História das Escrituras: Marcos 3:13-19; Lucas 6:12-16; Mateus 5-7 (ARC). Comentário: O Desejado de Todas as Nações, capítulos 30 e 31, ed. P. SerVir. Texto-chave: Lucas 6:12 e 13 (ARC).
PREPARANDO-SE PARA ENSINAR
I – SINOPSE
A lição desta semana foca-se no chamado dos 12 discípulos e no Sermão da Montanha que se segue a este chamado. Cinco discípulos estiveram com Jesus desde o início do Seu ministério, mas é bom ensinar que Jesus fez o Seu ministério durante mais de um ano antes de escolher o resto do grupo. Jesus viveu uma vida de discipulado para com o Seu Pai antes de pedir a alguém que O seguisse. Será isso uma lição para nós? Embora Jesus fosse Deus em forma humana, Ele não dependia da Sua divindade para determinar quem deveria escolher para ser Seu discípulo. Em vez disso, Ele passou a noite em oração, após o que escolheu os Doze. Jesus estava prestes a lançar um movimento que iria mudar o mundo, por isso Ele queria certifi- car-Se de que tinha as pessoas certas. Esta é uma das partes importantes da história para ser acentuada. Deus está à espera, ouvindo, e preparado para nos dar orientação – não interessando quão grande ou pequena seja a decisão a tomar.
Depois do Seu chamado aos Doze, Jesus passou a explicar os princípios do Reino dos Céus pelos quais deviam viver. A multidão que ouviu a Sua mensagem era formada, maioritariamente, por pessoas opri- midas e esquecidas – pessoas à margem da sociedade. A mensagem de Jesus era para elas. Esta semana, faça questão de dizer que o nosso chamado ao discipulado é sempre seguido de um chamado para que vivamos esse discipulado ao serviço da Humanidade. Como se faz isso? Seguindo os princípios delinea- dos no Sermão da Montanha. Fazemos todos parte integral da família de Deus, mas o nosso estatuto de membros da família de Deus é determinado pelo amor que mostramos uns aos outros.
II. ALVO
Os alunos irão:
3 Descobrir que Deus chama todos a segui-l’O, e alguns para um ministério especial. (Saber) 3 Procurar oportunidades para servir membros perdidos da família de Deus. (Sentir)
3 Aceitar viver vidas apaixonadas de discipulado. (Responder)
III. EXPLORAR
3 Reino de Deus 3 Conhecer Deus 3 Abnegação
Encontrará material para o ajudar a explorar estes e outros assuntos com os seus alunos em www.corners- toneconnections.net.
ENSINANDO
I. A COMEÇAR
Atividade
Dirija os alunos para a secção O que Achas? da sua lição. Depois de a terem completado, debata as suas respostas.
Dê aos alunos uma oportunidade para partilharem os pontos altos das suas campanhas de mercado. Depois peça-lhes que considerem a maneira como Jesus lançou a Sua campanha. Primeiro, Ele “viveu” o produto – na verdade, tão bem que multidões O seguiram por aquilo que Ele tinha. Segundo, escolheu pessoas que tinha treinado pessoalmente, para O ajudarem a “promover o produto e pô-lo no mercado” . Finalmente, Ele passou a explicar os princípios pelos quais Ele queria que o Seu povo vivesse. Se eles iam representar o Seu produto, Ele queria que a vida deles estivesse de acordo com a sua profissão.
Ilustração
Partilhe esta ilustração com palavras suas:
Em determinada altura, o Pastor Jimmy Chapman, de Washington, Georgia, relatou a interessante história por detrás do chamado de um dos gigantes Cristãos da História.
“Em Yorkshire, Inglaterra, durante os primeiros anos de 1800, nasceram dois filhos a uma família chamada Taylor. O mais velho fez nome ao entrar no Parlamento e ganhar prestígio público. Mas o mais novo esco- lheu dar a sua vida a Cristo. Mais tarde, recordaria: ‘Lembro-me bem de, em consagração sem reservas, pôr o meu eu, a minha vida, os meus amigos, tudo sobre o altar. Senti que estava na presença de Deus, entrando numa aliança com o Todo-Poderoso.’
“Com esse compromisso, Hudson Taylor voltou o seu rosto para a China e o desconhecido. Como resulta- do, é conhecido e honrado em cada Continente como um fiel missionário e fundador da Missão da China Interior (agora conhecida como Overseas Missionary Fellowship). Para o outro filho, no entanto, não há nenhum monumento que perdure. Quando se procura na Enciclopédia, para ver o que o outro filho fez, encontram-se estas palavras: ‘O irmão de Hudson Taylor.’ ‘… aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre’ (I João 2:17).”
II. ENSINANDO A HISTÓRIA
Ponte para a História
Partilhe o seguinte com palavras suas:
A partir do momento em que Deus andou pelo Jardim do Éden, na frescura do dia, à procura de Adão e Eva, até ao dia de hoje, Deus tem estado a chamar os seres humanos caídos. O facto de Ele Se preocupar connosco devia fazer-nos pensar.
Para dizer a verdade, Deus não precisa de nós para fazer o Seu trabalho. Jesus precisava mesmo das dúvi- das de Tomás e da verbosidade de Pedro? É provável que não, mas eles precisavam d’Ele. O chamado dos 12 discípulos foi outra forma de demonstrar que os seres humanos caídos podiam ser recuperados e podia ser-lhes dado um novo propósito para a causa de Deus. É um privilégio ouvir e aceitar o chamado de Deus para o discipulado.
A Partir da História para Moderadores
Depois de ler a secção Dentro da História com os seus alunos, use o seguinte, por palavras suas, para a desen- volver com eles.
3 A maior parte dos alunos e, provavelmente, dos adultos, nunca leu todo o Sermão da Montanha. Tire
uns momentos para ler o Sermão da Montanha completo (Mateus 5-7). Peça aos alunos que partilhem partes do sermão que nunca tinham lido antes, ou com as quais não estavam familiarizados.
3 Entre os tópicos focados por Jesus, encontram-se: paz, bondade, calúnia, o povo de Deus como sal
do mundo, onde começa o assassínio, onde começa o adultério, casamento e divórcio, fazer juramentos, andar a segunda milha, amar os inimigos, fazer o bem, jejuar, preocuparmo-nos, julgar, procurar Deus, o caminho para o Céu, e como construir uma vida – entre outros. Escolha alguns destes tópicos e peça aos alunos que partilhem o que Jesus disse sobre eles.
3 Neste Sermão, na encosta da montanha, Jesus estava a dirigir-Se aos Seus discípulos de forma a que
a multidão que O seguia pudesse ouvir. Os Judeus já deviam conhecer os princípios enunciados por Jesus aqui. Porque não conheciam? Tinham os líderes religiosos daquela altura alguma coisa a ver com a situação?
3 Muito do que Jesus delineou nos princípios subjacentes ao Reino dos Céus hoje é considerado radical.
Por exemplo, a maioria das pessoas não acredita que é possível amar um inimigo. Se alguém lhe bater numa face, oferecia-lhe a outra? Jesus estava a pedir aos Judeus – que estavam irritados sob a ocupação romana – para se tornarem capachos?
3 Pergunte aos alunos como podem viver os princípios do Sermão da Montanha na sua vida quotidiana.
Pergunte: “Pode alguém que não tenha sido chamado por Deus viver para Deus?”
Use os seguintes textos como passagens mais fáceis de ensinar e que se relacionam com a história de hoje:
I Samuel 3; Êxodo 20; Mateus 4:1.
Partilhando o Contexto e o Pano de Fundo
Use a seguinte informação para esclarecer melhor a história aos seus alunos. Partilhe isto por palavras suas.
1. O Melhor? Os 12 discípulos escolhidos por Jesus não eram o melhor que a Humanidade tinha para ofere- cer, concluiriam muitas pessoas. A maioria era da classe trabalhadora pobre. Isso é demonstrado, até certo ponto, pelo desdém com que os líderes judeus os olhavam. Basicamente, Jesus pegou no pior do lote huma- no e mostrou o que uma pequena exposição ao Sol da Justiça podia fazer por eles.
Pense nos resultados: “Três deles tornaram-se hábeis escritores. João era um profundo estudioso” (Comentário
Bíblico ASD, vol. 5, p. 594). Pedro tornou-se pregador. Por intermédio destes homens simples, Jesus construiu
as fundações para uma nova Igreja que permaneceria até à Sua volta. A pergunta que temos de fazer a nós próprios é esta: Se Jesus podia fazer tanto com tão pouco, o que poderia Ele fazer connosco?
2. Algo Melhor. Jesus tinha como objetivo uma barreira cheia do Espírito para os excessos do Seu tempo. Esta era a mensagem de João Batista, que preparou o caminho para Jesus, e no Sermão da Montanha o incentivo da mensagem de Jesus é o mesmo. Aqui está o que Ellen White escreveu sobre a maneira como Jesus proferiu a Sua mensagem:
“Cristo desapontou a esperança de grandeza mundana. No Sermão do Monte, procurou desfazer o traba- lho que tinha sido feito pela falsa educação, e dar aos Seus ouvintes o conceito exato do Seu Reino, bem como do Seu próprio caráter. Todavia, não atacou diretamente os erros do povo. Via as misérias do mundo como consequência do pecado, mas não lhes apresentou um quadro vivo da sua desgraça. Ensinou-lhes alguma coisa infinitamente melhor do que aquilo que tinham conhecido” (O Desejado de Todas as Nações, p. 246, ed. P. SerVir).
3. Um Reino de Graça – Não de Força. No Sermão da Montanha, Cristo está a falar não só sobre o futuro Reino de glória mas também sobre o Reino da graça que vive no coração dos Seus seguidores. Os Judeus tinham uma conceção popular do Reino construído pela força, capaz de subjugar os odiados Romanos. Em parábolas tais como a dos pesos, a da semente de mostarda, a do fermento e a da rede, Jesus procurou dar-lhes exemplos de como viver o Reino da graça. “O Reino que Cristo veio estabelecer foi um que come- ça no coração dos homens, permeia a sua vida, e transborda para o coração e a vida de outros homens com a dinâmica do poder constrangedor do amor” (Comentário Bíblico ASD, vol. 5, p. 325).
Sugestões para um Ensino de Excelência
Formando Equipas 101
Muitas vezes, os professores esforçam-se muito para conseguir que os alunos trabalhem juntos. Dado o tema da lição desta semana, poderá ser interessante examinar o que Jesus fez para con- seguir que os Seus discípulos trabalhassem juntos.
Os discípulos eram um grupo diverso. A sua missão sagrada fê-los trabalhar juntos? E o que dizer do próprio Jesus? Juntaram-se todos por estarem na presença da magnificência? A res- posta a ambas estas perguntas é não.
Os discípulos aprenderam como ser uma equipa ao observarem como Jesus tratava cada um deles, e viram-se forçados a permanecer juntos quando Ele foi crucificado. Exemplo e sacrifício – estas ainda são as duas melhores maneiras de ensinar os seguidores a trabalharem juntos.
Ensinando…
Dirija os seus alunos a outras secções da sua lição.
3 Perspetiva!
Pergunte-lhes como as citações de Perspetiva! explicam o ponto da história desta lição.
3 Holofote
Leia as afirmações de Holofote, chamando a atenção para o facto de que a maior parte do tempo elas são do comentário da história desta semana que se encontra no livro O Desejado de Todas as Nações. Pergunte qual é a relação que veem entre a afirmação e o que acabaram de discutir em A Partir da História.
3 Frases-chave
Chame a atenção dos seus alunos para a lista de versículos na lição que se relacionam com a história desta semana. Faça com que leiam as passagens e peça a cada um que escolha o versículo que lhes fale mais direta- mente, hoje. Depois, peça-lhes que expliquem porque escolheram esse versículo.
Poderá, ainda, atribuir as passagens a pares de alunos para que as leiam alto e as discutam, para escolherem o que é mais importante para eles.
III. FECHANDO
Atividade
Feche com uma atividade e faça perguntas por palavras suas.
Peça aos alunos que façam, em silêncio, uma oração de apenas uma frase em resposta ao Seu chamado. Peça aos alunos que terminem a seguinte afirmação com a sua oração silenciosa a Deus.
“Pai, eu ouço-Te chamar-me. Pela Tua graça eu faço planos para...”
O objetivo desta oração é fazer com que os alunos saibam que Deus ainda está à procura de discípulos para O ajudarem a construir o Seu Reino. Termine com uma oração de consagração e dedicação a Deus e ao Seu serviço.
Resumo
Partilhe os seguintes pensamentos, usando palavras suas:
Há mais de 2000 anos, na encosta de um monte, Jesus escolheu doze seres humanos para O ajudarem a construir um Reino. Um Reino de graça, como mais tarde se veio a saber, foi inaugurado nesse dia, e, hoje, nós somos os seus beneficiários.
O Sermão da Montanha que se seguiu à escolha dos Doze, delineou em tons claros a constituição do novo Reino de Deus na Terra. O caminho que o mundo seguia foi mudado por Cristo – o Caminho. Este novo Reino seria construído sobre o amor abnegado e a devoção a Deus e aos outros seres humanos. Na altura, os discípulos não sabiam que acabavam de ser escolhidos para a maior missão alguma vez confiada aos humanos, e essa missão transformou a vida deles.
Deus chama homens e mulheres para uma vida infinitamente mais significativa do que a que estavam a viver. Ele dá a todos os que respondem ao chamado uma nova maneira de viver, uma nova maneira de ser, no mundo.
Recorde aos seus alunos o plano de leitura que os levará através do comentário inspirado da Bíblia, a Série O Grande Conflito. A leitura que vai com esta lição é O Desejado de Todas as Nações, capítulos 30 e 31, ed. P. SerVir.