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1.2 - O UNVERSO É UM PROJETO INTELIGENTE?

No documento REPENSANDO O UNIVERSO (páginas 54-68)

O Universo conhecido é o que a ciência pode provar ou constatar ainda que precariamente. Significa cerca 4% (fala-se também em 4,6% ou 5%) da matéria de todo o Universo (matéria e energia conhecidas), como conclusão de cientistas, e que se admite como provável, até porque é o que está escrito também na doutrina espírita publicada há mais de 160 anos, sem entrar em detalhes percentuais. Lá diz que apenas podemos perceber uma parte ínfima da matéria, que parece à ciência estar chegando a menos de 5% como cálculo. Honestamente não se sabe bem como se chegou, e qualquer que seja esse valor, o fato é que se trata de uma percentagem mínima aquilo que podemos perceber, exatamente como está na Doutrina Espírita!

Não é objetivo do texto detalhes técnicos e tecnológicos, mas apenas usar qualquer número como ilustração.

Parece que o Universo seria composto aproximadamente, como diz a ciência, de 21% de matéria escura (azul), 75% de energia escura (verde), e apenas 4% de matéria que nos é perceptível chamada de “normal” (vermelho), conforme mostrado no gráfico abaixo. Parece que esses cálculos levam em conta a velocidade da luz, que conforme está também na Doutrina Espírita vale para a “matéria normal” para a outra matéria as leis são outras, e a própria ciência já começa a admitir isso, procurando “velocidades acima da luz”! O que importa é o conceito apenas. Segue o quadro que mostra esses números da ciência moderna, ainda que possam ser contestados.

pie.tif: Diagrama mostrando a distribuição aproximada dos componentes do Universo.

Fonte:http://chandra.harvard.edu/photo/2004/darkenergy/pie.tif

Na realidade, essa questão do Universo perceptível se chama na ciência de observável ou constatável, e disso decorrem cálculos que se limitam de fato à nossa percepção, como idade e tamanho do Universo, etc. Há o cálculo que chega que a massa do Universo seja 1054 kg! Leva em conta um suposto Raio e Vida do Universo baseado no Big Bang e no Telescópio Hubble, velocidade da luz tida como limite, etc. Isto é, determinando variáveis que assumimos como aceitáveis, podemos chegar a valores que também quisermos. O Universo se infinito, terá “peso infinito”, é matemático. Mas como coisa de fato, as contas que os cientistas chegam ainda que meros malabarismos matemáticos, indicam percebermos uma parte mínima do Universo, exatamente com o que está revelado na Doutrina Espírita há aproximadamente 160 anos atrás.

Pouco importa a precisão da conta, mas a relevância do conceito. Se entendermos que o Universo é “infinito” e que a velocidade da luz se refere apenas à parte do Universo que nos é

“perceptível”, estamos, então, falando do quê? De um pouquinho que a ciência já conhece dos 4% do Universo Material? E sequer se fala do Universo Espiritual?

Claro que para um cientista que “ganha” para fazer alguma coisa, a conta faz muito sentido! Mas o fato é que estamos falando de alguma crença em algo. O que salta aos olhos é a premissa que se contesta no texto de que enquanto os religiosos criacionistas se apoiam num

“milagre de Deus Infinito”, os cientistas evolucionistas se apoiam num “milagre de contas matemáticas”. Isso nos leva às seguintes considerações:

a) Tanto a religião como a ciência se referem aos mesmos fatos, apenas de “formas diferentes”. Na verdade, as “contas” da ciência nos levam a entender a realidade das revelações religiosas ao menos como revelação, e sempre muito antes da própria ciência, confirmando a história de que revelações na religião antecedem revelações na ciência. A ciência já confirmou nos dias atuais a “figura” de Adão e Eva, como a nossa origem humana atual, que ela rebatizou de “homem agrícola”!

b) Nem cientistas e nem religiosos são de fato ciência ou religião, e o que se encontram nas doutrinas ou teorias, que cada um desses figurantes expõe e se apresenta como respectivo defensor ou profeta. São meras crenças pessoais que se transformam em dogma de fé quando se engalfinham em discussões muitas vezes sem nexo de seus respectivos seguidores.

c) O dogma de fé onde quer que se instale e se impõem como verdade, é algo altamente contestado ao longo de todo o texto. Uma doutrina ou uma teoria é no máximo, uma presunção de verdade que demanda provas, que no caso do homem, ficam na contingência dos recursos para isso e é praia ou paradigma da ciência. Provar Deus seria trabalho do cientista, o religioso simplesmente acredita. E por que o religioso também não pode ser cientista, e vice-versa? E afinal, Deus dependeria de alguma crença, teoria ou doutrina?

d) A questão atual sobre qualquer fato ou fenômeno teria que ser vista à luz dos novos conhecimentos, apenas isso. Uma revelação feita há dois mil, há que ser analisada à luz dos conhecimentos e recursos modernos, e concluída da mesma forma. Quando Aristóteles concluiu pelo geocentrismo, ele estava certo, mesmo que dois mil anos depois em outras circunstâncias, se verificou que de fato estava errado.

Qualquer que seja o número, o fato é que, conforme diz a Doutrina Espírita, apenas percebemos uma parte ínfima da matéria no Universo, e qual sejam os percentuais se 5% e 95%, ou 1% e 99%, como conceito é indiferente para o propósito do texto como ensaio. Contudo, esses percentuais se tornam úteis no desenvolvimento do texto, de sorte que serão usados como se fossem verdades, ainda que de fato, é no máximo presunção limitada delas.

Como ilustração, segue abaixo parte do texto no Livro “A Gênese” da Doutrina Espírita, no seu capítulo VI, URANOGRAFIA, no item 60, diz:

“Acostumados, como estamos, a julgar das coisas pela nossa insignificante e pobre habitação, imaginamos que a Natureza não pode ou não teve de agir sobre os outros mundos, senão segundo as regras que lhe conhecemos na Terra. Ora, precisamente neste ponto é que importa reformemos a nossa maneira de ver.” (grifo do texto)

A hipótese do projeto inteligente é, evidentemente, extensiva aos outros 95% também, ainda que não possam ser evidenciados. É claro que não se trata de teorias ou ideias novas, pois

são as mesmas conhecidas como "ID" (Intelligent Design), a "Gaia" etc., mas como novas hipóteses de premissas que poderiam torná-las mais prováveis, como se presume! Essas ideias têm admitido Deus como “criador e construtor de tudo” como o “intelligent designer”, tidas como hipóteses criacionistas e que não podem ser verdades, simplesmente negadas pelo evolucionismo. Entretanto, por vários argumentos que se expõem, parece claro que a origem do Universo é inteligente, tanto quanto a origem dos seres vivos na Terra. É a tese que se procura mostrar.

A principal dificuldade da ciência parece começar no ponto em que temos de observar o Universo a partir dos 4% da “matéria normal” de que somos capazes de perceber, e dessa forma, entendê-lo! Mais ou menos como os óculos 10 graus para o míope quase cego. Representa os recursos como nossos sentidos, nossos artefatos, instrumentos, etc. Baseia-se no reducionismo cartesiano como um dogma de fé, uma vez que se deixam de lado os outros 96% de matéria

“desconhecida”, e nos reduzimos a tirar conclusões e teorias apenas sobre a menor parte que podemos conhecer ou constatar com os recursos que dispomos numa determinada época ou circunstâncias. Presume-se, então, a grande dificuldade que a máquina LHC, o grande acelerador de partículas de 10 bilhões de dólares terá, uma vez que se está tentando encontrar matéria desconhecida com equipamento feito com os 4% de matéria que se conhece. Redunda em querer que “óculos com mais tecnologia”, possam substituir a quase total falta de visão de quem vai utilizá-lo. Ainda hoje para a ciência reducionista ou dogmática, os 96% da matéria desconhecida do Universo são pouco mais do que meras crenças oriundas das religiões ou de instrumentos, mas em cujas fronteiras de fato, a ciência parece estar navegando através da “mecânica ou física quântica”. Na realidade, são percebidos fenômenos que não nos são familiares com os recursos que dispomos e leis que conhecemos, como era para os gregos o átomo como a unidade da matéria. Na realidade apenas intuíram, tanto quanto a gravidade como mero geocentrismo e assim por diante. Isso mostra a inequívoca condição ainda precária da inteligência do homem em evolução. Como a mesma matéria pode “estar em dois locais diferentes ao mesmo tempo”?

Simples, isso comum no Mundo Espiritual seria apenas “perguntar” como é, o que não quer dizer que teremos respostas que quiséssemos!

Devido a isso, podemos encontrar a discussão dialética do evolucionismo contra o criacionismo que se transforma em simples discussão de sexo de anjo, uma vez que os respectivos defensores falam de referenciais diferentes. No entanto, se admitíssemos algumas

“revelações” que poderiam ser melhor interpretadas racionalmente com as várias constatações que a ciência já tem, poderíamos resolver vários enigmas que são apenas conceituais, embora se mantenham no nível de doutrinas ou teorias que apenas se pode acreditar ou não até que se prove, e isso significa o julgamento pessoal sobre elas! Nem doutrina nem teoria são verdades, são presunções delas! Na realidade, nem sequer as nossas provas são verdades de fato, porque decorrem dos recursos disponíveis com a tecnologia do momento, e podem ser eventualmente questionáveis, além de que se modificam e evoluem diariamente. Então o conhecimento da matéria como mínima parece verdade, os percentuais não passam de matemática que construímos de acordo com nossos recursos. É como acreditar que o Big aconteceu a 13,6 bilhões de anos, crenças não se discutem.

Admitir ou entender uma coisa não significa conhecê-la e muito menos fazê-la! Admite-se o ponto geométrico ou a gravidade Admite-sem saber o quê e como são! Portanto, muito longe de serem antagônicas, a religião, a ciência e, por extensão, as artes, realizam em conjunto o conhecimento acumulado da sociedade humana ao longo dos séculos, desde o "Homem Adâmico" que hoje entendemos ser o mesmo "Homem Agrícola", e até muito antes só pelas obras arqueológicas mais recentes! As pesquisas paleontológicas ou arqueológicas dos fósseis e desenhos, artefatos e obras preservadas, e que em geral são tidas equivocadamente como provas de teorias, na realidade podem ser apenas evidências de algo, às vezes muito tímidas! As artes são mais fluentes sobre a inteligência do homem na antiguidade, e a religião foi o marco histórico dos registros escritos da sociedade humana que culmina na ciência, e nenhuma das três podem ser encontradas em qualquer outro ser-vivo na Terra. As três são criações racionais do

homem num processo claro de precedência no tempo. Nenhuma veio diretamente de Deus Infinito como se dogmatizam, e por isso mesmo, estão em constante e contínua evolução, mas que se pode entender que teologicamente, estar todas contidas no conhecimento infinito que não nos estará nunca disponível e sequer alcançável!

Trata-se apenas de uma questão formal desses três campos de conhecimentos, que o homem criou e acumulou para si mesmo ao longo da sociedade humana. Não se vê contradição, nem divergência etc. entre as três formas de conhecimento acumulados pela sociedade, pelo menos quando se coloca a inteligência na origem de tudo, desde que vistas sob seus respectivos paradigmas que sequer são ainda bem definidos, apenas admitimos uma definição no texto. As divergências decorrem das pessoas nas suas observações, interpretações e conclusões, que fazem parte da própria evolução do homem como ser-vivo inteligente, portanto, que pode errar e corrigir erros! A inteligência humana individual tem apenas a sua própria existência para acontecer, a sociedade dura séculos ou milênios, e como se tratará na Segunda Parte, a sociedade é algo espiritual e não orgânico, e supostamente eterno ainda que não infinito, tanto quanto o Universo que nos é perceptível. Como se verá na Segunda Parte, os acervos são de fato a

“inteligência da sociedade humana”, e também em evolução.

Com o advento da ciência, a forma mais racional de entendermos um fenômeno é através das leis que ela já conhece. E a compreensão do Universo passa necessariamente por reconhecer essas leis, não sendo racional entender um Universo cuja origem pudesse “ocasionalmente”

contrariar uma lei sequer. O que se tem feito em muitas discussões, é “ajustar” as coisas aos nossos respectivos dogmas de fé. Disso resulta com premissa que uma hipótese que contrarie uma lei, mesmo que uma única vez, é por definição, suspeita ou equivocada. O evolucionismo tanto quanto o criacionismo, falham exatamente por isso, porque contrariam de frente a lei conhecida da entropia em vários aspectos, o que se pode admitir como “meros milagres”. O Universo conhecido é matéria claramente arrumada, tanto quanto o ser-vivo é um organismo composto de elementos materiais claramente mais arrumados do que os meros elementos que o compõem. Organismo demanda entendimento melhor, como se verá também.

Outro equívoco crasso do evolucionismo é admitir que toda evolução começa num único ser ou entidade, ou seja lá o que for. No Universo é evidente que isso não funciona, e nem sequer a Vida na Terra. As espécies apenas vivem em “simbiose” de vida, UM ÚNICO SER-VIVO NÃO TERIA COMO VIVER AQUI NA TERRA, e como poderia ser “origem de todos os demais”? Como crença, não se discute. Não raro alguns cientistas “calculam” a probabilidade de um único evento acontecer entre infinitos, na tentativa absurda de mostrar a “ocasionalidade” da Vida. Chegam a algo assim como probabilidade de 1 sobre 1090 ou algo similar, coisa semelhante à ilustração acima sobre a massa do Universo. O cidadão cientista estava apenas confundindo estatística com probabilidade. A primeira é algo aplicável e, portanto, sujeita a erros, enquanto a outra é mera conta matemática. Também acontece que cientistas estejam procurando a “alma ou espírito” nos neurônios do cérebro, nada mais do que o absurdo de algum técnico em eletrônica procurar a inteligência do homem em algum circuito ou componente do computador.

Admite-se como premissa que a forma confiável de entender o Universo, é através de suas próprias leis, e não as contrariando. Uma lei importante e conhecida da matéria é a lei da entropia (2.ª lei da Física), para a qual existem inúmeras definições, mas presume-se que a ideia conceitual é apenas uma única:

"Espontaneamente, a matéria se degrada continuamente até o infinito"!

Esta poderia ser a condição de matéria original do Universo na sua condição de entropia infinita, impossível de continuar a degradação. Pela lei, seria preciso alguma energia

"externa" para torná-la organizada como conhecemos hoje o Universo, pela própria definição da lei da entropia, a partir dessa condição hipoteticamente elementar. Uma ideia equivocada de nossas próprias premissas, é que degradar significa “partir ou pulverizar”, assim algo se

“transformaria em pó”, ou algo semelhante. A matéria na condição de sua degradação ao infinito, não é necessariamente pulverizada no infinito, com partículas “infinitesimais”. A oxidação do

metal não necessariamente o pulveriza, mas o degrada a minério. A grande questão de fato é que não temos como “imaginar o infinito” sequer elementar no que seria a entropia infinita.

Outra confusão sobre “unidade” e que leva à interpretação de origem, é que na natureza há a unidade no conjunto até infinito, praticamente não se encontra a “unidade isolada” no sentido de único. A Vida na Terra não aconteceu no evento de um indivíduo único, nem sequer de uma espécie única. A matéria constatável é formada de átomo “unitário”, mas não um único átomo. A matéria degradada ao infinito pode ser entendida como na condição elementar, que se poderia entender como “unitária”, mas não um “elemento único”, mas uma massa de unidades no infinito. É como se pode entender a matéria na condição de entropia infinita, e se voltará ao assunto. É apenas nossa dificuldade de entender o infinito, e se está apenas expondo ideias.

Tratando-se apenas de uma situação hipotética, o Universo seria uma “massa” de matéria elementar na condição de entropia infinita, cuja “arrumação” redunda no que entendemos como

“organismos”. Então, qualquer arrumação dessa matéria elementar, seria em si mesma, um tipo de organismo, e daí que o átomo até já se sabe ser “organismo” composto de partículas ditas

“subatômicas” e cuja forma e “funcionamento” até parece semelhante ao próprio Universo que podemos perceber. Qualquer organismo significa essa matéria elementar “agrupada e coesa”, como um tijolo com o qual se constrói uma casa. Como outra conclusão lógica é que o Universo é “materialmente cheio”, não há vácuo no sentido de inexistência de massa, e pouco importa se matéria ou energia, que a própria ciência já demonstrou que são apenas “estados” diferentes da mesma coisa! Na realidade, sequer sabemos direito o que seja a matéria, conhece-se apenas

“seus estados” conforme a percebemos.

É o que também está escrito explicitamente na Doutrina Espírita, exceto que não menciona a lei da entropia, ainda que já fosse conhecida na época de Allan Kardec, e se está apenas ajustando uma lei conhecida a uma revelação já feita. A própria ciência já admite a inexistência do “vácuo”, que apenas existe para nós, como inexistência de ar e suas características físicas, como pressão, etc. Está explícito na Doutrina que o Universo é cheio, não há vácuo, e que a matéria tem como princípio, um elemento único elementar, que de fato comporia “os 100% da matéria do Universo”. Então, o que de fato entendemos como matéria e ainda de forma muito parcial, são esses míseros 4% do que de fato nos são perceptíveis. Está-se mostrando a convergência da ciência e religião, quando se ajustam os respectivos paradigmas.

Mas isso não significa o religioso Fulano e o cientista Beltrano quando em discussões que acabam sendo mera discussão de sexos de anjos. Quando individualizamos ideias, entramos nesse tipo de discussão.

Sobre o organismo há outra consideração que merece melhor interpretação e será objeto de um item especifico mais abaixo. Apenas antecipando, consideramos “organismo” um conjunto que tenha alguma função, assim, um punhado de areia não é de fato um organismo, mas apenas um agregado de areia, que, entretanto, faz parte da Terra, esta sim um organismo. O mesmo se diria de um “punhado de átomos”, ou um punhado de partículas subatômicas, se pudéssemos observar. A diferença básica entre um punhado de matéria e um organismo, é evidência da ação de alguma inteligência que introduz a “funcionalidade” à qual se liga automaticamente a “utilidade”. Um organismo pressupõe o atributo de utilidade ou funcionalidade que de fato explica a tal “complexidade irreversível” defendido por Michael Behe, e o grande problema é o “elo ou argamassa” que torna funcional, um punhado qualquer de matéria. Outra questão é que normalmente a funcionalidade se liga a alguma forma de “vida”

num organismo. Um carburador e um diferencial sozinhos e isolados, NÃO SÃO ÓRGÃOS FUNCIONAIS, e deixados como estão, virariam sucatas de materiais. O Helio sozinho não é funcional, mas como gas num balão, o conjunto se torna um veículo de transporte, tanto quanto o conjunto “automóvel+motorista”.

Um organismo qualquer só pode ter utilidade ou função, QUANDO PODE SE TORNAR VIVO SOB ALGUMA CIRCUNSTÂNCIA, e como corolário, ser capaz de realizar trabalho. É uma tese que se procurará mostrar no texto. Isso também nos permite entender que matéria agregada ou sólida por algum motivo tipicamente material, como a gravidade, não significa

“ser-vivo” ainda que possa se apto a se tornar circunstancialmente vivo, como a pedra no estilingue do garoto. Quando amarramos dois frangos pelas pernas, não quer dizer que “fabricamos um terceiro” ser-vivo, mas é evidente que uma parelha de bois puxando um carro, forma de fato outro ser-vivo juntamente com a carroça e o condutor. É uma questão de evidenciar inteligência apenas.

A "energia necessária externa" para arrumar a matéria, faz parte do mesmo conceito da lei, sem entrar nos detalhes conceituais matemáticos de “conjunto fechado ou aberto”, etc.

Considera-se o Universo Material como “conjunto material fechado” e hipoteticamente, o ÚNICO, de acordo com a própria ciência! A lei quer dizer que, espontaneamente, o Universo material só pode "desorganizar-se", de modo que o "acaso de uma organização natural" teria que ser o absurdo da probabilidade zero acontecer ou um milagre igual a um milagre de Deus, mais ou menos o absurdo moto-contínuo na ciência! Então, imaginar que uma lei pudesse ser

“quebrada” por acaso, é muito mais utópico do que imaginar que um Deus Infinito pudesse quebrar suas próprias leis, que por definição, teriam que ser perfeitas.

Como se pode imaginar cientificamente o Universo em sua condição de entropia infinita?

Por hipótese apenas, se de repente todo o Universo permanecesse em sua absoluta

Por hipótese apenas, se de repente todo o Universo permanecesse em sua absoluta

No documento REPENSANDO O UNIVERSO (páginas 54-68)