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REPENSANDO O UNIVERSO

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REPENSANDO O UNIVERSO

VOLUME I – O UNIVERSO E O SER-VIVO

Ariovaldo Batista – engenheiro e administrador de empresas [email protected] - Brasil

Texto iniciado em 2009.

MINISTÉRIO DA CULTURA – FBN

N.º Reg. 626.435 – Livro 1.219 – Fl. 201 – 29/06/2015

ÍNDICE DO LIVRO 0 – PREÂMBULO I PARTE – O UNIVERSO E O SER-VIVO II PARTE – AS SOCIEDADES HUMANAS III PARTE – AS NAÇÕES NO FUTURO IV PARTE – ILUSTRAÇÕES PRÁTICAS ÍNDICE DOVOLUME I 0 – PREÂMBULO I PARTE – O UNIVERSO E O SER-VIVO

IV PARTE – ILUSTRAÇÕES PRÁTICAS

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PREÂMBULO

ÍNDICE DO PREÂMBULO

0.0 - INTRODUÇÃO

0.1 - PRODURANDO ENTENDER OS PARADOXOS

0.2 - ENTENDENDO CRIACIONISMO E EVOLUCIONISMO 0.3 - DELINEANDO UM TEXTO A RESPEITO

0.4 - TRAÇANDO UM PLANO DE ESTUDOS 0.5- PROCURANDO EQUÍVOCOS

06 - RASCUNHANDO UMA IDÉIA

07 - ALINHANDO CONCEITOS E PREMISSAS 08 - ORGANIZANDO O TEXTO

0.0 - INTRODUÇÃO

Este texto como Volume I engloba três pares do texto completo, e é o resultado de alguns anos de estudos e pesquisas, a fim de procurar respostas pessoais para alguns sofismas ou paradoxos encontrados ao longo de uma existência. Em particular, sobre dois deles que de fato deram origem ao texto. O preâmbulo está na primeira pessoa do singular, como uma narrativa pessoal cuja finalidade é dar as diretrizes e premissas ao texto completo com outras partes que tratam de “argumentos” sobre as teses ou premissas admitidas neste preâmbulo. As outras partes serão descritas na terceira pessoa ou no plural. O texto começou a ser rascunhado na primeira década deste século, mas na realidade começou a ser esboçado mentalmente quando parei de trabalhar em fábricas no final dos anos 80, e sobrando mais tempo, comecei a pensar nos dois paradoxos que me acompanharam por quatro décadas aproximadamente. De saída, devo falar desses paradoxos.

O primeiro paradoxo de ordem religiosa ocorreu quando estudando num seminário no início dos anos 1950, me deparei com um sofisma que descobri alguns anos depois ser também argumento de muitas pessoas, inclusive dos que se consideram ateus.

Se Deus é Infinito em seus atributos, como se explicam injustiças, erros, destruições etc.?

Deus Infinito poderia errar e ser injusto?

O segundo, vinte anos depois, já na vida profissional, lendo um livro de administração no início dos anos 70 que não recuperei mais e me parece ser de Peter Drucker, dizia com minhas palavras em um dos seus capítulos:

A humanidade dispunha de conhecimentos, tecnologia, recursos e meios para atender as necessidades básicas de toda a humanidade, mas que inexplicavelmente, grande parte dela ainda vivia na absoluta miséria, perecendo de fome, de guerras, de revoluções etc.

O homem seria feito à imagem e semelhança de Deus por ambos serem injustos?

Foram dois grandes sofismas que me acompanharam por décadas, e em cuja origem se denotava claramente o conceito de injustiça como parte integrante da concepção humana, mas que de fato me pareciam paradoxais.

A resposta de um religioso ao primeiro sofisma foi que Deus não era para ser

entendido, mas adorado. Pareceu-me tão estranha na época que me levou a distanciar da

religião, ou melhor, da Igreja Católica, onde nasci e praticamente fui criado na infância e

adolescência. Isso implica num processo complicado de “culpa por nada”, mas é opressiva, e

quem já a teve pode entender. Condena-se uma pessoa ao inferno eterno que sequer se sabe o

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que seria, porque não assiste missa aos domingos, não comunga assim ou assado, não se confessa a um padre todo ano, etc. Como se isso pudesse ser uma “imposição de Deus Infinito”

para livrá-lo de algo totalmente imponderável e absolutamente desconectado de qualquer sentimento de justiça, além do que era o que eu mesmo estava questionando, SEM RESPOSTA!

A própria Igreja nas últimas décadas parece estar reformulando esses conceitos a bem da verdade antigos e ancestrais, mas que no núcleo da Igreja continua ainda sendo dogmas de fé, como minha presunção. O fato é que me tornei um católico que não praticava catolicismo algum.

O paradoxo que martelava e a consciência abatida de remorso foram-me tornando materialista por várias décadas, no sentido de me desconectar de qualquer religião ou igreja. Não se trata de criticar “regras ou cânones” de uma instituição temporal, que sem dinheiro, também fecha as portas como qualquer empresa, mas para a prática dogmática de rituais por coisas que não sabe se existem. Como meu objetivo na época era “cuidar da vida”, deixei para lá o sofisma.

O segundo sofisma o próprio autor analisava no início dos anos 70 do século passado, à priori chegando a conclusões nada melhores. Se a questão fosse fome, dizia o livro, bastaria fazer chegar ao local onde faltava, o alimento que sobrava em outro local, coisa amplamente viável e factível como os recursos que já se dispunham. Mas acontece que nos locais onde mais se aprofundava a fome, abundavam convulsões interinas e revoluções fratricidas, opressões ditatoriais etc. e os alimentos nunca chegariam aos que precisavam dele, mas se perderiam no caminho das injustiças. Então, continuava o autor, seria necessário antes que se levasse a educação para esses locais, coisa até mais simples de resolver com escolas e mestres transferíveis de onde estava melhor, para os locais onde isso se necessitava, isto é, aquelas mesmas regiões em litígios. Mas quem tinha fome não tinha como estudar. Além de que quem governava, não estava interessado em melhorar a educação do próprio povo. E se voltava ao ponto de origem.

E nessa forma de raciocínio, cada solução óbvia tinha implicações ou óbices complicadores mais óbvios ainda. Claro que o livro pretendia encontrar uma solução, que realmente não encontrou. Na realidade expunha soluções administrativas de fato PARA QUEM JÁ ESTAVA EM CONDIÇÃO DE ABSORVER SUAS CONSIDERAÇÕES A RESPEITO, e não atingia de fato quem o livro até criticava. Falava evidentemente para empresas e administradores “capitalistas” do denominado Primeiro Mundo, e para as sociedades que aspiravam de fato chegar lá mais rapidamente, além de que para as nações miseráveis falava apenas às elites que não passavam fome nem necessidades, até muito pelo contrário. Para os famintos que sequer sabem ler, de fato o livro não trazia mensagem nem solução alguma, e parece que muito menos falava para os governantes que faziam as coisas serem como são.

Deus não via isso, ou via e tudo seria assim mesmo? Naturalmente os dois paradoxos se encontravam, mas afinal, o problema não fora obra minha, e a solução também não parecia de minha alçada. Estava bem no início dos anos 70, formado engenheiro apenas 5 anos antes, como profissional técnico e administrativo.

O fato é que hoje podemos encontrar o mesmo estado paradoxal de 50 anos atrás, e na realidade, são os mesmos paradoxos que a história relata ao longo dos séculos de nossos conhecimentos. Em outras palavras, em termos de justiça social parece que a humanidade não saíra da era histórica das religiões. Coisa em torno de 4 mil anos atrás, e remontando a era do surgimento de Adão e Eva que coincidiria com o “homem agrícola” do ponto de vista científico em torno de uns 6 a 10 mil anos atrás. A história é um farto repertório desses desencontros da sociedade humana com a justiça, e nada indica que sequer estejamos saindo desse beco aparentemente sem saída, em plena era dos avanços científicos da comunicação que estaria numa nova fase da era atual do capitalismo iniciado no final da Idade Média.

Uma conclusão que me parecia absurda e irracional, mas conclusiva, era admitir que o homem seria semelhante a Deus exatamente por serem ambos INJUSTOS?! A religião não tinha resposta sobre Deus tanto quanto a ciência também não tinha sobre a Humanidade? Havia algo vago que na minha maneira de ver a vida mostrava um vácuo. Ou faltava algum elo que ligasse o que somos de fato e o que aprendíamos como homens em processo claro de evolução intelectual.

Mas quando me deparei com este segundo sofisma, estava em plena época de iniciação

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profissional, já envolvido na administração em empresa, em particular, na área da indústria automobilística, e por isso o automóvel será bastante utilizado neste texto como ilustração de vários conceitos. Decidi que a concentração na vida profissional era o fato prioritário na minha vida, e deixei de lado essas questões pessoalmente mal resolvidas. Então, me tornei alienado nas duas grandes perguntas que fizera a mim mesmo por longos anos. Afinal, não eram problemas meus.

Algum tempo depois, lendo o livro “O Homem que Venceu Auschswitz” de Denis Avey, uma autobiografia de Denis, um inglês, quando prisioneiro de Guerra nazista, e que voltaremos a falar na Terceira Parte. No último capitulo conta a história de outro prisioneiro alemão judeu no mesmo lugar, chamado Ernie (na prisão Ernest) num depoimento gravado nos EUA em 1995, na Fundação Shoah, e que se conheceram quando em cativeiro. No final da gravação esse outro depoimento diz para as futuras gerações:

- “Para que o mal triunfasse, bastou apenas que os bons não fizessem nada”

Isso me calou fundo, e algo que eu poderia fazer, era de fato registrar o que estava formulando como ideias, e de fato deu origem ao presente texto, que evoluiu conforme segue.

0.1 - PRODURANDO ENTENDER OS PARADOXOS

Por muitos anos esses dois sofismas me incomodaram como carrapichos grudados nas calças, que esporadicamente me picavam mas os deixava para lá. Afinal de contas não se tratavam de teorias ou argumentos, mas fatos, que como sofismas, pareciam querer me enganar.

Até que no início dos anos 90 do século passado, quando me desliguei da área industrial e com mais tempo, resolvi investigar o por quê desses fatos serem sofismas. A primeira suspeição que vinha de Deus me apontava algo equivocado nas religiões, e evidentemente comecei a procurar entender melhor sobre elas. Por incrível que pareça, isso não se consegue nas “igrejas” de cada religião, porque todas são eivadas de seus respectivos dogmas de fé, alguns dos quais sequer conferem com as próprias religiões que pregam. Foi um trabalho de garimpagem, principalmente via internet. Começando por estudar ou ler sobre as religiões, e me deparei com a Doutrina Espírita, codificada em alguns volumes, e comecei a perceber que várias das respostas aos sofismas estavam ali. Isso foi no início dos anos 90, depois me aprofundei mais na doutrina, mas já como “praticante” da religião, me atendo mais aos “princípios religiosos”. Eu não me lembrava do livro “A Gênese Segundo o Espiritismo” quando este texto começou a ser rascunhado no começo dos anos 2000, lido alguns anos antes. Mas recentemente relendo, ficou patente que a organização do presente ensaio seguiu “sem querer”, é um fato, seguia de certa a ORIENTAÇÃO DO LIVRO que trata do Universo Material e do próprio homem na Terra, como algo que tivesse registrado na memória. Por causa disso a Doutrina foi admitida como diretriz de conhecimentos religiosos no texto.

A doutrina espírita foi compilação de “revelações dos espíritos” através da atualidade científica daquela época (Kardec era um professor de matemática), surgindo, então, como

“Codificação Espírita” de Allan Kardec, 1856. A ciência estava praticamente sendo

“estruturada” nessa época. O ensaio procurou ver a mesma coisa, sob o ângulo de discussões filosóficas que são feitas hoje. Na época não existiam as correntes “criacionista e evolucionista”

que hoje procuram explicar a origem do Universo e do próprio homem, em duas doutrinas que apesar de afins, se tornaram antagônicas, como se verá ao longo do texto. Quando disse “sem querer” na organização do texto, quis dizer não ser “ato de vontade”, mas apenas “ato de intuição”, que também terá explicação mais adiante como instinto. Hoje comparando o livro espírita com o texto, parece nítida a impressão de que um foi plágio do outro na sua organização, mas o conteúdo de ambos, ainda que convergentes, são diferentes, como entendo. A Doutrina Espírita não fala de política, e este ensaio é inteiramente político a partir da Segunda Parte, no sentido de sociedades e sistemas de governos.

Depois, à medida que o tema avançava, o outro sofisma aparecia quase que naturalmente

e a explicação não estaria apenas na religião, mas também na ciência, e em particular na política,

e por extensão, na própria sociedade humana. À medida que principalmente se misturava ciência

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com religião, descobria entrar num campo de debates e discussões que estranhamente se tornava minado, e se entrava fundo nas questões filosóficas e políticas, além de tecnológicas também. O Universo me parecia ser um fato de complexidade tecnológica, o ser-vivo um simples mistério religioso ou um enigma científico, enquanto a sociedade humana um fato de complicação filosófica. Na realidade me deparei com conceitos antagônicos em debate e que me pareciam de fato OUTROS PARADOXOS HUMANOS. Em princípio, mais dois deles. As tais ideias criacionistas e evolucionistas sobre o Universo, sobre o ser-vivo na Terra e sobre o homem em particular. Tudo parecia girar em torno de conceitos e premissas que se adotavam e se admitiam como verdades, mas que pareciam de fato não ser verdadeiros!

De um lado, um Universo inteiramente de origem inteligente e decidida na visão religiosa criacionista tendo Deus como sua “origem inteligente”. De outro lado um Universo totalmente aleatório e casualmente espontâneo na visão evolucionista tendo uma origem absolutamente nihilista e que parecia ser a visão científica mais solidamente admitida, ainda que apenas se opusesse à outra como tese dos seus respectivos conteúdos. Permeando tudo isso, uma “guerra”

filosófica incompreensível entre religião e ciência, numa sociedade humana incapaz de solucionar seus problemas sociais, com recursos suficientes para tal. E o Universo era, é e continuará sendo como é, pouco importam nossas teorias ou doutrinas. Uma revista espírita no início dos anos 90, dizia: “procuramos saber o que fomos sem saber o que somos”.

E tudo isso ainda com uma história religiosa de homens sábios com uma visão futura do

“paraíso e inferno eternos” criados pelo homem, após a morte! Mas que a realidade mostrava homens de uma elite social, entre os quais esses próprios sábios, estavam vivendo num “paraíso terrestre” e a maioria humana do povão de fato vivendo num “inferno” da própria Terra! A presunção clara é que as causas, tanto quanto as soluções, estariam nas elites das sociedades humanas, que é um fato, porém, não tão bem explicado.

Senti-me propenso a me questionar se afinal, como muitos defendem na ciência, a Vida começa e termina aqui mesmo na Terra? Não há de fato Deus algum, e tudo seria um “nada”

antes e depois de uma simples vida de alguns anos apenas? Mas, por outro lado, os próprios ateus não tinham respostas para suas próprias crenças em “nada” como origem e fim de tudo? A credulidade pura e simples é admitir o que seja improvável, com a credulidade racional do que seja provável. Estava claro que a questão da crença estava mal explicada tanto na ciência como na religião. Estatisticamente parece que a maioria das pessoas são “crentes”, isto é, acreditam em algo, e pouco importa sua probabilidade. Nas extremidades estão “os fanáticos crentes e os fanáticos descrentes”. A 'vantagem' seria para os crentes pois tanto acreditam naquilo que pode ser verdade como naquilo que pode ser mentira. Os fanáticos descrentes “só acreditam” naquilo que pode ser mentira ou verdade provada, porque para ser verdade, é preciso que se provem para eles. Contudo, a questão da prova demanda existência de recursos para isso, certamente campo da ciência.

Na frente se verá a diferença entre crença e fé. Crença é pensamento, fé é ação pelo pensamento. Então, se alguém acredita em Deus, existe para ele na forma como imagina, se não acredita, espera que alguém lhe prove o “improvável”, até mesmo para o ateu! Mas podemos transformar essa crença ou descrença em fé? Isso é ação, e Deus serve para alguma ação ao homem? A história como se verá, mostra que o homem vive disso desde Adão e Eva.

Então, afinal, a vida começa e termina aqui na Terra? Uma boa frase sobre Deus Criador está no livro “A Morte e Seus Mistério” -1917, do astrônomo francês Camile Flammarion (1843- 1925), que também foi um grande defensor da Doutrina Espírita:

“Se os besouros imaginassem um criador, esse criador seria para eles um grande besouro?”

Deus só faz sentido para o homem depois que evoluiu com sua inteligência, que imaginou o criador como um “grande homem”, e depois o “supremo infinito”! Claro que não faz sentido nem para besouros nem para qualquer outra espécie viva na Terra.

O que se pretende de fato é expor a conclusão sobre perguntas que não tinham respostas.

Então, me pareceu claro que havia duas correntes filosóficas a respeito do Universo e dos seres-

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vivos na Terra, em particular, a respeito do homem, mas que de fato explicavam pouco, exceto suas próprias desavenças, e que se convencionavam chamar de “criacionismo e evolucionismo”.

Qualquer uma das duas são verdades para quem acredita nelas, em pouquíssimos casos é possível qualquer constatação ou provas. O fanatismo se concentra nas duas pontas da questão.

0.2 - ENTENDENDO CRIACIONISMO E EVOLUCIONISMO

Pareciam apenas duas “correntes acadêmicas” que se contrapunham colocando-se entre dois extremos da interpretação do Universo e da Terra habitada pelos seres-vivos, sem dar solução a problemas tão corriqueiros do próprio homem. Parecia claro que a questão tinha fundo claramente religioso, mas continuidade claramente científica, e nisso tudo ainda havia as artes que até então, sequer eu tivera percepção de como entrava na problemática. Mas se tornou evidente sua participação na história.

Na realidade estava acabando de tomar consciência que estava dentro de uma imensa biblioteca humana, cuja origem estava nas próprias coisas que o homem fazia como suas criações e agricultura, construções, artefatos e principalmente seus registros escritos. Esses registros escritos se originaram nas artes, depois se concluíram nas religiões e estavam evoluindo através da ciência. O homem parecia depender de doutrinas e teorias em cuja base apenas existe como sólida, a crença nisso ou naquilo. Ficava cada vez mais claro que os conhecimentos humanos estavam divididos em três acervos como se fossem salas distintas, mas na realidade são mutuamente complementares, sinérgicas e convergentes. São as ARTES, RELIGIÃO E CIÊNCIA que paradoxalmente, os homens teimavam entender se tratar de “conceitos antagônicos”, e não meras salas de conhecimentos disponíveis ao próprio homem. E quem fazia essas distinções absurdas como bibliotecas, eram exatamente as respectivas elites de sábios de cada acervo do conhecimento. Na realidade começava a parecer claro que os paradoxos nada mais eram do que resultados dos equívocos das elites de sábios, quando isolados cada um no seu respectivo acervo de conhecimento, o religioso na religião, o cientista na ciência e o artista nas artes. Seria como burros que usam tapas quando colocados para puxar carroças, para limitar sua própria visão.

Parecia clara que a origem das correntes criacionistas e evolucionistas surgia desse isolamento de cada sábio na sua respectiva área de “atuação profissional”. Eu mesmo me comportara de forma igual, quando optara pela prioridade profissional como finalidade da vida, deixando de lado as considerações intelectuais da própria humanidade. Parece uma conclusão soberba e orgulhosa sobre os sábios, mas na realidade, uma conclusão melancólica, conforme se argumentará ao longo do texto.

0.3 - DELINEANDO UM TEXTO A RESPEITO

Era clara a origem das correntes. De um lado começavam no que se podia entender nos sábios gregos que na realidade contestaram os dogmas religiosos de como se podia ver o Mundo Material no qual vivemos, inclusive, nas questões políticas de cada respectiva sociedade. De outro lado, aconteceu o evento de Cristo que também fazia a mesma crítica aos dogmas religiosos de como se podia ver o Mundo Espiritual que o homem apenas intuía ou acreditava existir. De originalidade aparecia clara a existência dos dois mundos, o Material e o Espiritual. O final da Idade Média e a emergência do capitalismo permitiram o surgimento do “cientista filósofo” que se reconhece pelo que se chama “ciência reducionista” na qual se originou o tal

“evolucionismo”, ainda que tenha início na doutrina de Darwin da “seleção natural”. Contudo,

no campo religioso, se continuou o ranço dogmático de que as coisas são como algumas pessoas

dizem que são, e se formava na corrente “criacionista” cheia de dogmas de fé! No fundo, pessoas

ditando dogmas de fé, impostos quando havia poder para isso. Começava a ficar claro que os

paradoxos decorriam desse viés de ver o mundo sob dois aspectos diferentes que se tornavam

antagônicos, mesmo que o mundo continuasse como de fato era e sempre foi e não dependia de

corrente alguma!

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Havia claramente um acumulado de equívocos amarrados em posturas dogmáticas de ambos os lados, e parecia claro que se deveria procurar entender o que eram e onde estavam esses equívocos, se de fato existiam. O trabalho pessoal de pesquisa passou a se dirigir nesse sentido. Onde as duas correntes estavam equivocadas, ainda que cada uma na sua própria direção? O que parecia claro de início é que as coisas são como são e não como nossas doutrinas ou teorias diziam que fossem. Vários filósofos diziam a mesma coisa, contudo no velho farisaísmo de faça o que eu digo e não que o eu faço, comuns nas correntes surgidas como iluminismo, racionalismo, positivismo etc.

As linhas gerais do texto são baseadas em conceitos e premissas, muito mais do que em fatos e constatações e por isso tem o caráter de ensaio e não de tratado. O preâmbulo se desenvolve como um relato pessoal, enquanto as demais partes na terceira pessoa do singular ou primeira do plural, onde de fato se argumentam as ideias. Essa consciência se tornou uma premissa para exposição das ideias contidas no preâmbulo cujos argumentos serão expostos nas partes seguintes. Parecia-me claro que a humanidade se perdia em conceitos e premissas que se tornavam antagônicos ao invés de serem convergentes e sinérgicos. Algo parecido com aquela figura de dois burrinhos amarrados por uma corda curta, querendo alcançar dois montes de feno, EM CONDIÇÕES OPOSTAS. A “corda curta” se tornava uma vilã, PORQUE FALTAVA A AMBOS A CONSCIENCIA DE JUNTAR CONCEITOS onde a convergência era clara. Ao invés disso se concentravam no que era divergência tipicamente do homem que discute. A corda tinha outra finalidade, que não era impedir que os burros comessem, mas era atender outros objetivos de quem os alimentava!

0.4 - TRAÇANDO UM PLANO DE ESTUDOS

É bem da verdade que não houve no início a intenção de escrever absolutamente nada, apenas entender, e se possível, desvendar a origem e causa daqueles paradoxos que me acompanhavam como carrapichos que vez ou outra picavam.

Parecia claro que os equívocos começavam nas religiões. Comecei por procurar entendê- las melhor, mas, como logo me deparei também com conceitos “científicos”, dei uma parada em me aprofundar em religiões, e resolvi ler mais sobre o criacionismo, que logo de início parecia claro que junto com evolucionismo, entendi ser meros equívocos de pontos de partida. Quase que imediatamente surgia a figura do ateísmo que logo conclui se tratar de fato

“DOUTRINÁRIO”, e que seriam as bases evolucionistas e materialistas principalmente na área biológica da ciência, ainda que se admita como presunção pessoal. A diferença básica entre criacionismo e evolucionismo mostrava de fato “doutrinas” de como se ver, se entender e se explicar o Universo como um todo, o ser-vivo na Terra e o homem à parte. Essa parecia a ordem natural a ser desenvolvida no texto.

A ciência começou a entender que deveria ou poderia haver vidas em outras partes do Universo, e as religiões tomadas no seu todo, asseverava QUE EXISTIA DE FATO ESSAS VIDAS. A diferença é que religião dizia isso como alguém que “sabe sem precisar explicar”, e a ciência apenas “pretendia encontrar” essas vidas sem recursos para isso. No fundo, se tratava de algo convergente, que divergia apenas nas visões pessoais das pessoas que se amarravam apenas nas revelações religiosas de um lado ou científicas de outro que apenas dependem de nossa capacidade de ver e constatar. Isto é, duas posturas que pareciam antagônicas por posturas equivocadas. Como duas pessoas olhando para uma mesma nuvem de pontos diferentes, uma vendo um elefante e a outra um bicicleta, e discutindo sobre o que viam não conseguiam ver de fato o que seria uma nuvem.

Os pontos básicos da discussão residiam na doutrina estabelecida pela Bíblia e

evangelhos. Estamos falando do mundo ocidental onde emergiram os tais “criacionistas”, e os

que se baseavam na doutrina darwinista da “seleção natural” da obra de Charles Darwin sobre as

espécies vivas, cuja origem, na realidade, foi o reducionismo científico ou cartesiano. A Bíblia

tinha como referência de autoridade ser uma “revelação direta de Deus”, enquanto Darwin se

baseou na interpretação pessoal sobre os “organismos vivos” que observava. Será que uma visão

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estava certa e a outra errada, ou ambas poderiam estar equivocadas ao mesmo tempo? Aqui se podia começar por investigar equívocos de ambas as correntes que se tornaram antagônicas, ainda que ambas olhando para a mesma coisa como aqueles observadores de uma nuvem.

Uma coisa parecia clara. No início da humanidade NÃO HAVIA EVOLUCIONISTAS OU CRIACIONISTAS, havia pessoas que se diziam sábias ou profetas que explicavam como as coisas eram ou seriam. Essas diferenças claras de visões e conhecimentos começaram de fato a se tornar evidentes há muito poucos séculos atrás, praticamente coincidindo com a “ciência atual”, conforme a entendemos hoje. Vamos dizer que nossos antepassados conheciam a religião como doutrinas, e a ciência apenas como prática de vida. Qualquer indício de evolução ancestral de sociedades se pode apenas entender através do que sobrou de suas obras que chamamos de

“engenharia”, ou de suas artes, que no fundo acabavam por se confundir. Então, ficava claro também que artes, religião e ciência sempre estiveram presentes nas práticas das sociedades humanas, O QUE ERA MAIS ATUAL ERAM DOUTRINAS QUE SE CONFRONTAVAM!

Além disso, à medida que me aprofundava, a coisa era historicamente mais parecida na evolução da sociedade humana do que contraditória. A história das religiões se assentava em descrições de guerras contínuas, e a história da ciência parecia se assentar na mesma coisa, AS GUERRAS. Se a origem da ciência e da religião era a guerra, o que se tornava outro paradoxo difícil de entender, por que os conceitos religiosos não coincidiam com os conceitos científicos?

Tudo parecia uma série de equívocos, dos quais se gerariam os paradoxos. Parecia sempre mais claro que a questão seria procurar os equívocos em se assentavam as crenças do lado dos criacionistas e do lado dos evolucionistas, pois equívocos só podem ser por meras convicções pessoais que se chama aqui de CRENÇAS.

Mas algo continuava sem resposta. Um Deus injusto teria como efeito uma humanidade também injusta? E isso seria a “revelação” do homem feito à imagem e semelhança de Deus? Só valia para o homem e NÃO VALIA PARA AS DEMAIS ESPÉCIES VIVAS? E haveria um

“deus” para os homens, e outro “deus” para a natureza, ou nenhum para nada?

Tudo fazia pouco sentido, e isso me levou a alinhar vários argumentos que evidentemente teriam que ser “escritos”, daí surgiu o esqueleto do presente texto, que circunstancialmente poderia evoluir para um livro. Estamos falando de algo que aconteceu no início dos anos 2000.

Na realidade, começara a escrever textos isolados expondo comentários sobre vários temas, em geral, surgidos em artigos, textos, livros etc., e até desconexos entre si. Como não fazia parte ativa de nenhuma sociedade cultural, encaminhava alguns desses comentários às origens quando possível. Às vezes dava em diálogos e várias críticas, às vezes se perdiam no vazio. Muitas vezes esses comentários eram apenas arquivados, além de que discussões em vários fóruns também contribuíam para uma visão mais clara e pessoal sobre a questão. Mas o fato é que aos poucos, eles iam sendo aprofundados e organizados.

0.5 - PROCURANDO EQUÍVOCOS

Do ponto de vista prático parece que eu conseguia irritar tanto os crentes religiosos que se entendiam como criacionista, como os fanáticos ateus que formava a corrente os evolucionistas! Coisa que me pareceu estranha no início, mas depois também não ficou difícil de entender, CRIACIONISTAS TINHAM A TENDÊNCIA DE SEREM “CAPITALISTAS”, E EVOLUCIONISTAS, DE SEREM “COMUNISTAS”. O que uma coisa teria a ver com outra?

Outro paradoxo inexplicável? Não se trata de todos serem assim ou assado, mas de alguma

“tendência” que ao longo do texto se procurará mostrar a origem. Parecia que a explicação básica desse novo paradoxo é que “evolucionistas e socialistas” se auto-intitulavam “científicos”, e por exclusão, os criacionistas eram “religiosos”. Nada mais do que outros grandes equívocos.

Parecia claro que os paradoxos surgiam na esteira dos equívocos.

Com o tempo, as ideias esparsas começaram a tomar forma, e daí surgiu o esqueleto que

se pretende expor neste preâmbulo, e que redunda no presente ensaio, que não tem a pretensão

de ser doutrina, ou teoria ou sequer modelo artístico de absolutamente nada, apenas filosofia

como exposição de ideias.

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A doutrina criacionista dizia que tudo era obra de um Deus Infinito como ORIGEM E CAUSA. A doutrina evolucionista baseada no que se pode observar e constatar, dizia que as coisas não poderiam ter Deus como origem, que sequer se poderia provar ou constatar sua existência. Mas se Deus não era a origem e a causa, e se sabia que não poderia ser o homem, TUDO NÃO PASSARIA DE UMA MERA CIRCUNSTÃNCIA FACTUAL OU DE UM ACASO, cuja origem deveria estar em “nada”. Isto é, AS COISAS ACONTECERAM SEM CAUSA OU ORIGEM ALGUMA. E os seres-vivos também se apresentavam assim pelo entendimento de que tudo acontecia por “seleção natural”, que foi de fato a grande ideia de Darwin.

Então, surgiram duas outras correntes similares e afins, a do “intelligent design”

tipicamente criacionista e a do “nihilismo” tipicamente evolucionista como respectivas origens das coisas. Nenhum evolucionista que se preze admite o nihilismo, mas não tem outra explicação plausível! Também se procurará expor no texto. Já, então, parecia claro que os dois paradoxos se desenvolviam em dois contextos distintos, porém, afins e isso já dava o indício do texto em duas partes claras, a primeira cuja origem era o paradoxo de Deus, e a outra, o paradoxo da sociedade humana.

A conclusão inusitada e até feliz para mim já nessa época, foi:

Deus não era injusto, simplesmente porque tudo o que encontrávamos de injustiças, não eram de fato suas obras, a ideia já era clara mas os argumentos não eram claros.

A própria Terra Habitada, e por extensão o próprio Universo como conhecemos, não poderiam ser obras pessoais desse Deus Infinito, e estava aí porque o “boneco de barro” da Bíblia era apenas uma caricatura pictórica do homem adâmico da religião ou agrícola da ciência.

Mas ao mesmo tempo não poderia ser obra de um “nada” que teria que ser outro “deus” igual ao primeiro da concepção religiosa. Somavam-se a isso leis que a ciência já conhecia como as leis da física, e uma delas dizia que para se arrumar a matéria, haveria que ser através de alguma força ou energia externa a ela. Espontaneamente, tudo degradaria até o infinito. Então, algo não poderia surgir do “nada”, mas a questão é que isso fosse Deus.

Logo, os criacionistas claramente religiosos e místicos, e os evolucionistas claramente ateus e materialistas, se assentavam em conceitos e premissas que claramente não levavam a um entendimento do Universo e nem sequer da Terra Habitada. Em particular, tendo o homem no seu centro, e parece que aqui começavam os equívocos. Pareceria ser um absurdo nos nossos dias dois sábios, um da ciência e outro da religião, pudessem “estudar e avaliar” um OVNI, e pudessem discutir ser obra de “Deus” ou de um “nada”, mas era nisso que se reduzia a discussão.

Qualquer aluno primário saberia que se trataria de obra de alguma inteligência semelhante à do homem, e nenhum sábio poderia concluir de forma diferente!

O teor dos argumentos é como se tratasse de contestar apenas criacionistas e evolucionistas, mas na realidade se trata de contestar ideias em geral que sejam equivocadas.

0.6 - RASCUNHANDO UMA IDEIA

Por outro lado, toda questão religiosa e científica apontava para um Universo onde o homem estava no seu centro, expresso no termo “antropocentrismo”. Na realidade todas as teorias equivocadas do Geocentrismo estavam assentadas de fato nas teorias do antropocentrismo. Pouco importava a Terra ser Centro de alguma coisa, mas o homem, sim, era o Centro do Universo, e a grande obra de Deus. Apenas que parecia ser um homem burro, ingrato, imbecil, equivocado etc., ao mesmo tempo que era inteligente e criador também! Poderia ser por mero acaso da natureza ou também demandaria melhor interpretação?

As premissas conceituais de ambas correntes, pareciam claramente equivocadas no seu núcleo de argumentos, e essa seria uma linha ou premissa para o desenvolvimento do texto.

Dessa forma, parecia claro também que as injustiças que encontramos no homem

decorriam de fato de suas próprias obras. Por isso era clara sua condição de estar em processo de

evolução, e que contrastava com o restante da natureza viva, aparentemente num estado

estagnado e quase fixo, embora os evolucionistas viam de forma diferente por uma mera seleção

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natural. Mudanças pareciam “meros acasos”, como entendiam os evolucionistas, mas estava evidente que as interpretações mereceriam ser melhoradas em ambos os casos. O Universo e a própria Terra não eram obras Deus, e também não mostravam perfeição em absolutamente nada, pois tudo está em transformação. Como a referência era o próprio homem, PARECIA QUE AS COISAS ESTAVAM EM EVOLUÇÃO, que explicariam a doutrina evolucionista. Mas se estava falando de “coisas que pareciam ser”, não de coisas que “eram”!

Parecia-me claro que não sendo o homem o construtor do Universo, e que não sendo Deus Infinito e quase probabilidade alguma de ser o “nada”, teria que ser algo capaz de fazer o Universo que conhecemos e da forma como homem também fazia seus artefatos, DE FORMA INTELIGENTE! E isso concordava também com a concepção de OVNI inteligente sob qualquer ângulo.

A ideia parecia clara, e esse se tornou um argumento central a ser exposto e tratado no texto no que se denominou de Primeira Parte e cuja origem era entender o primeiro paradoxo de um “Deus Infinitamente Injusto”. Mas seja lá o quê ou quem fosse, teria que ser “alguém”

inteligente como o homem, ou melhor, acima do homem, e descartava-se de saída “inteligência de coisas”. Um grão de areia ou satélite artificial só poderiam mostrar inteligência constatavelmente através do próprio homem, e não se admitia, então, outra forma de inteligência, exceto Deus. Uma casa se faz com areia, MAS NÃO É INICIATIVA OU DECISÃO DA MESMA, isso era claro e constatável, tanto quanto um ninho não é decisão dos gravetos que o constroem. A primeira confusão parecia ser que coisas podem parecer “ser inteligentes”, mas de fato não eram!

O texto é, portanto, apenas o meio de mostrar o pensamento de alguém, o meu. E todos os livros são feitos assim? Acho que são por isso não precisamos mais de profetas como os da antiguidade. TODOS QUE PODEMOS EXTERNAR NOSSOS PENSAMENTOS, SOMOS AFINAL, PROFETAS, tentando “revelar” algo que parecia oculto, senão para todos, pelo menos para cada um de si mesmo. A coisa que se demanda nos dias de hoje, é a clareza na exposição, coisa que os profetas principalmente da antiguidade não tinham, ou porque não tinham recursos para isso, ou porque se precisava de alguma forma de misticismo ou “inspiração”, que pareceria inútil e supérfluo hoje. Mas não eram no sistema de caciques e pajés, que ainda governa o mundo até hoje. Este tema de pajelança dos governos será repetidamente malhado no texto.

Isso me diferenciava basicamente do meu cão ou de qualquer outra espécie que me rodeia, e. se nos aprofundamos mais, me parece ser também a resposta que todos os filósofos procuram, e se realizavam através de teorias ou doutrinas formulando perguntas que não tinham respostas como:

QUEM SOMOS, PARA O QUE AQUI ESTAMOS E PARA ONDE VAMOS?

Alguém conhece algum cão capaz de explicitar preocupações desse tipo? Mas as teorias se assentavam num vasto conteúdo de pesquisas, interpretações e conclusões sobre essas preocupações, enquanto as doutrinas tinham fundo meramente místico ou revelador. Tudo se baseava em “ritualismo”, que de fato organizava as explicações. O “modelo científico” surgiu na ciência, e o “ritualismo religioso” nas religiões, e tinham por finalidade, dirigir a crença de cada um para o que os “homens sábios” estabeleciam como verdade a ser acatada. Algo sobre biologia teria que ser escrito por biólogos; de filosofia por filósofos; de religião por teólogos etc. E todos vastamente lastreados por diplomas, títulos, imensa bibliografia e exposição de conhecimentos típicos profissionais, e que parecia ser de fato, a ritualística e a base de “autoridade de quem escrevia”. E contestar certos “dogmas” seria objeto do ceticismo fatal, na época em que existiam as inquisições. O equívoco não está nos ritualismos, mas transformar o ritual em mero dogma de fé.

O ritualismo serve como ajuda, mas não é origem de nada. Na realidade os homens

considerados sábios usavam o processo de “domesticação” dos animais para doutrinar os

próprios homens, considerados “ignorantes”.

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Outros tipos de livros, como os romances, etc., têm outro tipo de abordagem e se baseiam tipicamente na capacidade imaginativa de quem elabora uma história, e mesmo que baseada em algo real, na realidade, é sempre IRREAL ou imaginativa ou fictícia. Mas o fato é que qualquer escrito de fato revela alguma coisa que o autor estivesse querendo “expor”, e isso me parece ser filosoficamente a tal “profecia”.

Mais tarde descobri que coisas como eu pretendia escrever ERAM CHAMADAS DE ENSAIO, aos quais muitas vezes se dava pouca atenção nos meios profissionais porque pressupostamente se baseavam na opinião pessoal de quem escreve fugindo do ritualismo conceitual. Enquanto o TRATADO se assentava em coisas mais concretas de pesquisas, opiniões abalizadas, etc., e tinha uma ritualística própria, que na ciência se chama “modelo científico”, na religião algo como “teologia” ou algo similar.

Então, o texto teria que ter o caráter de ensaio sem seguir de fato algum ritualismo explícito, mas a ideia era encontrar premissas que fossem mais prováveis para mim mesmo, e dessa forma pudesse servir de leitura para os outros. Estava claro que o texto não teria que ser uma obra científica, nem religiosa e nem meramente literária. Mas um alinhamento de novas premissas e pontos de partidas que pudessem de alguma forma, eliminar ou mesmo minorar os equívocos que se transformavam em paradoxos. Na realidade, estava procurando tirar

“carrapichos” das minhas calças. De qualquer forma, o texto que poderia redundar num livro, e aí sim teria que se enquadrar em alguma forma de “ritualismo” porque senão não se encontram

“editoras”, mas como mero texto, teria a forma de mero Ensaio sem ritualismo alguma a ser seguido. Não é doutrina religiosa nem teoria científica de absolutamente nada, nem sequer tem a pretensão de ser uma arte gráfica ou escrita, apenas expressão de ideias, que se consideram também como “filosofia”. Muito menos tem a intenção de ser alguma corrente filosófica, religiosa etc.

Entretanto, o que pesa é sempre o conteúdo pouco importa a ritualística de algo que pudesse ser alguma revelação. Uma missa promove a fé ou crença de alguém, NÃO MUDA NADA NO UNIVERSO NEM NO PRÓPRIO HOMEM COMO É OU COMO DEVERIA SER apenas pelo ritualismo da mesma, o mesmo se admite para um tratado ou um ensaio. Mas é evidente que pode mudar o próprio homem que acredita e segue o ritualismo. Confundem-se rituais com conteúdos um equívoco de saída que se procura evitar no texto. Uma missa é um ritualismo que não mostra verdades, apenas cria algumas, tanto quanto várias ficções científicas, como por exemplo, o Big Bang, como se verá no texto.

Algo que surgiu também de forma clara foi que as Artes, as Religiões e a Ciência eram de fato acervos de conhecimentos que a humanidade acumulara como sociedade. Enquanto a ideia de um Deus “ditando regras ou escritos” parecia ser mais mera crença religiosa do que realidade de fato. Como tal, não havia lógica colocá-las como meros acervos mutuamente em confronto.

Faltava claramente a definição de paradigmas que pudessem colocá-las em cada tipo ou área de conhecimento humano, como respectivo nicho de acumulação de conhecimentos. Daí que as incongruências ou divergências se assentavam na indefinição de nichos, e não propriamente no acervo de conhecimentos. Este seria outro argumento a ser tratado no texto.

O que parecia também claro era a conceituação de “justiça e injustiça”, que são claramente conceitos do homem a partir da evolução de sua inteligência. Nenhum outro ser-vivo percebia essa diferença entre justiça e injustiça. Logo cedo surgiu o conceito de “lei” como base da questão. É tido como “lei”, e estava claro que na natureza tudo se rege por leis, que a própria sociedade humana também se rege por leis, apenas umas não são feitas pelo homem e as outras são feitas por ele. Justiça e injustiça só fazem sentido onde existam leis e o Universo parecia uma clara consequência de leis. A grande lei dos seres-vivos na Terra parecia ser “viver e procriar”, cujo começo e fim estariam no “nascer e morrer”.

0.7 - ALINHANDO CONCEITOS E PREMISSAS

Comparando a natureza com o próprio homem, começava a ficar claro que uma grande

semelhança entre Deus e o homem, ERA DE FATO A FACULDADE DE CRIAR LEIS. Não

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tinha como entender um “nada” criando leis, assim parecia mais racional que a postura criacionista de uma origem divina era mais defensável do que a postura nihilista evolucionista, e a base seria a interpretação do que se entende por lei.

Parecia ficar cada vez mais claro que o texto deveria focar o Universo Material e o Ser- Vivo como uma parte dos argumentos, e o próprio homem formando sua sociedade como a outra parte. Eu teria que falar sobre o Universo Material e o ser-vivo na Terra, e entender os seres- vivos através dos organismos materiais que os formam com elementos e órgãos que seriam a base unitária tanto do Universo como dos seres-vivos na Terra. Algo que os gregos já haviam intuído quatro séculos a.C. inclusive sobre os átomos como a base da matéria. Parecia muito claro que a ciência tratava o assunto de maneira muito mais confiável e prática do que a religião, mas ao mesmo tempo não era clara a posição dogmática dos evolucionistas. Era claro que o homem inteligente tinha o Universo Material para ser constatado, mas seus próprios sentimentos, intenções etc. no que concerne aos seres-vivos na Terra ESTAVAM FORA DESSA CONSIDERAÇÃO como postura científica. Era claro também que a religião e as artes estavam direcionadas especificamente para os “sentimentos do homem”, enquanto a ciência para o que nos cerca, inclusive o próprio homem como “organismo material”! Sentimentos não eram claramente originários da matéria como conclusão óbvia.

Então, a ciência parecia se orientar para a matéria que podemos constatar, enquanto a religião e as artes para o homem na sua condição de ter uma inteligência em evolução inclusive na sua própria sociedade dita humana! E como tal, o homem começava a se confundir com sua própria sociedade ou agrupamentos de homens. Restava, contudo, uma definição melhor para o

“próprio ser-vivo” na Terra, porque não foi constatado até hoje ser-vivo em outro local do espaço, mas que apenas como revelação ou presunção, haveria que ter. E o que emergia com clareza era que ao invés de contraditórias, religião e ciência eram convergentes e sinérgicas, cada uma no seu respectivo nicho. Como se verá no texto, quando a ciência trata de sentimentos em particular do homem, procura evidência no seu organismo cérebro, algo semelhante a se procurar evidências do sentimento do motorista do automóvel, através de simplesmente analisar o processador eletrônico que o comanda materialmente. Vai-se procurar melhorar essa ideia.

Quando isso teria começado com o homem? A inteligência racional nas espécies parecia praticamente estacionária ou estagnada ao longo do tempo até o homo-sapiens, e isso nos faz pensar que as outras espécies “não pensam”. A espécie humana parecia ter forma diferente, ainda que até o surgimento de “Adão e Eva” na concepção religiosa ou do “homem agrícola” na concepção científica, a própria inteligência “melhorada” da espécie era voltada exclusivamente para a atividade de viver e procriar, comum a todas elas. Várias espécies também eram

“criativas” nas suas formas de viver, mas apenas o homem parecia “criar” suas formas de vida, mormente depois de Adão e Eva. Hoje se sabe que “invenções” do homem ancestral em nada diferiam de invenções que outras espécies também faziam para viver, exceto que o homem conseguia “evoluir” e fazer algum tipo de arte, como desenhos, construções, artefatos etc. que maioria das outras espécies não pareciam aptas a fazer, ou melhor ainda, EVOLUIR. O homem agrícola ou adâmico mostrava outra abordagem de inteligência.

Pensar parecia claro ser sinônimo de inteligência em evolução, quando estagnada, se confundia com “INSTINTO”. Algo na questão da inteligência parecia também mal explicado. A formiga, o macaco, a ave ou a bactéria de hoje se comportam quase igual aos seus ancestrais de início de cada espécie e praticamente igual em qualquer lugar da Terra, exceto por algum tipo de adaptação local e no tempo. Mas é evidente que a forma de vida de cada espécie mostra uma forma de inteligência também diferente. Cada indivíduo da espécie “aprende” a viver e procriar desde que nasce até morrer. Ao longo de sua vida cada indivíduo de cada espécie faz praticamente a mesma coisa que todos os indivíduos da mesma espécie ao longo do espaço e do tempo, como se o processo de aprendizado fosse estático, geral e acabado, exceto por algumas questões locais que evidenciam certo grau de adaptação. Parecia claro que “aprender”

demandava inteligência. Mas o fato lógico é que uma formiga evidencia algum tipo de

inteligência diferente do macaco. Cada espécie se comporta de forma diferente de outra, espécies

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novas surgem enquanto outras desaparecem ao longo do tempo de vida na Terra, e isso acontece numa forma sucessiva que aponta claramente para um processo evolutivo e DE FORMA PRATICAMENTE INSTANTÂNEA na concepção de tempo na história. O estágio mais elevado aponta para o homem, cuja evidência é sua inteligência racional em claro processo de evolução, e claramente “acelerado” a partir do homem Adâmico ou Agrícola. Tudo apontava para a questão evolutiva que se relacionava à questão da inteligência, e que merecia ter melhor argumentação. O grande segredo da Vida parecia estar em entender o que seja a inteligência do ser–vivo. Parecia mais claro que a questão da evolução se dirigia para a questão da inteligência.

O equívoco de Darwin parecia estar claro na questão de observação. Ele observou organismos materiais que circunstancialmente se tornavam vivos, e descreveu a evolução das espécies olhando para os respectivos organismos que conseguia de fato observar. Claro que confundiu organismo com ser-vivo, e seu equívoco foi tornado dogma de fé que se espalhou pela “doutrina evolucionista”! Como se mostrará ao longo do texto, organismo não é necessariamente o ser-vivo, cuja definição sequer existe tanto na religião, como na ciência ou nas artes.

O que se pretende mostrar é que as teorias e doutrinas se originam a partir de observações, interpretações, criações e inspirações, que resultam em conclusões. Estas se diferenciam a partir de premissas que se admitem ou não como verdades, decorrentes de nossa própria capacidade de ver com os sentidos e instrumentos, e também com a mente em evolução.

Quanto Aristóteles admitiu a premissa de que a Terra era o centro do Universo, teve como origem sua observação absolutamente correta de que as coisas “caíam para ela”. Apenas porque os recursos que tinha para observação não lhe permitiam entender a diferença entre “cair e ser atraído”, que Newton pode diferenciar perfeitamente 20 séculos depois. O fato é que algumas coisas “caem para a Terra”, outras ao contrário, dela se afastam, e isso é que Aristóteles de fato observava. Explicou por que coisas caiam, mas não explicou por que outras coisas dela fugiam.

Um simples equívoco de “recursos de observação”, que também contaminou a “seleção natural”

de Darwin, como minha presunção! E é claro também que estamos falando do homem inteligente e pensante.

As teorias e doutrinas, que me parecem se localizarem convencionalmente na ciência e religião respectivamente, decorrem de observações, interpretações e conclusões que via de regra, são pessoais e, portanto, são meros “palpites” que emanam de pessoas que evidenciamos como

“gênios ou sábios”, porque são capazes de revelar coisas que de fato não sabíamos num determinado estágio ou época da sociedade humana, e nos quais, por algum tempo, passamos

“acreditar” como verdades. Mas o fato que me parecia claro é que mesmo os gênios são homens cuja inteligência está em processo de evolução cuja essência se estabelece também na forma de erros e acertos. Daí parece natural que ao homem através de sua inteligência, possa confundir

“observações” com “verdades”. Essa seria a origem de uma doutrina ou de uma teoria, onde se postula ou se admite presunções como se fossem verdades. Desenvolveu-se por outro lado a prática de que a unanimidade determina a verdade ou também a mentira.

O que se conclui das teorias e doutrinas, é que procuram “revelar” o que se teorizam

como prováveis aquelas coisas que sequer temos como constatar e muito menos provar. Todas

um dia teriam que ser “comprovadas”, e isso significaria de fato a evolução do homem. Mas

estamos na Terra há apenas alguns míseros decênios de séculos, e a própria Terra como a vemos

hoje tem mais de 4 bilhões de anos! A finalidade do texto muito antes de contestar realidades de

observações, é constatar equívocos de princípios que nos levam a interpretar e concluir sobre os

fatos e os fenômenos. Esse é um foco básico que o texto procura desenvolver, a partir de que o

ser-vivo é inteligente e cujo organismo material é também obra inteligente, exatamente

como se pode entender melhor o que o próprio homem faça na Terra. Isso é constatável hoje, e

se tudo segue leis, o que não temos como constatar ontem, não poderia ter origem muito

diferente. A constatação da lógica está em se admitir que a mesma lei que rege o ser-vivo na

Terra, pouco importa se uma bactéria ou o próprio homem, deverá ser também a que comanda o

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que o homem possa fazer nos seus artefatos, que claramente demandam a evolução de sua própria inteligência.

Do ponto de vista de que a Terra habitada seja um processo inteligente, não há porque não se admitir que o próprio Universo também não o seja, e daí admitir-se que há “vidas” em outras partes do mesmo como atestam as religiões, é mera consequência desse ponto de partida.

A única divergência é entender que Vida em outros lugares há que ser igual ou semelhante à nossa aqui na Terra, um mero equívoco dogmático. As religiões dizem o contrário, a ciência pensa em encontrar “indícios” através de encontrar “ambiente semelhante” em algum outro lugar. De formas diferentes, tanto a religião como a ciência concluem a mesma coisa, O HOMEM COMO A VIDA NA TERRA NÃO É EXCEÇÃO DE DEUS ALGUM, é apenas um fato que na Terra segue leis, simples como é.

O fato que evidencia o homem ser diferente dos demais seres-vivos na Terra se compõe do conhecimento individual de cada homem vivo, mais o conhecimento acumulado das sociedades humanas ao longo do tempo. Então, parecia que a continuidade do texto deveria ser dividida em duas partes básicas, ENTENDER O QUE SEJA O UNIVERSO MATERIAL de um lado, e ENTENDER QUE O SEJA O HOMEM NO CONTEXTO DE VIDA NA TERRA de outro lado. O fundo de tudo era de fato procurar como a inteligência do homem evolui. E para isso se postulou e se admitiu as premissas que se resumem abaixo.

a) O Universo e a própria Terra habitada como conhecemos não são processos aleatórios ou "por acaso", mas determinados e planejados, e que não sendo obras pessoais de um Deus Infinito para o qual não teriam utilidade alguma, como definição, logicamente demandam outras inteligências para isso. Quem poderiam ser essas inteligências?

b) Os seres-vivos não podem existir apenas na Terra, deve haver outros seres vivos no Universo, ainda que não necessariamente iguais a nós como organismos materiais, decorrente da mera admissão da inteligência na origem do próprio Universo. A questão básica é que “ser-vivo”

não é apenas seu organismo material. As religiões revelam isso sem constatar, mas que se torna digno de crença. Daí ser necessária uma definição ou pelo menos um entendimento sobre a Vida na Terra que não seja um “mistério” da religião, nem um mero “enigma” da ciência. Admite-se no texto que está melhor formulada nas diversas religiões que apresentam “revelações”, do que na ciência que pretende expor “conhecimentos” evidentemente na sua infância de desenvolvimento. Sequer se sabe o que é de fato o DNA, como funciona, etc., e já funciona como é praticamente desde que a Terra tenha surgido como planeta.

Portanto, não é nada inédito, apenas uma concordância com “revelações nas religiões”, e se admite no texto a Doutrina Espírita como a mais recente e mais explícita nas questões materiais. Até por isso é confundida com “ciência”, e digo confundida por que se tratam apenas de meras interpretações pessoais. Nesse aspecto e também em vários outros, se deixa explícito que as religiões apenas também se complementam e se convergem naquilo que de fato sejam seus paradigmas. Tanto quanto os vários ramos da ciência explicitados apenas como CIÊNCIA, enquanto ainda não temos a RELIGIÃO, e convivemos com “religiões” que não se entendem em conceitos que devam ser unívocos entre todas, como por exemplo, Deus, a Vida, o Universo etc..

tendo como fundo sempre a questão da inteligência do homem em constante evolução.

c) O grande mistério para o homem é realmente o “infinito”, no qual se insere o conceito

de Deus, porque nossa mente é finita e raciocina dentro dessa limitação, e o mais próximo que

nos torna compreensível é o “eterno” que significa ter começo pelo menos. Isso nos leva à

concepção de certas filosofias como o “argumento cosmológico de Kalam” que basicamente

admite que tudo há que ter começo, e na sua origem há uma causa. Como se originou na

argumentação criacionista, se conclui que na causa se chega a Deus. Esse argumento não é

objeto nem de análise nem de discussão, até porque o próprio criacionismo é contestado neste

texto, mas o argumento de que em tudo haja começo, está na concepção inteligente do homem ao

entender o que seja eterno, e absolutamente incompreensível para ele o que seja infinito. A única

forma de entendermos algo infinito é fazer imagens dele, ou simplesmente ACREDITAR. Nada

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diferente dos princípios geométricos primitivos do “ponto e reta” da mente humana. Parece claro que o homem parece “acreditar”, coisa que não podemos inferir nas demais espécies, e novamente, por apenas limitações de observações, como se verá no próprio texto onde se procurará mostrar que todas as espécies também “acreditam”. Acreditar é evidência de inteligência, que também se percebe claramente nas demais espécies. Apenas se precisava mudar posturas ou premissas de observações.

d) Tudo o que poderia ser um fim ou objetivo útil há que estar contido em leis.

Consequentemente, a origem de tudo, sendo Deus ou o que quer que se admita, tem de ser a fonte das "leis" nas quais o Universo existe. Disso decorre a diferença conceitual entre CRIADOR E EXECUTOR. Deus faz sentido como Criador, mas não como Executor, e a origem do Universo está de fato nas leis que se emanam dos princípios. Sob essa lógica, tanto Deus Infinito como um “nada”, fazem o mesmo sentido à incompreensão que nos é típica sobre o infinito.

e) A aleatoriedade constatável ou interpretada, pois às vezes são meras interpretações, necessariamente há que seguir alguma lei, que significaria o conceito de "livre arbítrio". Somos

“livres” dentro das leis, fora delas estamos sujeitos ao retorno aos limites das mesmas através do que podemos constatar como as sanções! É como entender que o condutor de um trem é livre para conduzi-lo em cima dos trilhos e conforme normas e procedimentos pré-estabelecidos! Se não faz isso, PROVOCA ACIDENTES ATÉ FATAIS. Quer dizer, podemos acreditar naquilo que nos convencemos ser racional para nós mesmos, mas não somos livres para agir fora das leis, pouco importa nosso grau individual de evolução intelectual. É a lei do comportamento pessoal que nos leva ao tal livre arbítrio. A crença em si não é a verdade, que logicamente estará na concordância e acato das leis naturais, que se entende como “moral”, cuja ação nos leva à

“justiça” no convívio do próprio homem nas suas sociedades!

f) Acreditar é um sentimento, cuja ação, é a “fé”. Esta “remove montanhas”, crenças não removem nada, e claramente evidencia a existência de inteligência quando se evidencia, principalmente, sua própria evolução! O dogma de fé é a imposição de uma crença como verdade, que de fato não existe para o homem em evolução. Entender é uma ação inteligente, que se realiza no “saber”, mas este não decorre automaticamente do primeiro. Entender a mágica não significa saber como fazê-la, que demanda tecnologia e treino, isto é, TRABALHO. A fé decorre da evolução da inteligência pelo trabalho.

g) O Universo, tanto quanto a Vida na Terra existem porque se enquadram em leis, e o conhecimento é mera forma de evolução da inteligência, que á base da Vida e da Existência do Universo. Como coisas, são, portanto, intelectualmente decididas, e como tais, há que ter alguma utilidade para alguma coisa!

São 7 premissas que deverão ser a coluna vertebral de todo o texto.

0.8 - ORGANIZANDO O TEXTO

O assunto em si se dividia em três grandes temas: O UNIVERSO, O SER-VIVO NA TERRA E, AS SOCIEDADES HUMANS, como temas de argumentação das teses ou premissas do Preâmbulo. Como organização de ideias se optou por separar nas Partes que seguem, formando um texto completo ou em três volumes, com o resumo abaixo. É anexada também uma ilustração de experiência prática do autor.

1) PARTE I – O UNIVERSO EM QUE VIVEMOS

Trata do Universo Material onde se presume a questão da “matéria”, admitindo-se como

verdade à priori o outro Universo dito Espiritual, que de fato não é objeto do ensaio em questão,

apenas é admitido. Trata também do ser-vivo, e por consequência, a própria Vida na Terra, que

ainda não tem uma definição satisfatória e consensual tanto na religião, como na ciência e

também nas artes, e, evidentemente, será abordada a Evolução de Darwin e o evolucionismo. Na

realidade, não se trata de propriamente definir, MAS DE CONCEITUAR as origens das coisas,

(16)

da Vida e a questão das espécies na sua evolução na Terra. Decorre basicamente do primeiro paradoxo sobre Deus, e se destaca o entendimento sobre a INTELIGÊNCIA.

O que se pretende de fato é a proposta de novas premissas ou princípios que levarão a argumentações diferentes que visem respostas aos paradoxos, mistérios e enigmas do Universo e dos próprios seres-vivos na Terra. Na realidade, decorre do paradoxo sobre Deus como tema religioso, no que se entende como “hipótese criacionista". Deus é colocado na origem de tudo, que na realidade levou a uma segunda hipótese dita evolucionista, que simplesmente o nega como essa origem e postula uma origem “fortuita ou casual” no seu lugar. O que se argumenta é o equívoco de ambas essas origens, e a proposição de outra hipótese que substituiria as duas existentes, na presunção de ser mais racional e constatável no próprio homem. Eliminar um enigma ou mistério ou paradoxo não significa eliminar a ignorância, que demanda trabalho!

2) PARTE II – AS SOCIEDADES HUMANAS

Focaliza o ser-vivo homem propriamente dito. Decorre do segundo paradoxo enunciado.

Tratará das Sociedades Humanas e o objetivo é encontrar forma de se entender e até solucionar os mesmos sofismas ou paradoxos que residem nas formas de injustiças que se abatem sobre a humanidade através do comportamento mútuo dos homens e até do mesmo com as demais espécies, desde sua existência histórica. A ênfase será que sem as novas premissas e princípios que norteiam nossa visão pragmática sobre a Terra e o próprio Universo, ficaremos ainda presos a dogmas de fé em geral equivocados. Além de não solucionar paradoxos inexplicáveis, se tornam origem dos mesmos, e nos mantém presos a mistérios da religião e enigmas da ciência. Parecem claro que enigmas e mistérios são de fato meras ignorâncias. Os paradoxos na realidade são típicos das sociedades humanas em evolução, e se destaca o entendimento sobre NECESSIDADES HUMANAS.

3) – III PARTE – AS SOCIEDADES HUMANAS NO FUTURO

No início da elaboração do ensaio não se pensava nesta parte, e apenas surgiu como continuidade de quem começa a escrever. Não basta apenas apontar equívocos, quando também não se apontam soluções. Como os equívocos são dos homens e os problemas praticamente decorrem deles, as soluções seriam obviamente no sentido de se eliminar equívocos dos quais surgiram os paradoxos apontados. E como os problemas da humanidade na realidade acontecem nas suas respectivas sociedades, esta parte aponta rumos ou caminhos para que se possam continuar a evolução das sociedades humanas, se possível sem equívocos e sem paradoxos.

Também tem o mesmo formato de ensaio, não se tratam de normas, modelos, regras etc., mas de conceitos e premissas que podem orientar as leis, que de fato redundarão na correção ou eliminação de problemas e paradoxos da sociedade humana. Destaca-se nesta parte o entendimento obre os CONHECIMENTOS HUMANOS.

4) - PARTE IV - ANEXOS

São meras ilustrações factuais que dão base a uma ideia qualquer. É composto de dois apenas, mas fica em aberto para outras ilustrações quando necessárias.

Trata-se de experiência pessoal do autor onde se procura adequar a vida prática e profissional a conceitos argumentados no texto, e tem apenas o aspecto ilustrativo de diversos argumentos apresentados, em particular na questão administrativa do processo capitalista de produção.

ANEXO 1 – ADMINISTRAÇÃO DE PESSOAL EM EMPRESA ANEXO 2 – TERCEIRIZAÇÃO

O texto completo é divido em 3 volumes, cuja intenção é que sejam de certa forma

independentes para as respectivas leituras, daí que se faz algumas repetições. Este texto em

particular, é o conjunto completo do trabalho.

(17)

I PARTE – O UNIVERSO EM QUE VIVEMOS

ÍNDICE DA I PARTE

1.0 – INTRODUÇÃO

1.1 - O QUE É A INTELIGÊNCIA

1.1.1 – O MECANISMO DA INTELIGÊNCIA DO HOMEM 1.1.2 – A INTELIGÊNCIA PODE “MANUSEAR” A MATÉRIA?

1.1.3 – CONCEITOS DE INTELIGÊNCIA DO HOMEM 1.1.4 – O QUE É DE FATO A INTELIGÊNCIA?

1.2.- O UNVERSO É UM PROJETO INTELIGENTE?

1.3 - O QUE É O UNIVERSO E A PRÓPRIA TERRA?

1.4 - O QUE É O SER-VIVO?

1.4.1 - O QUE É UM ORGANISMO VIVO?

1.4.2 - TODO SER-VIVO PRECISA DE ORGANISMO?

1.4.3 - O QUE SÃO OS INSTANTES DA VIDA?

1.4.4 - QUAL É A DEFINIÇÃO DA VIDA?

1.4.5 - POR QUE A TERRA É HABITADA?

1.4.6 - AS ESPÉCIES ESTÃO EVOLUINDO NA TERRA?

1.4.7 - COMO UM SER-VIVO PODE GERAR OUTRO?

1.5 O QUE MUDA NA CIÊNCIA, ARTE E RELIGIÃO?

1.5.1 – A CIÊNCIA E O UNIVERSO INTELIGENTE 1.5.2 - A RELIGIÃO E O UNIVERSO INTELIGENTE 1.5.3 - AS ARTES E O UNIVERSOINTELIGENTE

1.6 – CONCLUSÃO 1.6.1- O UNIVERSO 1.6.2 - O SER-VIVO

1.6.3 - OS ACERVOS DE CONHECIMENTOS HUMANOS

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