bracara Augusta vão-se construindo vários templos e edifícios, não só voltados para as áreas administrativas e de justiça, como também dirigidos ao lazer. Na zona alta da cidade situavam-se as Termas Públicas – atuais «Termas Romanas do Alto da Cividade» – e o Teatro. Construídas no século II, as termas eram um dos sítios públicos de referência para os cidadãos onde usufruíam das piscinas, tratamentos de beleza, colocavam os assuntos em dia e praticavam exercício. A atual colina do «Alto da Cividade» era, pois, a zona nobre da cidade (Carneiro, Bandeira, Ferreira, s.d.).

“Do Romano ao Renascimento”

O período que se estendeu do baixo Império Romano ao período Renascentista, do século IV ao século XVI, foi marcado por mudanças políticas e geográficas que, considerando diferentes fases, contribuíram para a edificação da mais antiga Sé portuguesa – a Sé de Braga – (Bandeira, s.d.).

“A SÉ”

A construção da Catedral remonta para o período do domínio romano ou suevo-visigodo, cuja construção se iniciara por volta do ano 400, sob as fundações de uma basílica paleocristã. Todavia, dada a destruição que sofreu durante as invasões Bárbaras, pouco restou da antiga igreja. A Sé Catedral que vemos hoje sofreu reconstruções e alterações até ao século XX, pela mão de algumas figuras da nossa história.

A obra que atualmente conseguimos observar deve-se ao bispo D. Pedro (1070-1093) que, durante o reinado de D. Sancho II de Leão, ordenou a reconstrução da catedral após a tomada da cidade pelos mouros (Ferreira, 2013).

“Idade Média”

A Idade Média constitui-se como o período da história que foi do século V ao século XV. Este período, marcado pelas invasões de povos não-romanos e não-cristãos, elevou Braga a um dos principais centros administrativos e comerciais, e sobretudo a uma das mais importantes cidades eclesiásticas (Bandeira, s.d.).

GALLECIA: Região que abrangia a atual região norte de Portugal, a Galiza, Leão e as Astúrias,

adotada como centro político pelos Suevos, cuja capital era Bracara Augusta (Carneiro, Bandeira & Ferreira, s.d.).

“Os suevos e S. Martinho de Dume”

No século IV, aquando da migração das civilizações oriundas do centro da Europa, chegaram à Península Ibérica povos germânicos, entre eles os Suevos. No século V, mais

concretamente no ano 400, os Suevos acabam por se instalar na Gallecia, com capital em

Braga. Estes povos, não-romanos e não-cristãos, pouco a pouco foram convertidos. É, pois, à figura de São Martinho de Dume, bispo de Braga, que se deve a reconversão dos Suevos, marcando para sempre a história da Igreja.

“A Cidadela e a muralha Fernadina: o que resta do Castelo de Braga”

Classificado como monumento nacional, a «Torre de Menagem» é a única das oito torres que resta do Castelo de Braga e, portanto, um dos testemunhos preciosos de Braga Medieval. Pouco se sabe acerca das fases construtivas do castelo, todavia, a história dita que, à semelhança das urbes medievais, ele fazia parte da muralha medieval que circundava a «Sé Catedral» (Bandeira, s.d., Feio, 1984).

“O Barroco, o Rococó e o Neoclássico”

As sessões pertencentes ao contexto “O Barroco, o Rococó e o Neoclássico”, vão ao encontro de três correntes artísticas que, do século XVI ao século XIX, influenciaram as estruturas arquitetónicas da cidade de Braga.

“Os Azulejos do Pópulo”

nos finais do século XVIII que a maioria do monumento foi reconstruído, sob a tutela do arquiteto Carlos Amarante (Carneiro, Bandeira & Ferreira, s.d.). No seu interior (escadaria), é possível observarmos painéis azulejares, caraterizados pela monocromia azul, própria da arte barroca (id., ibid.). Os azulejos, que revestem as paredes do convento, ilustram temáticas passíveis de distintas interpretações.

“O Recolhimento das Convertidas, o Convento da Penha e a Basílica dos Congregados” O «Recolhimento das Convertidas», o «Convento da Penha de França» e a «Basílica dos Congregados», situados no centro de Braga, são monumentos que, embora de foro religioso, detêm valor histórico, artístico e cultural. Os dois primeiros são de estilo Barroco, fundados no início do século XVIII, por D. Rodrigo de Moura Telles. A «Basílica dos Congregados», por seu turno, ostenta caraterísticas do Rococó, através dos pormenores arquitetónicos empreendidos por André Soares, durante os meados do século XVIII (Carneio, Bandeira & Ferreira, s.d.).

“O Palácio do Raio”

O «Palácio do Raio» é um edifico, situado na freguesia de S. Lázaro (Braga), que, em tempos, pertencera a João Duarte Faria (famoso comerciante da cidade). Pauteado pelo estilo Barroco, o palácio foi edificado em meados do século XVIII, tendo como arquiteto André Soares, conhecido como o “génio do rococó”. O palácio está hoje sob a tutela da Santa Casa da Misericórdia de Braga (id., ibid.).

“As Sete Fontes”

O período Barroco, cujas caraterísticas são bem patentes na arquitetura bracarense, ficou marcado pela obra hidráulica das «Sete Fontes» que, até início do século XV, encarregou-se pelo abastecimento da água à cidade. As investigações arqueológicas levados a cabo vieram comprovar que as «Sete Fontes» volvem ao período romano que, todavia, não detinham a mesma forma que conhecemos hoje (Pereira, 2016). Foi no século XVIII, através da projeção de D. Rodrigo de Moura Telles e com a concludente edificação por parte D. José de Bragança, que as «Sete Fontes» se reconstruiram.

“O Bom Jesus de Braga”

O «Bom Jesus» foi, desde o início, um dos sítios mais pretendidos pelos participantes. Localizado na freguesia de Tenões (Braga), o «Santuário do Bom Jesus do Monte» comporta uma longa história. Insipidado na «Gólgota de Jerusalém», o projeto que hoje conhecemos foi

idealizado por D. Rodrigo de Moura Telles, no início do século XVIII, cujas origens, todavia, recuam ao século XIV, a partir da construção de uma cruz no espaço.

A sessão vem concluir as sessões inerentes ao contexto histórico-temporal “O Barroco, o Rococó e o Neoclássico”. A riqueza artística do «Bom Jesus» é patente através das obras determinadas por D. Rodrigo (estilo Barroco), das expressões artísticas de André Soares (estilo Rococó) e das edificações de Carlos Amarante (estilo Neoclássico), a quem se deve o grande templo e o adro fronteiriço circundado por estátuas. O templo do «Bom Jesus» é, pois, uma das obras mais significativas do arquiteto Carlos Amarante, remontando para o ano de 1781 (Carneiro, Bandeira & Ferreira, s.d.).

“Braga Contemporênea”

A idade contemporânea teve início com a Revolução Francesa, em 1789. Em Braga, cidade de tradições culturais e religiosas, a expressão da contemporaneidade pautou-se por diferentes períodos históricos que vieram abalar com as estruturas sociais. Passando pelos períodos da Monarquia, da Primeira República, pela época ditatorial e pela Democracia, Braga é hoje uma cidade jovem que, por sua vez, não nega à sua identidade (Bandeira, sd.).

“O Nogueira da Silva “

Nogueira da Silva, nascido em 1901, foi um comerciante da cidade de Braga. Dada a sua inteligência, ocupou diversos cargos diretivos de organizações da cidade. A sua figura destacou-se pelo auxílio prestado aos mais pobres. Criou a «Casa da Sorte», da qual

beneficiavam a «Santa Casa da Misericórdia», o «Hospital de S. Marco» e outras conferências e casas/instituições de Braga (Tinoco, 2005).