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2º Trimestre / Ano 1

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Academic year: 2021

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CORNERSTONE

CONNECTIONS

ADOLESCENTES

Manual Auxiliar

Para Monitores

2º Trimestre / Ano 1

Departamento da Escola Sabatina e dos Ministérios da Criança

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CORNERSTONE CONNECTIONS

Guia do Moderador

HISTÓRIAS. REAIS. SÓLIDAS.

2º Trimestre - Ano 1

Liberdade sem Limites

PORQUÊ A ABORDAGEM BÍBLICA DA HISTÓRIA (introdução do Monitor)

Há uma tendência para negligenciar a Palavra de Deus, porque a Bíblia parece tão velha e as questões da vida de hoje não parecem ligar-se automaticamente com os textos inspirados, antigos. Tentar ler a Bíblia toda pode deixar os jovens num nevoeiro. Mas nunca foi intenção que a Bíblia fosse lida. A intenção foi que a Bíblia fosse estudada, que se refletisse sobre ela, que fosse vivida. Não foi escrita para ser analisada, mas obedecida. É preciso esforço. Se queres apenas uma história para te entreter, então a Bíblia não é para ti. A Bíblia não é uma novela que te prenda, mas, se tomares a mensagem firmemente com coração pronto a aprender e olhos que buscam Deus, encontrarás muito mais do que entretenimento. Descobrirás uma mensagem só tua. “Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração” (Jeremias 29:13, ARC.) Jesus disse: “Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras, e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha” (Mateus 7:24, ARC.)

A Bíblia é uma ferramenta que será usada pelo Mestre prometido – o Espírito Santo. Nós, os professores terrenos, seremos eficazes na medida em que deixarmos, primeiro, que o Espírito nos ensine. Cada uma destas lições foi construída à volta de uma história bíblica específica. Dirigirá os alunos para Dentro da

História e ajudá-los-á a desenterrar verdades para a sua vida A Partir da História. As gemas da verdade

ainda não foram retiradas da mina para si. O Moderador e os seus alunos terão a oportunidade de ser, eles próprios, os mineiros.

“No estudo diário o método de estudar versículo a versículo é muitas vezes o mais eficaz. O estudante deve pegar num versículo, e concentrar o espírito tentando descobrir o pensamento que Deus ali pôs para si, e então demorar-se nesse pensamento até que se torne também seu. Uma passagem estudada assim, até que o seu significado esteja claro, é de mais valor do que o manuseio de muitos capítulos sem nenhum propósito definido em vista, e sem obter nenhuma instrução positiva. – Educação, p. 188 (adaptado da edição brasileira de 1968.)

Bem-vindo ao “Cornerstone Connections”! Os Editores

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Que ferramentas são providenciadas

para ensinar as histórias?

(Os textos a negrito ajudam-no a rever, num relance, os passos sugeridos.)

1. Neste Guia do Moderador, com cada lição encontrará uma secção Explorar com os tópicos da lista

que se relacionam com a história desta semana. Os Ministérios de Liderança providenciaram uma série de fontes para explorar os tópicos da sua escolha – de perguntas para discussão a ilustrações, de roteiros de teatro a atividades de aprendizagem. Use os recursos em www.cornerstone

connections.net para criar um “programa” que seja importante para o seu grupo.

2. Comece a lição propriamente dita com a atividade O Que Achas? (e a informação Sabias?) da

lição do aluno. As atividades destinam-se a fazer os seus alunos pensar, responder e partilhar uns com os outros. A rica discussão que poderá nascer deste exercício é um ótimo ponto de entrada. A pergunta-chave, que deverá ser feita no fim, é: “Porque respondeste da forma como fizeste?”

3. O seu Guia do Moderador proporciona uma ilustração, bem como um breve pensamento que

serve de “ponte” para o ajudar a guiar os seus alunos à passagem bíblica propriamente dita.

4. O centro da experiência da lição é lerem juntos a passagem da Bíblia, Dentro da História, e discuti-la com a ajuda das perguntas para o Moderador A Partir da História. Outras passagens para

comparar com essa para aprofundar mais a Palavra são, por vezes, também providenciadas.

5. Então, partilhem a informação sobre o contexto e os antecedentes que farão com que a história

fique mais compreensível para si e para os seus alunos.

6. É-lhe proporcionado um curto guia para o ajudar a desdobrar as outras secções da lição dos alunos com a sua classe. (Os seus alunos também são levados a trabalhar, diariamente, por si

mesmos, através de uma secção da lição ao seguirem as instruções em Tornando Real.) Incentive--os a fazê-lo na semana anterior ou na semana a seguir depois de analisar a lição na classe, dependendo do que for melhor para a sua situação de professor.

7. Cada semana, o Guia do Moderador inclui uma sugestão em Rabbi 101 que será útil para si, se o

guardar para futuras referências. Também lhe proporcionará uma atividade e um resumo com o qual poderá ligar e fechar a lição.

8. Em cada lição, os alunos têm uma referência ao volume da Série O Grande Conflito, de Ellen White,

que corresponde à história da semana. Os alunos que o desejarem poderão ler toda a série em quatro anos, ao seguirem o plano de leitura.

LIÇÃO 1 – Uma Missionária Improvável

Pela força do testemunho de uma mulher, toda uma cidade foi convencida de que Jesus era o Messias. Pode a história de uma pessoa fazer, realmente, a diferença?

LIÇÃO 2 – Ver É Crer?

O nobre acreditou na palavra de Jesus de que o seu filho estava curado – mesmo antes de voltar para junto do filho. Uma lição de fé que pode fazer eco no nosso coração, hoje.

Lição 3 – Queres Ficar Curado?

Muitas pessoas preferem a servidão à redenção. Será possível que o homem paralítico, junto ao poço de Betesda, também a preferisse?

Lição 4 – Aparência versus Realidade

João Batista teve a fantástica tarefa de anunciar que o Reino de Deus estava às portas. Infelizmente, não viveu o suficiente para ver o seu derradeiro cumprimento.

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Lição 5 – Um Regresso a Casa Tumultuoso

O que começou, para Jesus, como uma entrevista na sinagoga, na Sua infância, acabou por se tornar numa viciosa tentativa contra a Sua vida.

Lição 6 – Sou um Seguidor

Pedro e os outros pescadores deixaram tudo para seguir Jesus. Como é o compromisso com Jesus no século XXI?

Lição 7 – O Dia em que o Diabo Foi à Igreja

O endemoninhado só teve a força espiritual suficiente para ir a Jesus. Era tudo aquilo de que precisava. É tudo do que precisamos para ir a Jesus.

Lição 8 – Disponível e Capaz

Um leproso moribundo atreve-se a entrar na sociedade por ter ouvido dizer que Jesus ia chegar e nunca tinha mandado ninguém embora. Iria Jesus aceitá-lo também?

Lição 9 – Não Foi Amor à Primeira Vista

Jesus preferia estar no meio de pecadores do que numa sala cheia dos, assim chamados, “justos e nobres”. Na realidade, Ele procurava-os.

Lição 10 – À Frente e no Centro

A crítica não perturbava Jesus; Ele estava habituado a ela. Mas, quando os líderes religiosos deixaram de ver a questão do Sábado, oferecendo ao Seu povo uma vida vazia, Ele não o pôde aceitar.

Lição 11 – O Chamado de Jesus

O nosso chamado ao discipulado é sempre seguido de um chamado para vivermos ao serviço da Humanidade. Mas como o fazemos?

Lição 12 – Um Soldado Fiel e Cheio de Fé

Um centurião, um servo, e um Salvador. A família de Deus transcende todas as culturas e todos os credos.

Lição 13 – “Costumava Ser e Já Foi”

Mesmo quando a melhor e única resposta do homem a Jesus destilava ódio e desespero, Jesus podia ver uma pequenina parte do seu coração que os demónios não tinham ocupado. E Ele libertou-o! Ele pode fazer o mesmo por nós.

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CORNERSTONE CONNECTIONS

LIÇÃO 1

Uma Missionária Improvável

História das Escrituras: João 4:1-42 (ARC.)

Comentário: O Desejado de Todas as Nações, capítulo 19, ed. P. SerVir. Texto-chave: João 4:28-30 (ARC.)

PREPARANDO-SE PARA ENSINAR

I – SINOPSE

Jesus viaja por Samaria e tem um encontro com uma improvável nova discípula – uma mulher, e alguém que não só é Samaritano, mas, muito provavelmente, um proscrito dentro da sua própria comunidade. O hábito constante de Jesus de alcançar os marginalizados da sociedade nunca foi mais evidente do que na tarde em que Se sentou junto ao poço e pediu a uma mulher samaritana que tirasse água para Ele beber. Mas não só esta mulher se tornou crente, como também se tornou numa missionária ativa poucos minu-tos depois da sua conversa com Jesus. Pela força do seu testemunho em primeira mão, toda uma cidade de Samaritanos foi ouvir Jesus por si mesma, e retirarou-se convictas de que tinha encontrado o Messias. A experiência da mulher junto ao poço ilustra vividamente que não precisamos de ser teólogos experien-tes ou Cristãos há muito tempo para experien-testemunharmos por Jesus. Testemunhar é só contar o que vimos, ouvimos e experimentamos – e convidar pessoas para descobrirem por elas mesmas.

II. ALVO

Os alunos irão:

3 Compreender que qualquer pessoa pode ser uma testemunha por Jesus. (Saber)

3 Sentir que a sua própria experiência com Jesus merece ser partilhada com outros. (Sentir) 3 Decidir testemunhar por Jesus ao contar às pessoas o que Ele tem feito na sua vida. (Responder)

III. EXPLORAR

3 Serviço em prol dos outros 3 Preconceito

3 Aceitação

Encontrará material para o ajudar a explorar estes e outros tópicos com os seus alunos em

www.cornerstoneconnections.net.

ENSINANDO

I. A COMEÇAR

Atividade

Dirija os alunos para a secção O que Achas? da sua lição. Depois de a terem completado, debata as suas respostas.

Quem pode ser um missionário? Na verdade, o que significa ser missionário, ou testemunhar por Jesus? É a mesma coisa? Qualquer Cristão o pode fazer?

Peça aos seus alunos para brainstorm palavras ou frases que lhes venham à memória quando menciona “testemunhar” ou “missões”. Escreva as palavras e frases num quadro ou num bloco grande. Quando todos tiverem tido oportunidade de contribuir, discuta as palavras e frases que anotou. São imagens positivas – coisas com as quais os jovens se sentem bem? Quais são as suas emoções no que respeita a testemunhar? Pensam que é algo que podem, deviam, ou têm de fazer? Isso entusiasma-os, assusta-os, ou deixa-os indiferentes?

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expe-Ilustração

Partilhe esta ilustração por palavras suas:

Há cerca de 30 anos, em resposta ao assassinato de Martin Luther King, Jr., uma professora americana desen-volveu um exercício de sala de aula, simples, para ilustrar, aos seus alunos, o poder do preconceito. Disse às crianças que ter olhos azuis significava que se era mais inteligente e deu mais privilégios às crianças que tinham olhos azuis. Rapidamente observou que as crianças com olhos azuis estavam a maltratar e a oprimir as de olhos castanhos, enquanto as de olhos castanhos demonstravam receio e baixa autoestima – embora ela tivesse feito o exercício apenas durante um dia! No dia seguinte, Ms. Elliot voltou à sala de aula e disse às crianças que o que ela dissera no dia anterior não estava certo – na realidade, eram as crianças de olhos castanhos que eram mais inteligentes e que teriam mais privilégios. A mesma experiência aconteceu ao contrário – agora foram as crianças de olhos castanhos que começaram a oprimir as outras.

A experiência abriu os olhos dos alunos – tanto os de olhos azuis como os de olhos castanhos! – para o poder do preconceito e das divisões que criamos entre as pessoas. Tal como acontecia com os Judeus e os Samaritanos nos dias de Jesus, temos a tendência de dividir as pessoas com base na raça, na língua, na cultura, na religião, e muitas outras barreiras. Nós decidimos quem é “in” e quem é “out”, quem é fixe e quem não é. Jesus via para além dessas barreiras, escolhia os Seus seguidores de todas as raças, culturas e extratos sociais, e pede-nos que também olhemos para além dessas barreiras.

II. ENSINANDO A HISTÓRIA

Ponte para a História

Partilhe o seguinte por palavras suas:

Quando Jesus Se sentou junto ao poço e pediu água à mulher samaritana, tudo o que fez foi chocante. Como Judeu, não deveria falar com um Samaritano. Como homem nessa cultura, não deveria falar sozinho com uma mulher. E esta mulher, em particular, tinha tido cinco maridos, o que provavelmente a tornou numa proscrita social na sua comunidade. Mas Jesus vê sempre para além das barreiras e dos rótulos para a pessoa lá dentro.

Que rótulos pomos aos outros? Que rótulos pomos a nós próprios? Podemos decidir que uma certa pessoa nunca poderia fazer um grande trabalho para Deus, apenas por ser quem é ou por vir de onde vem. Até podemos decidir isso sobre nós próprios! Mas Deus escolhe todo o tipo de pessoas – tal como a mulher junto ao poço.

A Partir da História para Moderadores

Depois de ler a secção Dentro da História com os seus alunos, use o seguinte, por palavras suas, para a desen-volver com eles.

Divida a experiência da mulher junto ao poço nos seguintes passos, escrevendo os títulos no quadro ou no bloco, e pedindo aos alunos que contribuam com ideias.

· Do que precisava ela? (Algumas ideias poderão incluir: esperança, aceitação, pertença, perdão.) · O que ofereceu Jesus? (“Água viva”, promessa de que Ele era o Messias, conhecimento da sua vida.) · Como respondeu ela? (Questionou-O no princípio, correu a contar aos outros.)

· Qual foi o resultado? (Toda a sua cidade foi ouvir Jesus e creu n’Ele.)

· Agora peça aos alunos para brainstorm ideias sobre outras histórias bíblicas em que a pessoa teve um encontro memorável com Jesus, e faça o mesmo com cada uma dessas histórias. Que tipo de necessida-des é que as pessoas levavam a Jesus? (Em muitos casos, era a cura física, mas as pessoas também iam necessitando de perdão ou de aceitação.) Tente encontrar exemplos de histórias em que as pessoas foram contar a outros o que Jesus fez por elas. (Dois exemplos são dados na secção Frases-chave da lição do aluno e desenvolvidos na lição do aluno para quarta-feira.)

· Pergunte: “Que habilitações tinha esta mulher, ou qualquer das outras pessoas sobre quem falámos, para se tornarem testemunhas?” (Experiência pessoal, ter-se encontrado com Jesus, ter sido mudada por Ele.) Faça referência à discussão brainstorm do início da lição. Que tipo de habilitações sentimos que precisa-mos de ter para testemunhar? Essas pessoas tinham essas habilitações?

· Desafie os alunos a pensar sobre formas como poderiam usar a sua experiência pessoal para testemu-nhar – para partilhar com outros o que Deus tem feito por eles.

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Use os seguintes textos como passagens mais fáceis de ensinar e que se relacionam com a história de hoje: veja

as passagens da secção Frases-chave da lição do aluno.

Partilhando o Contexto e o Pano de Fundo

Use a seguinte informação para esclarecer melhor a história aos seus alunos. Partilhe isto por palavras suas.

Há dois temas principais nesta história: A disponibilidade de Jesus para alcançar os proscritos e margina-lizados da sociedade, e a disponibilidade da mulher em tornar-se, imediatamente, numa missionária ao partilhar, com outros, a sua experiência pessoal.

Estes dois fios unem-se quando os discípulos regressam e reagem à interação de Jesus com a mulher. (Para mais reflexão sobre isto, leia o capítulo de O Desejado de Todas as Nações para esta lição: “Junto ao Poço de Jacob”.) Os discípulos não viam a Samaritana como um campo válido para evangelismo, porque os seus preconceitos raciais e religiosos estavam demasiado enraizados – eles viam Jesus como o Messias apenas dos Judeus. Se se desse o caso de Ele tentar alcançar alguém dentro da comunidade samaritana, uma mulher proscrita, casada cinco vezes, a viver em pecado, seria a última pessoa que teriam escolhido. A visão de Jesus sobre o testemunho é muito mais alargada do que a nossa! Ela alcança todos – não ape-nas aqueles que são como nós, aqueles com quem nos sentimos mais à vontade – mas também os excluí-dos, os proscritos, os marginalizados. Desafie os alunos a pensar quem isso incluiria na sua comunidade, Igrejaou escola. A ideia de Jesus sobre uma boa testemunha também era mais alargada do que a dos Seus discípulos – Ele tinha (e ainda tem) um lugar na Sua obra para todos os que tenham tido uma experiência genuína com Ele, não interessando a forma como os outros possam ver essa pessoa.

Os jovens do seu grupo podem ter sentido o preconceito para com eles – talvez devido à raça ou classe social, ou talvez apenas pelo facto de serem adolescentes, e os adultos não gostam da maneira como se vestem, como falam ou fazem as coisas. Recorde-lhes que Jesus não procura apenas pastores, estudantes de teologia e obreiros bíblicos para partilhar o Seu amor – Ele usa qualquer pessoa que O conheça e O ame para alcançar outros.

III. FECHANDO

Atividade

Feche com uma atividade e faça perguntas por palavras suas.

Sugestões para um Ensino de Excelência

O Resto da História

O conceito de “história” não é novo. Mas, especialmente nas nossas ten-tativas de partilhar as nossas histórias pessoais sobre o nosso relaciona-mento com Cristo e de como esse relacionarelaciona-mento teve um impacto na nossa vida, este conceito pode ser desafiador.

Uma forma de ajudar os alunos a partilhar as suas histórias é pedir-lhes que escrevam cinco experiências da sua vida que tenham tido impacto espiritual sobre eles. Peça-lhes que tentem identificar um tema em par-ticular que esteja interligado nessas experiências. Por exemplo: “Todas estas experiências envolveram o caso de eu ter receio de algo ou de alguém, mas Cristo substituiu o meu receio por coragem”, ou “Todas estas experiências fizeram-me sentir muito inadequado, mas Deus fez com que me sentisse útil e com valor”.

É desse tema que os alunos podem fazer a sua partilha de como Cristo teve impacto na sua vida.

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do a qual se poderia contar a nossa história pessoal sobre o que Cristo fez por nós em três minutos ou menos. Muitas vezes, as conversas na vida real não são feitas assim. O testemunho funciona melhor quan-do estamos a falar com as pessoas que nos conhecem, pessoas com quem podemos ser sinceros sobre o que realmente aconteceu na nossa vida.

Dê a cada aluno um cartão ou postal em branco e peça-lhes que escrevam algumas frases dirigidas a um amigo que não conhece Jesus, contando a essa pessoa algo sobre o que Jesus tem feito por eles. Depois de lhes dar algum tempo para escrever, desafie-os a orar sobre se deveriam partilhar o cartão, ou a men-sagem ali escrita, com essa pessoa esta semana.

Resumo

Partilhe os seguintes pensamentos por palavras suas:

Nós traçamos tantos limites para excluirmos e dividirmos as pessoas! Jesus passou por cima desses limites. Ele estava interessado em incluir pessoas, não em excluí-las.

Um limite que as pessoas por vezes põem na Igrejaé que não se pode trabalhar para o Senhor a não ser que se seja mais velho, que se tenha algum tipo de formação, ou que se tenha tudo em ordem na nossa vida e não se tenha feito nada de errado nos últimos 10 anos.

Mas não foi essa a maneira como Jesus recrutou trabalhadores para a Sua causa. Qualquer pessoa que O tivesse, realmente, conhecido – até mesmo a mulher samaritana junto ao poço – estava habilitado a contar aos outros o que Jesus tinha feito por si. O mesmo acontece ainda hoje. Se conheces Jesus, se Ele tocou a tua vida de alguma maneira, então tens todas as habilitações de que precisas para O partilhar com os outros. Não precisas de ser capaz de pregar ou de dar estudos bíblicos – embora esses sejam dons maravilhosos que poderás ter. Tudo o que precisas é de ser capaz de fazer o que a mulher junto ao poço fez: contar aos outros: “Eu conheci este Homem, e isto foi o que Ele fez por mim. Porque não vens e ficas a conhecê-l’O também?”

Ensinando…

Dirija os seus alunos a outras secções da sua lição.

3 Perspetiva!

Pergunte-lhes como as citações de Perspetiva! explicam o ponto da história desta lição.

3 Holofote

Leia as afirmações de Holofote, chamando a atenção para o facto de que a maior parte do tempo elas são do comentário da história desta semana que se encontra no livro O Desejado de Todas as Nações. Pergunte qual é a relação que veem entre a afirmação e o que acabaram de discutir em A Partir da História.

3 Frases-chave

Chame a atenção dos seus alunos para a lista de versículos na lição que se relacionam com a história desta semana. Faça com que leiam as passagens e peça a cada um que escolha o versículo que lhes fale mais direta-mente, hoje. Depois, peça-lhes que expliquem porque escolheram esse versículo.

Poderá, ainda, atribuir as passagens a pares de alunos para que as leiam alto e as discutam, para escolherem o que é mais importante para eles.

Recorde aos seus alunos o plano de leitura que os levará através do comentário inspirado da Bíblia, a Série

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CORNERSTONE CONNECTIONS

LIÇÃO 2

Ver É Crer?

História das Escrituras: João 4:43-54 (ARC.)

Comentário: O Desejado de Todas as Nações, capítulo 20, ed. P. SerVir. Texto-chave: João 4:48-50 (ARC.)

PREPARANDO-SE PARA ENSINAR

I – SINOPSE

Esta lição é sobre o amor de um pai pelo seu filho e sobre o amor de Deus pelos Seus filhos. Centra-se na fé. O nobre que foi ter com Jesus a Caná para suplicar a Sua intervenção junto do seu filho que estava à morte torna-se numa lição de confiança para todos nós. Foi ter com Jesus acreditando que Jesus teria de ir com ele a sua casa para curar o seu filho. Mas, os caminhos de Deus não são os nossos caminhos. Jesus ordenou-lhe que se fosse embora, pois o seu filho estava curado, e o nobre, reagindo positivamente a esse teste, aceitou Jesus como Messias.

Não se apercebeu de que o Salvador tinha tido conhecimento da sua aflição antes de ele sair de casa. Ele tinha uma medida de fé suficiente para ir a Caná e pedir a bênção mais maravilhosa: que Jesus restaurasse a saúde do seu filho. Jesus tinha em mente uma dádiva ainda maior que envolvia não apenas a cura do rapaz, mas também salvar o nobre e a sua família, enquanto preparava o terreno para o Seu ministério terreno em Cafarnaum.

Falando com o nobre (e com aqueles à sua volta), Jesus disse: “Se não virdes sinais e milagres, não crereis.” O nobre percebeu a importância dessas palavras e deu um passo de fé, tomando consciência de que a palavra do Senhor era suficiente, quando Jesus disse: “Vai, o teu filho vive.” Na verdade, nesse preciso momento, o rapaz foi curado. As Suas palavras e essa lição de fé fazem eco nos nossos corações, hoje. II. ALVO

Os alunos irão:

3 Reconhecer que ver não é crer, pois a Palavra de Deus é suficiente, e que a Sua vontade é abençoar-nos

para além daquilo que poderemos pensar. (Saber)

3 Tomar consciência de que as palavras de Jesus para o nobre e para os habitantes de Caná também

são dirigidas a todos os povos ao longo da história Humana e que eles também têm de confiar nas Suas promessas. (Sentir)

3 Resolver confiar completamente em Deus, mesmo sem verem sinais e milagres. (Responder)

III. EXPLORAR

3 Milagres e o milagroso 3 Fé

3 Promessas

Encontrará material para o ajudar a explorar estes e outros assuntos com os seus alunos em

www.cornerstoneconnections.net.

ENSINANDO

I. A COMEÇAR

Atividade

Dirija os alunos para a secção O que Achas? da sua lição. Depois de a terem completado, debata as suas respostas.

Mostre um clip de um grupo de pessoas a fazer o jogo “cai, confiando” para iniciar a discussão centrada em exer-cícios para fortalecer a confiança. Convide os seus alunos a debater quaisquer experiências que tenham tido

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A frase “ver é crer” não é necessariamente verdadeira. Jesus procurou mudar essa forma de pensar para um plano mais elevado – confiar que a Sua Palavra era, por si só, suficiente. Mostre aos seus alunos várias ilusões óticas que pode encontrar online ou na sua biblioteca local para pôr fim ao adágio.

Ilustração

Partilhe esta ilustração por palavras suas:

Em 1978, houve uma crise de combustível na América que causou um aumento de preço e longas filas nas bombas. Eu ainda estava na faculdade. A minha noiva, que se tinha formado há pouco tempo e tinha começado a trabalhar num emprego que requeria um carro, teve um acidente numa sexta-feira à tarde. O seu carro foi perda total, embora ela não se tenha magoado. Ela foi ter comigo para um fim de semana na faculdade para um Seminário de Enriquecimento do Casamento e explicou o que se tinha passado. Orámos para que Deus provesse.

À medida que as apresentações foram sendo feitas no seminário, tornou-se patente que estávamos perturbados. A minha futura mulher partilhou a sua história traumática do acidente, e como isso a tinha deixado desorientada e sem meios para trabalhar, sem o carro de que necessitava para trabalhar, e sem dinheiro para o substituir. Um casal, bem estabelecido na sua profissão médica, olhou um para o outro e fez um plano.

Eles tinham um Mercury Grand Marquis Brougham de 1975 praticamente novo, com um enorme apetite por gasolina. Tinha sido posto à venda, mas, devido ao seu elevado consumo, ninguém o queria. Doaram o carro à nossa Igreja(beneficiando, assim, de dedução nos impostos pela sua contribuição de caridade) e a Igrejatransferiu o título de propriedade do carro para a minha noiva. No final do fim de semana, Deus tinha providenciado um meio! Os doadores disseram que não se importavam de que o carro fosse trocado por um modelo mais económico, se não tivéssemos meios para pagar o combustível. Não tínhamos e foi o que fizemos. Deus viu a nossa necessidade antes de nós próprios a sabermos, e uma resposta à oração estava estacionada no parque, e tocou o coração de duas queridas pessoas para doarem um carro bom. II. ENSINANDO A HISTÓRIA

Ponte para a História

Partilhe o seguinte por palavras suas:

A frase “ver para crer” continua a ter significado hoje, porque a sua mensagem ainda faz sentido para muita gente. Se não pudermos confiar nos nossos olhos, em que confiaremos então? O paradoxo para os Cristãos é que a fé confia nas coisas que não se veem (ver Hebreus 11:1.) Deus deseja abençoar-nos mais do que aquilo que podemos imaginar e anseia que a nossa fé seja forte, para que possamos, com facilida-de, pedir, crer e reclamar as Suas promessas. Os milagres abundam.

A Partir da História para Moderadores

Depois de ler a secção Dentro da História com os seus alunos, use o seguinte por palavras suas, para a desen-volver com eles.

3 Uma das dores mais profundas é a angústia sentida por um pai ao ver o seu filho sofrer até à morte.

Um grande conforto vem quando, completamente desesperado, se volta para o supremo Ajudador como fez aquele pai. Se tem um filho, ajude os seus alunos a perceberem esse sentimento. Se não tem um filho, peça a um/a pai/mãe que explique aos seus alunos. Ajuda o facto de sabermos que Deus Pai deu o Seu filho para que pudéssemos ter a vida eterna?

3 O nobre, pai, mudou de uma atitude de “ver para crer” para “crer pela fé” que Jesus tinha curado o seu

filho. Ele tomou consciência de que as palavras de Jesus referentes a sinais e milagres eram uma acusação à sua fé. Ele agiu segundo a sua nova fé, ao regressar a casa com a paz e a alegria de que Jesus ouvira, curara e que tinha começado a ajudar toda a sua família a entrar pelas Suas portas com gratidão.

3 Ajude os alunos a compreender o significado de “um profeta não tem honra na sua própria pátria”,

tal-vez ao partilhar exemplos de pessoas com quem andou na escola e que se envolveram, nessa altura, em atividades violentas, mas que agora amadureceram e se tornaram cidadãos respeitáveis com trabalhos de responsabilidade.

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enganado? Guie os seus alunos de forma a tomarem consciência de que o tempo para se prepararem é agora. O tempo para comungarem com o Espírito Santo é hoje e todos os dias. Fortalecidos com o conhe-cimento respigado das Escrituras, com o exemplo de Jesus, da pena de Ellen White, e talvez de um futuro profeta dos últimos dias guiado por Deus, podem firmar-se na fé de que Deus está com eles, um Ajudador sempre presente em tempos difíceis.

Use os seguintes textos como passagens mais fáceis de ensinar e que se relacionam com a história de hoje:

Hebreus 11:1; Mateus 6:30-34; 8:25-27; 16:5-10.

Partilhando o Contexto e o Pano de Fundo

Use a seguinte informação para esclarecer melhor a história aos seus alunos. Partilhe isto usando palavras suas.

A passagem bíblica que é o foco da lição desta semana é João 4:43, com a frase “E, dois dias depois”, querendo dizer depois do dia em que os acontecimentos relatados nos versículos 5-39 tiveram lugar. A viagem dos versículos 3-5 é agora resumida. No versículo 45 a frase “vistas todas as coisas que fizera em Jerusalém, no dia da festa” é, provavelmente, uma referência ao incidente de João 2:13-23, em que a puri-ficação do Templo levou a relatos de que Jesus declarara ser Ele próprio o Messias.

O encontro entre o nobre e Jesus teve lugar em Caná, que fica a aproximadamente 25km de Cafarnaum, onde estava o rapaz doente. O pedido feito pelo pai do rapaz é o primeiro pedido de cura feito a Jesus (Comentário Bíblico ASD, vol. 5, p. 943.)

Jesus sabia que o pai tinha, na sua própria mente, posto condições quanto à sua crença em Jesus como Messias. “Se a sua petição não fosse atendida, não O aceitaria como Messias. Enquanto o oficial esperava, com a agonia de quem se acha suspenso, Jesus disse: ‘Se não virdes sinais e milagres, não crereis.’ … “Como um jato de luz, as palavras do Salvador ao nobre abriram o seu próprio coração. Viu que os moti-vos pelos quais procurava Jesus eram egoístas. Via a sua fé vacilante no seu verdadeiro caráter. No meio da aflição, compreendeu que a sua incredulidade poderia custar a vida do filho. Conheceu que estava na presença d’Aquele que lia os pensamentos e a quem tudo era possível. …

‘Vai’, disse: ‘o teu filho vive.’ O nobre deixou a presença do Salvador com uma paz e alegria que nunca antes experimentara. Não só crera que o seu filho seria restabelecido, mas com uma confiança firme esperou em Cristo como Redentor” (O Desejado de Todas as Nações, pp. 154 e 155, ed. P. SerVir).

A fé do nobre foi incentivada pela sua experiência com Jesus. Não se apressou de regresso a casa, uma via-gem que levaria entre quatro a cinco horas, para ver o que tinha acontecido ao seu filho. A sua confiança em Jesus era tal que os seus servos foram ter com ele na manhã seguinte, a alguma distância de casa, para relatar que o rapaz tinha ficado melhor cerca da sétima hora (13:00 horas), a mesma hora em que Jesus dissera ao pai que o seu filho viveria (Comentário Bíblico ASD, vol. 5. p. 944.)

Sugestões para um Ensino de Excelência

Usando e Explicando Adágios

Um adágio é uma afirmação de uma verdade geralmente aceite que é confirmada pelo seu longo uso e por experiência. “Ver é Crer” é um exemplo. A Bíblia tem muitas frases que também se tornaram adágios, que, em tempos idos, eram comuns na sociedade americana. Agora são menos conhecidos devido à sociedade ter-se tornado secular, e as muitas traduções da Bíblia que agora existem eliminaram a consistên-cia do Inglês da versão King James. Quando usar um adágio, explique o seu contexto original e como ele é usado, ou não, na sociedade atual. A lição desta semana incluiu “Um profeta não tem honra na sua própria pátria” e “A não ser que vejam sinais e prodígios, nunca acreditarão”.

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Ensinando…

Dirija os seus alunos a outras secções da sua lição.

3 Perspetiva!

Pergunte-lhes como as citações de Perspetiva! explicam o ponto da história desta lição.

3 Holofote

Leia as afirmações de Holofote, chamando a atenção para o facto de que a maior parte do tempo elas são do comentário da história desta semana que se encontra no livro O Desejado de Todas as Nações. Pergunte qual é a relação que veem entre a afirmação e o que acabaram de discutir em A Partir da História.

3 Frases-chave

Chame a atenção dos seus alunos para a lista de versículos na lição que se relacionam com a história desta semana. Faça com que leiam as passagens e peça a cada um que escolha o versículo que lhes fale mais direta-mente, hoje. Depois, peça-lhes que expliquem porque escolheram esse versículo.

Poderá, ainda, atribuir as passagens a pares de alunos para que as leiam alto e as discutam, para escolherem o que é mais importante para eles.

III. FECHANDO

Atividade

Feche com uma atividade e faça perguntas por palavras suas.

Se não tiver sido usada como atividade de abertura, mostre aos seus alunos várias ilusões de ótica que tenha encontrado online ou na sua biblioteca local. Estas ilusões demonstrarão claramente que não pode-mos, necessariamente, confiar nos nossos olhos. Cite Pôncio Pilatos quando disse “O que é a verdade?” Guie os seus alunos para respostas como a Palavra de Deus, Jesus, etc..

Resumo

Partilhe os seguintes pensamentos por palavras suas:

As pessoas já raramente lidam com absolutos. As luzes vermelhas costumavam significar “Parar”. Agora ainda significam “Parar”, mas, por vezes, também se pode virar à direita. Uma máquina de fotocópias cos-tumava fazer cópias. Agora são aparelhos de multifunções que copiam, enviam faxes, imprimem, fazem

scan, agrafam, furam e têm acesso à Internet. Alguns absolutos (que fazem parte da lição desta semana)

mantêm-se. Eles incluem que a Palavra de Deus é segura, que Deus deseja abençoar-nos para além daqui-lo que podemos imaginar, que podemos voltar-nos para Deus, sabendo que é uma ajuda sempre presente em tempos de necessidade, e que a Bíblia contém lições para hoje através das histórias ali relatadas. Parece tão simples pedir, crer e reclamar as promessas de Deus. E é – quando temos uma fé como a das crianças.

Recorde aos seus alunos o plano de leitura que os levará através do comentário inspirado da Bíblia, a Série

(14)

CORNERSTONE CONNECTIONS

LIÇÃO 3

Queres Ficar Curado?

História das Escrituras: João 5 (ARC.)

Comentário: O Desejado de Todas as Nações, capítulo 21, ed. P. SerVir. Texto-chave: João 5:6, 8 (ARC.)

PREPARANDO-SE PARA ENSINAR

I – SINOPSE

A história do homem paralítico é um constrangedor lembrete de que Deus tem poder para nos curar de todos os males. No entanto, não se deve assumir que todos os pecadores deficientes querem ser curados. Isto explica a bizarra pergunta que Jesus fez ao paralítico: “Queres ficar são?” (João 5:6.)

Não poderia Jesus ter assumido que o homem queria a cura? No fim de contas, ele estava junto ao poço que tinha a reputação de ser um local de cura. Mesmo assim, Jesus perguntou.

É uma pergunta oportuna. É a mesma pergunta que devemos fazer a nós próprios, se estamos a pensar seriamente em ultrapassar hábitos que estão a sabotar a nossa alma. Diga-se a verdade, muitas vezes o que envenena a nossa vida espiritual é uma dieta diária de escolhas destruidoras. Uma vez que estas deci-sões são nossas, talvez não queiramos, realmente, ser curados.

Muitas pessoas preferem a escravidão à redenção. Como pastor, já vi uma fila de pessoas a marcharem pelo meu gabinete à procura de liberdade do pecado. A confissão tem um som familiar: “Ajude-me!”, vem o apelo. “Eu quero libertar-me de” – e pode preencher o espaço – álcool, ira, abuso de drogas, masturbação, comida, telenovelas, novelas de romance, bisbilhotice, compras, ou qualquer que seja a via de escape que preferir. Ao princípio, pensei que poderia curar os problemas de toda a gente. Isso foi porque não comecei com a pergunta de Jesus. Erradamente assumi que todas as pessoas que procuravam a ajuda do pastor queriam, realmente, ser curadas. Contudo, cada vez mais estou a descobrir a rica perspicácia que Jesus demonstrou na Sua pergunta ao paralítico.

O que é curioso sobre nós é que, muitas vezes, os próprios padrões de comportamento que tendem a destruir-nos são aqueles que temos mais relutância em mudar. Dizemos, a nível intelectual ou espiritual: “Sim, o meu orgulho está a arruinar a minha vida. A minha ira está a destruir os meus relacionamentos. A gula está a sabotar a minha autoestima.” Sim, parece que não conseguimos mudar – nem queremos, realmente, fazê-lo.

Esta lição proporciona uma oportunidade de desafiar os alunos a enfrentarem, honestamente, a pergunta de se querem, na verdade, ou não, a liberdade das deficiências espirituais. Mas, mais importante ainda, a história oferece a esperança da cura!

II. ALVO

Os alunos irão:

3 Aprender sobre o poder de Deus para curar. (Saber) 3 Descobrir o nosso papel na cura espiritual. (Sentir)

3 Avaliar o custo do pecado versus cura e liberdade. (Responder)

III. EXPLORAR

3 Liberdade/cura do pecado 3 Consequências

3 Sábado

3 Trabalho missionário e serviço 3 Pecado/mal/diabo

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Encontrará material para o ajudar a explorar estes e outros assuntos com os seus alunos em www.corners-toneconnections.net.

ENSINANDO

I. A COMEÇAR

Actividade

Dirija os alunos para a secção O que Achas? da sua lição. Depois de a terem completado, debata as suas res-postas.

Depois de ler cada afirmação abaixo, peça aos alunos que se posicionem numa fila na sala à direita (signi-ficando “eu concordo enfaticamente”) ou à esquerda (signi(signi-ficando “eu discordo enfaticamente) ou noutra ao meio que reflita a sua opinião.

3 A maioria das pessoas não quer mudar os seus maus hábitos.

3 As pessoas deveriam sofrer sempre as consequências das suas más escolhas. 3 Algumas decisões têm consequências mais sérias do que outras.

3 Se as pessoas dependerem de Deus, podem ser sempre curadas das suas escolhas de dependências. 3 As dependências são uma doença, não uma escolha.

Ilustração

Partilhe esta ilustração por palavras suas:

Comece com algumas perguntas interessantes:

3 Porque é que esterilizam agulhas para as injeções letais? 3 O que era a melhor coisa antes do pão fatiado?

3 Porque é que a primeira peça de bagagem a sair para a recolha de bagagem nunca pertence a ninguém? 3 Há outra palavra para sinónimo?

3 Porque existem autoestradas interestaduais no Hawaii?

3 Se os polícias prenderem um mimo, dizem-lhe que tem o direito de ficar calado?

3 Porque carregamos mais no controlo remoto quando sabemos que as pilhas estão gastas? 3 Se uma vaca se rir, o leite sai-lhe pelo nariz?

Na lição de hoje, Jesus pergunta ao paralítico: “Queres ficar são?” É uma pergunta estranha, não é? Porque não haveria ele de querer ficar curado? Verdade seja dita, por vezes não queremos ser libertos das nossas enfermidades.

Considere a história que Kurt partilhou uma manhã na igreja:

“A semana passada, estava eu a conduzir pela Rua Pike, no sentido norte, na baixa de Seattle, quando pas-sei por um sem-abrigo a dormir numa viela. Ele não tinha cobertor e estava uma temperatura abaixo de zero, embora a noite ainda tivesse apenas começado. Não conseguia tirar aquela cena da minha cabeça.” Kurt fez uma pausa para controlar a sua emoção. “Fiquei preocupado pela possibilidade de ele morrer congelado, por isso dei meia-volta em direção à viela. Apresentei-me e fiquei a saber que o seu nome era Ray. Disse-lhe que viesse para minha casa até conseguir voltar a pôr a vida em ordem ou, pelo menos, até que o tempo ficasse mais quente.”

Kurt continuoua contar que Ray desfrutou de um banho quente, de uma boa refeição, de uma cama quen-te. Deram-lhe uma chave da casa e convidaram-no a ficar o tempo que quisesse.

A parte irónica da história foi que o homem apenas ficou durante dois dias e depois desapareceu. Deixou uma nota escrita num pedaço de papel. Dizia: “Obrigado, mas eu prefiro viver nas ruas.” Como era possí-vel? Tinha saído, a Ray, o jackpot em que todas as suas necessidades tinham sido satisfeitas! Por fim tinha sido redimido das ruas de crime e de ódio.

Mas quem disse que ele queria ser redimido? Ray preferiu a vida de um bêbado sem-abrigo. II. ENSINANDO A HISTÓRIA

Ponte para a História

Partilhe o seguinte por palavras suas:

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cenários da vida, preferimos ser sem-abrigo a aceitar as provisões que Jesus põe ao nosso dispor.

Jesus ensinou-nos a viver uma vida ótima, quer dizer, a vida do Reino – “na terra como no céu”. No entanto, quantos de nós não desprezamos os Seus ensinos? Dada esta propensão humana para o pecado, em vez de para a liberdade, Jesus pergunta ao paralítico: “Queres ficar são?” No fim de contas, nem toda a gente quer, verdadeiramente, ser curada.

A Partir da História para Moderadores

Depois de ler a secção Dentro da História com os seus alunos, use o seguinte, por palavras suas, para a desen-volver com eles.

Reveja esta história da perspetiva de pessoas diferentes. Para cada indivíduo da história, considere as per-guntas: “O que estou eu a pensar? A sentir? A acreditar sobre Deus?”

3 O paralítico 3 Jesus

3 O grande número de pessoas deficientes deitadas junto ao poço 3 Os Judeus

3 Que princípios da guarda do Sábado emergem desta história?

3 O que nos ensina a passagem sobre o trabalho missionário e o serviço?

3 Como responderia aos críticos que afirmavam que a deficiência do paralítico era o resultado direto do

seu pecado? Observe atentamente a maneira como Jesus interage com este homem e pense no que Jesus diria sobre a noção do pecado a causar problemas físicos.

Note as duas razões por que os Fariseus estavam tão aborrecidos com Jesus – (1) quebrar a lei do Sábado e (2) afirmar que era o Filho de Deus. Que pecado achas que era mais ofensivo para os Judeus? Porquê? Note pela história a forma como os Fariseus estavam mais preocupados com as suas regras do que com o bem-estar de um homem que estava paralisado há 38 anos. Era claro que os líderes da Igrejavalorizavam mais as regras do que os relacionamentos. Hoje ainda acontecem coisas dessas na Igreja? Se sim, como? O que poderemos fazer para seguir a suprema regra de Deus (amar Deus e amar os outros como a nós mesmos) em vez das insignificantes regras do homem?

No Velho Testamento, são mencionados três sinais para identificar o Messias. Em João 5, são cumpridos todos estes sinais. Compare as seguintes passagens com os versículos em João.

Sinal 1: Todo o poder e autoridade são-Lhe dados como Filho do homem – compare João 5:27 com Daniel

7:13 e 14.

Sinal 2: Os aleijados e doentes encontram cura – compare com João 5:20, 26 com Isaías 35:5 e 6;

Deuteronómio 32:39.

Sinal 3: Os mortos são ressuscitados – compare João 5:21, 28 com I Samuel 2:6; II Reis 5:8.

Sugestões para um Ensino de Excelência

O Fazer e o Não Fazer do Ensino

Estas 10 sugestões poderão ser autoevidentes, mas é sempre bom recor-darmos a nós próprios o básico:

· Fazer – providenciar um local seguro em que todas as opiniões possam ser expressas sem crítica.

· Fazer – preparar bem.

· Fazer – orar para que o Espírito guie.

· Fazer – criar um ambiente cheio de divertimento e riso.

· Fazer – envolver todos os sentidos na experiência da aprendizagem. · Não fazer – não falar demasiado.

· Não fazer – tentar abafar o ruído com um barulho maior. · Não fazer – queixar-se.

· Não fazer – apanhar os alunos desprevenidos ou embaraçá-los. · Não fazer – perguntas em rotação.

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Partilhando o Contexto e o Pano de Fundo

Use a seguinte informação para esclarecer melhor a história para os seus alunos. Partilhe isto por palavras suas.

1. Leis do Sábado. Os Judeus disseram ao paralítico: “É sábado, não te é lícito levar a cama” (João 5:10.) Não há nenhuma lei no Velho Testamento que proíba alguém de levar a sua cama. Era uma interpretação dos Fariseus à ordem de Deus “lembra-te do dia de sábado para o santificares” (Êxodo 20:8) que aqui é citada. Esta era uma das centenas de leis acrescentadas às leis do Velho Testamento.

2. Vida eterna. João 5:24 oferece esta maravilhosa promessa: “Na verdade, na verdade vos digo que, quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condena-ção, mas passou da morte para a vida.” Aceitar Jesus como Salvador dá a certeza de uma nova vida em Cristo (ver II Coríntios 5:17.)

3. Referência a Moisés. Em João 5:45 Jesus disse aos Judeus: “Há um que vos acusa, Moisés, em quem vós esperais.” Os Fariseus conheciam bem os escritos de Moisés e orgulhavam-se de seguir todos os ensi-nos deste grande patriarca. O facto de Jesus sugerir que Moisés os acusava – embora eles seguissem todas as suas leis à letra – era um ataque contra eles, que os enfurecia. Moisés escreveu sobre Jesus (ver Génesis 3:15; Números 21:9; 24:17; Deuteronómio 18:15) e, no entanto, eles não compreenderam a importância do Messias quando Ele veio.

4. Milagres ao Sábado. O Comentário ASD (vol. 5, p. 949) chama a atenção para o facto de este ser o primeiro de sete milagres que Jesus fez ao Sábado. “Agora, pela primeira vez, Jesus desafia abertamente as regras rabínicas do Sábado (ver em Marcos 1:22; 2:23-28; 7:6-13.) Que Ele o tivesse feito numa altura em que a cidade estava cheia de visitas para a festa, e que Ele dramatizasse a Sua rejeição dessas tradições ao fazer um milagre e ao fazê-lo notar, fazendo com que o homem levasse a sua cama, demonstrava a impor-tância que Ele dava à questão.”

5. Betesda. O nome Betesda parece vir do Aramaico, beth chesda’, ou “casa da misericórdia”.

III. FECHANDO

Atividade

Feche com uma atividade e faça perguntas por palavras suas.

Faça uma lista de lutas comuns aos adolescentes das quais eles possam não querer, realmente, ser curados. Divida a classe em grupos e atribua uma luta a cada grupo. Faça o grupo brainstorm um plano de jogo sobre como alguém possa experimentar o poder curador de Deus nessa área. Peça a cada grupo que apre-sente as suas sugestões a toda a classe.

Resumo

Partilhe a seguinte história por palavras suas:

Candie cresceu como prostituta adolescente em Tacoma, Washington. A sua vida consistia em arranjar esquemas para conseguir a sua próxima dose de droga. Mas, então, conheceu Jesus. Um evangelista fez-lhe o convite de Jesus: “Queres ficar sã?” O pregador disse: “A maravilhosa graça de Deus pode curar qualquer pecado.”

Candie nem queria acreditar. Tinha medo de que tivesse pecado para além dos limites da graça de Deus. Mas, fosse como fosse, aceitou a graça de Deus. Da mesma forma que Jesus curou o homem junto ao Poço de Betesda, Ele curou Candie. Agora, 20 anos depois, trabalha como assistente social em Seattle, ajudando prostitutas adolescentes a encontrar a liberdade em Cristo.

Só Deus pode mudar uma prostituta em alguém que cumpre promessas. Só Cristo pode reconstruir a composição do coração humano. Só Ele pode debruçar-Se sobre as trevas e salvar um infortúnio espiritual como Candie.

Para que não pense que a história de Candie é de alguma forma diferente da sua ou da minha, recordo--lhe que somos todos pecadores. É apenas pelo milagre da misericórdia de Deus que podemos encontrar perdão e liberdade dos nossos pecados. Tudo o que temos a fazer é reconhecer a Sua graça. Aceite a Sua dádiva. E levante-se para andar com Deus.

(18)

Ensinando...

Dirija os seus alunos a outras secções da sua lição.

3 Perspetiva!

Pergunte-lhes como as citações de Perspetiva! explicam o ponto da história desta lição.

3 Holofote

Leia as afirmações de Holofote, chamando a atenção para o facto de que a maior parte do tempo elas são do comentário da história desta semana encontrada no livro O Desejado de Todas as Nações. Pergunte qual é a relação que veem entre a afirmação e o que acabaram de discutir em A Partir da História.

3 Frases-chave

Chame a atenção dos seus alunos para a lista de versículos na lição que se relacionam com a história desta semana. Faça com que leiam as passagens e peça a cada um que escolha o versículo que lhe fale mais direta-mente, hoje. Depois, peça-lhes que expliquem porque escolheram esse versículo.

Poderá, ainda, atribuir as passagens a pares de alunos para que as leiam alto e as discutam, para escolherem o que é mais importante para eles.

Recorde aos seus alunos o plano de leitura que os levará através do comentário inspirado da Bíblia, a Série

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CORNERSTONE CONNECTIONS

LIÇÃO 4

Aparência versus Realidade

História das Escrituras: Mateus 11:1-11; 14:1-11; Marcos 6:17-28; Lucas 7:19-28 (ARC.) Comentário: O Desejado de Todas as Nações, capítulo 22, ed. P. SerVir.

Texto-chave: Mateus 11:11 (ARC.) PREPARANDO-SE PARA ENSINAR

I – SINOPSE

Há muito que Israel esperava o Messias prometido. Sabiam que antes que Ele viesse, Deus enviaria Elias para preparar o Seu caminho. Mesmo nos dias de hoje, cada Judeu aguarda pelo profeta Elias. Na Seder (refeição da Páscoa), é colocado à mesa um lugar para Elias – para mostrar que estão ansiosamente à espe-ra do Messias (Malaquias 4:5 e 6.) Sabem que Deus enviará o Seu profeta antes do Messias paespe-ra prepaespe-rar os seus corações para O receber. Assim, não é para admirar que os sacerdotes e os levitas viajassem da área do Templo para o campo para se encontrarem com João Batista, e lhe perguntassem: “És tu Elias?” e “És tu o Messias?”.

João encontrava-se no amanhecer de um novo dia, anunciando o surgimento do Reino dos Céus. Contudo, mesmo na madrugada desse dia, João foi eclipsado pela Luz. Embora João tivesse feito soar o chamado para despertar nesse novo dia – fazendo volver os olhos do seu povo e do mundo para o evento, o Reino, e o Rei – ele próprio nunca testemunhou como seria. Desempenhou bem o papel que Deus lhe deu. Sem dúvida, sentiu-se encorajado pela mensagem que os seus discípulos lhe levaram de Jesus. É bem provável que isso tenha iluminado a sua cela de prisão e confirmado a sua missão, dando-lhe coragem para enfrentar a morte. Concentre os seus alunos no contraste entre o ideal de Deus para uma vida preenchida versus a opinião do mundo sobre preenchimento e sucesso. A morte de João não silenciou a mensagem nem protelou o Reino vindouro. Ele teve o distinto privilégio de anunciar, no início, a sua completa realização.

II. ALVO

Os alunos irão:

3 Aprender a história do “Mensageiro do Rei”, João Batista. (Saber)

3 Examinar o papel que um assistente, ou precursor, pode desempenhar no lançamento do Reino. (Sentir) 3 Compreender o sucesso da perspetiva eterna de Deus. (Responder)

III. EXPLORAR

3 Viver altruísta 3 Sucesso

3 Opinião do mundo sobre sucesso

Encontrará material para o ajudar a explorar estes e outros assuntos com os seus alunos em www.corners-toneconnections.net.

ENSINANDO

I. A COMEÇAR

Atividade

Dirija os alunos para a secção O que Achas? da sua lição, e comece uma discussão de grupo para fazer notar os elementos de sucesso aqui definidos. Incentive-os a reagir ao resto da secção, usando estas perguntas para a discussão de grupo.

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2. Que percentagem de sucesso defines como ter dinheiro, ou as coisas que o dinheiro pode comprar? Acreditas que Deus olha o sucesso dessa forma?

3. Há um sucesso que dure mais tempo do que duraria um carro? Quais são alguns dos elementos desse sucesso?

4. Dos 11 discípulos originais de Jesus que estavam vivos depois da Ressurreição, todos, com a possível exceção de um, tiveram mortes horríveis como mártires. As suas vidas foram bem-sucedidas? Porquê? 5. Qual é o tipo de sucesso que desejas na vida?

Ilustração

Partilhe esta ilustração com palavras suas:

Annie Rebekah Smith só viveu 37 anos; era uma jovem professora, poetisa, e editora que foi muito útil ao ajudar Tiago White a editar o que é hoje conhecido como Adventist Review (Revista Adventista.) A sua contribuição durante os dias pioneiros da Igrejaé considerada de imenso valor.

Mas Annie era uma pessoa muito sensível. Quando outro pioneiro Adventista, John Nevins Andrews, lhe fez a corte mas preferiu casar com outra pessoa, o desapontamento partiu-lhe o coração. Ellen White disse que isso “lhe custou a vida”, pois Annie sucumbiu à tuberculose. No fim da sua curta vida, Annie não tinha acumulado muitas das riquezas do mundo ou conseguido uma grande posição pública. No entanto, foi recordada muito comoventemente pelo seu irmão, Uriah, que incluiu uma das frases favoritas de Annie no fecho das suas cartas: “Seu, na bendita esperança.”

Embora Annie tivesse morrido com o coração partido, o seu legado continua vivo: Dez dos seus poemas ainda são usados como hinos no Hinário Adventista do Sétimo Dia. A sua história faz parte da história Adventista. E a sua influência duradoura mostra a espécie de sucesso que dinheiro nenhum pode comprar.

II. ENSINANDO A HISTÓRIA

Ponte para a História

Partilhe o seguinte com palavras suas:

Todos nós estamos sobre os ombros daqueles que vieram antes de nós. Há cem anos, a IgrejaAdventista do Sétimo Dia era um movimento muito mais pequeno. A única razão pela qual estamos agora muito mais espalhados deve-se ao trabalho de milhares de pessoas, muitas cujos nomes são apenas conhecidos pelos arquivistas.

Embora os nomes e as histórias de muitos que ajudaram Jesus no Seu ministério terrestre sejam conhe-cidos pelas Escrituras, muitas pessoas não são nomeadas. Por exemplo, nunca ficámos a saber o nome do rapazinho que partilhou o seu almoço, para que, com ele, Jesus pudesse abençoar e alimentar milhares.

A Partir da História para Moderadores

Depois de ler a secção Dentro da História com os seus alunos, use o seguinte, por palavras suas, para a desen-volver com eles.

3 Descreve resumidamente o que os textos bíblicos dizem sobre João Batista: quem ele era, o que fazia, e

como ele se considerava dentro do plano de Deus.

3 A história é, maioritariamente, sobre… (escolhe três e explica): 1. obedecer ao chamado de Deus.

2. o papel de um apoiante. 3. apelar ao arrependimento. 4. as qualidades do sucesso. 5. como testemunhar aos Fariseus. 6. o custo de permanecer na verdade.

3 A certo nível, João Batista podia ser visto como um colossal fracasso: ele não evitou que Herodes

conti-nuasse numa vida de pecado; em vez disso, foi João que pagou o derradeiro preço. Já alguma vez estiveste numa situação em que esperavas um resultado e obtiveste algo completamente oposto?

3 E o que dizer da filha de Herodias, identificada noutros sítios como Salomé? O seu comportamento não era aquele que uma jovem devia ter; ela não deveria, certamente, ter pedido a Herodes o assassínio de

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3 Que versículos achas que transportam a lição-chave desta história?

Use os seguintes textos como passagens mais fáceis de ensinar e que se relacionam com a história de hoje:

Isaías 40:1-5; Malaquias 4:1-5; João 1:6-28.

Partilhando o Contexto e o Pano de Fundo

Use a seguinte informação para esclarecer melhor a história aos seus alunos. Partilhe isto por palavras suas.

1. “Arrependei-vos e batizai-vos!”

O chamado de João à imersão não era novo para os seus ouvintes; estavam habituados ao ritual do banho antes de entrarem no Templo em Jerusalém, e para outros propósitos. Às mulheres, por exemplo, era exi-gido uma banho ritual uma vez por mês.

Mas isto era diferente. Porque, se os banhos rituais deviam preparar as pessoas para a adoração, a imersão (ou o batismo) que João pregava destinava-se a simbolizar uma mudança interior – arrepender significa “afastar-se” de um estilo de vida anterior. Era para pressagiar a aproximação dos seguidores de Jesus à medida que o Evangelho se espalhava: aceitar as boas-novas significava mudar o estilo de vida, orientan-do-o para o caminho de Deus.

Como é que isto se relaciona com a tua compreensão do arrependimento, da mudança e do batismo? É um mero ritual ou simboliza algo mais profundo, melhor?

2. Uma Promessa Falhada, Fatal

Ao mesmo tempo, as ações de Herodes e da sua “família” bradavam do mal e da corrupção que João – e Jesus – rejeitariam. Em vez de governar com sabedoria e de ajudar os seus súbditos, Herodes só queria prazeres e facilidades, condições que levariam a um crime horrível. O assassínio de João foi nada mais do que o cumprimento de uma promessa irrefletida feita sob a influência do álcool – um argumento perfeito a favor da temperança, se já houve algum!

Esta espécie de pressão – e os seus trágicos resultados – ainda afeta vidas hoje em dia. Os jovens que “experimentam” numa festa ou em casa de um amigo e depois se magoam, ou, pior ainda, têm um aci-dente de automóvel causado por isso, são os descenaci-dentes espirituais de Herodes, vivendo pelo prazer e sem pensar nas consequências. E, ao fazeres uma promessa de “alinhar” com os teus amigos, podes vir a ter resultados que mudarão a tua vida, quem sabe, bem trágicos e sérios.

Que critério usas ao escolheres “alinhar” com o grupo? Afastas-te, quando necessário?

3. Uma Promessa de Restauração

Ao leres as passagens bíblicas dadas sobre o ministério de João (Malaquias 4; João 1:6-28), poderás ficar com a ideia de que enquanto a mensagem de Jesus era de cura e acerca do amor de Deus, a pregação de João, era muito dura, crítica. Ele disse coisas que eram bem difíceis de ouvir. Quero dizer, sejamos sinceros, ele estava a dizer às pessoas que “vissem o que estavam a fazer” e que se “pusessem na linha”. Ele sabia que se o Rei estava a chegar, não deveria encontrar um grupo de pessoas que se portavam mal, que tinham o coração endurecido e que eram cínicas – mas uma multidão esperançosa, com corações claramente humildes, arrependidos e prontos a receber o seu Rei e a entrar no Seu Reino.

Está claro que, embora João recebesse muita atenção por ser um tanto esquisito, ele não era muito popu-lar – certamente não o era entre os líderes religiosos ou entre os governantes regionais! É verdade que João era duro de roer, mas ele amava tanto Deus e o Seu povo que não queria ver ninguém perder o barco quando o Messias viesse. Ele fez o seu trabalho – preparou o caminho para o Messias.

Achas que arriscavas não ser “fixe”, ou ser rotulado como esquisito, para ajudares outros a ouvir a mensagem que os salvaria? Poderias sacrificar os confortos da vida para seres da linha dura?

(22)

III. FECHANDO

Atividade

Feche com uma atividade e faça perguntas por palavras suas.

Peça aos alunos que se separem por pares e planeiem como se apoiariam mutuamente num esforço público de testemunho. Pode ser de diálogo na rua (“Sabe que Deus o ama e tem um plano maravilhoso para a sua vida?” “Não sabia! Fale-me disso.”) ou um plano para distribuir literatura ou para convidar tran-seuntes para uma reunião.

Quem seria o líder? Quem os apoiaria? Iria desligar? Porque é o papel da pessoa apoiante tão importante como o do líder? Que lições se aprende deste exercício?

Resumo

Partilhe os seguintes pensamentos, usando palavras suas:

Se pararmos para pensar no assunto, há muito, muito poucos sucessos na vida que apenas dependem do trabalho de uma única pessoa. Até o indivíduo mais excêntrico, se for verdadeiramente honesto, terá de admitir que alguém, nalgum momento, o ajudou.

Embora seja inquestionável que Jesus e só Jesus poderia completar a missão que tinha – ninguém mais poderia ir para a cruz, morrer e ressuscitar de novo –, também é verdade que outras pessoas O ajudaram no Seu ministério terrestre. Dos discípulos que O acompanharam aos outros que providenciaram artigos de que necessitava, a João Batista, que anunciou a Sua missão, muitos contribuíram para a vida e o traba-lho de Jesus.

Ao considerares aquilo por que passaste na vida até agora, quem é que te ajudou? Os pais? Os irmãos? Os amigos? Os professores? Um pastor? Estes relacionamentos fazem parte da vida, e parte da ajuda aos outros no nosso caminhar cristão. Estamos aqui, em parte, para nos encorajarmos mutuamente.

A história de João Batista e do seu papel em apoiar o ministério de Jesus deveria dar-nos coragem: até aqueles de nós que temos pequenos papéis a desempenhar podemos ser um elemento-chave no sucesso do grande plano de Deus.

Sugestões para um Ensino de Excelência

Tornando-a Pessoal

Tornando a lição pessoal e aplicável para os alunos é a chave para que ela seja significativa para a vida deles.

3 Por essa razão, escreva três palavras num bloco grande ou num quadro: Recompensa

Compensação Felicitações

3 Peça aos alunos que escrevam exemplos de recompensas que receberam ou

esperam receber baseadas na sua dedicação e no seu trabalho árduo.

3 Pergunte aos alunos que compensação esperam que as suas realizações lhes

tragam.

3 Pergunte aos alunos que parte têm as felicitações na sua motivação para o

tra-balho e a realização.

3 Compare isso com o exemplo das recompensas/felicitações terrenas que João Batista recebeu por aceitar o seu chamado.

3 Oriente-os no debate sobre o que significa receber recompensas de valor

(23)

Ensinando…

Dirija os seus alunos a outras secções da sua lição

3 Perspetiva!

Pergunte-lhes como as citações de Perspetiva! explicam o ponto da história desta lição.

3 Holofote

Leia as afirmações de Holofote, chamando a atenção para o facto de que a maior parte do tempo elas são do comentário da história desta semana que se encontra no livro O Desejado de Todas as Nações. Pergunte qual é a relação que veem entre a afirmação e o que acabaram de discutir em A Partir da História.

3 Frases-chave

Chame a atenção dos seus alunos para a lista de versículos na lição que se relacionam com a história desta semana. Faça com que leiam as passagens e peça a cada um que escolha o versículo que lhes fale mais direta-mente, hoje. Depois, peça-lhes que expliquem porque escolheram esse versículo.

Poderá, ainda, atribuir as passagens a pares de alunos para que as leiam alto e as discutam, para escolherem o que é mais importante para eles.

Recorde aos seus alunos o plano de leitura que os levará através do comentário inspirado da Bíblia, a Série

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CORNERSTONE CONNECTIONS

LIÇÃO 5

Um Regresso a Casa Tumultuoso

História das Escrituras: Lucas 4:16-30 (ARC).

Comentário: O Desejado de Todas as Nações, capítulos 23 e 24, ed. P. SerVir. Texto-chave: Lucas 4:18-21 (ARC).

PREPARANDO-SE PARA ENSINAR

I – SINOPSE

O ministério de três anos e meio de Jesus em adulto incluiu as Suas manifestações repetidas de que o Reino de Deus estava às portas. Um tema subordinado é a atitude dos habitantes de Nazaré que achavam difícil acreditar na Sua ligação divina, uma vez que eles O viram crescer desde a infância. Entrelaçado nisto tudo está a agenda profética que se cumpria em cada ocasião. A lição desta semana ilustra cada um dos três elementos, ao vermos Jesus regressar a Nazaré.

As palavras que Ele diz na sinagoga excitam os Seus ouvintes como se estivessem a ouvir o texto pela primeira vez. De certa forma, eles estão, pois Ele di-los com graça, poder e autoridade, dando a verdadeira interpretação, diferente da sua. Rapidamente, a sua excitação torna-se em raiva quando tomam consciên-cia do significado das Suas palavras. Num relâmpago, voltam-se para Ele com intenções assassinas. A lição termina com um milagroso resgate dirigido pelo Seu Pai. Jesus permite que, uma multidão em fre-nesim, O empurre até ao topo do monte, mas é, então, miraculosamente revestido por anjos e desaparece, literalmente, e passa pelo meio da multidão sem ser visto. Imagine a perplexidade deles! Imagine a Sua tristeza pela forma como eles agiram e a Sua decisão em acabar com o Grande Conflito.

II. ALVO

Os alunos irão:

3 Reconhecer que Jesus é o cumprimento das profecias messiânicas e compreender o que o Messias veio

fazer. (Saber)

3 Tomar consciência de que Jesus não foi aceite por aqueles que O conheciam há mais tempo. (Sentir) 3 Decidir confiar em que “a Sua Filiação do Eterno” é o seu caminho para a eternidade. (Responder)

III. EXPLORAR

3 Confissão/arrependimento 3 Reino de Deus

3 Integridade

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ENSINANDO

I. A COMEÇAR

Atividade

Dirija os alunos para a secção O que Achas? da sua lição. Depois de a terem completado, debata as suas respostas.

Jesus não atraiu as pessoas a Si centrando-Se no exterior. Foi o poder da Sua mensagem, juntamente com o trabalho do Espírito Santo, que abrandava os corações e enobrecia as mentes. “As Suas palavras são ver-dade, e têm um significado mais profundo do que superficialmente aparentam. Todos os ensinos de Cristo têm um valor superior à sua aparência despretensiosa. Mentes vivificadas pelo Espírito Santo discernirão a preciosidade dessas palavras. Discernirão as preciosas gemas da verdade, embora sejam tesouros

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Ilustração

Partilhe esta ilustração com palavras suas:

Em 1514, o matemático e astrónomo polaco Nicolaus Copernicus (1473-1543) apresentou um modelo matemático em que a Terra rodava à volta do Sol. A sua teoria heliocêntrica (Grego para “com o Sol ao centro”) ia contra o que fora estabelecido pela IgrejaCatólica Romana de que a Terra era o centro do Universo. A publicação da sua visão, em 1543, marcou o início da Revolução Científica. Ele faleceu pouco depois da publicação, evitando, assim, a ira da Igrejapor se ter afastado da sua forma de ver as coisas. Foi a base providenciada para o estudo científico feito, mais tarde, por Johannes Kepler, Galileu e Isaac Newton. O matemático e astrónomo italiano Galileu (1564-1642) melhorou o telescópio e foi o primeiro a voltar o seu poder ótico de objetos da Terra para o céu, fazendo numerosas observações que o levaram a advogar o ponto de vista de Copernicus sobre a Terra e o Sol. Isso pô-lo sob o olhar da Igreja quando um frade Dominicano lhe chamou herege em 1614. Em 1616, a pedido do Papa Paulo V, ele foi formalmente adverti-do contra defender a teoria Copérnica. Depois de anos a focarem-se nos seus ensinos, Galileu foi interroga-do perante a Inquisição em 1633, abraninterroga-dou alguns interroga-dos seus pontos de vista e, por ordem interroga-do Papa Urbano VII, foi posto em prisão domiciliária indefinidamente. Ele morreu na sua vila em 1642.

Galileu sofreu as consequências da sua opinião sobre o Sol ser o centro.

II. ENSINANDO A HISTÓRIA

Ponte para a História

Partilhe o seguinte com palavras suas:

A maioria das vezes, quando alguém lê uma parte das Escrituras em voz alta, os ouvintes normalmente respondem com o silêncio, com assentimentos de cabeça, talvez com alguns ámens, ou, por vezes, até com exultações ressonantes. Um dia, há muito tempo, em Nazaré, quando Jesus leu os textos desse dia na sinagoga, os ouvintes viraram-se contra Ele com vingança, querendo matá-l’O, por terem ouvido o que Ele disse. As Suas palavras poderosas fizeram surgir uma poderosa resposta.

Tal como Galileu, Jesus sofreu as consequências de proporcionar uma nova maneira de ver as coisas que era contra a Igreja do Seu tempo (os líderes judeus).

Estás disposto a passar por dificuldades por te agarrares à tua visão centrada no Filho?

A Partir da História para Moderadores

Depois de ler a secção Dentro da História com os seus alunos, use o seguinte, por palavras suas, para a desenvol-ver com eles.

Faça perguntas aos seus alunos sobre as dificuldades especiais que Jesus enfrentou ao regressar a casa em Nazaré para interagir com aqueles que O conheciam há mais tempo. Se alguém, na sua classe, se conver-teu ao Adventismo do Sétimo Dia depois de ter deixado o lar onde passou a infância, peça-lhe que partilhe qualquer incidente desagradável ou difícil que tenham tido ao regressarem a casa.

A perspetiva que nos dá Ellen White explica que foi o facto de Jesus ler as suas mentes e falar sobre os seus pensamentos não expressos que os fez virarem-se contra Ele. A forma como se viam a eles próprios, como povo escolhido por Deus, estava em perigo.

Podem os seus alunos lembrar-se de outra altura qualquer em que Jesus foi salvo do perigo, porque o Seu tempo não tinha chegado?

Use os seguintes textos como passagens mais fáceis de ensinar e que se relacionam com a história de hoje:

João 4:21-30; 12:31-33; Mateus 15:30-32.

Partilhando o Contexto e o Pano de Fundo

Use a seguinte informação para esclarecer melhor a história aos seus alunos. Partilhe isto por palavras suas.

No seu Evangelho, Lucas enfatiza o lado humano da natureza de Jesus, apresentando-O como o Amigo da Humanidade. Na história desta semana, a reação que Jesus recebeu foi longe de ser amigável. Foi a Sua primeira visita à Sua terra natal terrena, desde que começara o Seu ministério público. Maria e os Seus irmãos e irmãs ainda viviam ali e é provável que estivessem na sinagoga e tenham visto os seus vizinhos virarem-se contra Ele.

Referências

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