CAPÍTULO 3: RELIGIÃO ENQUANTO VIRTUDE NA BAIXA IDADE MÉDIA
3.2 O CONCEITO DE RELIGIÃO: OUTRAS PERSPECTIVAS
O filósofo Urbano Zilles (1991) observa que a religião é estudada em várias áreas do conhecimento, entre elas, ele cita a história, a psicologia, a fenomenologia, a psicanálise e a sociologia. Tais ciências estudam metodicamente a consciência religiosa concreta e suas múltiplas objetivações na história. Zilles (1991) destaca que a nível de senso comum, todos sabem o que é religião e o que significa ser religioso por causa das manifestações mais ostensivas, entretanto, o problema está na essência da religião que acarreta certas manifestações e não nestas manifestações em si.
Em seus estudos, Richard Holloway104 (2018) procurou delinear a origem dos primeiros resquícios de atos humanos atrelados à religião. Seus achados coadunam muito bem com o que
103 GILSON, É. Linguistique et philosophie. Paris, J. Vrin, Préface, 1969, p. 9-13. In: Nascimento (2008, p. 92). 104 Teólogo e radialista nascido em Glasgow na Escócia, em 1933. Foi Bispo de Edimburgo e Chefe da Igreja Episcopal Escocesa.
fora abordado no tópico anterior a partir de Campos que estuda a religião a partir de São Tomás de Aquino. Holloway (2018) constata que a origem da religião está na mente do animal humano e que os outros animais (irracionais) não necessitaram de desenvolver algo parecido com este aspecto humano. Esse dado do teólogo escocês reforça a tese da fé como um ato intrinsecamente pessoal que é possível pelo fato do ente humano possuir razão. O autor reforça ainda que os animais irracionais possuem uma boa relação com a vida e com seus instintos, mas, em contrapartida, o ente humano perdeu essa capacidade. O cérebro humano alcançou a capacidade de autoconsciência e de fazer com que nos interessemos por nós mesmos. O ente humano não consegue não questionar ou não pensar mais.
Holloway (2018) acrescenta que o princípio do ato de questionar e de pensar do ente humano é o universo e a origem das coisas. Na busca de uma possível resposta contundente estabelecida para tais questões, atribuiu-se que deve haver alguém ou algo que é causa de tudo isso, que na sua obra, o escocês nomeia de Deus. Para o teólogo, a religião então foi a primeira tentativa de responder a essas questões existenciais humanas.
Todas as religiões individuais propõem diferentes versões daquilo em que consiste a força chamada Deus e o que pretende de nós, mas todas acreditam na sua existência de uma forma ou de outra. Dizem-nos que não estamos sozinhos no universo. Que para lá de nós existem outras realidades, outras dimensões. (HOLLOWAY, 2018. p. 12).
De acordo com o autor acima citado, a religião ou os atos pertinentes a ela começaram ainda em tempos imemoriais. Ele ensina que nunca existiu um período em que os entes humanos não acreditassem na existência de um mundo sobrenatural. O princípio que levou a concepção de um mundo sobrenatural e consequentemente a atos religiosos foi a observação dos humanos diante da morte, pois há necessidade de dar sentido à morte de alguém que “deixou de respirar”105, isto é, passou para outra dimensão. Zilles (1991) ensina que toda situação
verdadeiramente religiosa se refere aos fundamentos últimos do ente humano: quanto à origem, quanto ao fim e à profundidade de nossa existência. O problema religioso toca o ente humano em sua raiz ontológica. Não se trata de um fenômeno superficial, mas implica a pessoa como um todo. Tem a ver com o sentido último da pessoa, da história e do mundo. O autor ainda define que na antiguidade, a religião era definida simplesmente como a relação do ente humano com Deus, entretanto, podemos notar a partir deste estudo que o termo religião passa por diversos empregos de sentido.
105 O ato de deixar de respirar (morrer) para os antepassados significava que havia algo que dava vida ao corpo e que com a morte ela deixa de existir na matéria e passa para um plano espiritual ou sobrenatural.
Souza (2014) destaca, a partir da ontologia arcaica106 de Eliade, a ideia do eterno retorno
segundo os mitos das comunidades primitivas antes do cristianismo. Essa ontologia consiste em crer que todos os atos dos viventes têm uma referência a um arquétipo estabelecido no mito fundante da comunidade. Portanto, os ritos e celebrações possuíam uma referência ab origine107. Se viemos de tal mito fundante, devemos repetir os atos da origem de modo a alcançar determinado estado ao retornar para aquele contexto no pós-morte. Nesse sentido, até há uma crítica de Eliade acerca do modo de vida da sociedade moderna. Ele diz que a modernidade é desumana, alienada e sem sentido, auto frustrante justamente pelo fato de ter abandonado certa ideia de transcendência. Ao tratar a história longe do eterno retorno, ela não se repete, a natureza se torna cíclica e o agente da história adota outra forma de viver, de modo que rejeitando todo e qualquer apelo à transcendência não é capaz de resolver suas crises existenciais. Souza (2017) também destaca a partir de Ricoeur, que a narrativa mítica tem como característica a dilatação do tempo alcançando a origem e o fim da existência. O mito fornece fundamentos para os eventos e rituais atuais.
Por outro lado, ao ser introduzido na história o que Souza (2014), a partir de Mircea Eliade, chama de ontologia histórica que foi vivida pelos hebreus e judeus como uma saída do esquema da ontologia arcaica do retorno. Para os mitos fundantes destas religiões, a história é o local onde Deus age e essa história é sempre linear. O profetismo desfaz os laços com o eterno retorno e descobre o tempo com sentido único. Segundo Silva (2018), como o cristianismo tem uma herança judaica, ele também adotou o pensamento histórico linear, enriquecendo-o com mais fundamentos teológicos e filosóficos justamente pelo fato na crença da encarnação de Deus na história e as relações temporais que os pensadores cristãos fizeram deste fato. Segundo o mesmo autor, Santo Agostinho foi o primeiro pensador a sistematizar uma filosofia da história da humanidade, sistema este cujo pensamento linear foi a base dessa filosofia da história.
Muito longe está de nossa reta fé, acreditar que tais palavras (...) significam os citados circuitos imaginários, de modo que a volubilidade do tempo e dos seres temporais torne sempre o mesmo. (...). Longe de nós, repito, acreditar em semelhante insensatez. Cristo morreu uma vez apenas por nossos pecados e, ressuscitado dentre os mortos, já não morre. (...). Depois da ressurreição estaremos eternamente com o Senhor, a quem dizemos com o salmo: Tu, Senhor, nos conservarás e nos guardarás desta geração para sempre. (AGOSTINHO, 2012. p. 95.)
Seguindo os passos da concepção agostiniana de tempo linear, São Tomás (2015) quando escreve sobre a eternidade, faz a distinção entre ela e o tempo destacando que a criatura é que está inserida no tempo e Deus por sua vez na eternidade. O escolástico discorre que:
106 Recebe o nome de arcaica não por ser antiga, mas porque se refere a arquétipos.
(...) o tempo nada mais é do que o número do movimento108 segundo o antes e o depois. Já que em todo movimento existe sucessão uma parte depois da outra, quando numeramos o antes e o depois no movimento percebemos o tempo, que nada mais é do que a numeração do antes e do depois do movimento. (ST I – I q. 10. a. 1). Souza (2014) ensina ainda que a ontologia bíblica consiste então na valorização escatológica do futuro onde a história deixará de existir. Deste modo, as celebrações cristãs que beberam das águas da ontologia bíblica não remetem para um tempo ab origine, mas illud tempus109.
Consequentemente, Souza (2014) escreve que os pais da igreja, como Santo Agostinho, São Gregório e Orígenes opuseram-se às teorias cíclicas de retorno das religiões primitivas, isso significa que há um sentido na história que não é meramente fatalismo ou acidente. Através do profetismo, a história ganha força, pois nela Deus revela sua vontade.
É justamente nesta concepção descrita no parágrafo anterior, após uma abordagem das raízes da religião, que está inserido São Tomás de Aquino. Por isso que seu longo tratado sobre os hábitos, virtudes e religião passam agora a fazer mais sentido. Pois, se não se considera mais o eterno retorno, e agora a história é linear e é considerado que se caminha para uma realidade escatológica onde a humanidade será salva ou condenada a partir das suas ações executadas enquanto na vida terrena, deve-se recorrer a atos virtuosos de modo que seja possível garantir a salvação.
Voltando a tratar das raízes da religião, Holloway (2018) cita que os primeiros rituais religiosos eram fúnebres e são datados de 100 000 a.C. nas grutas de Precipício, em Israel e também em 42 000 a.C. nas regiões do lago Mungo na Austrália. Pode-se observar que são regiões bem distantes tanto em relação a geografia quanto em relação ao tempo. Ademais, o pesquisador constatou que há uma prática comum nestes dois locais de pesquisa, o fato dos funerais possuírem pinturas, ofertas entre outros objetos que marcariam a passagem do ente falecido para o outro mundo que seriam úteis para a existência dele lá. Outro fator em comum era o de pintar os mortos com ocre vermelho como símbolo da continuação da vida, mas em outro plano.
Desses dados, Holloway (2018) constata que o ente humano possui um pensamento simbólico, isto é, o que mais adiante neste estudo chamaremos de homo religiosus e symbolicus a partir de Mircea Eliade. O escocês observa que o pensamento simbólico é restrito ao animal racional e que é o tipo de pensamento muito abundante em se tratando de religião. Ele ensina
108 MOVIMENTO. – Define-se metafisicamente: o ato do que está em potência enquanto tal. (GARDEIL, 2013. p. 532).
que os símbolos110 se tornam sagrados, porque representam lealdades tão profundas que não
conseguem ser expressadas por palavras.
Concordando com Talal Asad (2010) tal como demonstrado a partir de Richard Holloway anteriormente, a religião é um dos aspectos que perpassam a humanidade e que pode ser encontrada em qualquer sociedade no presente ou no passado. Alguns defendem que ela já é algo superado e que pode ser irrelevante. Esse princípio de que ela já não tem utilidade parte de pressupostos empiristas, pois a religião lida com dados metafísicos e até mesmo não prováveis. Entretanto, nota-se que o conhecimento a partir de dados metafísicos influencia a conduta ética das pessoas de vários modos dependendo do contexto religioso onde estão inseridas.
Em sua obra Religião e luta de classes (1981), Otto Maduro coloca em questão o termo religião. Segundo o autor, há uma diferença na conotação do termo de acordo com as situações particulares de cada indivíduo quando questionado sobre o vocábulo, pois o termo usual para definir a religião é a palavra latina religare que, segundo ele, pode significar o fiel ligado a um ser superior, mas também pode-se considerar como raízes da palavra religião os termos re- legere que significa reler e o re-eligere que está ligado ao verbo escolher.111 É muito interessante notar que, embora o autor não cite em suas obras tampouco em suas referências, já em Tomás de Aquino surge essa problematização quanto a definição etimológica do conceito de religião.
No artigo primeiro da questão 81 da segunda seção da segunda parte da Suma de Teologia, Tomás de Aquino (2014) discorre sobre a religião. Ele fala sobre este tópico em três etapas, mas para o recorte da atual pesquisa somente duas serão suficientes: a religião em si mesma e os atos da religião. Sob o comando dela estão todas as outras virtudes morais, como observa Oliveira (2014), trata-se de uma doutrina sobre o objeto próprio da religião e sua influência universal sobre a existência humana. Dito isso, considerando que a religião tem um
110 O autor se utiliza desta palavra no sentido que é a junção de fragmentos ou um objeto que representa outra coisa.
111 Alguns a deduzem de re-ligare (amarrar de novo ou amarrar fortemente; nesse caso religião significaria alguma coisa como fiel e estrita observância de um compromisso a que alguém se haja ligado). Outros a deduzem de re-
legere (re-ler ou interpretar ao pé da letra – por exemplo, um código). Enfim, há ainda os que deduzem de re- eligere (voltar a escolher ou aceitar em definitivo – por exemplo, um caminho de vida). (MADURO, 1981. p. 28).
caráter de virtude, Tomás atende a definição ética tradicional de Aristóteles112 e Agostinho113
que, basicamente, estão fundamentadas no bem viver, no agir corretamente e na busca pela felicidade.
Os artigos iniciais desta questão, visam o sentido da noção de religião. O Doutor Angélico ensina que a religião subordina o humano a Deus, ser este a quem ele presta homenagens e culto. Obviamente, Aquino está inserido no contexto do século XIII onde a religião predominante era a Cristã Católica e por isso que em algumas definições vai citar a religião como um ato ao Deus uno e trino assumido pelo catolicismo, entretanto, em nenhum momento dos artigos ele cita a palavra católico e nem mesmo igreja católica, pois esses fatos já estariam subentendidos. Por outro lado, como dito anteriormente que estamos lidando com a tarefa tomista de uma busca a influência universal da religião em relação a existência humana, adota-se muitas vezes na própria Suma Teológica a definição de religião de Cícero114: “religião
é a virtude segundo a qual se oferecem culto e cerimônias à natureza superior que chamam de divina”. (ST II - II q. 81 a.1).
Considerando a definição de Cícero e estando nós num cenário pluralista do século XXI, ele nos traz a possibilidade de alargar as margens desta discussão, pois não estamos tratando da religião aplicada somente ao grupo dos católicos do qual Tomás é oriundo, mas em se tratando de uma natureza superior a discussão se torna mais abrangente e universal, isto é, não se trata do culto ao Deus cristão, mas à natureza superior, fator comum entre, geralmente, as religiões. A partir de Isidoro115, Tomás defende que religioso é um adjetivo derivado de religião
e é defendido por Cícero como aquele que repassa ou relê o que se refere ao culto divino. Assim como hoje não se atribui somente uma raiz etimológica à palavra religião, já com Isidoro, Cícero e Agostinho, havia tal discussão sobre significar reler, reeleger ou religar.116
112Aristóteles não restringe o aspecto prático ao âmbito da teoria moral, mas desenvolve uma teoria mais ampla em relação ao bem viver, ao agir correto e ao refletir racional; além do mais esse aspecto está inserido na teoria do político. (...) Em nosso idioma, o uso da palavra “ética” não é unívoco. Às vezes designa a teoria moral, a filosofia moral, em contraposição a uma moral de conteúdo determinado, ao ponto de vista moral de uma pessoa ou sociedade (...) a ética refere-se ao bem, desenvolve representações do bem viver e do bem agir, ao passo que o ponto do empuxo da moral representa o que é devido, as normas sociais (...) Aristóteles escreve uma ética no sentido de uma doutrina do bem viver (WOLF, 2016. pp. 9 – 11)
113 Neste sentido, segundo Sangalli: “a ética agostiniana, marcadamente ´eudemonista`, faz jus ao pressuposto ético básico dos filósofos anteriores ao considerar a máxima de que todos os homens tendem para a felicidade” (SANGALLI apud MATTOS, 2011. p. 118)
114MARCO TÚLIO CÍCERO (106 – 43 a. C): orador, advogado e cônsul romano. Teve muito contato a filosofia grega e em seu trabalho filosófico procurou conciliar diversas escolas (estoicos, epicuristas e acadêmicos) para chegar a uma moral prática.
115ISIDORO DE SEVILHA (570 – 636) é considerado o mais célebre escritor do século VII. Um dos elos entre a Antiguidade e a Idade Média. Escreveu tratados exegéticos, teológicos e litúrgicos.
116 Escreve Isidoro: “Religioso (adjetivo derivado de religião) é definido por Cícero como aquele que repassa e, por assim dizer, relê o que se refere ao culto divino”. Desse modo, religião parece dizer reler aquilo que pertence ao culto divino, porque isto deve ser frequentemente refletido no coração, segundo se lê no livro dos Provérbios
Maduro (1981), define a religião como uma estrutura de discursos e práticas comuns a um grupo social referentes a algumas forças tidas pelos crentes como anterior e superior ao seu ambiente natural e social frente as quais se presta a uma certa dependência diante das quais se tem um determinado comportamento. Essa definição trazida pelo autor não propõe a essência da religião, mas traz uma definição sociológica do vocábulo. Para São Tomás de Aquino (2014), no sentido de cultuar a natureza divina da qual se tem certa dependência, a religião implica orientação à natureza divina que é considerado um princípio infalível. Nascimento (2008) observa a partir do Doutor Angélico que a Deus se deve honra, culto e sujeição como primeiro princípio da criação e do governo das coisas, por sua sabedoria, vontade e poder de sua bondade. São Tomás de Aquino (2014) acrescenta que a religião é uma virtude especial, pois a virtude, no sentido geral, tem por objeto o bem, e onde há uma especial noção de bem é necessário haver uma virtude especial. O bem que é o objeto da religião consiste em dar a Deus a honra que lhe é devida por conta da sua excelência. Ora, se Deus possui especial excelência, deve ser atribuída a ela uma virtude também especial: a religião. Nesta questão de sua obra, é colocado em questão pelo Doutor Angélico o que seria prestar culto ou homenagens, pois na vida civil diz-se também prestar cultos e homenagens às pessoas, mas Tomás (2014) diz que são níveis diferentes de homenagens. Nesse sentido, prestar culto a um humano não é um ato da religião, pois só é considerado um ato religioso se for orientado para a natureza divina justamente devido ao fato dela possuir uma honra especial e ser o princípio de todas as coisas. Portanto, para quem tem honra especial, presta-se um culto especial, culto este que Agostinho chama de eusébia ou theosébia.117
Em síntese, o Doutor Angélico trata a religião como uma virtude, pois para ele, a virtude é o ato que torna bom quem a tem e boa toda a sua obra, nisso é dito que todos os atos bons pertencem a virtude. Concordando com Agostinho118, Tomás ensina que um dos atos da religião
consiste em prestar a devida honra a alguém, por isso é uma virtude. Entretanto, ela não é tratada
(3, 6): “Em todos os teus caminhos, pensa n’Ele”. – Pode o termo religião também ser entendido conforme Agostinho, no sentido de reeleger a Deus, a quem por negligência perdemos”. – Pode ainda ser compreendido como derivado de religar, segundo o mesmo Doutor: “A religião nos religará ao Deus único e onipotente”. (ST II – II q. 81 a.1).
117 Por piedade é costume entender-se, propriamente, o culto a Deus. Os gregos chamam-na eusébia. (...) O estilo vulgar estende tal nome às obras de misericórdia. (...) A locução fez atribuir-se ao próprio Deus o nome de piedoso. Os gregos, todavia, nesse sentido não se servem da palavra eusebêin, embora eusebêin receba o significado popular de misericórdia. Donde resulta que em algumas passagens das Escrituras, para a distinção ficar mais clara, preferem dizer theosébeia, que soa como culto a Deus, a dizer eusébeia, que tem o significado de bom culto. (AGOSTINHO, 2014. pp. 477/478)
118Acima foi dito que “virtude é o ato que torna bom quem a tem e boa sua obra” Por isso é necessário afirmar que todos os atos bons pertencem à virtude. (...). Ora segundo Agostinho, no livro a Natureza do Bem, pertencem à razão de bem a ordem, o modo e a espécie. Logo, como pertence à religião prestar a devida honra a alguém, isto é, a Deus, torna-se evidente que a religião é uma virtude. (ST II – II q. 81 a.2).
como uma virtude absoluta, mas é considerada uma virtude especial como visto anteriormente e ainda uma virtude anexa à justiça.