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Plano de Desenvolvimento e Zoneamento 2006

4- ANÁLISE DA EXPERIÊNCIA INTERNCIONAL E DIAGNÓSTICO DOS

6.2 Planos portuários

6.2.1 Plano de Desenvolvimento e Zoneamento 2006

O PDZ de 2006 é o último plano oficialmente aprovado e está disponível no sítio da CODESP. Sua aprovação foi sob o regime da Lei Nº 8.630 de 1993, e assim, submetido e aprovado apenas no Conselho de Autoridade Portuária - CAP, órgão ainda com poder deliberativo. Este PDZ foi desenvolvido apenas pelo corpo técnico da CODESP.

A metodologia de desenvolvimento do PDZ contou com a realização de audiências públicas e reuniões setoriais com trabalhadores portuários, associações comerciais, entidades de classe, agências de desenvolvimento,

universidades, especialistas, órgãos públicos intervenientes no porto, praticagem, operadores portuários e logísticos, arrendatários e a praticagem.

O documento se apresenta com duas funções principais: análise da situação existente e elaboração de propostas. A análise da situação atual foi composta por um diagnóstico do porto, ou seja, sua infraestrutura e superestrutura, conexões logísticas, recursos, produtividade, entre outros.

A segunda seção do documento, elaboração de propostas, apresenta o planejamento de desenvolvimento do porto, com plano de ações, programa de investimentos, projetos e decisões sobre zoneamento.

Esse PDZ apresenta estrutura com 18 capítulos, a saber: 1. Introdução; 2. Histórico; 3. Área de influência; 4. Acessos; 5. Meio ambiente; 6. Infraestrutura aquaviária; 7. Infraestrutura terrestre;

8. Sistema de abastecimento de água e coleta de esgoto; 9. Fornecimento de energia elétrica;

10. ISPS CODE; 11. Informática; 12. Cabotagem; 13. Movimentação de carga; 14. Plano de zoneamento; 15. Revitalização; 16. Projetos de expansão; 17. Resumo das propostas; 18. Comentários finais.

O PDZ apresentou dois conceitos estruturais, o de zoneamento e o de desenvolvimento.

O zoneamento diz respeito a conceitos jurídicos e técnicos relacionados à delimitação geográfica das áreas territoriais para estabelecimento de regimes especiais de uso, gozo e fruição da propriedade, contendo, ainda a análise de regiões produtoras, consumidoras e da hinterlândia do porto para se planejar uma melhor distribuição do uso e ocupação da área portuária.

O plano organizou um layout de zoneamento com a seguinte divisão de áreas:

• Área para movimentação de granéis líquidos combustíveis e produtos químicos;

• Área para movimentação de carga geral conteinerizada ou não; • Área para granéis sólidos de origem vegetal;

• Área para granéis sólidos de origem vegetal e mineral e líquidos de origem vegetal, contêineres e carga geral;

• Área para terminais de passageiros; • Área de revitalização e/ou preservação;

• Área para atividades associadas (serviços de abastecimento a navios, recolhimento de resíduos, estaleiros e pesca, supply boats, entre outros).

O segundo conceito, desenvolvimento portuário, se volta aos interesses de desenvolvimento econômico regional e nacional, planejamento de longo prazo do porto, definição de sua missão e vocação e análise da concorrência portuária.

Mais especificamente, aborda questões como localização, dimensões físicas, estratégias, investimentos, contexto internacional e nacional, previsão, impacto econômico dos portos, planejamento e concessão de terminais (PALLIS

et al , 2010).

O PDZ deve:

O Plano deve considerar o significado do desenvolvimento do porto, deve conter um plano para utilização das suas áreas e, medidas e procedimentos para a sua promoção comercial. Como desenvolvimento do porto, entende-se ações objetivando a racionalização da distribuição física e melhorias das indústrias da

região atendida, contribuindo para ativar o crescimento da economia regional e nacional, para o desenvolvimento harmonioso das regiões e da própria nação e, principalmente, da cidade onde se localiza (CODESP, 2006, p. 136).

A Tabela 15 exemplifica a distribuição de carga do tipo granel, contêiner e carga geral para a região de Outeirinhos, conforme o PDZ 2006.

Tabela 15 - Área para granel sólido de origem vegetal e mineral, líquidos de origem vegetal, contêiner e carga geral da região de Outeirinhos (Margem direita)

Fonte: Adaptado de (CODESP, 2006)

O último capítulo, resumo das propostas, é dividido em duas seções. A primeira aborda temas de gestão estratégica e resultados e a segunda aborda, efetivamente, o resumo das principais propostas.

O tema gestão estratégica apresenta uma análise relacionada com economia internacional, fatores políticos, tecnologias, mercados, problemas na relação capital-trabalho, cultura organizacional, e recursos.

Nos resultados, há uma declaração de que a expectativa que eles compreendam o reconhecimento das ameaças e oportunidades, pontos fortes e pontos fracos, entendimento de quem são os clientes do porto, obtenção de um plano estratégico consensuado, definição dos objetivos estratégicos de curto, médio e longo prazo, coordenação e direcionamento estratégico, desenvolvimento de um plano de ação para implantação e manutenção de

TERMINAL ÁREA (m2) MOVIMENTAÇÃO DE CARGA (t) ESTÁGIO ITAMARATY 4.700,00 1.000.000 em implantação VCP 12.519,94 144.000 operando RODRIMAR 17.884,13 450.000 operando TEAÇU 37.516,00 900.000 operando COSAN 60.109,26 2.500.000 operando SANTA BÁRBARA 10.000,00 120.000 operando COPERSUCAR 50.392,00 1.100.000 operando MARIMEX 63.976,91 61.808 operando BANDEIRANTES 26.696,01 212.500 operando CIRNE T-GRÃO 9.298,81 185.200 operando em implantação RHAMO 8.000,00 24.000 operando

gestão estratégica, adequação da estrutura organizacional, melhoria da comunicação interna e execução de treinamentos.

Em resumo, as principiais propostas foram (CODESP, 2006, p.175-176): • Avenida Perimetral;

• Estacionamento Telemático; • Estacionamentos rotativos; • Gestão de Fluxo rodoviário;

• Política Permanente de Dragagem de Manutenção; • Dragagem de Aprofundamento;

• Ferradura MRS /Brasil Ferrovias;

• Aumento capacidade da linha férrea margem esquerda;

• Controle de interfaces entre os terminais de carga – movimentação e compatibilidade de produtos;

• Estudo operacional da malha ferroviária do porto e a redução de interferências com a malha rodoviária;

• Desapropriação de áreas linha férrea X Favelas; • Parque de manobras ferroviárias na Alamoa (lixão); • Aeroporto Margem Esquerda;

• Construção de mais dois berços para líquidos na Alamoa; • Aumento da Zona Portuária na Alamoa e Paquetá;

• Remoção de Invasões das Favelas; • Remoção das áreas invadidas;

• Terminal Turístico e Revitalização na área do I ao IV; • Terminais Pesqueiros;

• Laboratório de Estudos;

• Reestruturação dos Sistemas de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário;

• Supply Boats;

• Utilização de Gás Natural como fonte de energia para os projetos de expansão;

6.2.2 Plano de Desenvolvimento e Zoneamento 2012 (Versão