• Nenhum resultado encontrado

METODOLOGIA

No documento GISLAINEALINEDASILVA (páginas 36-40)

2.1.CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA

Essa pesquisa teve uma abordagem quantitativa e qualitativa. A pesquisa quantitativa definida por ALVES (1996) é uma pesquisa social que parte do princípio que tudo pode ser quantificado numericamente, inclusive opiniões, comportamentos e atitudes semelhantes. Essa metodologia é utilizada quando existe a necessidade de medir a quantidade de opiniões (CHIZZOTTI, 2000), procura verificar e explicar a influência de uma variável sobre outras, mediante a análise de frequência de incidência e o pesquisador lê, descreve e explica.

Por sua vez a pesquisa qualitativa segundo NEVES (1996), é um conjunto de diferentes técnicas interpretativas que visam descrever e decodificar os componentes de um sistema complexo de significados. Tendo por objetivo traduzir e expressar o sentido dos fenômenos do mundo social. É aquela que trabalha não necessariamente com números e expressões matemáticas, mas sim com informações expressas verbalmente, através de escrita, pintura, fotos e outros (FILHO, 2004) (CHIZZOTTI, 2000) fundamenta-se em dados colhidos nas interações interpessoais e o pesquisador participa, compreende e interpreta.

Foi realizada revisão bibliográfica do acervo referente ao tema estudado. Para tanto foram consultados livros, artigos científicos, anais de congresso e revistas especializadas, mídias eletrônicas e outros que se fizeram necessários para ampliar o referencial teórico em questão.

2.2.ÁREA DE ESTUDO

O estudo foi desenvolvido no município de Tangará da Serra, localizado na região Sudoeste do Estado de Mato Grosso conhecida como Médio Norte está a 240 quilômetros da capital Cuiabá. Latitude 14º 04' 38'' S - Longitude 57º 03' 45'' W; a 423 metros acima do nível do mar. As principais atividades econômicas são a pecuária de corte e a agricultura de soja, algodão, café, arroz e cana-de-açúcar (ROSA, 2008).

Tangará da Serra possui uma área territorial (Km²) de 11.566 e uma população de 81.960 habitantes (IBGE, 2009).

Atualmente o município possui dez unidades de saúde da família, onde é realizado atendimento através de ações de promoção de saúde, realizando manutenção da saúde e prevenção de doenças a toda a população da área de abrangência de cada unidade.

Os locais de pesquisa foram Unidades de Saúde da Família (USF) sendo elas USF Jardim dos Ypês, USF Coab e USF Vila Goiânia, que prestam assistência básica aos indivíduos que são acometidos pelo Diabetes Mellitus Tipo 2, do município de Tangará da Serra – MT.

Foi feito um contato prévio no local da pesquisa para obter autorização dos profissionais, bem como livre acesso concedido pela Secretaria Municipal de Saúde. Também foi considerada a predisposição dos profissionais em contribuir com a pesquisa, através de um levantamento prévio.

2.3.COLETA DE DADOS

A coleta de dados foi realizada a partir de agosto de 2011, e será concluída com a apresentação dos resultados colhidos durante o período de pesquisa em dezembro de 2011. Para a coleta de dados com os pacientes diabéticos e com os profissionais enfermeiros e técnicos de enfermagem foi aplicada entrevista semi-estruturada, essa entrevista foi realizada por meio do preenchimento dos questionários abertos e fechados através de uma conversa áudio-gravada, aplicadas em local silencioso, procurando preservar a qualidade do material gravado, bem como manter a tranqüilidade dos sujeitos durante as gravações. As entrevistas foram transcritas produzindo primeiramente dados brutos que foram lapidados à luz das teorias.

Para Triviños (1987) a entrevista semi-estruturada tem como característica questionamentos básicos que são apoiados em teorias e hipóteses que se relacionam ao tema da pesquisa. Complementa o autor, afirmando que a entrevista semi-estruturada “[...] favorece não só a descrição dos fenômenos sociais, mas também sua explicação e a compreensão de sua totalidade [...]” além de manter a presença consciente e atuante do pesquisador no processo de coleta de informações (TRIVIÑOS, 1987).

Para Manzini (1990/1991), a entrevista semi-estruturada está focalizada em um assunto sobre o qual confeccionamos um roteiro com perguntas principais, complementadas por outras questões inerentes às circunstâncias momentâneas à entrevista. Para o autor, esse

tipo de entrevista pode fazer emergir informações de forma mais livre e as respostas não estão condicionadas a uma padronização de alternativas.

Os questionários que foram usados para a coleta de dados tanto com os pacientes quanto com os profissionais enfermeiros e técnicos de enfermagem foram questionários abertos e fechados de elaboração própria (Apêndices A e B).

Para Arrabal (2011) um questionário aberto é elaborado apenas com perguntas abertas (também conhecidas como “subjetivas”), ou seja, aquelas em que a resposta é apresentada textualmente e de forma livre. Permitindo ao informante responder livremente, usando linguagem própria e emitir opiniões. Possibilitando assim, investigações mais profundas e precisas (LAKATOS, 1991).

Por outro lado, um questionário fechado é elaborado com perguntas cujas respostas são definidas em meio a alternativas previamente estabelecidas (também conhecidas com questões “objetivas”) (ARRABAL, 2011). De acordo com LAKATOS (1991), o questionário com perguntas fechadas, ou também denominadas limitadas ou de alternativas fixas, são aquelas que o informante escolhe sua resposta entre duas opções: sim e não.

Aos pacientes diabéticos, essa entrevista foi realizada na casa dos mesmos, onde foi um ambiente de mais fácil acesso aos dados que foram coletados em um horário agendado que eles tinham maior disponibilidade, com o acompanhamento das Agentes Comunitárias de Saúde (ACS).

Aos profissionais enfermeiros foi realizado na USF com horário agendado, onde eles tinham mais disponibilidade, ou em outro ambiente no qual atenda as condições para a realização da entrevista e aplicação do questionário.

Essa entrevista foi realizada buscando atingir 70% dos sujeitos aleatoriamente, durante a aplicação dos questionários que se deu durante os meses de agosto e setembro de 2011.

2.4.SUJEITOS DA PESQUISA

Os sujeitos envolvidos foram 30 pacientes diabéticos adultos de 30 a 80 anos de idade que estavam cadastrados nas USFs. Também foram sujeitos os profissionais de enfermagem das unidades, sendo três (3) USF, totalizando dois (2) profissionais enfermeiros, um técnico de enfermagem por Unidade da Saúde, totalizando três (3) técnicos de enfermagem.

Ressalta-se que todos os sujeitos participantes da pesquisa assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, demonstrando assim ter ciência de como foi sua contribuição.

De acordo com a Resolução CNS 196/96, esta pesquisa não ofereceu risco aos sujeitos e os benefícios são de ordem científica e social, os sujeitos foram voluntários e as identidades foram preservadas.

Este trabalho teve o parecer aprovado sob o nº 161/2011 pelo Comitê de Ética da UNEMAT.

2.5.ANÁLISE DOS DADOS

Os dados obtidos foram analisados e categorizados, sendo construídos gráficos e tabelas para melhor ilustrar a análise. Esses dados foram discutidos e analisados a partir da técnica de análise de conteúdo e categorizados, tanto em relação ao conhecimento do profissional responsável pela estratégia de adesão ao tratamento, quanto ao conhecimento dos pacientes. Utilizando a interpretação de categorias tendo como fundamento os elementos conceituais contidos no referencial teórico presentes no estudo.

Não houve nenhum risco para os sujeitos, pois a metodologia utilizada (entrevista) não provocou exposição dos mesmos. O anonimato também foi garantido.

O retorno dos dados aos sujeitos foi feito através de palestras nas USFs, onde foi desenvolvido o projeto, de forma a sensibilizar os sujeitos participantes da pesquisa, para que assim pudessem fazer uma melhor adesão ao tratamento.

No documento GISLAINEALINEDASILVA (páginas 36-40)

Documentos relacionados