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As estratégias de qualificação profissional são traduzidas pelos seguintes Planos e Programas de formação e capacitação de Pessoal: (i) Plano Nacional do Primeiro Emprego (PNPE) compreendendo um conjunto de ações orientadas para gerar empregos e preparar os jovens para melhor inserção no mercado de trabalho.

Incentiva as empresas a contratarem jovens concedendo incentivo financeiro para cada vaga criada. As empresas podem participar do programa contratando jovens cadastrados ou sem receber o incentivo (e neste caso, recebem certificação como empresa Parceira do Programa Primeiro Emprego) ou podem se beneficiar do incentivo financeiro destinado a todas as empresas que contratam jovens inscritos no Programa; (ii) Plano Nacional de Qualificação (PNQ) as ações são realizadas de forma descentralizada, por meio de Planos Territoriais de Qualificação (em parceria com estados, municípios e entidades sem fins lucrativos), de Projetos Especiais de Qualificação (em parceria com entidades do movimento social e organizações não- governamentais) e de Planos Setoriais de Qualificação (em parceria com sindicatos, empresas, movimentos sociais, governos municipais e estaduais); (iii) Programa de Mobilização da Indústria de Petróleo e Gás Natural (PROMIMP) para atender à necessidade de pessoal qualificado para o setor de petróleo e gás natural. O Programa foi concebido e iniciado em 2006. Os cursos são de nível básico, médio, técnico e superior, em 175 categorias profissionais relacionadas às atividades do setor de petróleo e gás. Estão envolvidas cerca de 80 instituições de ensino em 17 estados. Além dos cursos gratuitos, são oferecidas bolsas-auxílio mensais para os alunos desempregados, cujos valores dependem do nível de escolaridade. O Programa já formou aproximadamente 80 mil profissionais qualificados em 15 estados do país. Além desses profissionais, a execução do Plano de Negócios da Petrobras para o período 2009-2013 irá demandar a qualificação de mais de 200 mil pessoas, em 185 categorias profissionais, para o atendimento dos empreendimentos previstos para esse período, em 13 estados;

(iv) Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG, 2005-2010) - propôs a redefinição do papel do mestrado profissional sugerindo a atribuição de créditos às atividades que resultem em produção científica ou tecnológica. Para a consolidação de determinadas áreas do conhecimento o Plano propôs atribuir créditos às atividades de pesquisa, além daqueles das disciplinas formais. A forma e o elenco das disciplinas deveriam ser dimensionados de acordo com as necessidades do estudante e da área de formação. Por outro lado, o PNPG recomendou política de pessoal das instituições de ensino superior a absorção de no mínimo 5% ao ano de novos mestres e doutores e a duplicação em dez anos do número de pesquisadores qualificados, conforme disposto no Plano Nacional de Educação (PNE);

(v) Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG, 2011-2020) é parte do Plano Nacional da Educação (PNE) que reforçou a necessidade de ampliação dos programas de orientação profissional propondo a escolha de critérios de avaliação compatíveis com as identidades dos respectivos cursos; (vi) Plano Nacional de Educação (PNE) é abrangente, tanto no que se refere aos níveis de ensino e modalidades, quanto no envolvimento dos diversos setores da administração pública e da sociedade. Trata da educação infantil, do ensino fundamental e médio, educação superior e de jovens e adultos, especial, indígena, à distância, tecnológica e formação profissional. Trata, igualmente, do magistério e da gestão e financiamento da educação. A meta mais importante é a de "universalizar o acesso ao ensino fundamental - 1ª a 8ª série - e garantir a permanência de todas as crianças de 7 a 14 anos na escola". O Plano propõe "programas específicos de colaboração entre a União, estados e municípios", para superar "os déficits educacionais mais graves", no meio rural e na periferia das grandes cidades. Para o ensino médio a meta é ampliar progressivamente as matrículas para atender, "no final da década, pelo menos 80% dos concluintes do ensino fundamental". O plano prevê uma reforma no ensino médio, com a instituição de novo currículo, juntamente com um sistema nacional de avaliação, como o que já implantado no ensino superior. A meta principal para o ensino superior é ter matriculado, até o final da década, 30% dos jovens entre 19 e 24 anos. Até o final da década passada esse índice, no Brasil era inferior a 12%. O poder público, englobando União, Estados e municípios, destina à educação mais de 4,5% do PIB nacional. O plano prevê um aumento dessa receita para 6,5%, aproximando o Brasil do percentual dos Estados Unidos, que destinam cerca de 7% de seu PIB para a educação. Hoje, no Brasil, mesmo somando o setor privado ao público, os gastos não chegam a 6% do PIB; (vii) Programa de Formação de Recursos Humanos em Áreas Estratégicas (RHAE) foi criado em 1987, com gestão do Ministério da Ciência e Tecnologia e inovação (MCTI) e execução pelo CNPq. Utiliza um conjunto de modalidades de bolsas de fomento tecnológico, especialmente criado para agregar pessoal altamente qualificado em atividades de pesquisa e desenvolvimento nas empresas, além de formar e capacitar pessoal para desenvolver projetos de pesquisa aplicada ou de desenvolvimento tecnológico. A partir de 1997, o Programa RHAE passou a ser denominado Programa de Capacitação de Recursos Humanos para o Desenvolvimento Tecnológico, e a gestão continuou a cargo do CNPq. Além disso,

as ações passaram a ser realizadas por meio de editais regulares. Desde 2006 foram lançados editais e o programa passou a ser chamado de RHAE – Inovação, iniciado em 2007, uma ação com o objetivo de fomentar projetos de inovações; (viii) PROEP, iniciado em 2007 com objetivo de realizar ações integradas de educação para o trabalho, a ciência e a tecnologia, em conexão com a sociedade. Além do BID, parceiro deste programa, que financiou 50% dos investimentos complementados com recursos do Governo Federal, sendo 25% do MEC e 25% de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Até 2002 o BID aplicou 49% dos recursos e o Brasil 51% da contrapartida nacional, 68% da verba investida do MEC e 32% do FAT; (ix) Inova Engenharia, criado para promover a mobilização nacional em favor da modernização na educação da engenharia brasileira. Foi destacado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) que a atividade é considerada essencial para o processo de inovação tecnológica na indústria nacional "a educação em engenharia representa elemento-chave nesse processo, por se tratar de atividade, por excelência, condutora da inovação nos setores econômicos". A iniciativa é coordenada pelo Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e pelo SENAI e conta com o apoio de 17 instituições acadêmicas, públicas e privadas. Para a CNI um dos grandes desafios é integrar a educação de engenharias com o sistema produtivo, para oferecer aos cursos e desenvolver pesquisas centrados nas necessidades das empresas e do desenvolvimento tecnológico e econômico do país. O programa representa um avanço qualitativo essencial por materializar a dimensão mais importante para a educação em engenharias no país: a integração entre academia, as empresas de todos os portes e as distintas esferas de governo (Modelo Hélice Tripla). Uma pesquisa encomendada pela CNI, que envolveu 120 grandes e médias indústrias, sobre o perfil do engenheiro que o país precisaria concluiu que, apesar do setor empresarial reconhecer a boa formação técnica dos engenheiros brasileiros, estes profissionais ainda necessitam desenvolver em maior grau a atitude empreendedora, capacidade de gestão, comunicação, liderança e cpacidade de trabalho em equipe e à inserção de pesquisadores (mestres e doutores) nas empresas;

(x) Programa Ciência Sem Fronteiras (CSF), lançado em 2011, é um programa do Governo Federal que visa a promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio de estudantes de graduação e pós-graduação e

da mobilidade internacional. Os objetivos deste programa são os de promover, de maneira acelerada, o desenvolvimento tecnológico e estimular os processos de inovação no Brasil por meio do aumento da mobilidade internacional docente, discentes de graduação e pós-graduação, de pós-doutorandos e pesquisadores, estimulando a inserção das pesquisas feitas nas instituições brasileiras às melhores experiências internacionais O programa prevê a concessão de até 75 mil bolsas em quatro anos, das quais 40 mil serão concedidas pela Capes e 35 mil pelo CNPq. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Ciência e Tecnologia (MCT) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento – CNPq, Capes, e as Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC (CAPES, 2011). As áreas prioritárias para este Programa são as seguintes: Engenharias e demais áreas tecnológicas; Ciências Exatas e da Terra: Física, Química, Biologia e Geociências; Ciências Biomédicas e da Saúde; Computação e tecnologias da informação; Tecnologia Aeroespacial; Fármacos; Produção Agrícola Sustentável; Petróleo, Gás e Carvão Mineral; Energias Renováveis; Tecnologia Mineral; Biotecnologia; Nanotecnologia e Novos materiais; Tecnologias de Prevenção e Mitigação de Desastres Naturais; Biodiversidade; Ciências do Mar; Indústria criativa; Novas Tecnologias de Engenharia Construtiva; e Formação de Tecnólogos. Conforme se pode depreender a proposta combina o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação em temas de interesse nacional, como o processo de internacionalização, inclusive para poder atender à demanda reprimida de qualificação de pessoal nessas áreas. O Programa será executado em três modalidades de bolsas; sanduíche para estudantes de graduação; educação profissional e tecnológica; e, atração de lideranças científicas para o Brasil. Na primeira, o Programa é dirigido aos alunos de graduação de melhor desempenho acadêmico, caracterizado por critérios de excelência como as notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), premiação em programas de iniciação científica e tecnológica, olimpíadas e concursos temáticos, bem como a excelência da universidade de origem. Está sendo elaborada uma lista de universidades estrangeiras de elevada qualidade acadêmica, credenciadas para participar do programa. As instituições e agências de fomento, bem como universidades brasileiras participantes do programa estabelecerão os acordos de cooperação e convênios necessários para o reconhecimento mútuo das atividades acadêmicas realizadas. A experiência da Capes e as lições aprendidas com os programas de

cooperação internacional certamente serão muito úteis para a escolha das universidades de destino dos estudantes. A modalidade de Educação Profissional e Tecnológica tem como público alvo os estudantes de cursos superiores oferecidos por Institutos de Formação Profissional e Tecnológica, em especial aqueles relacionados às áreas prioritárias do Programa. Os alunos selecionados deverão estar preferencialmente no penúltimo ano de formação. Para a realização do intercâmbio, deverão permanecer na instituição cooperante por um período de seis meses. No retorno, a instituição deverá facilitar o processo de revalidação de disciplinas/créditos, de forma a não prejudicar o prosseguimento dos estudos. Deverão ser planejados processos de retorno das experiências do estudante à instituição de origem poderá servir de referência para outros estudantes, além de participar de projetos de pesquisa nas temáticas do curso aproveitadas na instituição estrangeira.

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