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SUGESTÕES DE ATIVIDADES UTILIZANDO IMMERSION METHOD

TÓPICO 3 – MÉTODOS DE ENSINO: PARTE 3

4.2 SUGESTÕES DE ATIVIDADES UTILIZANDO IMMERSION METHOD

As atividades geralmente aplicadas nesse método têm um efeito educativo de real contato com a língua, pois durante um certo período de tempo, como um feriado prolongado ou férias curtas, o estudante convive com professores e colegas, falando no idioma que estuda.

Assim, a segunda língua é ensinada e também aprendida de maneira natural. Nesse método, o processo de aquisição da linguagem é inconsciente e acontece por meio da vivência de situações reais.

Os temas e as atividades organizadas pelas áreas do conhecimento do método immersion permitem que as atividades sejam relevantes para as crianças e estas conseguem se expressar com naturalidade e facilidade.

A contação de histórias é uma atividade muito utilizada na immersion, pois proporciona a aquisição de vocabulário e, ainda, desperta o gosto pela leitura. A dramatização é um dos meios utilizados pelo professor para envolver as crianças. A música e a expressão corporal, mímica e outras técnicas nesse mesmo viés envolvem as aulas, além de educação nutricional, aulas de culinária, conscientização ambiental, projetos que envolvem artes e educação física (TARONE; SWAIN, 1995).

LEITURA COMPLEMENTAR

Qual a verdadeira finalidade do ensino de língua inglesa na sala de aula?

Flavius Almeida dos Anjos

Aspectos relativos à finalidade do ensino e da aprendizagem da língua inglesa

Não é de hoje que o ensino das línguas estrangeiras no Brasil vem sendo discutido, refletido e mal interpretado ao longo dos anos, talvez por não se acreditar na sua relevância ou se desconhecer a sua verdadeira finalidade. Quanto a isso, Moita Lopes (1996) assegura que o campo de ensino de línguas estrangeiras no Brasil tem sido vítima de uma série de mitos, oriundos da falta de uma reflexão maior sobre o processo.

Apesar de longos anos dedicados à discussão sobre o processo de ensino e aprendizagem da língua estrangeira, ele permanece ineficiente nas escolas públicas. Isso parece estar acontecendo por não se atender à finalidade do ensino que o momento em que vivemos exige.

Vale ressaltar que a finalidade do ensino e da aprendizagem das línguas estrangeiras deve ser norteada de acordo com o contexto histórico, está relacionada ao momento cultural vivido pelos estudantes.

Logo, o ensino e a aprendizagem da língua inglesa nas escolas públicas precisam também atender às exigências de hoje. Eles têm sido baseados nos aspectos gramaticais, apenas. Por isso têm sido maçantes e desinteressantes. O que não é difícil de constatar, “o retrato negativo no uso e na aprendizagem de língua inglesa na sala de aula, em especial da escola pública, pode ser confirmado por inúmeros depoimentos” (SCHEYERL, 2009, p. 126).

Os estudos conduzidos por Basso (2006) com professores e alunos de LI revelaram que as aulas são baseadas em exercícios gramaticais e a gramática aparece como o que eles menos gostam de fazer. Ela menciona ainda que continuamos a ter professores como simples repassadores de um novo código, tendo a gramática como único recurso e foco principal em suas aulas, apoiados na crença de que saber a língua corretamente antecede o saber a usá-la e que, se aprendem assim, esse deve ser o caminho para ensinar.

Esta prática de ensino, infelizmente, parece ter espaço frequente nas salas de aula de língua inglesa. Entretanto, a atual conjuntura mundial requer outra forma de ensino. Hoje, em pleno século XXI, com o novo cenário mundial estabelecido, com o advento da Internet, com o encontro das culturas, é imprescindível um programa de ensino de línguas dinâmico e envolvente, para o desenvolvimento da competência comunicativa e da consciência intercultural crítica, dentre outras coisas. Desta forma se estará desenvolvendo conscientemente um ensino que tende a minimizar resultados insatisfatórios.

E estes resultados parecem ser o reflexo da falta de esclarecimento acerca da verdadeira finalidade do ensino. Nesse sentido, Rajagopalan (2003, p. 70) nos diz que “o verdadeiro propósito do ensino de línguas estrangeiras é formar indivíduos capazes de interagir com pessoas de outras culturas e modos de pensar e agir. Significa transformar-se em cidadãos do mundo”.

Para pôr fim nestes problemas, o que nós, professores de LI, precisamos enxergar é justamente os objetivos e finalidades do ensino desta língua multinacional. Só a partir daí é que o ensino da LI fará sentido, tanto para quem ensina quanto para quem aprende.

O professor de língua inglesa orientado pela verdadeira finalidade do ensino

A finalidade do ensino da língua inglesa deve orientar todo o processo da aprendizagem. Neste sentido, Richards (2006) sugere que o objetivo das aulas de línguas estrangeiras é preparar os alunos para a sua sobrevivência no mundo real.

Por sua vez, Lima (2009) reflete sobre esse assunto e sugere que ensinar uma língua estrangeira implica a inclusão das competências gramatical e comunicativa, proficiência na língua, assim como a mudança de comportamento e de atitude em relação à própria cultura e às culturas alheias.

É necessário que se compreenda a finalidade do ensino da língua inglesa para que este processo passe a fazer sentido no seio escolar, assumindo o seu verdadeiro valor educativo, que vai muito além de simplesmente capacitar o aluno a usar uma determinada língua para fins comunicativos ou cumprir exigências legais.

Dessa forma, seria importante encontrarmos maneiras de desconstruir o discurso de que o aprendizado da língua inglesa é almejado apenas como meio para a obtenção de emprego, aprovação em concursos, viagem internacional etc.

Paiva (2009, p. 33), em suas investigações sobre aquisição da língua estrangeira, utilizando um corpus de narrativas de aprendizagem, onde os participantes contam como aprenderam ou aprendem diversas línguas, concluiu que quando motivados, os aprendizes utilizam a LE para determinadas finalidades fora da sala de aula, tais como: ouvir música, ouvir programas de rádio e TV, assistir filmes, interagir com estrangeiros. No entanto, a autora acentua que isso, apesar de ideal, raramente acontece na escola.

Convergências e divergências nas abordagens de ensino e o papel do professor brasileiro de inglês

Ao argumentar sobre o ensino da língua inglesa nas escolas públicas, Moita Lopes (1996), inicialmente, sugere o ensino com foco na leitura e assegura que este ensino instrumental colabora com o desenvolvimento da habilidade em língua materna, geradores de problemas, com os quais também se defrontam as crianças, assim como faz desenvolver a capacidade de letramento global.

No entanto, vê-se aqui um equívoco do argumento do autor, uma vez que ele pontua que a única justificativa social para a aprendizagem da língua inglesa no Brasil tem a ver com a leitura, tendo em vista ser essa a única habilidade que atende às necessidades educacionais e que o aprendiz pode usar em seu próprio meio.

Por outro lado, concordamos quando Schimitz (2009, p. 18) ressalta que “uma política de ensino de línguas que enfatiza somente a leitura enfraquece o papel do professor de língua estrangeira”.

Moita Lopes (1996, p. 130) salienta também que “considerar o ensino de Inglês no Brasil como um recurso para a comunicação oral parece negar qualquer relevância social para a sua aprendizagem”.

O ensino da compreensão oral, assim como da habilidade de falar, é essencial. A comunicação via internet, assistir a um filme em inglês pode representar não só momento em que a LE pode ser apreciada em uso, bem como caracteriza exemplos que representam a continuidade do uso, após o término de um curso, sem contar o quão gratificante é ser capaz de entender um filme ou um e-mail na LE que estamos aprendendo.

Nesse aspecto, portanto, Schimitz (2009, p. 14) chama atenção para o fato de muitos brasileiros usarem inglês no seu dia a dia, no trabalho, e que muitos falam inglês e outras línguas estrangeiras do que os ingleses ou americanos, o que parece desmistificar a crença levantada por Moita Lopes (1996).

No entanto, os problemas não se resumem apenas nos objetivos desse processo. Apesar de todos os problemas que as escolas públicas apresentam por não disporem de recursos necessários para a consolidação das aulas, número inadequado de alunos por turma, carências de recursos audiovisuais, o fator mais dificultador ainda é o professor. Quanto a isso, Oliveira (2010, p. 29) seguramente afirma que “a grande maioria dos professores de línguas estrangeiras nas escolas públicas no Brasil fala muito pouco ou não fala a língua estrangeira que lecionam”.

Parece-nos relevante aqui mencionar que, diante de tal realidade, é preciso repensar os currículos dos cursos superiores e a formação do professor de LE, buscando uma formação crítica e reflexiva, deixando de ser uma formação “conteudista”, geradora de crenças do tipo “finjo que ensino, eles fingem que aprendem”. Nesse sentido, Leffa (2007) assinala que, como o professor não tem o domínio da língua que deveria ensinar, fica repassando com o aluno as páginas do livro didático com os exercícios devidamente preenchidos pelo autor do livro, fazendo de conta que ensina.

Por outro lado, o professor orientado pela verdadeira finalidade do ensino da língua inglesa passa a entender as dimensões desse processo, compreendendo, como afirma Siqueira (2009, p. 80), que “as aulas de língua estrangeira devem, dentre outras coisas, servir como espaço para discussão de assuntos relevantes para a formação do(a) aprendiz”.

O ensino e a aprendizagem da língua inglesa devem ainda ser momento que proporcione oportunidade para explorar diferentes visões, desenvolvendo uma perspectiva multicultural crítica. Não apenas a do aprendiz, mas também a do professor, proporcionando o crescimento de ambos. Desse modo, a língua inglesa deve ser apenas o meio através do qual se pode criar e desenvolver pontos de vista relacionados à esperança, à paz, à cidadania, aos direitos humanos, a condutas, a valores, crenças, tornando o processo prazeroso e significativo para os participantes.

Desse modo, é que na sala de aula de língua inglesa, o professor, na posição de intelectual transformador, compartilhando conhecimento, privilegiando a diversidade, o diálogo, a esperança, a paz, atitudes, crenças capazes de conduzir os aprendizes ao desenvolvimento da consciência intercultural crítica, atenderá aos aspectos inerentes à verdadeira finalidade do ensino de LE.

Como educadores, devemos mostrar que a LE é útil, transforma, faz progredir quem dela se apropria, nos insere no mundo. Ela nos dá base para analisar, compreender, aceitar e participar da vida do outro.

Por fim, o processo, ao que tudo indica, parece estar sendo mal conduzido, negando política e/ou ideologicamente aos participantes a sua verdadeira finalidade, que é se preparar para conhecer outras maneiras de ser, agir, pensar e sentir. A LE é apenas um meio através do qual se possibilitará a intervenção no mundo. Por isso, precisamos acertar os passos, pensar e agir corretamente e com ética compartilhar o que tem sido ocultado a quem de direito.

Só assim as dimensões social, ética e política, inerentes ao processo de ensino-aprendizagem das línguas estrangeiras, entrarão em cena, desfazendo equívocos, atendendo à verdadeira finalidade desse processo.

FONTE: Disponível em: <http://www.sala.org.br/index.php/estante/academico/468-qual-a- verdadeira-finalidade-do-ensino-da-lingua-inglesa-na-escola>. Acesso em: 28 out. 2017.

Neste tópico, você aprendeu que:

• O communicative language teaching method é um movimento que foi criado em reação ao estruturalismo, que é o estudo das formas da língua, de sua estrutura gramatical, e ao behaviorismo, que aborda os reflexos condicionados moldando o comportamento.

• Na abordagem comunicativa, a atenção é voltada ao ato comunicativo, ou seja, a função dessa abordagem vai além da forma. O que se destaca é o significado e as situações que guiam o planejamento didático e a elaboração de materiais. • O communicative language teaching method busca uma aprendizagem que prioriza

a comunicação de maneira mais flexível em relação à utilização de técnicas eficientes provenientes de outros métodos.

• A lexical approach mostra uma abordagem diferenciada da aprendizagem da língua inglesa. A lexical approach, quando compreendida e inserida na aprendizagem, auxilia a abordagem comunicativa.

• A immersion possibilita a aquisição da linguagem de forma inconsciente por meio da experimentação e da vivência em situações reais, como o que acontece na aprendizagem do idioma nativo.

AUTOATIVIDADE

1 Complete o quadro comparativo que segue, apresentando o conceito e uma atividade que pode ser aplicada em cada um dos métodos estudados nesse tópico.

METHOD DEFINITION ACTIVITIES

COMMUNICATIVE LANGUAGE TEACHING LEXICAL APPROACH

IMMERSION

2 Nas questões ENADE são abordadas diversas temáticas relacionadas à didática da língua inglesa. Responda às questões 27 e 29 do ENADE/2014, aplicado para acadêmicos do curso de Letras – Inglês. Vamos exercitar, pois logo chegará a sua vez de participar do ENADE!

Questão 27: The Communicative Approach is one the most popular perspectives in modern language teaching. Considering its main characteristics and concepts, analyse the statements below.

I- The teacher uses drills in order to teach structural patterns. Students memorize sets of phrases with a focus on pronunciation and intonation. There are few grammatical explanations. Students learn vocabulary in context and through audio-visual aids. Correct responses are positively reinforced immediately.

II- Learners receive large quantities of information in the new language during initial lessons. Texts are translated and then read aloud with classical music in the background. The teacher uses large quantities of linguistic material to introduced the idea that language understanding is easy and natural. III- Understanding occurs through active student interaction in the foreign

language. Students learn strategies both for understanding and for learning tasks and exercises provide opportunities for students to negotiate meaning. IV- The teacher helps students select the appropriate phrases and know how

to control them, with good intonation and rhythm. There is no use of use of the learner's native language. The teacher uses patterns that contain vocabulary, and color-coded models for pronunciation ti guide the students' understanding without uttering a single sound.

V- Learners engage in interaction and meaningful communication. Learners' personal experiences and situations are very important and considered as an invaluable contribution to the content of the lessons. Using the new language in unrehearsed contexts creates learning opportunities outside the classroom.

a) ( ) I and II. b) ( ) I and III. c) ( ) II and IV. d) ( ) III and V. e) ( ) IV and V.

Questão 29: Na busca por informações que ofereçam novas opções de recursos tecnológicos para a sala de aula, um professor depara-se com o resumo de um artigo científico, apresentado a seguir.

This paper analyses the process of multimedia integration in English language classrooms equipped with interactive whiteboard (IWB) technology, and offers insights into the theoretical underpinnings of multimedia use in language learning from the perspective of cognitive learning theory. The data discussed here drawn from a study carried out as part of a PhD research program at Lancaster University (UK). The study was conducted within an interpretative research paradigm, and data were collected and analyzed according to a qualitative approach. In the first part, the paper discusses some perceived pedagogical benefits of adopting a multimedia-oriented approach in the IWB- based classroom. Secondly, it discusses a variety of potential problems related to the use of multimedia resources in the language classroom in the question. Finally, the paper draws upon the literature on multimedia learning to address the potential pedagogical implications of these research findings.

FONTE: Adaptado de <http://www.sciencedirect.com>. Acesso em: jul. 2014.

Com base no resumo apresentado, avalie as afirmações a seguir:

I- O autor analisa um contexto educacional específico com uso da lousa interativa como recurso tecnológico.

II- O autor discute os benefícios pedagógicos da abordagem com recursos de multimídia na sala de aula de línguas.

III- No artigo, são analisados contextos tradicionais e contextos com uso de recursos tecnológicos na perspectiva da teoria de aprendizagem cognitiva. IV- No artigo, são abordados possíveis problemas do uso de recursos

tecnológicos na sala de aula de língua inglesa. É CORRETO apenas o que se afirma em:

a) ( ) I e II. b) ( ) I e III. c) ( ) III e IV. d) ( ) I, II e IV. e) ( ) II, III e IV.

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