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PLUTÃO NA SEXTA CASA OU EM VIRGEM

ATRAVÉS DAS CASAS E DOS SIGNOS

PLUTÃO NA SEXTA CASA OU EM VIRGEM

Os indivíduos que têm Plutão na Sexta Casa ou em Virgem vêm aprendendo as lições evolutivas de servir à sociedade, à cultura ou, em menor escala, a um outro indivíduo. Além disso, estes indivíduos vêm aprendendo as lições necessárias em humildade pessoal e falta de confiança em si mesmos, discernimento, purificação e auto-aperfeiçoamento. Estas lições específicas foram e serão desenvolvidas através de uma intensa auto-análise.

No sentido mais amplo possível, a Sexta Casa ou Virgem é um arquétipo que simboliza como os indivíduos no âmbito de um corpo coletivo, i.e. a cultura ou a sociedade, aprendem a desempenhar uma função específica dentro da cultura ou sociedade. Cada pessoa, em qualquer grupo de pessoas do mais primitivo ao mais sofisticado, possui uma função relacionada com o trabalho a assumir a fim de ajudar a sustentar todo o grupo. Em função disso, os desejos, as necessidades e as oportunidades pessoais do indivíduo são "sacrificados" com o objetivo de satisfazer os desejos, as necessidades e as exigências da tribo, cultura ou sociedade. Este arquétipo ensina a todos nós a dinâmica emocional, intelectual, espiritual e física do servir ao todo. Em determinados contextos culturais de tribos ou sociedades, a designação da tarefa ou do papel do indivíduo é determinada de acordo com o status hereditário. Em outras culturas, as pessoas são livres para determinar seu próprio trabalho. Em ambos os casos, a lição de sacrifício pessoal e do servir é aprendida.

Aqueles com Plutão na Quinta Casa ou em Leão aprenderam a identificar o princípio criativo e o propósito dentro de si mesmos. A fim de poder fazer isso, eles precisaram necessariamente se unir emocionalmente com o princípio criativo para poder realizar seu próprio propósito. Isto conduz à criação de efeito "piramidal" de realidade no qual o indivíduo estava no topo da pirâmide, esperando que todos os outros fatores na sua vida girassem em torno dele e servisse às suas necessidades.

Na Sexta Casa ou em Virgem, a pirâmide agora se inverte. O indivíduo está na base a fim de servir às necessidades do todo através da função de trabalho ou de serviço que ele recebeu ou escolheu. Em ambos os casos, o indivíduo com Plutão na Sexta Casa teve necessariamente que aprender os métodos práticos, as técnicas ou as aptidões a fim de estabelecer ou aplicar sua função relacionada com o trabalho dentro da cultura da tribo ou da sociedade.

Considero a Sexta Casa ou Virgem um arquétipo de transição no qual o indivíduo está deixando para trás a orientação leonina da Quinta Casa, e avançando na direção da orientação da Sétima Casa ou de Libra: o arquétipo ou a lição da igualdade ou relatividade individual. De Áries a Leão, da Primeira à Quinta Casa, existe necessariamente uma orientação subjetiva e egocêntrica. De Libra a Peixes, da Sétima Casa até a Décima Segunda Casa, existe necessariamente uma orientação objetiva ou uma orientação progressivamente egocêntrica (o indivíduo relacionando sua identidade com conjuntos cada vez mais amplos; com o universal).

Na verdade, então o efeito da pirâmide invertida vem ensinando a esses indivíduos a perfurar o balão da sua exagerada excepcionalidade ou importância. A perfuração desse balão induziu as necessárias lições evolutivas de humildade e de autopurificação. Eles vêm aprendendo que o universo não gira em volta deles, e que existem muito mais coisas referentes à totalidade da realidade do que apenas aquela que pode ser vista do centro das suas pirâmides. Na Quinta Casa ou em Leão, o indivíduo estava aprendendo a transformar em realidade aquilo que ele era. Na Sexta Casa ou em Virgem ele vem aprendendo a compreender aquilo que ele não é. Ao tomarem consciência do que não são, estes indivíduos estão aprendendo não apenas a humildade essencial, mas também a necessária autopurificação que expurga todos os vestígios de exaltação de si mesmo e ilusões de grandeza.

Mais uma vez, uma das maneiras pela qual esta lição foi aprendida foi através da dinâmica do trabalho. Isto foi aprendido de uma variedade de formas dependendo das características kármicas e da condição evolutiva natural de cada indivíduo que tem Plutão na Sexta Casa ou em Virgem. Como exemplo, vamos colocar Plutão em Gêmeos na Sexta Casa, o Nodo Sul em Virgem na Nona Casa, e o regente planetário, Mercúrio, em Áries na Terceira Casa. Digamos também que este indivíduo está na condição evolutiva individualizada. Em consideração ao nosso exemplo, digamos ainda que este indivíduo decidiu ser professor a fim de atender às exigências do seu trabalho e do serviço ao todo. Não seria raro nesta condição evolutiva que este indivíduo intuísse e analisasse as deficiências de acordo com a maneira, os métodos e as técnicas de ensino que foram aprendidas durante o seu próprio treinamento. Por conseguinte, este indivíduo iria pensar em formas novas e diferentes de ensinar a fim de melhorar

e aperfeiçoar a função do ensino num sentido generalizado. Este indivíduo teria a tendência de planejar novas técnicas e métodos de ensino: a respeito do que ensinar e de como ensiná-lo. Com Mercúrio em Áries, estas novas idéias poderiam certamente desbravar e abrir novos campos para a profissão do ensino geral. Existiria porém o problema de o indivíduo tentar convencer as outras pessoas ao seu ponto de vista particular. Essas outras pessoas seriam especificamente seus colegas de profissão, os outros professores, bem como a estrutura organizacional preexistente da profissão do ensino de um modo geral. Estas novas idéias, métodos e técnicas seriam considerados importantes, relevantes e necessários pelo indivíduo. Este seria pessoalmente tão dedicado à essas idéias que elas representariam sua segurança emocional e seu poder pessoal. Por conseguinte, o indivíduo teria necessidade de convencer e converter as outras pessoas a fim de estabelecer o poder e a identidade pessoal no local de trabalho.

Ao se concentrar de uma maneira crítica nos métodos de ensino preexistentes, o indivíduo atrairia naturalmente críticas a respeito das novas idéias sobre como ajustar e melhorar a disciplina do ensino. As novas idéias, técnicas e métodos seriam excessivamente "novos" do ponto de vista dos outros professores porque abalariam e ameaçariam diretamente sua segurança emocional, seu poder e sua identidade pessoal que se baseiam nas formas existentes segundo as quais eles vêm ensinando. Quando este indivíduo surgisse em cena com novas idéias, o necessário feedback crítico que ele iria receber suscitaria lições permanentes de humildade e autopurificação. As novas idéias não seriam recebidas com a aclamação positiva que era esperada, e nem tampouco o indivíduo seria considerado o "salvador" ou o "herói" ou a "heroína" que desejariam ser. O necessário

feedback negativo serviria então para criar a auto-análise que conduziria ao

ajustamento e à revisão das novas idéias, técnicas e métodos. Este processo exigiria que o indivíduo trabalhasse dentro da própria profissão e não fora dela, lançando bombas de críticas arrogantes. Trabalhando dentro da profissão, o indivíduo não apenas aprenderia a necessária humildade, como também a ajustar a linguagem empregada a fim de produzir as mudanças positivas que ele tinha a capacidade intrínseca de criar. Ao fazer isto, os necessários ajustamentos de humildade, de serviço ao todo por meio do efeito piramidal invertido, e da expurgação dos padrões egocêntricos de grandeza seriam realizados.

Além de aprender esta lição através da dinâmica do trabalho e do serviço, esses indivíduos também a vêm aprendendo através da

auto-análise mental. As pessoas com Plutão na Sexta Casa ou em Virgem possuem um poderoso raios-X mental ou uma mente que se assemelha ao raio laser. A intensidade da luz mental expõe qualquer dinâmica, componente ou parte delas mesmas que não seja "correta" ou "perfeita". Estas dinâmicas, componentes, ou partes podem ser de natureza mental, emocional, intelectual ou espiritual. A Sexta Casa e Virgem são intrinsecamente yin ou femininas por natureza. Como tal, este fato produz ciclos de introspecção natural e auto-análise. Estes ciclos incentivam um exame periódico mental e emocional do indivíduo. Este exame precisa ocorrer para que possa ciclicamente eliminar e ajustar qualquer parte componente dentro de si mesmo que não esteja em sintonia com suas contínuas necessidades kármicas e evolutivas. Mais uma vez, a Sexta Casa e Virgem são arquétipos de transição. Assim, aquilo que precisa ser ajustado ou eliminado pertencerá a padrões interiores de auto-identificação egocêntrica, à estrutura piramidal de realidade, às ilusões de grandeza, ou a qualquer padrão intelectual e emocional que possa estar impedindo o posterior crescimento.

Os ciclos intensos de exame de si mesmo que se concentram nesses padrões interiores se correlacionarão com sentimentos internos do que precisa ser de alguma maneira mudado. Esta experiência interior reflete claramente um padrão de conduta que é "correto" e "perfeito". Em virtude da natureza de transição deste arquétipo, esses indivíduos estão evoluindo na direção de uma orientação egocêntrica diante da vida — para se identificarem com conjuntos cada vez mais amplos. Aquilo que não é correto ou perfeito será subconscientemente vinculado às orientações de vida simbolizadas por Áries e a Primeira Casa até Leão e a Quinta Casa. Aquilo que é correto e perfeito será simbolizado por Libra e a Sétima Casa até Peixes e a Décima Segunda Casa. O veículo através do qual esta transição ocorre é Virgem e a Sexta Casa. Assim, os ciclos de intenso auto-exame e análise têm lugar para que os necessários ajustamentos possam ser feitos. Quando isto ocorre, a transição pode acontecer.

Muitos desses indivíduos possuem recordações armazenadas num nível inconsciente relativas a imprudências e erros anteriores, ou a qualquer coisa que não foi feita "corretamente". Podemos ver mais uma vez que um padrão de conduta correta estimula este sentimento interior. Em alguns indivíduos, este padrão de conduta correta está fortemente definido num nível consciente. Em outros, o padrão só

será vivenciado como um sentimento obsessivo do que ele deveria ser. Seja qual for o caso, a maioria dos indivíduo com Plutão na Sexta Casa vivenciarão a culpa num nível inconsciente ou subliminar. A culpa se baseia em erros ou imprudências anteriores quando comparados com o padrão de conduta correta — do que deveria ter sido ou do que deve ser. A base desta culpa será diferente em todos os casos, e será descrita pela principal dinâmica kármica/evolutiva em cada mapa. Em todos os casos haverá um desejo e uma necessidade de compensar a culpa combinada com o padrão de conduta correta. Compensar significa purificar e realizar o autodesenvolvimento. Uma maneira de fazer isto é servir aos outros de alguma maneira — a dinâmica do trabalho.

Em virtude da necessidade de compensar a culpa, esses indivíduos analisarão impiedosamente suas imperfeições, falhas ou insuficiências, tornando-se realmente os piores inimigos de si mesmos. Ao se concentrar compulsivamente nas imperfeições, esses indivíduos podem ficar obcecados ou impedidos de poder realizar ou satisfazer suas mais profundas capacidades ou habilidades nesta vida. De algum modo, eles nunca estão suficientemente perfeitos ou bons. Num outro nível, eles podem sentir que não merecem mais do que têm por causa da culpa. Desse modo, eles, podem mostrar-se relutantes, procrastinar ou criar racionalizações (desculpas) para o fato de não poderem fazer alguma coisa que eles sabem que deveriam, poderiam ou querem fazer. Ao procrastinar e deixar de realizar seu potencial pleno, eles criam ainda uma outra fonte de culpa. Muitos desses indivíduos vêm carregando o fardo dessa culpa por muitas encarnações: o saber, em algum nível, que de alguma maneira falharam consigo mesmos. Este tipo de padrão evolutivo e kármico pode se tornar um ciclo vicioso que alimenta eternamente a si mesmo. Nos piores casos, o indivíduo ficará num estado de perpétua crise em decorrência dessa condição evolutiva e kármica. A necessidade de compensar a culpa que instiga a análise compulsiva das insuficiências, das falhas, das imperfeições e das deficiências do indivíduo pode se transformar na experiência interior de "o que eu fiz errado?". Alguns indivíduos que exteriorizam e projetam esta orientação interior sobre o ambiente culparão as outras pessoas pelas "injustiças" que foram projetadas sobre eles. Eles podem se sentir oprimidos pelo ambiente, pelas outras pessoas, e pela natureza das circunstâncias. Este tipo de orientação interna e externa é relativa, e é vivenciada de um modo diferente por cada

indivíduo com Plutão na Sexta Casa. A diferença se baseia nas características kármicas e evolutivas do mapa de nascimento.

No exemplo empregado anteriormente, o indivíduo poderia ter se recusado a fazer os ajustamentos necessários que poderiam ter aberto espaço para que novas idéias, técnicas, e métodos de ensino fossem aceitos por outras pessoas. O feedback e as críticas negativos da parte dos outros seriam usados pelo indivíduo para incentivar a análise interior do que ele estivesse fazendo errado. E contudo, isto seria simultaneamente projetado sobre as outras pessoas: o mal que elas estavam fazendo ao indivíduo. Desse modo, o indivíduo se sentiria oprimido pelo ambiente de ensino e por seus colegas de magistério. A pessoa poderia então se sentir culpada por não ser capaz de realizar e estabelecer as novas idéias, técnicas e métodos de ensino porque ela poderia ou deveria tê-lo feito — um padrão de conduta correta. Esta experiência imporia então a análise do que era inadequado, imperfeito, defeituoso ou deficiente dentro do indivíduo que dava origem a essa situação.

Na verdade, a necessidade de compensar as origens e as causas da culpa podem conduzir esses indivíduos a uma estrutura de realidade repleta de crises pessoais. A crise é uma experiência necessária para esses indivíduos. Num determinado nível, eles podem inconscientemente impedir a si mesmos de realizar suas capacidades inerentes, e podem desenvolver apenas insignificantemente suas habilidades. Quando esta reação ocorre, ela está refletindo a necessidade de abnegação, da penitência, do auto-sacrifício ou da falta de confiança em si mesmo. Esta reação comportamental produz a crise necessária porque a pessoa reconhecerá de alguma maneira os padrões acima descritos e seu fracasso em realizar a totalidade das suas capacidades. A crise emocional/mental que se segue imporá ciclicamente a necessidade da auto-analise a fim de expor as razões ou a dinâmica interior que criarão esta reação comportamental.

A crise faz com que essas questões atinjam seu ponto crítico. Quando há uma resposta positiva, a análise das questões pode incentivar a auto-regulação, o auto-aperfeiçoamente e o autoconhecimento porque a luz da consciência pessoal, vivenciada através da crise, permite uma mudança de comportamento. Está última pode ocorrer uma vez que a dinâmica interior e as origens do comportamento são trazidas completamente á tona. A auto- regulação e o auto-aperfeiçoamento podem ocorrer através da identificação com um padrão de conduta

que seja correto para a pessoa, e pela prática sistemática dos métodos, técnicas e idéias contidas nesse padrão. Neste contexto, o padrão de conduta correta poderá ser qualquer sistema de pensamento que promova o auto- aperfeiçoamento e o autoconhecimento.

Quando existe uma resposta negativa, a análise que ocorre através da crise incentivará a necessidade compulsiva de uma constante autocrítica a ponto de o indivíduo ser incapaz de levar a cabo a mudança construtiva: ele simplesmente fica preso na interminável teia da análise mental que é capaz de criar uma espécie de paralisia emocional e mental. A antiga filosofia taoísta nos oferece um simples porém construtivo exemplo para ilustrar e combater esse efeito negativo: a centopéia tem mil pernas e passa muito bem enquanto continua a colocar uma perna na frente da outra; ela chega ao lugar que pretendia ir. E contudo, quando a centopéia tenta analisar como a perna 46, por exemplo, funciona na seqüência de 1.000 pernas, ela se imobiliza e fica paralisada. O antídoto ê simplesmente continuara colocar uma perna diante da outra.

Da mesma maneira, os indivíduos da Sexta Casa precisam continuar a andar, falar e agir. A perfeição ou a compensação irão ocorrer desta maneira. Ela certamente não irá ocorrer se a pessoa se sentar num determinado lugar e tentar se tornar perfeita, purificada e livre de culpa a partir desse local de inércia. O indivíduo não pode se aperfeiçoar simplesmente pensando a respeito disso. E preciso que tenham início as ações que permitem a execução do movimento para que um procedimento tenha lugar. Embora a Sexta Casa e o signo de Virgem sejam intrinsecamente femininos ou yin por natureza, eles também são mutáveis. O movimento ou a ação promovem a clareza e o entendimento do que está ocorrendo através da absorção ou análise interior. O movimento intrínseco de qualquer ação deixa espaço para um procedimento relativo ao que está sendo analisado. O resultado é o discernimento e a clareza de pensamento. Sem o necessário movimento implícito numa ação, o que está sendo analisado pode se distorcer conduzindo a uma perda de perspectiva.

Os indivíduos com Plutão na Sexta Casa podem provocar uma outra forma de crise; eles podem criar um número tão grande de obrigações externas que passam a não ter tempo para si mesmos. Mais uma vez, vemos o tema do trabalho e do serviço vinculado ao efeito piramidal invertido. Vemos este fenômeno ligado aos padrões de culpa e compensação inconscientes que estão por sua vez

relacionados com a necessidade da purificação egocêntrica e da humildade. Este comportamento também está associado à evasão pessoal. Com excessiva freqüência essas pessoas sentem uma solidão absoluta num nível interior. Esta experiência que é sentida de uma forma extremamente intensa é um reflexo da análise mental e emocional na qual o indivíduo está se desnudando até os ossos. Esta experiência também é um reflexo do fato que a Sexta Casa e Virgem são um arquétipo de transição. O indivíduo passa cada vez a não conseguir se relacionar ou se identificar com a perspectiva de vida de Áries até Leão. Ele está avançando na direção da perspectiva de Libra até Peixes. Esta transição faz com que o indivíduo se cinta sozinho porque ele não pode nem se relacionar com o passado, que é conhecido, e nem com o futuro porque é desconhecido. Desse modo, a experiência do momento, a eterna transição, deixa o indivíduo sentindo-se extremamente sozinho num nível bastante profundo.

Ao se desnudar totalmente, ao analisar todos os comportamentos que precisam ser ajustados e aperfeiçoados para que se reorganizem num todo mais perfeito, o indivíduo pode projetar esta análise sobre o ambiente exterior. Ao fazê-lo, o indivíduo vivência as imperfeições, as insuficiências e as falhas da vida de um modo geral. Esta análise crítica do ambiente interior e exterior produz o sentimento de que existe alguma coisa "faltando", ou que a vida é, em última análise, insignificante. Este intenso foco emocional, expresso negativamente, se traduz em algumas outras manifestações comuns de comportamento. Além de ser em geral crítica com relação a si mesma, a pessoa pode ser crítica com relação a todas as pessoas e a tudo que faz parte do seu ambiente. Esta crítica, que se baseia em algum padrão de conduta estabelecido pelo indivíduo, pode se manifestar através da evasão pessoal, porque os intensos sentimentos de solidão são excessivamente fortes. Assim, o indivíduo torna-se muito ocupado, preenchendo a sua vida com uma obrigação após a outra, e nunca dedicando-se a fazer o que deveria fazer por si mesmo. A pressão do tempo, com relação às obrigações e projetos, provoca crises que tornam o indivíduo consciente da dinâmica interior que cria este comportamento. A crise pode provocar a mudança se o indivíduo o desejar. Neste contexto, isto significaria uma mudança nas rotinas pessoais, o que permitiria que o indivíduo entrasse em contato consigo mesmo num nível mais profundo. Aí então podem ser desenvolvidas as necessárias atividades através das quais pode ocorrer o

aperfeiçoamento individual. Em muitas pessoas, esta dinâmica da evasão