Qual é a qualidade especial da pessoa que se submete à Terapia Primal? Não existe nenhuma qualidade especial de paciente. Eles variam dos dezessete aos quarenta e oito com a maior porcentagem entre vinte e trinta. As suas ocupações variam indo desde antigos frades até profissionais de toda espécie inclusive muitos psicólogos e artistas. Da mesma forma que a condição de educação de classe média é um fator importante na terapia convencional, o mesmo acontece com os intelectuais na Terapia Primal. Os pacientes vêm de todas as religiões e de todas as partes do país bem como de muitas subculturas.
O grosso de meus pacientes já passou por outras espécies de terapia durante muitos anos desde a psicanálise, a terapia racional, a terapia Gestalt, a existencial, o tratamento de Wilhelm Reich. Com a exceção dos métodos de Reich, todas as outras escolas usaram uma variedade de técnicas tendo como centro o uso do insight, que discutiremos mais tarde. Tivemos pacientes solteiros, casados e divorciados. O estado conjugal dos pacientes é, muitas vezes, importante. Se for mais velho e tiver família, ele vai ser mais difícil de tratar. Isso será devido ao fato dele haver lançado suas raízes irreais numa relação com uma esposa neurótica ou talvez tenha escolhido um emprego irreal junto com amigos também irreais. Em resumo, ele tem que abrir mão de muita coisa até se tornar real, e não são muitos os que estejam dispostos a isso depois de atingirem os quarenta ou cinquenta. Quando uma pessoa mais velha, entrincheirada por trás de um casamento neurótico durante uma ou duas décadas, torna-se real, o cônjuge que não estiver se tratando poderá começar a solapar o tratamento que se tornará então difícil e desagradável para o paciente. Talvez o paciente ideal para a Terapia Primal seja alguém solteiro e ainda moço sem interesses vinculados na irrealidade. No entanto, tivemos numerosos pacientes de meia idade, ainda susceptíveis a mudanças, que alcançaram grande sucesso com essa terapia.
O notável é o fato de serem poucos os pacientes que façam a menor ideia a respeito do tratamento a que vão submeter-se. A despeito de sua forma revolucionária, os pacientes nunca se espantam com o método Primal. Parece que logo percebem-lhe o sentido, quaisquer que tenham sido as suas vidas pregressas.
Vamos então olhar um paciente que acaba de completar a sua terapia. Como é ele?
Ele passa a funcionar de maneira diferente e isso muitas vezes implica um novo emprego. Muitos deles não podem mais fazer coisas fora da realidade. Não
podem voltar à rotina de vendedores nem se dedicar a enfadonhas tarefas de papelório burocrático. Dois agentes de polícia encarregados de fiscalizar os presos soltos em liberdade condicional chegaram à conclusão que não podiam mais fazer aquilo pois o que desejavam era tentar que os seus fiscalizados se regenerassem. Dois psicólogos que estavam esperando para treinar como terapeutas primais preferiram aceitar empregos inferiores em lugar de continuarem a trabalhar no ramo da psicologia que eles consideram irreal. Um deles era conselheiro matrimonial que verificou ser impossível voltar ao seu trabalho onde só cuidava de comportamentos superficiais. Um operário resolveu entrar para uma universidade porque achava que ali teria maiores possibilidades para ganhar dinheiro. Uma professora deixou o seu emprego e transferiu-se para uma outra escola porque verificou ser impossível trabalhar com um diretor neurótico.
Um dos índices comuns de normalidade entre as outras escolas de psicoterapia é o funcionamento. Isso significa que a pessoa normal é considerada como um membro eficiente e produtivo da sociedade. O ponto de vista Primal é diferente. Os pacientes pós-Primais já não se submetem mais a empregos exaustivos. Em termos Primais, o neurótico se exaure para sentir-se com algum valor, para ser reconhecido e amado.
Os psicólogos Primais, por exemplo, são obrigados a passar pela terapia como parte de seu curso. Embora se mostrem dispostos a trabalhar trinta ou quarenta horas em terapia antes de seu tratamento, já não concordam em fazer o mesmo depois. Sabem que muitas vezes o neurótico tira de suas funções a sua identidade em lugar de tirá-la de seus sentimentos. Assim, uma pessoa pode ocupar os cargos mais importantes com grande eficiência, e ainda assim ser bem doente. Um paciente depois de terminar a sua terapia disse que mantinha ele mesmo e tudo em sua volta muito bem organizado para não se dar conta de sua real desorganização. "Eu tinha que continuar funcionando, planejando e trabalhando para não me desintegrar.'' As funções dessa pessoa passaram a ser a sua vida.
Muitos pacientes pós-Primais chegam à conclusão que uma grande parte daquilo que julgavam necessário fazer antes já não é assim tão urgente. Por isso, os domingos ficam sendo o dia de brincar com as crianças em lugar de ir limpar a garagem. Um paciente chegou a dizer que como sentia-se dono de si mesmo pretendia levar uma vida melhor e mais descansada.
Desde que leva uma vida mais tranquila, o paciente pós-Primal já não precisa lutar tanto e tem assim mais tempo para dedicar à mulher e aos filhos.
Os pacientes pós-Primais fazem menos mas o que fazem é alguma coisa real de forma que sua contribuição à sociedade é muito mais benéfica. As professoras escolares, por exemplo, exigem muito menos dos alunos e ensinam-lhes muito mais. Permitem aos alunos uma inteira liberdade de expressão e ensinam-lhes coisas muito relevantes para suas vidas, pelo menos até onde isso é possível dentro do atual
regime escolar.
Esses pacientes não estão tentando vender a ninguém coisas que eles não precisam. Houve um empregado que continuou no seu emprego porque achou que era real aquilo que fazia. Deixou de fazer serões porque achou que era melhor ficar com a família, já não tinha mais aquela ansiedade para comprar coisas novas e deixou de jogar para dar melhor emprego ao dinheiro.
Essa questão da motivação e muito importante porque uma grande parte do mundo gira em torno de motivações neuróticas. Houve um paciente que disse que se fosse possível aproveitar a energia que existe dentro de um neurótico ela chegaria para arrastar um trem. Lembro-me de um paciente que depois de uma das suas ultimas sessões não conseguia levantar a cabeça do chão durante mais de uma hora. Ele era limpador de piscinas que dera duro a vida inteira, e costumava saudar os amigos com a exclamação neurótica Dando duro, hein?" Depois de haver destruído toda a sua motivação neurótica ele não conseguia mais mover um músculo. Tirou umas férias longas depois da terapia e quando voltou ao trabalho verificou que já não conseguia mais limpar dezesseis piscinas num dia, e achava milagroso que tivesse feito tanto antes. A neurose tornara-o imune ao cansaço. Contratou um empregado, passou a ganhar menos, mas apreciava mais a vida.
Muitos são os neuróticos que produzem apenas para sentirem-se importantes em lugar de fazerem o que seja realmente importante para eles. Um psicólogo, depois do tratamento, deixou de fazer um biscate, que consistia na entrega de trabalhos a sociedades de cultura. Disse que toda a energia era usada não para comunicar-se com seus colegas e sim para ganhar prestígio.
Acho que as transformações mais importantes que ocorrem com os pacientes que terminam o tratamento Primal são de ordem física. Isso é porque se trata de uma terapia psicofísica e não simplesmente um método de insight. Por exemplo, cerca de um terço das mulheres de busto relativamente reduzido chegaram à conclusão que seus seios tinham crescido quando verificaram que precisavam de maiores soutiens. Uma mulher que viera de avião, de uma cidade distante, para a terapia voltou para casa depois de algumas semanas de tratamento. O seu marido ficou espantado e certo que ela tinha tomado injeções de hormônios. Fiz com que muitas mulheres pedissem aos seus médicos que tomassem suas medidas para verificar os crescimentos alegados, e houve confirmação em todos os casos.
Tivemos outros casos de desenvolvimento em adultos. Dois pacientes, rapazes com vinte e poucos anos, constataram o nascimento de barba que nunca existira antes. Muitos outros notaram odores no suor do corpo pela primeira vez. Muitos constataram o crescimento de pés e mãos. Nada disso pode ser considerado como resultado de sugestão pois nunca damos aos pacientes a menor ideia do que esperamos como resultados. A mulher das mãos, por exemplo, só percebeu que elas tinham crescido quando verificou que suas luvas velhas não lhe serviam mais.
A explicação de tudo isso deve necessariamente ficar em suspenso até que seja possível fazer-se exames fisiológicos. Um colega, bioquímico, foi de opinião que uma boa parte disso pode ser explicado em termos de transformações hormonais. Isso, por seu lado, pode finalmente afetar o mecanismo do código genético das células. A sua hipótese é que em vista da supressão do sistema e da alteração na produção do hormônio nos primórdios da vida há uma certa sequência genética que não se processa, o que poderia, por exemplo, retardar o crescimento da barba.
Na opinião do bioquímico, pode ocorrer uma mudança no entrelaçamento de relações de todo o sistema hormonal possibilitando mudanças que talvez não ocorram com injeções de hormônios.
A Primal pode deflagrar toda a sequência do crescimento outra vez. Teremos que esperar pelos resultados das pesquisas fisiológicas para uma boa explicação dos fenômenos observados.
Enquanto ainda estamos no campo de mudanças hormonais, devo dizer que, em todos os casos de mulheres que tinham cãibras pré-menstruais ou períodos irregulares de menstruação, elas tiveram esses problemas resolvidos completamente com a Terapia Primal.
Mulheres que antes eram frígidas ou com relações sexuais dolorosas, verificaram haver melhor lubrificação da vagina, algumas vezes até mesmo sem qualquer provocação sexual. Uma mulher ficou preocupada com aquilo a que chamava de um constante desejo de sexo, o que lhe acontecia pela primeira vez na vida, e que antes era apenas uma obrigação para satisfazer ao marido.
São muitas as mudanças nos pacientes, e uma delas é o equilíbrio. As pessoas passam a andar mais firmes e com mais desembaraço. Já não caminham mais como robôs.
Os pacientes pós-Primais também registram uma mudança completa na coordenação de movimentos. Um rapaz que jogava tênis verificou que conseguia ganhar de outros que antes eram muitos melhores do que ele. Uma certa parte disso pode ser explicado pela completa ausência de tensão, pela remoção do split que antes não permitia um funcionamento coordenado dos sistemas do corpo e da respiração.
Durante uma das sessões ele percebeu que finalmente conseguia respirar em ritmo perfeito com o resto do corpo.
A Primal não produz uma sensação eufórica. Produz apenas a sensação real que parece maior por causa do processo de embotamento anterior. A tensão embota toda a engrenagem sensorial que nos torna neuróticos não somente no comportamento como também no olfato e no gosto.
com que nossa capacidade sensorial latente seja experimentada em toda plenitude. O paciente pós-Primal torna-se mais alerta e percebe melhor as vozes e a música. Também melhora a capacidade visual. Dois pacientes que usavam óculos já não precisam mais deles.
Uma paciente teve as seguintes palavras depois de sua Terapia Primal. "Toda a minha vida estava até então fora de foco. A Terapia Primal proporcionou-me as lentes para ver tudo mais nítido e claro. Sinto cheiros que nunca existiram para mim. Pela primeira vez foi-me desagradável sentir o cheiro corporal de meu marido. A minha vida era cinzenta, mas agora já vejo com nitidez todas as cores."
Também se constatam mudanças de temperatura. Uma paciente disse que era como se ela tivesse passado a vida inteira sentindo frio, mas não o frio da vida. Quando ela realmente sentia o vazio e o frio de sua vida infantil com a família, punha-se a tremer convulsivamente durante mais de meia hora. Só deixou de sentir frio quando passou a sentir. A sensação é, evidentemente, uma experiência térmica real. Já houve muitas experiências de condicionamento nas quais se constatou como os vasos sanguíneos tendem a se contrair em antecipação à dor, e isso leva-nos a imaginar que a mesma coisa acontece em antecipação à Dor Primal.
Embora muitos pacientes constatem essa sensação de frio quando estão à beira de uma dolorosa sensação Primal, alguns neuróticos com vulnerabilidade vascular reagem à Dor de maneira diferente. Estão sempre sentindo calor e são como caldeiras que reagem ao mundo em termos de raiva e não de medo.
Em termos Primais, a pessoa que está sempre encolhida e procurando agasalhos está passando por um processo simbólico que é comum em muitos neuróticos. É o meio que usam para não sentirem frio e para se aquecerem. Por outro lado, aqueles que nunca precisam de agasalhos podem estar apenas pretendendo que não precisam do calor de ninguém nem de coisa alguma. São pessoas que se acham independentes e que consideram uma fraqueza qualquer necessidade.
O paciente pós-Primal não pode ser irreal fisiologicamente. Já não usa mais agasalhos desnecessários porque seu corpo logo reagiria rejeitando-os.
A reação em termos de medo ou raiva logo se torna aparente na constituição química do corpo. Se tivermos dois grupos separados, uma das pessoas que demonstram raiva e outro das que a escondem, vamos encontrar diferenças nos índices e nas qualidades de hormônios eliminados. O grupo que esconde a raiva provavelmente eliminará um hormônio chamado norepinefrina enquanto o outro eliminará a adrenalina pura. É interessante notar que os bioquímicos costumam se referir ao hormônio norepinefrina como o hormônio "incompleto."25
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Vamos então considerar os pacientes pós-primais à luz de alguns fenômenos não físicos.
Tivemos um rapaz formado que era fanático pelo futebol e torcia como um louco por um determinado time. Sabia o nome e a vida esportiva e privada de todos os jogadores, mas, no seu caso, aquilo era uma simples representação simbólica ostensiva. Nunca pertencera a agremiação alguma mas pensava que daquela forma, poderia se identificar com aquele clube e passar a fazer parte de alguma coisa torcendo para que ele ganhasse para assim compensar o fato de ser ele um perdedor a vida inteira. Depois de resolver o seu problema pessoal de uma forma real não precisava mais representar simbolicamente. Áliás, esse não foi o único paciente torcedor fanático que tivemos, e com outros aconteceu também a mesma coisa.
Houve um que, de apaixonado incondicional de ópera, passou a apreciar normalmente a música mais popular achando que ela é mais uma "celebração da vida", ao passo que a ópera era para ele uma verdadeira agonia.
Também notamos mudanças marcantes em níveis de inteligência. Um paciente explicou-me que "se fosse esperto quando era pequeno, teria morrido porque teria percebido o quanto era odiado pelos pais. Só sobrevivi porque mostrei- me obtuso desligando uma parte de meu cérebro. Eu já reparei crianças que são inteligentes e espertas e que, de repente, se transformam. Creio que a razão é porque recebem a mensagem Primal e fingem não entendê-la."
Os cursos universitários logo se tornam fáceis para esses pacientes, pois eles sabem que uma parte de tais cursos é como se fosse um jogo e, então, não se tornam ansiosos.
Tornam-se mais articulados porque finalmente conseguiram articular coisas a que não se atreviam durante toda a vida. Tornam-se perceptivos e decididos não apenas em aparência mas também mentalmente. Caminham desempenados em lugar de tímidos e curvados.
Podem ter vida social pois já não sentem mais medo quando fazem visitas. Outros que estavam sempre correndo sem destino já agora sabem como ficar em casa lendo e apreciam ficar sós.
O pós-Primal passa a gozar a vida de forma mais intensa e completa. Gosta de tudo que faz.
E o que acontece com a criatividade dessa gente? Será que ela também some junto com a neurose? A resposta é negativa. Ninguém perde suas qualidades artísticas. O que se modifica é o conteúdo da arte que produzem. Devemos lembrar que a imaginação neurótica significa a simbolização daquilo que é inconsciente. Assim, o neurótico sempre se manifesta de forma abstrata e indireta. O conteúdo de sua arte é a forma peculiar que suas sensações e pensamentos assumem
artisticamente depois de contornar a Dor. É claro que sem o bloqueio da Dor o conteúdo mudará. O ato criativo do neurótico é a maneira pela qual persiste em não perceber, ou antes, em sentir. A perspectiva artística do paciente pós-Primal também se transforma. Ela passa a ver e ouvir as coisas de forma diferente. A neurose não é um fator essencial para a arte.
Vamos ver agora o que acontece com as relações com outras pessoas. Uma mulher que terminara a sua terapia saiu para jantar com o marido que nunca se submetera a tratamento. Não permitiu que ele escolhesse os pratos para ela e para tornar as coisas ainda piores mandou suspender o vinho que ele escolhera pedindo um outro que ela gostava. Ele ficou furioso e levantou-se da mesa. Houve uma cena e ele acusou-a de estar tentando "castrá-lo", de não querer mais reconhecer que ele era o homem, quando tudo que ela fizera fora apenas deixar de ser submissa e humilde como ele gostava, para ser uma pessoa de verdade.
É interessante notar que os casais que se submetem à Terapia Primal nunca mais se separam. Não sentem mais necessidade neurótica de alguém mais porque já sentiram suas verdadeiras necessidades. Já não existe razão alguma para não se darem bem. Não exigem coisa absurdas um do outro porque não são irreais. Cada cônjuge torna-se apenas um ser humano razoável que se contenta em viver e deixar que os outros vivam.
Os pacientes que se submeteram à Primal já não toleram mais fingimentos e, sendo assim, afastam-se de muitos velhos amigos. Preferem manter relações entre eles e é comum saírem casamentos dentro do grupo. As amizades deixam de ser possessivas para serem tolerantes, e isso se nota até mesmo em seus rostos. Já não são mais aquelas máscaras forçadas para esconder sentimentos. Não precisam fingir para o mundo e, portanto, o seu semblante é natural. Verificam que já não precisam de tanto dinheiro como antes. Comem menos, saem menos e levam vidas mais moderadas. Os leitores ávidos, especialmente aqueles que devoraram romances, abandonam grande parte de suas leituras. Uma paciente explicou que a necessidade de ficção, que antes a dominava, era para viver fora da realidade, e aquilo já não era mais necessário.
Suas vidas já não são mais tão regimentadas. Comem quando sentem fome, compram roupas só quando precisam e procuram satisfação sexual quando sentem tal necessidade e não quando estão tensos. Isso significa menos atividade sexual mas também uma apreciação mais completa daquela que é praticada. A maior parte passa a ouvir mais música do que antes, conforme me disseram alguns diplomados universitários.
Será que a vida deles torna-se monótona e insípida? A resposta é afirmativa pelos padrões neuróticos, mas devemos lembrar que a excitação nos neuróticos é o resultado da tensão. Isto quer dizer que o neurótico está constantemente num estado de excitação interna e que muitas vezes condiciona a sua vida para funcionar
com ela. Ele se entrega a toda sorte de atividades mas logo que elas cessem, a tensão se instala outra vez.
De uma certa forma, a pessoa torna-se um novo ser humano depois de haver passado pela Terapia Primal. Ela nunca sente-se eufórica demais nem tampouco deprimida. Apenas sabe o que isso significa. É muito difícil encararmos uma pessoa irreal porque estamos sempre pensando estar em contato com alguém ausente. Todo contato com as pessoas que passam pela Primal torna-se agradável, pois sentimos estar falando com gente que existe.
O indivíduo pós-Primal encara de forma diferente a solidão. Uma pessoa que se submeteu ao tratamento durante dois anos disse-me que a solidão já não era problema para ele. Já não sente a mesma angústia que antes da terapia. Sente-se