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101 Poder e controlo

No documento As cooperativas como alianças estratégicas (páginas 127-135)

Para este fator, os valores de Alfa de Cronbach variam entre 0,709 e 0,789 que indicam razoável consistência interna. Os coeficientes de correlação do item total corrigido apontam que o item 13.13 foi o que apresentou menos estabilidade (r=0,468). A correlação máxima situa- se no item 13.50 (r=0,623). Os valores da média e desvio padrão, nos diversos itens permitem- nos afirmar que estes se encontram bem centrados.

Tabela 5.23 - Consistência Interna do questionário Poder e Controlo N.º

Item Itens Média Dp

r item/ total r2 α sem item 13.13 A existência de uma governação democrática (um

homem, um voto) – Equilíbrio de poder 4,11 1,057 ,468 ,264 ,745 13.23 O facto de os membros poderem agir como patronos,

proprietários, investidores e membros da comunidade

4,02 1,018 ,566 ,364 ,719 13.49 Controlo idêntico pelos cooperadores 4,21 ,887 ,558 ,453 ,724 13.50 Equilíbrio de forças entre parceiros 4,26 ,891 ,623 ,525 ,709

Coeficiente de bipartição Primeira metade = 0,524 Segunda metade = 0,742 Coeficiente alfa de Cronbach global 0,768

Quanto aos parâmetros de fiabilidade por subescala, no que respeita ao fator poder e controlo, aferem-se valores de Alfa de Cronbach classificados de médios, uma vez que variam entre 0,709 (item 13.50) e 0,745 (item 13.13), com um valor global para o total da escala de 0,768.

O item 13.50 foi o que mais se correlacionou com o fator Poder e Controlo (r=0,623). Ao invés do item 13.13 (r=0,468) que é o que menos se correlaciona com aquele fator.

De notar, ainda, que a determinação do coeficiente de bipartição dá conta que a primeira metade dos itens da escala não é tão consistente a medir o constructo como a segunda metade. Facto a ter em consideração a quando da realização dos modelos finais, através da AFC.

Na análise fatorial confirmatória (AFC), conforme se observa na Figura 5.9, não foram observados problemas de multicolinearidade e casos extremos univariados e multivariados influentes. Inicialmente, constata-se que os índices da AFC apresentam um ajuste sofrível para a razão entre o índice e os graus de liberdade e CFI (Tabela 5.26).

Os índices de modificação não mostraram erros a correlaciona no fator poder e controlo, com a eliminação do item a ser suficiente para a melhoria significativa no ajuste do modelo final.

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Todos os pesos de regressão são significativos (p< 0,001) e superiores a (λ ≥ 0,50), mostrando a relevância do fator para predizer os itens. A fiabilidade individual é também adequada (r2

0,25).

A fiabilidade compósita ao apresentar valores de 0.796 para a compatibilidade, revelou boa consistência interna dos itens relativos aos fatores do modelo final e o indicador de validade convergente (VEM) mostrou-se um pouco abaixo, mas ainda assim dentro dos parâmetros de aceitabilidade (VEM=0.445), face ao elevado ajuste apresentado pelo modelo.

Tabela 5.24 - Análise da normalidade para a variável poder e controlo

Normalidade

Variável min max skew c.r. kurtosis c.r.

V13.50 1,000 5,000 -1,056 -6,007 ,676 1,923 V13.49 2,000 5,000 -,772 -4,388 -,453 -1,288 V13.23 1,000 5,000 -,928 -5,278 ,257 ,731 V13.13 1,000 5,000 -1,125 -6,399 ,631 1,794

Multivariate 24,845 17,659

Tabela 5.25 - Análise de regressão e colinearidade para a variável poder e controlo

Variável Regressão Colinearidade

Estimado S.E. C.R. P λ T VIF

V13.50 1,977 ,517 3,822 *** ,803 ,475 2,106 V13.49 1,767 ,462 3,821 *** ,721 ,547 1,828 V13.23 1,799 ,467 3,852 *** ,639 ,636 1,572

V13.13 1,000 ,540 ,736 1,359

Como se observa na Tabela 5.26 o modelo final apresenta valores de qualidade de ajustamento que são considerados bons, o que revela a validade fatorial da escala poder e controlo (χ2/df=3.999; CFI=0.964; GFI=0.964; RMSEA=0.125; RMR= 0.045; SRMR = 0.044), valores melhor ajustados do que aqueles obtidos com o modelo inicial.

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Figura 5.9 - Modelos de AFC para a variável Poder e Controlo

Também nesta subescala se verifica um valor elevado na RMSEA, todavia tal não invalida a qualidade de ajustamento do modelo.

Tabela 5.26 - Índices de qualidade do ajustamento de todos os modelos

Modelo x2/gl GFI CFI RMSEA RMR SRMR

Modelo 1 - Final 1.320 0.993 0.997 0.041 0.025 0.024

Cultura entre empresas

Para este fator, os valores de Alfa de Cronbach variam entre 0,714 e 0,718 que indicam média consistência interna. Os coeficientes de correlação do item total corrigido apontam que o item 13.24 foi o que apresentou menos estabilidade (r=0,639). A correlação máxima situa-se no item 10.1 (r=0,659). Os valores da média e desvio padrão, nos diversos itens permitem-nos afirmar que estes se encontram bem centrados.

Tabela 5.27 - Consistência Interna do questionário Cultura entre Empresas N.º

Item Itens Média Dp

r item/ total r2 α sem item 10.1 As cooperativas são uma aliança entre empresas e/ou

pessoas para a obtenção de Informação

3,49 1,359 ,659 ,452 ,714 11.3 As cooperativas são formas eficientes e efetivas de

fazer negócios 4,06 1,026 ,642 ,421 ,718

13.24 A comunicação entre as cooperativas e os seus membros, que é menos formal e mais frequente

3,92 1,074 ,639 ,450 ,717

Coeficiente de bipartição Primeira metade = 0,673 Segunda metade = 0,503 Coeficiente alfa de Cronbach global 0,789

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Quanto aos parâmetros de fiabilidade por subescala, no que respeita ao fator Cultura entre empresas, aferem-se valores de Alfa de Cronbach classificados de médios, uma vez que variam entre 0.714 (item 10.1) e 0,718 (item 11.3), com um valor global para o total da escala de 0.789. O item 10.1 foi o que mais se correlacionou com o fator cultura entre empresas (r=0,659). Ao invés do item 13.24 (r=0,639) que é o que menos se correlaciona com aquele fator.

Também para esta escala, a determinação do coeficiente de bipartição dá conta que a primeira metade dos itens da escala é mais consistente a medir o constructo do que a segunda metade, ainda que sejam ambas más, mas dentro dos parâmetros de aceitabilidade (0.5-0.6) propostos por Pestana & Gageiro (2008). Facto a ter em consideração a quando da realização dos modelos finais, através da AFC.

Pela análise fatorial confirmatória (AFC) obteve-se um modelo que melhor se ajusta à descrição dos factos, conforme se observa na Figura 5.10. Não foram observados problemas de multicolinearidade e casos extremos univariados e multivariados influentes. Inicialmente, constata-se que os índices da AFC apresentam um ajuste muito bom para a razão entre o índice e os graus de liberdade e GFI (Tabela 5.30).

Não existiram cargas fatoriais inferiores a 0.50, nem índices de modificação para o fator cultura entre empresas. Todos os pesos de regressão são significativos (p< 0,001) e superiores a (λ ≥ 0,50), mostrando a relevância do fator para predizer os itens. A fiabilidade individual é também adequada (r2 ≥ 0,25).

A fiabilidade compósita ao apresentar valores de 0.796 para a cultura entre empresas, revelou boa consistência interna dos itens relativos aos fatores do modelo final e o indicador de validade convergente (VEM) mostrou-se dentro dos parâmetros de aceitabilidade (VEM=0.500), face ao elevado ajuste apresentado pelo modelo.

Tabela 5.28 - Análise da normalidade para a variável Cultura entre Empresas

Normalidade

Variável min max skew c.r. kurtosis c.r.

V13.24 1,000 5,000 -,791 -4,500 -,055 -,158 V11.3 1,000 5,000 -,874 -4,968 ,063 ,179 V10.1 1,000 5,000 -,424 -2,409 -,860 -2,445

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Tabela 5.29 - Análise de regressão e colinearidade para a variável Cultura entre Empresas

Variável Regressão Colinearidade

Estimado S.E. C.R. P λ T VIF

V1324 ,778 ,083 9,372 *** ,760 ,550 1,819 V113 ,711 ,084 8,461 *** ,727 ,579 1,727

V101 1,000 ,772 ,548 1,823

Figura 5.10 - Modelo de AFC para a variável Cultura entre Empresas

Como se observa na Tabela 5.30 o modelo apresenta valores de qualidade de ajustamento que são considerados bons, o que revela a validade fatorial da escala cultura entre empresas (χ2/df=1.000; CFI=0.980; GFI=0.972; RMSEA=0.129; RMR= 0.037; SRMR = 0.034).

Tabela 5.30 - Índices de qualidade do ajustamento de todos os modelos

Modelo x2/gl GFI CFI RMSEA RMR SRMR

Modelo 1 1.000 0.980 0.972 0.129 0.037 0.034

Uma vez mais o valor de RMSEA encontra-se acima dos valores de referência, apesar de todos os outros indicadores apontarem para um modelo ajustado.

Desenvolvimento organizacional

Para este fator, os valores de Alfa de Cronbach variam entre 0,733 e 0,797 que indicam média consistência interna. Os coeficientes de correlação do item total corrigido apontam que o item 13.26 foi o que apresentou menos estabilidade (r=0,437). A correlação máxima situa-se no item 13.35 (r=0,618). Os valores da média e desvio padrão, nos diversos itens permitem-nos afirmar que estes se encontram bem centrados.

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Tabela 5.31 - Consistência Interna do questionário Desenvolvimento Organizacional N.º

Item Itens Média Dp

r item/

total

r2 sem α

item 13.9. A existência de infraestruturas necessárias ao negócio 4,04 ,986 ,544 ,454 ,756 13.26 O acesso a serviços não fornecidos pela indústria

privada ou governo 3,72 1,122 ,437 ,266 ,797

13.27 O investimento em comunidades locais e criação de capital social

3,96 ,997 ,604 ,396 ,736 13.35 Benefícios educacionais 3,78 ,947 ,618 ,420 ,733

Coeficiente de bipartição Primeira metade = 0,664 Segunda metade = 0,719 Coeficiente alfa de Cronbach global 0,789

Quanto aos parâmetros de fiabilidade por subescala, no que respeita ao fator desenvolvimento organizacional, aferem-se valores de Alfa de Cronbach classificados de médios, uma vez que variam entre 0,733 (item 13.35) e 0,797 (item 13.26), com um valor global para o total da escala de 0,789. O item 13.35 foi o que mais se correlacionou com o fator desenvolvimento organizacional (r=0,618). Ao invés do item 13.26 (r=0,437) que é o que menos se correlaciona com aquele fator.

No modelo final, resultante da análise fatorial confirmatória (AFC), conforme se observa na Figura 5.11, não foram observados problemas de multicolinearidade e casos extremos univariados e multivariados influentes. Inicialmente, constata-se que os índices da AFC apresentam um ajuste inaceitável para a razão entre o índice e os graus de liberdade (Tabela 5.34).

Não se registaram cargas fatoriais inferiores a 0,50, os índices de modificação mostram que deveriam correlacionar-se no fator desenvolvimento organizacional, os erros e1 vs e3 e o erro e4 vs e5. As correlações dos erros originaram a obtenção de melhorias significativas no ajuste do modelo, que resultou como modelo final ajustado e dentro dos valores de referência.

Todos os pesos de regressão são significativos (p< 0,001) e superiores a (λ ≥ 0,50), mostrando a relevância do fator para predizer os itens. A fiabilidade individual é também adequada (r2

0,25).

A fiabilidade compósita ao apresentar valores de 0.800 para a compatibilidade, revelou boa consistência interna dos itens relativos aos fatores do modelo final e o indicador de validade convergente (VEM) mostrou-se um pouco abaixo, mas ainda assim dentro dos parâmetros de aceitabilidade (VEM=0.449), face ao elevado ajuste apresentado pelo modelo.

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Tabela 5.32 - Análise da normalidade para a variável Desenvolvimento Organizacional

Normalidade

Variável min max skew c.r. kurtosis c.r.

V13.35 2,000 5,000 -,072 -,409 -1,113 -3,165 V13.27 1,000 5,000 -,610 -3,470 -,450 -1,280 V13.26 1,000 5,000 -,540 -3,073 -,462 -1,314 V13.9 1,000 5,000 -,928 -5,275 ,428 1,217

Multivariate 9,165 7,628

Tabela 5.33 - Análise de regressão e colinearidade para a variável Desenvolvimento Organizacional

Variável Regressão Colinearidade

Estimado S.E. C.R. P λ T VIF

V13.35 ,967 ,131 7,356 *** ,693 ,580 1,725 V13.27 1,000 ,141 7,110 *** ,681 ,604 1,655 V13.26 ,822 ,147 5,589 *** ,497 ,734 1,362

V13.9 1,000 ,688 ,546 1,832

Figura 5.11 - Modelos de AFC para a variável Desenvolvimento Organizacional

Como se observa na Tabela 5.34 o modelo apresenta valores de qualidade de ajustamento que são considerados bons, o que revela a validade fatorial da escala poder e controlo (χ2/df=2.012; CFI=0.988; GFI=0.990; RMSEA=0.072; RMR= 0.033; SRMR = 0.029.

Tabela 5.34 - Índices de qualidade do ajustamento de todos os modelos

Modelo x2/gl GFI CFI RMSEA RMR SRMR

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Competição e vantagens competitivas

Para este fator, os valores de Alfa de Cronbach variam entre 0,783 e 0,794 que indicam média e boa consistência interna. Os coeficientes de correlação do item total corrigido apontam que o item 13.31 foi o que apresentou menos estabilidade (r=0,701). A correlação máxima situa-se no item 13.29 (r=0,727). Os valores da média e desvio padrão, nos diversos itens permitem- nos afirmar que estes se encontram bem centrados.

Tabela 5.35 - Consistência Interna do questionário Competição e vantagens competitivas N.º

Item Itens Média Dp

r item/

total

r2 sem α

item 13.28 A existência de poder de negociação para obter

vantagens competitivas e posição de mercado 4,23 1,023 ,723 ,591 ,783 13.29 A obtenção de benefícios financeiros diretos

(dividendos ou recompensas de patrocínio) e indiretos (menores custos de transação) para os negócios dos membros, através das operações centrais da cooperativa e/ou investimentos diversificados

4,16 ,973 ,727 ,613 ,783

13.31 Benefícios diversos e de marketing (comercialização). 4,01 ,960 ,701 ,502 ,794 Coeficiente de bipartição Primeira metade = 0,852 Segunda metade = 0,720 Coeficiente alfa de Cronbach global 0,844

Quanto aos parâmetros de fiabilidade por subescala, no que respeita ao fator Competição e vantagens competitivas, aferem-se valores de Alfa de Cronbach classificados de médios, uma vez que variam entre 0,783 (item 13.28 e 13.29) e 0,794 (item 13.31), com um valor global para o total da escala de 0,844. O item 13.29 foi o que mais se correlacionou com o fator competição e vantagens competitivas (r=0,727). Ao invés do item 13.31 (r=0,701) que é o que menos se correlaciona com aquele fator.

Foi feita uma análise fatorial confirmatória (AFC) para obter o modelo que melhor se ajusta à descrição dos factos, conforme se observa na Figura 5.12. Não foram observados problemas de multicolinearidade e casos extremos univariados e multivariados influentes. Inicialmente, constata-se que os índices da AFC apresentam um ajuste inaceitável para a razão entre o índice e os graus de liberdade e o RMSEA (Tabela 5.38).

Não se registaram cargas fatoriais inferiores a 0.50, os índices de modificação não mostram necessidade de correlacionar-se erros no fator competição e vantagens competitivas, que resultou como modelo final ajustado e dentro dos valores de referência.

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No documento As cooperativas como alianças estratégicas (páginas 127-135)