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1.1 CONTEXTO E PROBLEMA DE PESQUISA

1.2.2 Objetivos específicos

Levando em conta o anteriormente apresentado e desenvolvendo um pouco mais o objetivo geral é possível enumerar uma série de objetivos específicos que marcarão o desenvolvimento desta pesquisa:

– Contextualizar e descrever o Programa de Integração de Tecnologia na Educação, desenvolvido pelo grupo de pesquisa Laboratório de Experimentação Remota da UFSC;

– Descrever o Grupo de Trabalho de Experimentação Remota Móvel;

– Apresentar as ações de integração de tecnologias na educação realizadas pelo GT-MRE;

– Realizar questionários com membros das comunidades beneficiadas (docentes e alunos), membros da equipe e especialistas externos ao GT-MRE, a fim de entender os benefícios gerados pelo projeto.

1.3 JUSTIFICATIVA

O Grupo de Pesquisa Laboratório de Experimentação Remota (RExLab), foi criado em 1997, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), e desde então vem desenvolvendo, ações de integração de tecnologias na educação brasileira. Amparado em uma filosofia de

desenvolvimento e utilização de ferramenta de baixo custo, visando atender principalmente a rede pública de ensino. O RExLab, prioriza o uso de experimentos remotos, desenvolvidos com tecnologias de baixo custo, o software livre e os conteúdos digitais abertos.

O Programa de Integração de Tecnologia na Educação, integra ações e projetos de pesquisas e de extensão desenvolvidos pelo RExLab a partir de 2007. Seu início foi a partir do projeto intitulado “Utilização da experimentação remota como suporte a ambiente de ensino- aprendizagem na rede pública de ensino”, apoiado financeiramente pelo Fundo Regional para a Inovação Digital na América Latina e o Caribe (FRIDA). O sucesso no desenvolvimento do projeto foi formalizado em convite para apresentar o projeto no “1º Encuentro FRIDA: Investigaciones en Tecnologias de la Informacion y Comunicacion y politicas publicas en America Latina y el Caribe”, em Montevidéo, da “mesa redonda: Experiencias de investigaciones exitosas financiadas por FRIDA”.

Em 2011 o mesmo projeto, foi selecionado como um dos quatro projetos mais inovadores na educação brasileira. A seleção foi realizada pelo Instituto para o Desenvolvimento e a Inovação Educativa (IDIE) da Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) e patrocinado pela Fundação Telefônica. O estudo foi realizado em âmbito nacional, e foram identificados 64 projetos inicialmente considerados relevantes sobre a inovação em educação com o uso de TIC, onde 26 foram caracterizados como realmente inovadores e destes quatro projetos foram considerados de vanguarda e sofreram uma análise aprofundada. (PADILHA; JIMENEZ; PRAZERES, 2012).

Também em 2011 o mesmo projeto foi um dos escolhidos para representar o Brasil no “VI Encuentro Internacional EducaRed 2011”. Em fevereiro de 2012 foi tema em debate promovido no evento Campus Party em mesa de debates intitulada: “Mobilidade digital e educação: a escola para além de seus muros”, que teve como objetivo trazer a reflexão sobre essa nova forma de pensar a educação, a partir da apresentação de diferentes práticas de uso de dispositivos móveis, como celulares e laptops, com fins educacionais.

Em 2012, foi aprovado o projeto “Utilização de Experimentação Remota em Dispositivos Móveis para a Educação”, no edital CNPq/VALE S.A N° 05/2012 - FORMA-ENGENHARIA. Também em 2012, o subprojeto RExMobile desenvolvido por pesquisador que participa do projeto e do grupo do RExLab, ficou em segundo lugar no programa Campus Mobile do Instituto Claro concorrendo com outros 1.300.

Em 2014 o projeto “Utilização de Experimentação Remota em Dispositivos Móveis para a Educação Básica na rede pública de ensino” foi aprovado e obteve apoio financeiro junto ao FRIDA, na convocatória “Escalamientos FRIDA 2014”. Este tipo de convocatória visa aportar novos recursos para projetos bem sucedidos dentro o programa, logo, o motivo de obtenção dos recursos foi a continuidade do projeto apoiado pelo FRIDA em 2008, pois, a equipe nunca parou de executar este projeto e evoluiu no mesmo.

Também em 2014, obteve a aprovação do projeto “GT-MRE - Grupo de Trabalho em Experimentação Remota Móvel” junto a RNP "Rede Nacional de Ensino e Pesquisa", projeto este que foi novamente contemplado para sua fase II em 2015 e tem como objetivo: Desenvolvimento e implementação de protótipo com pelo menos oito experimentos, aplicação móvel e conteúdos didáticos para dar suporte à validação. Em 2014, obteve aprovação do projeto “Proposta de estratégia metodológica para a integração tecnologia no ensino de disciplinas STEM na Educação Básica da rede pública” junto ao CNPq, edital CNPq Universal 2014, com período de realização de 36 meses.

Ainda em 2014, o projeto foi destaque, como exemplo em atividade, no “NMC Technology Outlook for Brazilian Universities: A Horizon Project Regional Report” (JOHNSON; BECKER; et al., 2014)

Em 2015 o projeto “Integrando tecnologia na Educação Básica” foi finalista do desafio "Tecnologia é Ponte: diminuindo distâncias na educação", promovido por Ashoka-Changemakers/Embratel/Instituto Claro, com o projeto "Integrando tecnologia na Educação Básica". Também em 2015 o grupo aprovou a proposta de programa “Promovendo a inclusão digital em escolas de Educação Básica da rede pública a partir da integração de tecnologias inovadoras de baixo custo no ensino de Ciências Naturais e Exatas”, no Edital PROEXT SESU 2016.

E finalmente, em 2015, a aprovação do projeto VISIR+ Educational Modules for Electric and Electronic Circuits Theory and Practice following an Enquiry-based Teaching and Learning Methodology supported by VISIR. Este projeto é focado nas áreas de circuitos elétricos, eletricidade básica e eletrônica, e que se destina a teoria e prática de circuitos, a partir da utilização de experimentação remota e que conta com a participação 12 IES, da América Latina e Europa.

Diante da problemática apresentada, relacionada às carências de infraestrutura nas escolas de Educação Básica da rede pública e da necessidade de capacitação dos docentes, em relação ao uso pedagógico das TIC, foi buscado um caso, bem sucedido, de integração de tecnologia

na educação. Um projeto ou programa que contemplasse a capacitação dos docentes, em relação à integração das tecnologias digitais nas salas de aulas e a integração destas tecnologias nas atividades didáticas dos docentes, porém, priorizando soluções abertas, de baixo custo e focada na rede pública de ensino. Neste contexto o GT-MRE pareceu adequado, pois, cumpre todos os requisitos estabelecidos, sendo reconhecido nacional e internacionalmente.