requisito para se tornarem virtuosos, nas seguintes palavras:
“O Crente mais perfeito é aquele com a mais excelente mo-
ral; e o mais virtuoso de vós, é aquele que trata as mulheres com a maior integridade”. (Tirmidhi, Rada, 11/1162)
Seria, portanto, uma depravação ver as mulheres como apenas uma forma de obter prazer, vê-las como objetos que possuímos com fins de aliviar os desejos da carne, ou para o simples deleite das suas características físicas retrataria nossa ignorância sobre o assunto; uma cegueira, seria recusar vê-las através das magníficas características que o Todo Poderoso as concedeu. O fato de as mulheres terem sido expostas à atual sociedade de consumo e exploradas como uma ferramenta de propaganda, é um grande e destrutivo golpe à integridade das mulheres.
Na verdade, as mulheres deveriam ser elevadas como as verdadeiras arquitetas da sociedade, um corpo celestial a criar os intelectos do futuro. Nenhuma outra criatura pode ser mais merecedora de amor e respeito que a mãe, que nos carrega du- rante tanto tempo na sua barriga, depois nos seus braços e, até à morte, nos seus corações. Uma mãe fiel que se tenha sacrifi- cado a si própria em prol da sua família, merece um profundo amor, um enorme respeito e uma gratidão eterna.
A fragrância, a sabedoria subjacente que a tornou ado- rada pelo Abençoado Profeta , prende-se à profundidade e sensibilidade que concede à alma. Um belo perfume é uma doce brisa de felicidade apreciada também pelos anjos. Além disso, é um sinal de pureza, pois uma pessoa limpa cheira naturalmente bem. De fato, a pele macia do Abençoado Pro-
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O Exemplo Sem Comparação Profeta Muhammad Mustafa feta cheirava sempre como se tivesse sido perfumada com fragrância de rosas; ou melhor ainda, era como se as rosas ti- vessem sido criadas em primeiro lugar, a partir do suor que escorria do seu corpo. Sempre que ele acariciava a cabeça de uma criança, esta se impregnava, por muito tempo, do aroma de almíscar.
No que diz respeito ao salá (oração), a luz com a qual era feito o brilho nos olhos do Profeta , uma vez que o salá é um encontro com Alá, glória a Ele, um ato de adoração ao Todo Poderoso como se Este estivesse presente, diante da pessoa, e como tal, é o brilho nos olhos.
O Profeta de Alá e o Tratamento dos órfãos
Alá, glória a Ele, enviou o Seu Amado ao mundo como um órfão, tal fato concedeu à orfandade um valor especial. O Abençoado Profeta mostrava uma enorme preocupação com o cuidado aos órfãos, a proteção dos quais pode ser apre- ciada em várias ocasiões no texto do Alcorão.
Ordenando a adopção de sensibilidade para com os ór- fãos, o Todo Poderoso declara:
“…Por isso, não tratai os órfãos asperamente.” (ad Duha, 9)
Os hadizes relacionados têm um tom semelhante: “A casa dos maiores benefícios para os Muçulmanos é aque-
la em que um órfão é tratado com compaixão … e a pior é aquela em que um órfão é tratado com crueldade.” (Ibn Majah, Adab, 6)
“De entre os Muçulmanos, se uma pessoa levar um órfão
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soa cometa um pecado imperdoável, certamente Alá, glória a Ele, a levará para o Paraíso.” ( Tirmidhi, Birr, 14/1917)
“Se uma pessoa acariciar a cabeça de um órfão, simples-
mente por amor a Alá, ela irá receber uma recompensa por cada fio de cabelo que a sua mão tocar…” (Ahmad, V, 250)
O Mensageiro de Alá recomendava insistentemente, o cumprimento das responsabilidades sociais necessárias para cuidar daqueles que têm o coração partido.
“Aquele que trata bem a um órfão, ele e Eu estaremos juntos
no Paraíso,” dizia ele, juntando os dedos para indicar a proxi-
midade da companhia que os aguardava. (Bukhari, Adab, 24)
Uma vez, a alguém que se queixava da dureza do seu co- ração, o Profeta da Misericórdia aconselhou:
“Alimenta um pobre, acaricia a cabeça de um órfão, se qui-
seres amolecer o teu coração.” (Ahmad, II, 263, 387)
O Profeta , ápice da misericórdia e compaixão voltou a afirmar:
“Eu estou mais perto dos Crentes do que eles estão deles mes-
mos. Se uma pessoa deixar uma herança após a sua morte, então os seus herdeiros deverão reivindicá-la. Mas se esta deixar para trás uma dívida pessoal ou órfãos, então a sua dívida é minha, para eu saldar, e os seus órfãos são para eu cuidar” (Muçulmano, Juma, 43. Ver também, Ibn Majah, Muqaddimah, 7)
O Tratamento dos Animais pelo Profeta de Alá
Cada comportamento do Profeta da Misericórdia foi fundado em cima de um pedestal de amor e compaixão, devi-
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O Exemplo Sem Comparação Profeta Muhammad Mustafa do à forma como se aproximava de todas as criaturas com um sentimento de amor e um desejo de atender às suas necessi- dades. O reino animal também recebeu uma parte deste vasto oceano de compaixão. A Idade da Ignorância foi notória, entre muitas outras razões, pela sua inominável crueldade com os animais; eles cortavam pedaços dos animais, ainda vivos, para comerem e organizavam combates mortiferos entre animais. O Nobre Profeta pôs fim a estas práticas atrozes.
A seguinte consideração é de Abu Waqid :
“Os habitantes de Medina costumavam cortar a bossa dos camelos e, da mesma forma, cortar as pernas das ovelhas para consumir enquanto os animais ainda estavam vivos. O Mensa- geiro de Alá interveio, declarando: “o que quer que seja cor-
tado de um animal vivo é carcaça e, portanto, não é comestível.”
(Tirmidhi, Sayd, 12/1480)
Uma vez o Profeta , enquanto caminhava, viu um burro com a cabeça ferida. Perturbado, ele comentou:
“Que a ira de Alá persiga o responsável!” (Bukhari, Zhabaih, 25)
Um grupo, que perturbava um pássaro ao roubar uma das crias do seu ninho, tornou-se o destinatário da admoestação do Nobre Profeta :
“Quem quer que tenha tirado o filho ao pobre pássaro,
que o devolva de imediato!” Ordenou ele. (Abu Dawud, Adab, 163- 164/5268)
Outrora, acompanhado pelos seus Companheiros, o Men- sageiro de Alá partira de Medina para Meca, em ihram. Pró- ximo de Usayah, ele viu uma corça encolhida, dormindo sob uma sombra. O Abençoado Profeta , então, ordenou que um