TÓPICO 2 – AS NORMAS E OS DOCUMENTOS ORIENTADORES ACERCA
4.1 O QUE OS DOCUMENTOS ORIENTADORES E LEIS POSTULAM SOBRE
A LDB 9.394/96, cuja finalidade é a de ajustar os princípios elencados no texto constitucional para as situações reais que envolvem várias questões educacionais, como o funcionamento das redes escolares, a formação dos professores, as matrículas, a aprendizagem e a promoção de alunos, entre outros, prevê, em seu art. 24, inciso V, acerca da avaliação do rendimento escolar. Ao lidar com esse assunto, a lei contempla a possibilidade de avanço na trajetória escolar e estudos de recuperação:
V - a verificação do rendimento escolar observará os seguintes critérios: a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais; b) possibilidade de aceleração de estudos para alunos com atraso escolar; c) possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado; d) aproveitamento de estudos concluídos com êxito; e) obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralelos ao período letivo, para os casos de baixo rendimento escolar, a serem disciplinados pelas instituições de ensino em seus regimentos.
Também acerca da avaliação, o parecer do CNE de no 05, de 1997, trata da
regulamentação da Lei 9.394/96, no que diz respeito ao “rendimento escolar [que] permanece, como nem poderia deixar de ser, sob a responsabilidade da escola, por instrumentos previstos no regimento escolar e observadas as diretrizes da lei [...]”.
No Parecer CNE nº 12/97 existe uma menção acerca da não associação da avaliação a uma colocação classificatória, como sugere o trecho que segue:
[...] é importante assinalar, na nova lei, a marcante flexibilização introduzida no ensino básico, como se vê nas disposições contidas nos artigos 23 e 24, um claro rompimento com a “cultura da reprovação”. O norte do novo diploma legal é a educação como um estimulante processo de permanente crescimento do educando – “pleno desenvolvimento” –, onde notas, conceitos, créditos ou outras formas de registro acadêmico não deverão ter importância acima do seu real significado. Serão apenas registros passíveis de serem revistos segundo critérios adequados, sempre que forem superados por novas medidas de avaliação, que revelem progresso em comparação a estágio anterior, por meio de avaliação, a ser sempre feita durante e depois de estudos visando à recuperação de alunos com baixo rendimento.
Compreendemos, dessa maneira, que a função da avaliação, apresentada no trecho anterior, é a de acompanhar o desempenho escolar do aluno, visando o seu progresso.
É prevista, na LDB nº 9.394/96, nos artigos 12, 13 e 24, respectivamente, incisos V, IV e V, a obrigatoriedade de a escola e os professores, cada um em sua disciplina, promoverem a recuperação para os alunos com atraso escolar. O Parecer CNE nº 5/97 trata desse assunto da seguinte maneira:
Os estudos de recuperação continuam obrigatórios, e a escola deverá deslocar a preferência dos mesmos para o decurso do ano letivo. Antes, eram obrigatórios entre os anos ou períodos letivos regulares. Esta mudança aperfeiçoa o processo pedagógico, uma vez que estimula as correções de curso, enquanto o ano letivo se desenvolve, do que pode resultar apreciável melhoria na progressão dos alunos com dificuldades que se projetam nos passos seguintes. Há conteúdos nos quais certos conhecimentos se revelam muito importantes para aquisição de outros com eles relacionados. A busca da recuperação paralela se constitui em instrumento muito útil nesse processo (artigo 24, inciso V, alínea “e”). Aos alunos que, a despeito dos estudos paralelos de recuperação,
ALGUMAS CONSIDERAÇÕES
ainda permanecem com dificuldades, a escola poderá voltar a oferecê- los depois de concluído o ano ou período letivo regular, por atores e instrumentos previstos na proposta pedagógica e no regimento escolar.
Compreendemos que não se pode recuperar o que não se aprendeu. Caso se verifique, através da avaliação, a não aprendizagem, um encaminhamento que pode ser feito é a oferta de novas ocasiões de ensino que visem uma nova oportunidade de aprendizagem.
Nesse sentido, a LDB 9.394/96 prevê mecanismos como a recuperação e os avanços no fluxo escolar e enfatiza a avaliação como meio de acompanhamento da aprendizagem dos alunos. Já os PCN (1997, p. 83) contemplam a avaliação como:
Elemento integrador entre aprendizagem e ensino; conjunto de ações cujo objetivo é o ajuste e a orientação da intervenção pedagógica para que o aluno aprenda da melhor forma; conjunto de ações que busca obter informações sobre o que foi aprendido e como; elemento de reflexão contínua para o professor sobre sua prática educativa; instrumento que possibilita ao aluno tomar consciência de seus avanços, dificuldades e possibilidades [...].
Compreendemos que os PCN e também outros documentos (alguns, inclusive, mencionados aqui) têm uma concepção de avaliação que necessita estar a serviço da aprendizagem e da qualidade de ensino.
A avaliação, nas aulas de língua inglesa, necessita contemplar competências, verificar o desenvolvimento de habilidades, identificar diferenças para a real promoção de interações discursivas, compreensão e produção oral, escrita, entre outras.
Dessa maneira, é necessário um aprofundamento em torno do assunto por todos os envolvidos no processo ensino-aprendizagem, através de estudos e discussão para que proporcionem a compreensão da referida proposta, evitando equívocos.
Finalizamos compreendendo que cabe ao professor conhecer as orientações pedagógicas, que estão em constantes mudanças e, dentre elas, escolher aquela que melhor atenda aos anseios de seus alunos. A história tem mostrado que a instabilidade dos professores e também da escola é grande, ao variarem de concepção, sem conhecer os verdadeiros caminhos para onde essa mudança os levará.
Acadêmico, vamos fazer a diferença! Poder ensinar e aprender a língua inglesa propicia novas maneiras de atuação e participação em um mundo mais globalizado e plural, em que as fronteiras e os interesses, tanto pessoais como locais, regionais ou nacionais e transnacionais, estão cada vez mais densos e ilógicos.
RESUMO DO TÓPICO 2
Neste tópico, você aprendeu que:
• Vários aspectos relacionados às normas e aos documentos orientadores acerca do ensino e aprendizagem da língua inglesa, bem como considerações sobre a avaliação na atualidade.
• As “línguas estrangeiras modernas” englobam, pois esse é o termo utilizado nos documentos orientadores e legisladores até o momento, as línguas francesa, inglesa, alemã, italiana e, recentemente, a espanhola, em oposição às línguas clássicas como o grego e o latim.
• A educação formal, na história do Brasil, iniciou com a catequização jesuítica, com a chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil. A Coroa Portuguesa implantou políticas para o ensino das línguas, visto que no período do descobrimento existiam em torno de 1.200 línguas indígenas, e os jesuítas se aproximaram especialmente do tupi, para catequizar os índios, pois a diversidade linguística vetou a rápida introdução do latim e da língua portuguesa.
• Durante o Estado Novo, em 1937, Getúlio Vargas implementou a segunda campanha de nacionalização, na qual a escola e a imprensa foram significativamente atingidas.
• Vargas implementou a segunda campanha em termos nacionais, mas antes disso, a primeira campanha de nacionalização aconteceu no Estado de Santa Catarina, em 1911, quando Orestes Guimarães fomentou o ensino da língua portuguesa como essencial para a constituição de uma identidade nacional homogênea.
• A Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, foi promulgada. Essa lei estabelece normas para o sistema educacional em sua totalidade.
• A LDB 9.394/96 torna obrigatório o ensino de línguas a partir dos anos finais do Ensino Fundamental e ainda institui que, no Ensino Médio, a comunidade escolar poderia escolher uma língua estrangeira moderna obrigatória e outra optativa.
• Em 1998, o MEC publica os Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN, que estão organizados num documento introdutório no qual se estabelecem os fundamentos para a elaboração dos documentos das áreas dos Temas Transversais.
as línguas estrangeiras modernas são consideradas como disciplina pouco relevante.
• As OCEM são elaboradas em 2006, contemplando, nas diretrizes de língua estrangeira, a constituição de orientações que buscam retomar a discussão dos PCN do Ensino Médio de forma a expandir seus conceitos e a oferecer práticas pedagógicas alternativas.
• O ato de avaliar é algo que gera preocupação e inquietação nos professores, justamente por isso é que devemos desmistificar seu papel e aliá-la de maneira positiva ao processo de ensino e aprendizagem.
• Cabe ao professor conhecer as orientações pedagógicas e dentre elas escolher aquela que melhor atenda aos anseios de seus alunos. A história tem mostrado que a instabilidade dos professores e também da escola é grande, ao variarem de concepção, sem conhecer os verdadeiros caminhos para onde essa mudança os levará.
1 Você já elaborou um mapa conceitual? Se já elaborou, mãos à obra!
Se esta é a sua primeira tentativa, saiba que os mapas conceituais são estruturas esquemáticas que apresentam conjuntos de ideias e, se você quiser, de conceitos dispostos em uma espécie de rede de proposições, de modo a apresentar mais claramente a exposição do conhecimento e organizá- lo segundo a sua compreensão cognitiva.
Assim, elabore um mapa conceitual acerca dos principais conceitos estudados neste tópico. Você pode utilizar temas como o ensino-aprendizagem da língua inglesa segundo a LDB; a língua inglesa e os PCN; as resoluções e as propostas de ensino; o ensino de línguas no Brasil, considerações históricas; a avaliação e a língua inglesa, entre outros.
Procure um esquema, como o que segue, ou seja criativo e crie o seu!
AUTOATIVIDADE
2 Dentre os trechos transcritos dos Parâmetros Curriculares Nacionais Língua Estrangeira Ensino Fundamental, aquele que relaciona diretamente a aprendizagem de língua estrangeira com a aprendizagem de língua portuguesa é:
línguas nos espaços de imigrantes [...] e o de grupos nativos, somente uma parcela da população tem oportunidade de usar línguas estrangeiras como instrumento de comunicação, dentro ou fora do país.
b) ( ) Mesmo nos grandes centros, o número de pessoas que utilizam o conhecimento das habilidades orais de uma língua estrangeira em situação de trabalho é relativamente pequeno.
c) ( ) A aprendizagem de leitura em língua estrangeira pode ajudar no desenvolvimento integral do letramento do aluno. A leitura tem função primordial na escola e aprender a ler em outra língua pode colaborar no desempenho do aluno como leitor em sua língua materna.
d) ( ) As condições na sala de aula da maioria das escolas brasileiras (carga horária reduzida, classes superlotadas, pouco domínio das habilidades orais por parte da maioria dos professores, material reduzido etc.) podem inviabilizar o ensino das quatro habilidades comunicativas.
e) ( ) Pode-se antever que, com o barateamento dos meios eletrônicos de comunicação, mais escolas venham a ter acesso a novas tecnologias, possibilitando o desenvolvimento de outras habilidades comunicativas.
FONTE: Disponível em: <http://download.inep.gov.br/download/enade/2005/provas/LETRAS. pdf>. Acesso em: jul. 2017.
3 Os Parâmetros Curriculares Nacionais Língua Estrangeira Ensino Fundamental fazem um alerta aos professores sobre os softwares disponíveis para o ensino de língua estrangeira que reproduzem, muitas vezes, um tipo de “instrução programada”, incompatível com a visão de linguagem e de aprendizagem proposta nos PCN. Qual é a característica apresentada por um software típico de “instrução programada” que o torna incompatível com a proposta dos PCN?
a) ( ) Uma série subordinada de exercícios linguísticos, sem contextos definidos, com base em uma única resposta certa do aluno.
b) ( ) Uma série de atividades específicas de uso da linguagem, em que se estabelece relação entre a língua e o mundo social do aluno.
c) ( ) Uma série de propostas de inferência linguística, com base no pré- conhecimento do aluno sobre gêneros textuais.
d) ( ) Uma série de perguntas sobre as expressões de um texto, que o aluno não conhece, com destaque para pistas contextuais.
e) ( ) Uma série de hipóteses sobre o sentido do texto a serem aferidas pelo aluno, com base em índices contextuais.
FONTE: Disponível em: <http://download.inep.gov.br/download/enade/2005/provas/LETRAS. pdf>. Acesso em: jul. 2017.
TÓPICO 3
O ENSINO DA LÍNGUA INGLESA PARA A
EDUCAÇÃO BÁSICA
UNIDADE 1
1 INTRODUÇÃO
Dear students! Welcome to our new topic! Aqui, estudaremos um pouco sobre o ensino de língua inglesa para a Educação Básica, que envolve a Educação Infantil, Ensino Fundamental I e II (séries iniciais e finais) e Ensino Médio. Você, como licenciado em língua inglesa, poderá atuar em todas estas frentes, portanto, é de suma importância que conheça a abrangência do inglês nestas áreas.
Quando falamos em língua portuguesa, logo pensamos que as habilidades a serem desenvolvidas nesta área são as regras gramaticais, a literatura da área e a interpretação de textos, não é mesmo? Devemos sempre estimular nosso aluno a desenvolver suas competências leitoras para além da gramática, mas, no estudo da língua inglesa, quais são as competências a serem desenvolvidas? E de que maneira podemos fazer com que o nosso aluno tenha gosto pelo idioma?
Se na língua portuguesa, que é a nossa língua materna, nos preocupamos em desenvolver as competências para além da gramática, pressupõe-se que também para o ensino de inglês seja esta a lógica. Contudo, na língua estrangeira não se tem o domínio cultural, lexical e gramatical para este aprofundamento, logo, devemos aprendê-lo desde a base para que, com o decorrer do tempo, possa ser aprofundado.
Para ensinar língua inglesa com eficácia é de suma importância que os elementos culturais da língua sejam apresentados, bem como o vocabulário e a gramática. Esta imersão na língua pode ser feita a partir de vídeos, pequenos textos, mídias diversas e outros recursos que façam com que a língua pareça o mais natural possível e não seja interpretada como imposta.
Vamos conhecer um pouco mais do mundo da língua inglesa na educação básica? Come with us!
2 A DIDÁTICA DO ENSINO DA LÍNGUA ESTRANGEIRA NA
EDUCAÇÃO INFANTIL
Muitos são os pesquisadores que se interessam pelo processo de aquisição de linguagem. A partir dos anos 60, os estudos acerca do desenvolvimento da linguagem foram exponenciais. Como exemplos, podemos citar os estudos de Chomsky, Piaget e Vygotsky. Estes teóricos contribuíram de maneira significativa para os estudos acerca da linguagem e da aprendizagem. A partir destes estudos, outros teóricos mais contemporâneos preocuparam-se em dar continuidade e estes estudos, o que fez com que novas teorias fossem surgindo, dentre elas, a que afirma que as crianças têm vantagem na aprendizagem em relação ao adulto. Isso inclui o aprendizado de línguas.
Um dos autores que aborda esta questão é Schütz (2007). Ele verificou em seus estudos que a criança possui maior assimilação do que um adulto na aquisição de uma segunda língua e esta pode ser uma das razões pelas quais a procura por escolas de idiomas para os pequenos cresce tanto.
Vygotsky (1996) afirma que a linguagem é a base da comunicação inerente ao ser humano, ou seja, todas as pessoas nascem com a capacidade de manifestar-se socialmente e inserir-se em uma cultura. Chomsky (1965), a partir de sua pesquisa, contribuiu para os estudos da linguagem comprovando que a linguagem é uma capacidade humana similar à capacidade que o pássaro tem de voar, ou seja, basta que ele seja inserido no meio que este aprendizado ocorrerá. Não será necessário parar e ensinar a criança a falar.
Traremos, agora, esta afirmação para o ensino da língua inglesa. Partindo deste pressuposto, pode-se afirmar que se a criança for exposta ao idioma, ela o aprenderá sem que seja necessário ensiná-lo. Já aos dois anos de idade, segundo Vygotsky (1996), as curvas da evolução do pensamento da fala se encontram para que o pensamento verbal seja criado.
DICAS
No link <https://www.inglescurso.net.br/dicas-para-professores-de-ingles/96- ingles-para-criancas> você encontra inúmeras dicas interessantes de atividades a serem desenvolvidas com crianças. Que tal dar uma olhada?
O ensino de línguas na educação infantil já vem sendo implantado em muitas escolas pelo Brasil afora justamente por conta desses estudos. Você, acadêmico, em breve estará inserido nesta realidade. A dúvida que permeia
os pais e professores é: até que ponto é saudável inserir a criança no contexto bilíngue? Não haverá, por parte das crianças, confusão?
The Kids Club publicou uma reportagem acerca do assunto. A entrevistada foi a especialista Sylvia de Moraes Barros (2015, p. 2). O tema da reportagem era justamente esses questionamentos. Ela afirma que “Se o cérebro é estimulado a aprender novas línguas nos primeiros anos, ele responde imediatamente ao estímulo e vemos o aprendizado de idiomas em crianças acontecer de maneira rápida e extremamente eficiente. E o mais importante: sem que a criança tenha tido dificuldades durante o processo”.
A especialista desenvolveu uma lista de “mitos e verdades” quanto ao ensino de língua inglesa na educação infantil. Let’s read the list?
Mitos e verdades sobre o ensino de Língua Inglesa na Educação Infantil
(X) Mito: A alfabetização bilíngue gera confusão com a língua materna. O cérebro humano é capaz de aprender diversos idiomas e armazená- los de forma que cada um seja acessado independentemente quando estimulado. O que acontece é que, durante o processo de aprendizado, uma criança pode misturar dois idiomas em uma mesma frase. Isso ocorre não porque ela está confundindo, mas porque ela está aprendendo da maneira correta. O cérebro escolhe sempre o caminho mais fácil e eficiente para realizar a tarefa que precisa. Se uma criança brasileira que está aprendendo inglês quer falar uma palavra e aquela palavra (em inglês) foi realmente aprendida e internalizada pela criança, o cérebro pode acessar a palavra em inglês de forma mais rápida que a palavra em português. Isso é parte do processo natural de aprendizado. Com o tempo, o aluno aprende a usar cada idioma separadamente.
(✓) Verdade: Aprender inglês em tenra idade evita o sotaque.
Sim, porque nosso aparelho fonador (boca e língua) ainda está em formação e, por isso, é capaz de reproduzir qualquer som. Conforme o tempo passa, esta capacidade se perde. Quando chegamos à idade adulta, perdemos a capacidade até de distinguir certos sons que não fazem parte da nossa língua materna, o que na infância não acontece. Crianças têm maior capacidade para distinguir e reproduzir fonemas, o que permite a perfeição na pronúncia.
(X) Mito: Há conflitos gramaticais em aprender duas línguas ao mesmo tempo.
Não, pois cada idioma tem suas regras gramaticais que são ensinadas separadamente. Em uma escola bilíngue, como o nome diz, ensinam-se duas línguas. Portanto, a gramática de português é ensinada em português, e a gramática de inglês, em inglês. Além disso, deve-se respeitar a ordem natural de aprendizado de um idioma, ou seja, seguir o mesmo caminho que percorremos em nossa primeira língua: primeiro, aprendemos a falar, depois, aprendemos a escrever o que já falamos e, por último, aprendemos as regras gramaticais do que já falamos e escrevemos! O aprendizado da gramática deve ser a última etapa do processo.
(✓) Verdade: É mais difícil esquecer a segunda língua quando ela é aprendida na infância.
Se o aprendizado é feito de forma apropriada e natural, o conhecimento pode ficar adormecido, mas não é esquecido. O aprendizado de idiomas é a melhor e mais saudável forma de se estimular o cérebro de um ser humano. Existem pesquisas que comprovam até que pessoas bilíngues têm menos chance de ter doenças mentais na terceira idade. A infância é a melhor época para se aprender idiomas e é a fase em que podemos ensinar o aluno a gostar de aprender línguas, tornando-o, assim, um eterno aprendiz.
(X) Mito: O bilinguismo pode causar traumas e constrangimentos nas crianças.
As crianças não apresentam qualquer tipo de resistência ou interferência no processo de aprendizado, o que torna o método natural, fácil e bastante prazeroso. Há transtornos apenas se o ensino ocorrer de forma inapropriada. O correto é ensinar de forma lúdica, leve e divertida, fazendo com que a criança não perceba que está aprendendo e que se relacione com o novo idioma sempre como algo fácil e divertido.
(✓) Verdade: Pais bilíngues ajudam no processo de aprendizado das crianças.
Sim, pais que são nativos de países diferentes podem e devem falar com seus filhos nas duas línguas. Esta é a forma mais eficiente de se criar crianças bilíngues. A criança que ouve dois idiomas em casa desde o nascimento, cresce falando os dois fluentemente e alterna o idioma que fala com o pai e com a mãe de forma automática. Mas isso tem que ser natural. Só funciona bem quando os pais são realmente nativos no idioma.
Filhos de pais que falam o mesmo idioma e estão aprendendo outra língua em sala de aula necessitarão um pouco mais de tempo para adquirir o conhecimento no idioma a ponto de se tornarem bilíngues, pois tudo depende da quantidade de exposição à língua. Porém, se os pais são brasileiros, por exemplo, mas sabem falar inglês, podem estimular o aprendizado do filho envolvendo-se com o que ele está aprendendo, interessando-se, aprendendo as músicas que ele aprende, contando histórias em inglês etc. Esperar que pais brasileiros falem