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APP PARA AUXILIAR O ENSINO DE SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA CLÍNICA A ESTUDANTES DE

EDILSON CARLOS CARITÁ

3. MATERIAL E MÉTODOS

Trata-se de um estudo exploratório-descritivo, com abordagem metodológica qualitativa e pesquisa participante.

O app foi desenvolvimento com o Integrated Development Environment (IDE) Android Stu- dio versão 3.4 e o IntelliJ IDEA. A linguagem de programação Java foi utilizada para a implementa- ção das interfaces e funções de interatividade do app.

O aplicativo foi denominado Save the Patient e possibilita ao estudante de medicina resolver estudos de caso de situações de emergências clínicas, sendo que cada estudo de caso apresenta uma contextualização do momento da chegada do paciente na sala de emergência de um pronto atendi- mento, a anamnese e descrição de exames (os dados do exame físico são descritos ou disponibilizados por meio de sons, podendo ter ainda exames de imagem) e quatro possibilidades de condução do caso. Dependendo da opção escolhida pelo aluno (conduta do caso), o paciente poderá apresentar: evolução clínica satisfatória (escolha correta) ou piora do estado clínico (escolha incorreta). Mas, para toda opção haverá uma evolução do estado do paciente e um feedback.

Para validação do app foi realizada análise qualitativa por meio da pesquisa participante. O OA foi apresentado a 02 docentes especialistas em emergências de uma Instituição de Ensino Superior privada do interior paulista. Os avaliadores foram escolhidos considerando o perfil, serem docentes e pesquisadores de referência na área, no contexto regional onde o OA será utilizado com maior frequência.

O roteiro utilizado para a validação do OA foi:

1. Fazer o download e instalar o aplicativo em um smartphone com o sistema operacional Android.

2. Abrir o aplicativo e interagir com os estudos de caso.

3. Navegar, sequencialmente, pelas interfaces do OA, considerando as mensagens de orien- tação.

4. Escolher as opções incorretas - evolução desfavorável do quadro clínico do paciente e ler os feedbacks (avaliar o feedback das alternativas incorretas).

5. Escolher a opção correta - evolução favorável do quadro clínico do paciente e ler o feedba- ck (avaliar o feedback da alternativa correta).

A Pesquisa Participante (PP) foi escolhida para este estudo, pois de acordo com Thiollent (2011), é um tipo de pesquisa com base empírica que é concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema no qual os pesquisadores e os participantes repre- sentativos da situação ou do problema estão envolvidos do modo operativo ou participativo.

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EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: NOVAS POSSIBILIDADES E DESAFIOS PARA O ENSINO Capítulo 9 4. RESULTADOS

Na Figura 1 é apresentada a tela inicial do app, nela há um botão “entrar”, que quando clicado apresenta para o estudante um estudo de caso, que é sorteado aleatoriamente.

Na Figura 2 há a primeira etapa de resolução do estudo de caso que contempla uma síntese da contextualização da chegada do paciente à sala de emergência do pronto atendimento e um botão para iniciar a resolução do estudo de caso, que estão contextualizados nos idiomas português e inglês.

Figura 1 – Tela Inicial

Fonte: Autoria Própria

Figura 2 – Início do Estudo de Caso

Fonte: Autoria Própria

Nas Figuras 3 e 4 há telas com estudos de caso, observa-se que o estudante recebe as informações do paciente: anamnese, descrição do exame físico do paciente (essa apresentação também pode incluir sons: pulmonares e cardíacos), e as quatro possibilidades para a condução do caso. O aluno deve resolver o estudo de caso em um tempo pré-determinado. No canto superior esquerdo, das Figuras 3 e 4, observa-se um temporizador com o objetivo de informar o tempo disponível para a escolha da conduta correta.

Figura 3 – Apresentação de Estudo de Caso

Fonte: Autoria Própria

Figura 4 – Apresentação de Estudo de Caso

Fonte: Autoria Própria

Quando o estudante escolhe a conduta correta, o aplicativo mostra um feedback positivo, e com a evolução satisfatória do paciente, o mesmo terá que escolher uma nova alternativa sobre o próximo passo do tratamento do paciente, em questão. Com a escolha correta das fases do tratamento do paciente a sua evolução será satisfatória, chegando até à sua estabilização.

Porém, se o estudante escolher uma alternativa incorreta, o paciente apresentará uma piora da sua condição clínica. Na tela seguinte o aluno terá que escolher novamente, entre 4 alternativas, o melhor tratamento para o paciente frente a piora do quadro. Na escolha da alternativa (tratamento) incorreta o paciente apresentará piora do quadro podendo chegar ao óbito. Toda alternativa apresenta feedback.

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EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: NOVAS POSSIBILIDADES E DESAFIOS PARA O ENSINO Capítulo 9 Na Figura 5 apresenta-se um exemplo de feedback para uma conduta.

Figura 5 – Feedback de uma conduta

Fonte: Autoria Própria

Para a avaliação do app, os docentes o instalaram nos dispositivos mobiles e executaram di- versos estudos de caso, sendo que para cada um, poderiam registrar comentários em relação as inter- faces, a aplicabilidade e a navegabilidade, bem como sobre o conteúdo do estudo de caso.

Os docentes realizaram todas as etapas de validação do OA (download, instalação, abertura e manipulação), sem encontrar problemas.

Nos relatos da avaliação enfatizaram que as interfaces são amigáveis, o tempo para o retorno e o processamento das informações é adequado e os conteúdos dos estudos de caso, as opções de condução e o feedback são consonantes e estão corretos. Portanto, de acordo com os docentes o app poderá ser disponibilizado para uso de estudantes de Graduação em Medicina como recurso didático- -pedagógico para apoiar a ensinagem de situações de emergências clínicas.

Na validação feita pelos docentes não foram registrados pontos a serem mitigados no OA implementado. Comentaram que para ter uma maior abrangência o app deveria ser implementado também no sistema iOS e recomendaram validação pelos estudantes. A recomendação dos docentes será realizada, posteriormente.

5. CONCLUSÃO

O aplicativo desenvolvido pode ser um novo recurso didático-pedagógico na ensinagem de alunos de Graduação em Medicina, uma vez, que os mesmos já estão acostumados com metodologias ativas de aprendizagem e exercitam continuamente o raciocínio lógico, crítico, reflexivo e o processo cognitivo e metacognitivo do aprender a aprender.

Evidencia-se ainda, que o OA desenvolvido poderá ser um apoio no processo ensino- aprendizagem da temática emergências clínicas, pois nos momentos de tutorias presenciais dos cursos de Medicina não é possível discutir e resolver vários casos, entretanto, com o recurso tecnológico o aluno terá mais casos para praticar a relação teoria-prática, pois o app permitirá a simulação da prática clínica. Portanto, trata-se de mais uma estratégia didático-pedagógica intrínseca aos interesses das gerações que estudam Medicina, atualmente, nas instituições de educação superior, uma vez que as estimulam na continuidade da simulação do processo de diagnóstico médico em situações de emergências clínicas.

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GOOD, M. L. Patient simulation for training basic and advanced clinical skills. Medical Education, Gainesville, v. 37, n. 1, p. 14–21, 2003.

HOFFMANN, A. V. et al. Objetos de aprendizagem para a TV pendrive: conhecendo e produzindo. 3. ed. Curitiba: Secretaria da Educação, 2007.

PACHECO, K. C. F.; AZAMBUJA, M. S. de; BONAMIGO, A. W. A construção de objeto de aprendizagem sobre doenças transmissíveis para agentes comunitários de saúde. Revista Gaúcha de Enfermagem. Porto Alegre, v. 38, n. 4, e2017-0073, 2017. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&- pid=S1983-14472017000400410&lng=en&nrm=iso>. Acesso em: 12 maio 2019.

THIOLLENT, M. Metodologia da Pesquisa-ação. São Paulo: Cortez, 2011.

RAHMAN, N. I. et al. Perceptions of students in different phases of medical education of the educational envi- ronment: Universiti Sultan Zainal Abidin. Advances in Medical Education and Practice. Reino Unido, v. 24, n. 6, p. 211-22, 2015.

WANG, P.; WU, P.; WANG, J.; CHI, H.; WANG, X. A Critical Review of the Use of Virtual Reality in Con- struction Engineering Education and Training. International Journal of Environmental Research and Public Health, Suíça, v. 15, n. 6, p. e1204, 2018.

EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: NOVAS POSSIBILIDADES E DESAFIOS PARA O ENSINO 82

CAPÍTULO 10

O LABORATÓRIO CONTÁBIL COMO UMA