CAPÍTULO II- O PADRÃO DE CERTIFICAÇÃO
1. CONCEITO DE CERTIFICAÇÃO FLORESTAL
1.1 DIFERENTES TIPOS DE CERTIFICAÇÃO FLORESTAL NO MUNDO E NO
1.1.1 PEFC (Programme for the Endorsement of Forest Certification
O PEFC (Programme for the Endorsement of Forest Certification Schemes); (Pan European Forest) possui caráter voluntário, baseado em critérios próprios definidos nas resoluções das Conferências de Helsinki e de Lisboa, em 1993 e 1998, sobre Proteção Florestal na Europa. É um programa de certificação florestal com maior área certificada no globo, possuindo 0,5%, no Brasil, dos 200 milhões de hectares.
O Programme for the Endorsement of Forest Certification Schemes funciona como um conjunto de sistemas de certificação de diferentes países. O Brasil participa desse programa através do CERFLOR (Programa Brasileiro de Certificação Florestal) que surgiu em 1996, para atender aos interesses do setor produtivo florestal do país.
A Sociedade Brasileira de Silvicultura - SBS em parceria com algumas associações do setor, instituições de ensino e pesquisa, organizações não governamentais e apoio de alguns órgãos do governo, vem trabalhando com um programa voluntário.
Em 20/02/2001, foi instalado o Fórum de Competitividade da Cadeia Produtiva de Madeira e Móveis, com o objetivo de abrir espaço de diálogo entre o setor produtivo, governo e o Congresso Nacional, dentro do enfoque do Programa Fórum de Competitividade. O setor traçou ações necessárias para o desenvolvimento e implementação de pré-projetos e de um futuro Contrato de Competitividade. Um dos projetos propostos foi o de Certificação
Florestal, onde se busca introduzir a certificação florestal no âmbito do Sistema Brasileiro de Certificação127.
O PEFC foi fundado no ano de 1999, em Paris. É um programa independente, sem fins lucrativos, organização não governamental. Endossa os regimes de Certificação Florestal objetivando a sustentabilidade por meio da certificação por grupos independentes. Determina mecanismos seguros aos consumidores de madeira, propiciando a gestão sustentável das florestas.
O programa (PEFC) é considerado, também, como uma cúpula global na avaliação e reconhecimento dos sistemas nacionais de certificação florestal, realizada dentro de um processo multi-stakeholder, ou seja, regimes nacionais respaldados nos processos inter- governamentais, para a implantação do manejo florestal sustentável. Inúmeros mecanismos estão em curso, com apoio de 148 governos do mundo, presentes na África, Ásia, Europa, América do Norte, América do Sul e Oceania. Alguns marcos se destacaram.128
127 Disponível em http://www.inmetro.gov.br/qualidade/cerflor.asp
128 30 de junho de 1999: PEFC é lançado por representantes de 11 países: Áustria, Bélgica, República Tcheca, França, Finlândia, Irlanda, Noruega, Portugal, Espanha, Suécia. 24 de maio de 2000: os regimes de primeira apoiado pelo PEFC: The Finnish Forest sistema de certificação, os padrões de vida e Norwegian Forest
Certification Scheme, e do sistema de certificação Sueco PEFC. 31de julho de 2000, Alemão, regime florestal. aprovado. 6 de setembro de 2000: o regime austríaco é endossado. Isso leva o número de hectares de florestas certificadas PEFC para 23,5 milhões de euros 13 de outubro de 2000: Primeiro logo PEFC certificados emitido.26 de janeiro de 2001: Assembleia Geral, no Luxemburgo, congratula-se com a adesão do Reino Unido. Julho de 2001: Assembléia Geral, em Santiago de Compostela (Espanha) congratula-se com a Itália e os seus dois primeiros não-membros europeus: Canadá e E.U.A. Regimes franceses e o letão aprovado. Agosto de 2001: regime Checo é endossado. Outubro de 2001: Swiss Q Label Holz Scheme for aprovado. Fevereiro de 2002: Mundo do primeiro banco de dados interativo sobre Certificação Florestal é lançado na Internet, que permite que os clientes para obter informações valiosas sobre a origem da madeira que está comprando e que desenvolva um logo tipo PEFC. Regime belga de certificação florestal aprovado. Reino Unido sistema de certificação para o manejo florestal sustentável aprovado. Maio de 2002: regime dinamarquês aprovou. Isso eleva o núvmero de programas florestais nacionais independentes a 13. Maio ou Junho de 2002: regime espanhol aprovou. Agosto de 2002: regime dinamarquês aprovou. Isso eleva o número de programas florestais nacionais independentes a 13. 22 de novembro de 2002: Assembleia Geral, no Luxemburgo, congratula-se com os seguintes novos membros: Austrália, Brasil, Chile, Estónia, Luxemburgo, Malásia, República Eslovaca. Setembro de 2003: 48,6 milhões de hectares são certificados PEFC. Outubro de 2003: Avaliação de processo em italianos e chilenos esquemas de certificação florestal do início. Novembro de 2003: abre novos PEFC PEFC Ásia Promoções Escritório no Japão Outubro de 2004: a Rússia se tornar um membro do Conselho do PEFC. Regimes australianos, italianos e chilenos são aprovados. Dezembro de 2004: Gabão torna-se o primeiro Africano do Conselho PEFC. Português sistema de certificação florestal aprovado. 55 milhões de hectares certificados pelo PEFC aprovaram os sistemas de certificação em nível mundial. Março de 2005: sistema de certificação canadense aprovou. PEFC tem agora mais de 100 milhões de hectares de florestas certificadas em todo o mundo aprovado sistemas de certificação e é o primeiro sistema internacional de sempre para chegar a esta etapa. Eslovénia torna-se Agosto de 2005: Luxemburgo e República Eslovaca o 30 do Conselho PEFC. Luxemburgo e República Eslovaca ganhar o aval do PEFC. Outubro de 2005: Brasil ganha apoio do PEFC. Belarus se torna um membro do Conselho do PEFC. Dezembro de 2005: sistema norte-americano aprovou SFI. Mais de 187 milhões de hectares de florestas são certificadas pelo PEFC aprovou os sistemas de certificação a nível mundial. Março
O PEFC é composto de 35 sistemas independentes de florestas nacionais de certificação, dentre os quais que 25 foram rigorosamente feitos por consulta pública, com uso de avaliadores independentes na prestação de avaliações a respeito do reconhecimento mútuo em resoluções tomadas pelos sócios.
Esses 25 sistemas respondem, aproximadamente, por 200 milhões de hectares de florestas certificadas. A produção chega a milhões de toneladas de madeira certificada em relação ao mercado local.
Merecem destaque as atividades principais do PEFC: 1) Primeiramente, acontece a definição de requisitos mínimos para o desenvolvimento do quadro nacional ou subsistemas nacionais de certificação florestal; 2) Apreciação e aprovação (reconhecimento mútuo) nacionais ou subsistemas nacionais de certificação florestal. 3) Administração de direitos de uso do logo do PEFC; 4) Promoção do PEFC certificação florestal reconhecida do manejo florestal sustentável e do consumo de madeira como ambientalmente renováveis, matérias- primas amigáveis.129
A certificação florestal e rotulagem de produtos abrangem os seguintes passos: Normas e padrões desenvolvidos de uma forma aberta e transparente; Florestas certificadas por uma organização independente de terceiros e madeira proveniente de florestas certificadas, rastreada até o consumidor final pela cadeia de custódia de monitoramento.
Diante de todo esse rigor para a certificação florestal através do PEFC, o Secretário Geral da PEFC, Gunneberg Ben Gunneberg, no diálogo entre as partes PEFC, em 11 de novembro de 2009, em Paris, defende:
2006: Aumento PEFC atividades na Ásia. Primeira PEFC certificado de Cadeia de Custódia atribuída setembro de 2006: Primeira PEFC Cadeia de Custódia atribuída na Malásia na China. Setembro de 2006: Primeira PEFC Cadeia de Custódia certificado em África (Marrocos). Outubro de 2006: Russo iniciativas nacionais de certificação florestal fundir nos termos do PEFC. Primeira PEFC certificado de Cadeia de Custódia atribuídos na Malásia. Novembro de 2006: PEFC lança seu novo guia obrigatório para a Prevenção de madeira proveniente de fontes controversas. Dezembro de 2006: Mais de 193 milhões de hectares de floresta ao redor do mundo são certificadas no âmbito do PEFC. Abril de 2007: PEFC PEFC China abre novo escritório em Pequim. Julho de 2007: 200 milhões de hectares de florestas certificadas independentemente produção sob manejo sustentável. PEFC é a primeira organização a atingir este marco para a protecção e gestão sustentável das florestas. Agosto de 2007: Eslovênia atinge aprovação do PEFC no mundo. Agosto de 2007: Eslovénia atinge aprovação do PEFC. Outubro 2007: PEFC Conselho aprova o seu plano de 5 anos estratégica. Uruguai torna-se um membro do Conselho do PEFC. Outubro 2007: Camarões torna-se um membro do Conselho do PEFC. Fevereiro de 2008: Estónia e Polónia conseguir aval do PEFC. Disponível em
"Certificação Florestal e os critérios que utiliza para garantir a gestão sustentável das florestas, deve resolver o que eu chamaria de" dicotomia certificação florestal": Encontrar o equilíbrio certo entre o que é desejado pelos interessados no lado da procura, os governos, empresas e consumidores, e que é viável e implementável no lado da oferta, em florestas de pequenas e grandes em todo o mundo"
A ousadia desse programa se amplia. No momento, o desafio está voltado para a comunidade florestal global “levar os milhões de pequenas florestas familiares no âmbito da certificação", declaração de Ivar Legallais-Korsbakken, presidente do Family International Forest Alliance (IFFA). E ainda insiste Ivar:
O sistema de certificação PEFC atende às necessidades desses pequenos
agricultores, e oferece a flexibilidade necessária para adaptá-lo às necessidades específicas em nível local. Portanto, a contribuição que PEFC está a fazer na promoção do manejo florestal sustentável a nível mundial não pode ser salientado o suficiente.
E a expansão do PEFC continua, dessa vez na Bélgica. A Secretária Geral PEFC Bélgica, Vanessa Biebel, acredita ser o mercado belga promissor, avaliando as atividades da organização para promover o PEFC em exposições e feiras, em novembro de 2009: “Os esforços para informar os cidadãos belgas sobre o que significa uma certificação PEFC produto foi um verdadeiro sucesso, com mais e mais consumidores procurando produtos e reconhecendo que vêm de fontes ambientalmente saudáveis.” Insiste a secretária:
“Em resposta, o número de empresas a obtenção da certificação PEFC é crescente, mesmo em tempos de dificuldades econômicas, como a certificação PEFC prevê também a aceitação do mercado global. A primeira exposição, a"Hout Groen en Wonen", teve lugar no dia 7 de novembro e 8, e destacou a importância da construção sustentável. É proeminentemente temas relacionados com a madeira certificada, energias renováveis, construção sustentável, e como viver de forma saudável e, naturalmente, estão todos a ser proeminente. O segundo evento, "Prowood," é uma exposição da indústria específica, e será realizado entre os 14 e 10 de novembro. O evento terá foco em madeira de profissionais da indústria e tecnologia a nível mundial. PEFC Bélgica irá informar os visitantes sobre a certificação PEFC para a sua empresa e sobre a grande variedade de PEFC produtos que estão atualmente no mercado”130
Vale mencionar o destaque da PEFC no último dia do XII Congresso Florestal Mundial. Na pauta desse dia, foi afirmado que a certificação florestal é imprescindível para promover a gestão sustentável das florestas do globo, e organizações como a certificação
PEFC foram encorajadas a aumentar a captação de certificação em florestas tropicais, e tornando-a mais acessível para os pequenos proprietários e operadores de comunidade.
Fato curioso é a “briga” pela liderança do mercado de certificação florestal, que levou o Secretário Geral do PEFC a declarar que “Há diferenças nas abordagens para a gestão florestal sustentável pelas organizações de líder mundial de certificação florestal, mas isso não deve distrair de suas principais missões, a promoção do manejo florestal responsável", em resposta a um relatório publicado pelo FSC. Segundo Ben Gunneberg e os secretários de outros programas, trata-se da intenção do FSC em prejudicar os demais sistemas de certificação florestal.
Mesmo com tanto barulho e o programa não poupar esforços para conquistar a liderança do mercado. Observa-se que PEFC não conquistou credibilidade e reconhecimento internacional do porte do FSC (será tratado infra n. 2.1). A dificuldade de superar o Forest Stewardship Council está no fato daquele possuir caráter voluntário, baseado em critérios próprios, definidos nas resoluções das Conferências de Helsinki e de Lisboa, em 1993 e 1998, e não em Quioto, o que impede alcançar de uma credibilidade universal e acaba não favorecendo a expansão do produto, no caso da madeira da tectona grandis.
Assim, levando em consideração que a padronização favorece a competitividade, o PEFC não é um padrão de certificação florestal interessante para os empreendedores da atividade em questão. Da mesma forma, acredita-se, também, não ser favorável o CSA (Canadian Standards Association - Sustainable Forest Management Program), próximo sistema a ser analisado.
CSA (Canadian Standards Association)
A CSA (Canadian Standards Association) é conhecida como organização e associação sem fins lucrativos interagindo indústria, governo, consumidores no Canadá e no mercado internacional.
A empresa considera-se líder no desenvolvimento de padrões e códigos, no fornecimento de produtos, serviços e treinamentos, na melhoria da segurança pública e saúde e qualidade de vida. Tem a finalidade de aumentar a fluidez no mercado. É preciso atentar, que o mercado de maior interesse, para esta dissertação, é o que envolve a questão da preservação ambiental.
The Canadian Standards Association é uma divisão da CSA Group, que também consiste em CSA International para teste e certificação de produtos, serviços ao consumidor OnSpeX para avaliação do produto. CAN/CSA-Z809 - Canada's National Standard para a Gestão Florestal sustentável.131
A CSA desenvolveu uma variedade de interessados no manejo florestal sustentável no desenvolvimento nacional do Canadá. Trouxe a Norma para Gestão Florestal Sustentável (SFM) CAN/CSA-Z809, uma comissão técnica voluntária (criada para desenvolver o padrão) representando os consumidores, grupos ambientalistas, governo, indústria, aborígenes, academia e outras partes interessadas.
Na CSA, as comissões são criadas usando-se uma matriz de postura "equilibrada", o que significa que cada comissão é estruturada de forma a capitalizar as forças combinadas e a especialização dos seus membros - sem um único grupo dominar sobre o conteúdo de uma norma CSA132.
A Norma voluntária é desenvolvida por uma multi-aberta e transparente, baseada em consenso das partes do processo, resultando em um endosso pelo Conselho de Normas do Canadá como um Padrão Nacional do Canadá.
A CAN/CSA-Z809 SFM é elaborada de acordo com um reconhecido internacionalmente e credenciado processo de desenvolvimento, baseando-se na Helsinki internacionais e processos de Montreal. Incorpora o próprio Canadá, SFM critérios nacionais, que foram desenvolvidos pelo Conselho Canadense de Ministros da Floresta, o Standard
131 Disponível em www.csa.ca 132 Disponível em www.csa.ca
links de manejo florestal de adaptação para a certificação florestal através de três requisitos fundamentais133
Em junho de 2007, cerca de 59% a 79,3 milhões de hectares, 134,1 hectares de florestas certificadas canadenses foram certificadas no âmbito do CAN/CSA-Z809 SFM Standard.134
Entende-se que o CSA é um programa que faz parte dos sistemas de certificação florestal nacional desenvolvido pelo Canadá, portanto, utiliza organismos nacionais para sua acreditação.135
O sistema canadense foi constituído com elementos do “Processo de Montreal” realizado em conjunto para os 90% de florestas que cobrem o país, sendo adotados critérios para o manejo sustentado e indicadores específicos para estes critérios. (ZANETTI, 2007, p.48).
Os critérios e indicadores canadenses de sustentabilidade são desenvolvidos da seguinte forma136: Para o critério de diversidade de ecossistema, os indicadores envolvem percentagem e extensão. Em área da tipologia florestal, relativamente à sua condição histórica, e área total da floresta de cada tipologia florestal e classe de idade; nível de fragmentação e conectividade dos componentes do ecossistema florestal.
No critério diversidade de espécies, o indicador destaca o número de espécies dependentes das florestas classificadas como extintas, ameaçadas ou em risco de extinção, raras ou vulneráveis relativamente ao total de espécies conhecidas que dependem das florestas. Níveis populacionais e mudanças através de tempo de espécies selecionadas ou grupamento de espécies; número de espécies conhecidas, que dependem das florestas que ocupam somente uma porção limitada de seu território anterior.
A CSA, ainda, apresenta outros critérios, como a diversidade genética que traz o indicador – implementação de uma estratégia in situ e ex situ de conservação genética para espécies comerciais e ameaçadas de vegetação florestal.
133 1) Requisito de Desenmpenho de Praticipação Pública; Requisitos de Sistema; 134 Canadian Coalition Certificação Florestal Sustentável, Dezembro de 2006 135 Disponível em http://www.certificationcanada.org/english/
No critério perturbação de stress, os indicadores são área e severidade do ataque de inseto, área e severidade do dano por incêndio. Níveis de deposição de poluentes, concentração do ozônio em regiões florestais, transferência da copa em termos de percentagem por classe, área e severidade da ocorrência de espécie exótica, que deteriorem as condições da floresta, mudanças climáticas como as medidas pela soma das temperaturas.
A resiliência florestal é o critério que apresenta percentagem e extensão da área de cada tipologia florestal e classe de idade, percentagem de área naturalmente regenerada com sucesso e área regenerada artificialmente.
A biomassa remanescente tem como indicadores o incremento médio anual por tipologia e idade das florestas, e a frequência da ocorrência de algumas espécies selecionadas como indicadoras.
Os fatores ambientais físicos destacam como indicadores a percentagem de área colhida com problemas significativos de compactação do solo, deslocamentos, erosão, enlameamento, perda de matéria orgânica, área de floresta convertida para outro uso da terra. Qualidade da água, medida por sua química, turbez, modificações e épocas de fenômenos em cursos d’água, formados por influência da água das florestas, mudanças na distribuição aquática.
Já os fatores políticos e de proteção florestal têm os seguintes indicadores: percentagem das florestas manejadas primeiramente para proteção do solo e água, percentagem da área florestada com estradas construídas e diretrizes para o cruzamento de córregos estabelecidos, área, percentual e representatividade de cada tipologia florestal nas áreas protegidas.
O balanço global de carbono indica o volume de biomassa arbórea, estimativa da vegetação não arbórea, percentagem da cobertura florestal, percentagem do volume de biomassa por tipologia florestal, grupo de solos com carbono, níveis de perda de grupos de solo com carbono, área desflorestada, ciclos de vida dos produtos madeiráveis das florestas, emissões de dióxido de carbono do setor florestal.
A conversão de área florestal é o critério que tem como indicativo a área de floresta permanentemente transformada para outro uso da terra, perda ou ganho temporário, ou semi permanente, de ecossistemas florestais.
O critério conservação de dióxido de carbono destaca os indicadores: emissões de combustíveis fósseis e emissões de carbono fóssil. No critério fatores políticos, os indicadores são o nível de reciclagem dos produtos florestais madeireiros manufaturados e utilizados no Canadá, participação nas convenções de mudanças do clima, incentivos econômicos para o uso de bioenergia, existência de inventários florestais, existência de leis e regulamentos para o manejo de área com florestas.
Os ciclos hidrológicos são outro critério com o indicador da área de superfície de água dentro das áreas florestais. Continuando, chega-se ao critério da capacidade produtiva e os indicadores – volume removido anualmente das florestas em relação com o volume removível em bases sustentáveis. Distribuição e mudanças na base de áreas disponíveis para produção madeireira, modificações da população animal de espécies selecionadas de importância econômica.
No critério competitividade, os indicadores salientam lucratividade líquida, modificações nas fatias de mercado globais em que participa, modificações nos gastos com pesquisa e desenvolvimento de produtos florestais e tecnologias de processamento.
A contribuição para a economia é um relevante critério, pois traz os indicadores da contribuição do setor florestal madeireiro e não madeireiro para o PIB (Produto Interno Bruto), total de empregos gerados em todo o setor florestal e seus relacionados.
Os valores não madeiráveis, critério indicativo da disponibilidade e uso de oportunidades de recreação total dos custos individuais em atividades relacionadas a usos não-madeireiros, membros associados e gastos em organizações florestais de recreação e clubes, área e percentagem de florestas protegidas por grau de proteção.
Os direitos das comunidades indígenas e tratados, critério com indicador de extensão, na qual o planejamento florestal e o gerenciamento dos processos consideram e preenchem as obrigações legais com respeito aos direitos das comunidades locais e tratados.
A participação das comunidades locais é um critério que envolve extensão da participação das comunidades locais nas oportunidades da economia de base florestal, extensão na qual o planejamento do manejo florestal leva em consideração a proteção de sítios de importância para as comunidades locais.
A sustentabilidade das comunidades florestais é critério que tem como indicadores o número de comunidades locais com sua economia de base composta por uma significativa participação das florestas, catálogo com a diversidade da indústria de base local, diversidade do uso das florestas no nível das comunidades, número de comunidades com conselhos ou responsabilidades de co-manejo.
No critério tomada de decisão justa, efetiva e tomada de decisão participativa, os