• Nenhum resultado encontrado

Neste sub-capítulo, serão tratadas melhor algumas observações publicadas por Alexy103 após ter recebido críticas principalmente de Jürgen Habermas104, que pensa que a construção de Alexy enfraqueceria a noção de Direito Fundamental e deixaria um campo muito amplo à liberdade do legislador, bem como a de Böckenförde que pensa que a teoria de Alexy anularia a liberdade por inteiro e faria da Constituição algo que contivesse tudo e assim o legislador ficaria a mercê do juiz.

En la práctica, lo decisivo en relación con los derechos fundamentales es la determinación de sus límites. En mi <<Teoría de los derechos fundamentales>>, he tratado de resolver el problema de las necesarias demarcaciones de los derechos fundamentales con una teoría de los principios, cuya base es la tesis de que los derechos fundamentales en cuanto normas tienen la estructura de mandatos de optimización. Eso lleva a poner al principio de proporcionalidad en el centro de la dogmática de los derechos fundamentales, lo que tiene la consecuencia práctica de que en muchos casos lo decisivo sobre el contenido definitivo de los derechos fundamentales es la ponderación.105

O centro da problemática sobre um modelo adequado para os direitos fundamentais é o caráter de princípios que tais direitos têm, assim como o caráter de otimização dos próprios

101 Alexy explica a diferença entre um discurso de aplicação de normas e um discurso de justificação de normas

em: ALEXY, Robert. Justification and application of norms. Ratio Juris, Bologna, v. 6, n. 2, p. 157-170, July 1993. Alexy explica a estrutura do discurso moral em: ___. La fundamentación de los derechos humanos em Carlos S. Nino. Cuadernos de filosofia del derecho. Doxa, n. 26, p. 173-201, 2003. Alexy também comenta sobre o discurso para obter a justiça em: ___. Justicia como corrección. Cuadernos de filosofia del derecho. Doxa, n. 26, p. 161-171, 2003.

102 ALEXY, Robert. Teoria de los derechos fundamentales. Madrid: Centro de estudios políticos y

constitucionales, 2002. cap. 10, p. 553 e ss.

103 ALEXY, Robert. Epílogo a la teoria de los derechos fundamentales. Madrid: Centro de Estudios, 2004. e

___. Balancing, constitutional review, and representation. I-CON, v. 3, n. 4, p. 572-581, 2005.

104 Alexy comenta também as críticas em: ___. Constitutional rights, balancing and rationality. Ratio Juris,

Bologna, v. 16, n.2 p. 131-140, Jun. 2003.

105

ATIENZA, Manuel. Entrevista a Robert Alexy. Doxa - Cuadernos de filosofía del derecho, n. 24, Espanha: Universidad Alicante, p. 671-687, 2001, p. 675.

princípios. A maior crítica é se os mandatos de otimização106 conduzem a um modelo adequado dos direitos fundamentais, uma vez que, conforme os críticos107, poderiam diminuir a força dos direitos fundamentais, pois perderiam sua firmeza que somente poderia ser garantida pelo caráter de regras e não de princípios. O risco, ainda, de acordo com críticos, seria a adoção de juízos irracionais, pois não haveria medidas racionais que pudessem resolver a ponderação.108

Alguns autores109 vão contra este estabelecimento dos princípios exercerem mandatos de otimização. Os princípios, como já abordado anteriormente, são mandatos de otimização porque ordenam que algo se realize na maior medida possível, de acordo com as possibilidades fáticas e jurídicas. Isto indicaria que o mandato possui na verdade um caráter definitivo, pois somente pode ser cumprido ou descumprido, e quando é cumprido deve ser plenamente. Desta forma os mandatos de otimização teriam uma estrutura de regras. “Con

todo, esto no significa en modo alguno que la teoría de los principios se desmorone cuando adopta la forma de la tesis de la optimización. Más bien, lo que ocurre es que esta propiedad atribuye a esta teoría una luz más aguda.”110Com esta sutileza atribuída pela otimização deve-se ver a diferença entre os mandatos que se otimizam dos mandatos de otimização. Os mandatos que se otimizam são objetos da ponderação, e podem ser denominados como um “dever ser ideal” ou ideais. Este ideal deve ser otimizado e através da otimização se transforma em um dever ser real, e se encontra no nível dos objetos em relação à otimização. Já os mandatos de otimização se encontram em um meta-nível, no qual é estabelecido o que se deve fazer com o que existe no nível dos objetos. Estes mandatos ordenam que seus objetos sejam realizados na maior medida possível. Assim, como mandatos de otimização eles não se otimizam mas se cumprem quando otimizam seus objetos.111

106 Alexy esclarece o que entende por mandatos de otimização: “[...] los principios entran en colisión con

frecuencia y, [...] la solución de colisiones entre principios no es posible sin ponderación. […] lo que defiendo es un concepto de optimización que pone en conexión dos ingredientes: las exigencias que derivan del óptimo de Pareto y el postulado de paridad.” ATIENZA, Manuel. Entrevista a Robert Alexy. Doxa - Cuadernos de filosofía del derecho, n. 24, Espanha: Universidad Alicante, p. 671-687, 2001, p. 677 e 678.

107

Habermas, Klaus Günther, Dworkin, Böckenförde.

108

ALEXY, Robert. Epílogo a la teoria de los derechos fundamentales. Madrid: Centro de Estudios, 2004. cap. 1, p. 14 e ss.

109 Os mesmo citados na Nota de rodapé 106.

110 ALEXY, Robert. Tres escritos sobre los derechos fundamentales y la teoría de los princípios. Bogotá:

Universidad Externado de Colombia, 2003. p. 108.

111 ALEXY, Robert. Epílogo a la teoria de los derechos fundamentales. Madrid: Centro de Estudios, 2004. cap.

Alexy explica que os princípios, como objetos da otimização, não são mandatos de otimização, e sim mandatos que se otimizam, tendo, deste modo, um dever ser ideal. Todavia, para o autor, chamar os princípios de mandatos de otimização é uma forma mais simples de se referir a eles, expressando tudo aquilo que se relaciona com os princípios e que se torna significativo do ponto de vista prático. Há uma relação entre o dever ser ideal, o princípio em si, e o mandato de otimização, como regra, uma vez que o dever ser ideal requer o mandato de otimização da mesma forma que o mandato de otimização requer o dever ser ideal.112

Todo aconseja entonces mantener la caracterización de los principios como “mandatos de optimización”, y sólo cuando el análisis lo exija, llevar a cabo diferenciaciones más refinadas. Bien podría defenderse la opinión de que aun con todo esto no se ha alcanzado suficiente claridad sobre la estructura de los principios. Ciertamente se sabría que ellos deben ser optimizados y que como consecuencia representan mandatos de optimización, pero todavía no se sabría cómo puede llevarse a cabo lo que pudiera ser la optimización.113

Outra crítica é que o papel dos direitos fundamentais no sistema jurídico mudaria, uma vez que como direitos fundamentais clássicos tinham seu alcance à parte do sistema jurídico que dizia respeito à relação entre Estado e cidadão, e em contrapartida entendidos como princípios teriam efeitos em todo o ordenamento jurídico. Teriam uma eficácia horizontal, ou seja, frente a terceiros. Além disso, se argumenta que o legislador perderia sua autonomia, pois deveria somente decidir com base no já decidido pela Constituição.114

Com isso os críticos115 argumentam que só existiria uma alternativa: decidir-se pelos direitos fundamentais como princípios e a favor de um Estado jurisdicional, ou decidir-se pela redução dos direitos fundamentais aos direitos de defesa e a favor do Estado de legislação parlamentar. Alexy acredita que se a teoria dos princípios fosse examinada a partir da posição de que todos os princípios e possibilidades de equilíbrio já estivessem contidos na Constituição seria uma vítima fácil, uma vez que o legislador seria forçado a declarar sob a vigilância da jurisdição o que já teria sido decidido pela Constituição. Tal problema suscita a

112 ALEXY, Robert. Epílogo a la teoria de los derechos fundamentales. Madrid: Centro de Estudios, 2004. cap.

1, p. 18 e ss.

113 ALEXY, Robert. Tres escritos sobre los derechos fundamentales y la teoría de los princípios. Bogotá:

Universidad Externado de Colombia, 2003. p. 110.

114

ALEXY, Robert. Epílogo a la teoria de los derechos fundamentales. Madrid: Centro de Estudios, 2004. cap.1, p. 20 e ss.

dúvida de se a teoria dos princípios implicaria em uma ordem fundamental que eliminaria a liberdade legislativa.116

Em resposta a isto Alexy explica conceitos de ordem marco e ordem fundamental, para explicar que a teoria dos direitos fundamentais respeita o campo de ação do legislador. Quando a Constituição é entendida como uma ordem marco se compreende que o que está ordenado pela Constituição é constitucionalmente necessário, o que está proibido é impossível, e o que é confiado à discricionariedade do legislador é constitucionalmente possível. Neste caso se trata de considerar a existência de um âmbito constitucionalmente possível. Para os opositores da teoria dos princípios, a idéia deste âmbito seria incompatível com a otimização117. De outro lado, a Constituição vista como ordem fundamental, pode ser entendida de duas maneiras, uma que para tudo tenha previsto um mandato ou uma proibição, e outra quando através da Constituição se decidem assuntos fundamentais para a comunidade. Esta segunda concepção é compatível com a definição de ordem marco.118 Neste sentido:

Una Constitución puede decidir asuntos fundamentales, y en ese sentido ser un orden fundamental, y, sin embargo, dejar muchas preguntas abiertas, y por tanto ser un orden marco. Según la teoría de los principios, una buena Constitución tiene que combinar estos dos aspectos; debe ser tanto un orden fundamental como un orden marco.119

Desta forma, uma constituição será uma ordem marco se ordenar e proibir algumas coisas estabelecendo um marco e se dispor outras questões à discricionariedade do poder público, deixando aberta uma margem ou um campo de ação. E, será uma ordem fundamental se através de seus mandatos e proibições decidir questões fundamentais para a sociedade, que podem e devem ser decididas por uma Constituição. O que se questiona é se tais postulados podem ser atendidos, se os direitos fundamentais são aceitos com a estrutura de princípios.120

116 ALEXY, Robert. Epílogo a la teoria de los derechos fundamentales. Madrid: Centro de Estudios, 2004. cap.

1, p. 20 e ss.

117 “The idea of optimization is necessary if we are to comprehend the dimension of weight in the case of a norm,

in contrast to its validity. This has a great many consequences in legal dogmatics.” ALEXY, Robert. On the structure of legal principles. Ratio Juris, Bologna, v. 13, n. 3, p. 294 -304, September 2000. p. 299.

118 ALEXY, Robert. Epílogo a la teoria de los derechos fundamentales. Madrid: Centro de Estudios, 2004. cap.

2, p. 22 e ss.

119

ALEXY, Robert. Epílogo a la teoria de los derechos fundamentales. Madrid: Centro de Estudios, 2004. p. 30.

120

ALEXY, Robert. Epílogo a la teoria de los derechos fundamentales. Madrid: Centro de Estudios, 2004. cap. 2, p. 24 e ss.

Percebe-se que o problema surge quando a Constituição não ordena nem proíbe que o legislador faça algo, pois deixa margem a um campo de ação do mesmo. “Los problemas de

la constitucionalización pueden resolverse mediante la construcción de una dogmática de los márgenes de acción. Esta dogmática descansa sobre dos columnas.”121 Para se resolver as questões impostas pela constitucionalização usam-se os campos de ação: existem o campo de ação estrutural e o campo de ação epistemológico.122

Este margen de acción [estructural] está mucho más exento de problemas que el margen de acción epistémico. No necesita ninguna fundamentación afirmar que el Legislador es libre para actuar cuando la Constitución no lo ha obligado a nada. En cambio, no es un asunto evidente afirmar que el Legislador es libre para actuar cuando se presentan problemas para reconocer si en realidad es libre para actuar.123

O campo de ação estrutural124 possui três campos, o da fixação de fins; o da eleição de meios e o da ponderação. O campo da fixação de fins se expressa quando o legislador pode escolher por si os fins que justifiquem sua intervenção em um direito fundamental, geralmente os fins dizem respeito a bens coletivos. “El margen para la fijación de fines no se refiere

únicamente a la elección de los fines, sino también a la determinación de la medida de su realización.”125 O campo da eleição de meios acontece quando as normas de direito fundamental proíbem algumas intervenções legislativas e também ordenam a execução de

121 ALEXY, Robert. Tres escritos sobre los derechos fundamentales y la teoría de los princípios. Bogotá:

Universidad Externado de Colombia, 2003. p. 87. e ___. Epílogo a la teoria de los derechos fundamentales. Madrid: Centro de Estudios, 2004. cap. 2, p. p. 26 e ss.

122 Todos los márgenes de acción son o bien de tipo estructural o de tipo epistémico. El margen de acción

estructural se forma a partir de los límites de aquello que la Constitución ordena y prohíbe. Dentro de este margen cae todo lo que ella no ordena ni prohíbe, sino que depara a la discrecionalidad de los poderes públicos. El margen de acción epistémico se forma a partir de los límites de la capacidad para reconocer lo que la Constitución por una parte, ordena y prohíbe, y por otra, no ordena ni prohíbe. ALEXY, Robert. Tres escritos sobre los derechos fundamentales y la teoría de los princípios. Bogotá: Universidad Externado de Colombia, 2003. p. 89.

123 ALEXY, Robert. Epílogo a la teoria de los derechos fundamentales. Madrid: Centro de Estudios, 2004. p. 32. 124 “[...] “campo de acción estructural” no plantea problemas graves con respecto a la cuestión de la

justiciabilidad. Estos surgen sólo debido a los problemas de evaluación y de efectividad estrechamente entrelazados con el campo de acción estructural. El campo de acción estructural está vinculado con otros campos de acción de un tipo totalmente distinto, es decir, con un campo de acción cognitivo con respecto al problema normativo de la ponderación y con un campo de acción cognitivo con respecto al problema empírico de la efectividad. En el problema de la efectividad se trata esencialmente del efecto de medidas actuales en el futuro, es decir, de problemas de pronósticos. Por lo tanto, la ponderación del problema de la justiciabilidad depende del papel que juegue el problema de la ponderación y el del pronóstico dentro del marco de los derechos a protección.” ALEXY, Robert. Teoria de los derechos fundamentales. Madrid: Centro de estudios políticos y constitucionales, 2002. p. 449.

125

ALEXY, Robert. Tres escritos sobre los derechos fundamentales y la teoría de los princípios. Bogotá: Universidad Externado de Colombia, 2003. p. 60.

condutas positivas, e para tanto se devem eleger meios para alcançar tais objetivos. “Este

margen deriva de la estructura de los deberes positivos.”126 O campo da ponderação127 ocorre quando a decisão depende de ponderações e da identificação de quais meios favorecem ou prejudicam os princípios que entram em jogo. A crítica128 argumenta que na teoria dos princípios o uso da otimização excluiria este campo de ação estrutural da ponderação, pois como admitiriam soluções que proporcionassem a máxima realização possível de todos os bens implicados, excluiria uma margem de decisão. Para se entender a otimização conforme a teoria dos princípios se deve verificar a definição de princípio.129

Los principios son normas que ordenan que algo sea realizado en la mayor medida posible, de acuerdo con las posibilidades fácticas y jurídicas. Una de las tesis fundamentales expuestas en la Teoría de los derechos fundamentales, es que esa definición implica el principio de proporcionalidad con sus tres subprincipios: idoneidad, necesidad y proporcionalidad en sentido estricto, y viceversa: que el carácter de principios de los derechos fundamentales se sigue lógicamente del principio de proporcionalidad.130

Desta forma, a definição de princípio da Teoria dos Direitos Fundamentais implicaria na definição dos três sub-princípios da proporcionalidade131, que definiriam o que se deve

126 ALEXY, Robert. Tres escritos sobre los derechos fundamentales y la teoría de los princípios. Bogotá:

Universidad Externado de Colombia, 2003. p. 61.

127

El margen para la ponderación se origina a partir de la circunstancia de que no todas las colisiones entre principios – aunque, bien es cierto, sí un buen número – pueden decidirse mediante la ponderación y con fundamento en la Constitución. Una colisión no puede resolverse de esta manera, y por lo tanto, se enmarca dentro del margen para la ponderación, cuando se presenta un empate en la ponderación. Esto sucede cuando la satisfacción de los principios que entran en colisión es igualmente importante a los dos lados de la balanza. El margen para la ponderación también comprende la elección entre los diferentes niveles de intervención y de protección de los principios respectivos, en que puede darse un empate. Ahora bien, sólo es posible establecer si algo cae dentro del margen para la ponderación o no, si es posible operar con escalas de rangos. Por lo tanto, los empates en la ponderación y, como consecuencia, los márgenes para la ponderación sólo tienen un significado práctico, si esas escalas son poco refinadas. Este tipo de escalas son correlativas a la naturaleza del derecho constitucional. Las escalas triádicas (leve, medio, grave) constituyen el mejor punto de partida para construir una escala poco refinada. Los empates en la ponderación y el carácter de marco de la Constitución. ALEXY, Robert. Tres escritos sobre los derechos fundamentales y la teoría de los princípios. Bogotá: Universidad Externado de Colombia, 2003. p. 90.

128

Habermas, Klaus Günther, Dworkin, Böckenförde.

129 ALEXY, Robert. Epílogo a la teoria de los derechos fundamentales. Madrid: Centro de Estudios, 2004.

cap.3. e ___. Tres escritos sobre los derechos fundamentales y la teoría de los princípios. Bogotá: Universidad Externado de Colombia, 2003.

130 ALEXY, Robert. Epílogo a la teoria de los derechos fundamentales. Madrid: Centro de Estudios, 2004. p. 38. 131 “The implications of the proportionality principle turn on the definition of the concept of principle. Principles

qua optimization commands demand realization as far as is possible relative to the actual and legal possibilities. A relativization in the direction of the actual possibilities leads to the principles of appropriateness and necessity. [...] The principles of appropriateness and necessity stem from the obligation of a realization as great as possible relative to the actual possibilities. They express the idea of Pareto-optimality. The principle of proportionality in a narrow sense stems from the obligation of a realization as far as possible

entender por ponderação, conforme a teoria dos princípios. Conforme Alexy, para saber, assim, se a otimização é incompatível com o caráter marco da constituição, se deve saber se o princípio da proporcionalidade o é, e para tanto, devem ser verificados os sub-princípios da adequação e da necessidade. Tais sub-princípios expressam as exigências para se atingir a maior realização possível dependendo também das possibilidades fáticas.132

A idéia de otimização é a de que, quando se tem dois princípios em jogo, usar o sub- princípio como a adequação e a necessidade para verificar se o meio adotado favorece ou impede um ou outro princípio. Quando o meio adotado não favorece um princípio e impede o outro, se pode omitir o meio e assim não serem causados custos nem para um nem para outro princípio, ou adotar o meio e resultarem custos para um princípio. Quando se renuncia o meio os dois princípios podem ser realizados em sua maior medida conforme possibilidades fáticas.133

Bem entendida, a otimização é nada mais do que uma conseqüência natural da “possibilidade de cumprimento gradual” que emana da “dimensão de peso” dos princípios jurídicos, sendo útil e necessária para explicar a possibilidade de restrição de direitos fundamentais diante de possibilidades fáticas e jurídicas.134

O sub-princípio da adequação135 é um critério negativo através do qual se pode verificar se os meios não são adequados, pois exige que o meio adotado esteja em condições de promover o fim determinado por um princípio jurídico. O sub-princípio da necessidade136

relative to the legal possibilities, that is, relative most of all to the counter-vailing principles.” ALEXY, Robert. On the structure of legal principles. Ratio Juris, Bologna, v. 13, n. 3, p. 294-304, September 2000. p. 298.

132 ALEXY, Robert. Epílogo a la teoria de los derechos fundamentales. Madrid: Centro de Estudios, 2004. cap.

3, p. 39 e ss.

133 ALEXY, Robert. Epílogo a la teoria de los derechos fundamentales. Madrid: Centro de Estudios, 2004.

cap.3, p. 48 e ss.

134 BUSTAMANTE, Thomas. Sobre a justificação e a aplicação de normas jurídicas. Análise das críticas de

Klaus Günther e Jürgen Habermas à teoria dos princípios de Robert Alexy. Revista de informação legislativa,

Documentos relacionados