Gazeta do Povo
COPA DO BRASIL | Vitória por dois gois de diferença garante classificação antecipada ao Rubro-Negro
Atlético enfrenta um Bugre à beira da crise - Equipe de Flávio Lopes joga hoje contra o 11.° colocado no Paulistão
RODRIGO FERNANDES
Depois do susto contra o frágil Treze/PB, o Atlético volta a campo pela segunda fase da Copa do Brasil. O adversário desta noite, às 20h30, no Brinco de Ouro, em Campinas, é o desesperado Guarani, que ocupa a 1 l.a posição no Paulistão.
A equipe do tarimbado técnico Carlos Alberto Silva atravessa fase crítica na temporada. O clube não vence há quatro rodadas no certame regional e precisa da reabilitação contra o Rubro-Negro.
“O adversário está em crise, empatou em casa na última rodada com a Matonense e depois perdeu nos pênaltis. Além disso, o time deles ainda não apresentou um bom futebol este ano”, confirma o volante Valdir. “Apesar disso, não podemos nos iludir: Paulista é uma coisa; Copa do Brasil é outra. Veja o exemplo do Palmeiras, que é lanterna no Estadual e vai bem na Libertadores”, completa.
Ciente das possíveis dificuldades, a equipe de Flávio Lopes carrega o regulamento embaixo do braço. Mesmo sem perder o respeito pelo Bugre (que completou 90 anos segunda-feira), os jogadores sabem que uma vitória por dois gois de diferença elimina o rival. “O mais
importante é não perder, se possível sem tomar gois”, simplifica o treinador.
Ontem pela manhã, Lopes comandou um trabalho coletivo no CT do Caju e confirmou os 11 titulares para o desafio no interior de São Paulo. A única dúvida era no setor de meio-de- campo, entre João Miguel e Valdir. O experiente volante confirmou a preferência do treinador atuando no time principal.
Além da tranqüilidade num possível jogo de volta, a vitória tem valor moral para o duelo de domingo, contra o Coritiba. Para o clássico, o técnico rubro-negro vai contar com o zagueiro Gustavo, que fica à disposição no banco de reservas.
Guarani esconde o jogo
Sem desfalques, o técnico do Bugre, Carlos Alberto Silva, está certo de que a conquista de bom resultado contra o Atlético trará a confiança de volta a seus jogadores. Após cumprir suspensão na partida do Paulistão contra a Matonense, o cabeça-de-área Martinez deve retomar ao grupo de titulares, desempenhando, no entanto, a função de lateral-esquerdo. O treinador só divulgará quem joga momentos antes de a partida começar (nos vestiários do
118
Brinco de Ouro), mas já declarou que suas maiores dúvidas estão no meio-de-campo, onde Fumagalli, Renato, Luís Fernando e Lindomar disputam duas vagas.
Paraná Online
Atlético atrás de gois em Campinas Rafael Macedo
Se depender do técnico do Atlético, Flávio Lopes, o jogo de hoje não acaba no 0 a 0. "A nossa intenção é marcar gol", comentou Lopes. Apesar do técnico atleticano respeitar a equipe do Guarani, ele considera importante marcar gol fora de casa. A partida contra o Bugre começa às 20h30 no Estádio Brinco de Ouro da Princesa, e é válida pela Copa do Brasil.
Depois de ficar quatro dias sem jogar o rubro-negro volta a campo com muita disposição. O técnico Flávio Lopes está a par das principais armas do adversário e pretende explorar as suas maiores falhas. O trabalho de ontem, no CT do Caju, foi exatamente neste sentido. Com fotos da disposição dos jogadores do Guarani em campo, Lopes cobrou bastante o posicionamento de seu time, para diminuir o espaço do adversário. "É uma equipe que conseguiu finalizar 45 vezes a gol, não podemos olhar sua posição na tabela e sim o adversário", afirmou o técnico.
Isso porque o Guarani está em 11.° lugar na classificação do campeonato paulista.
Outro ponto que Flávio Lopes pediu atenção de seus comandados, foi no setor esquerdo. O lateral Fabiano não vai ter tanta liberdade para subir ao ataque, quanto seu companheiro Alessandro. Isso porque quem atua por aquele setor na equipe do Bugre são Luciano, Marcinho e Fumaggali, e segundo o técnico rubro-negro, "eles têm qualidade e são muito velozes".
Apesar de Lopes posicionar sua equipe para tentar buscar os gois, alguns jogadores, principalmente no setor defensivo, preferem a filosofia de não levar, se marcar já é lucro. "Se a gente conseguir fazer um gol vai ser bom, mas se a gente não tomar nenhum já está de bom tamanho", avaliou o zagueiro Nem.
Já no setor ofensivo a tática é se movimentar. "Se nós nos mexermos bastante vai dificultar para a defesa deles que é pesada", disse o meia Adriano. Outro que está com bastante disposição, é o volante Valdir, que conquistou de vez a vaga de titular. Apesar disso ele não descarta a possibilidade de ser substituído em algum jogo do campeonato paranaense. "E um campeonato longo e todo mundo tem chance de jogar", afirmou o volante.
Ingressos para o Atletiba
Os ingressos para o confronto entre Atlético e Coritiba, que acontece na Arena da Baixada às 17h, já estão à venda para a torcida atleticana. Eles podem ser encontrados nas bilheterias do Estádio Joaquim Américo pelos seguintes preços: arquibancada R$ 10,00; feminino, menores de 12 anos e estudantes, R$ 5,00; cadeira simples R$ 30,00; cadeira executiva, R$ 50,00; e cadeira de camarote R$ 80,00. Dos 20 mil ingressos que foram colocados à venda, 2 mil (10%
do total) estão destinados para a torcida do Coritiba. Os ingressos começarão a ser vendidos amanhã, nas bilheterias do Estádio Couto Pereira.
Ficha técinca:
2 a FASE - I a RODADA
Local: Estádio Brincode Ouro da Princesa Horário: 20h30min
Árbitro: Wilson de Souza Mendonça (PE)
Assistentes: Cid Bezerra Cavalcante e Irani Pinto da Paz (PE)
GUARANI: Edervan, Luciano Baiano, Emani, Edu Dracena, Martinez, Fausto, André Gomes, Fumagalli, Renato, Marcinho, Zé Carlos, Técnico: Carlos Alberto Silva
ATLÉTICO: Flávio, Alessandro, Igor, Nem, Fabiano, Valdir, Donizete Amorim, Kleberson, Adriano, Alex, Mineiro, Kléber, Técnico: Flávio Lopes
Para recuperar a confiança
Campinas (AE) - O Guarani enfrenta o Atlético-PR, hoje, no Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas, pela segunda fase da Copa do Brasil. Como não tem se apresentado bem nos últimos jogos pelo campeonato paulista da Série A -l, onde corre risco de rebaixamento, o time quer recuperar a confiança e iniciar uma nova fase na temporada.
Todo o grupo sabe que uma vitória sobre o time paranaense em casa pode, no mínimo^
diminuir a pressão sofrida depois das quatro derrotas no estadual. No último jogo, quando empatou sem gois com a Matonense e ainda perdeu o ponto extra nos pênaltis, o técnico Carlos Alberto Silva chegou a colocar seu cargo à disposição. A proposta, porém, foi ignorada pelos dirigentes, que confiam muito no trabalho do treinador.
A melhor tática empregada nesses dias de tempos difíceis é o diálogo com os jogadores.
Embora abatidos, todos sabem que a má fase pode acabar com uma simples vitória.
"Fases difíceis são comuns no futebol. Isso não é privilégio do Guarani. Quem tem visto nossos jogos é testemunha do empenho e das oportunidades que estamos criando a cada jogo.
Tenho certeza que um resultado convincente contra o Atlético do Paraná vai trazer de volta a confiança aos nossos jogadores", afirmou Silva.
Fabiano pode ficar fora do clássico
O clássico Atletiba começa antes mesmo do final de semana, pelo menos nos tribunais. O lateral-esquerdo do Rubro-Negro, Fabiano, vai ser julgado hoje pelo artigo 310, agressão com vias de fato. Saldo de sua expulsão no clássico com o Paraná Clube, na Baixada. Se ele for enquadrado nesse artigo, poderá pegar de dois a quatro partidas de suspensão. A situação de Fabiano não é das melhores, principalmente, porque ele é reincidente.
Já o atacante Enilton, do Coritiba, que se envolveu em uma confusão com o goleiro Vilson, na partida contra o Malutrom, também será julgado hoje. Como o atacante do Coxa foi expulso na partida de ontem, com o Rio Branco, ele terá que cumprir a suspensão automática no clássico. O goleiro Marcos, do Paraná Clube, também poderá ficar de fora da próxima partida de seu time. No jogo contra o Atlético, na Arena, Marcos, que já havia recebido um cartão amarelo, defendeu uma bola com a mão fora da área e levou cartão vermelho.
Atleticanos complicam Udinese
Os ex-atleticanos Warley, Alberto e Jorginho, que estão no Brasil, deixaram um rabo de foguete para a Udinese resolver, na Itália. O clube pode cair para a Segunda Divisão da Itália ao final desta temporada. O time de Údine, região nordeste do país, enrola-se cada vez mais no escândalo dos estrangeiros contratados com passaportes europeus falsos. Além dos três, há também o uruguaio Da Silva.
Os promotores que investigam o caso garantem ter provas de que o clube teve participação direta nas fraudes. A Udinese está incluída no bloco de equipes colocadas sob suspeita pela justiça. Roma, Lazio, Milan, Inter, Vicenza, Sampdoria passam por processos semelhantes, porque também teriam em seus elencos atletas que obtiveram dupla nacionalidade para atuarem como comunitários.
Os casos mais evidentes estão sendo analisados desde segunda-feira pelo tribunal da Federação Italiana de Futebol. As sentenças começam a ser emitidas ainda este mês, mas as audiências se prolongarão até maio, pelo menos.
A vida da Udinese pode complicar-se, se forem realmente fortes os documentos que o promotor Paolo Verri diz ter recebido da polícia polonesa. O magistrado é encarregado das investigações na região de Údine e garante ter em mãos cópias dos depoimentos de Alberto e Warley prestados em Varsóvia no ano passado. Ambos foram impedidos de entrar na Polônia,
120
em outubro, antes de um jogo da Copa da Uefa, porque as autoridades de imigração desconfiaram dos passaportes portugueses que apresentaram.
Os dois foram levados a uma delegacia, em que explicaram sua situação. Na época, Warley disse que havia assinado um documento em branco no clube, e dias depois recebera o passaporte português que deveria facilitar sua vida. Os dirigentes Pierpaolo Marino e Sigfriddo Marcatti, acusados de conivência, sempre negaram qualquer responsabilidade.
Para os jogadores, podem ser aplicadas multas e penas que variam de suspensão temporária a proibição de voltarem a atuar em equipes da Itália.
Valmir Gomes Valdomiro Galalau
Na verdade, Valdomiro Galalau é apenas um apelido, como tantos no mundo da bola. Seu nome verdadeiro é Waldemiro Lopes da Silva. Galalau marcou época no futebol. Foi zagueiro do Atlético e da seleção paranaense, brilhando nas décadas de 40 e 50. Fez parte do famoso Furacão, jogou com Caju, Laio, Ivan Pereira, Sanguinetti, Tocafundo, Jackson, Cireno e tantos outros que como ele marcaram época no futebol. Dia desses encontrei o amigo Valdomiro Galalau. Foi quando bati um longo e agradável papo. Com 73 anos e saúde de ferro, ainda joga uma bolinha de vez em quando. Gosta de pescar, assistir aos jogos na Arena, e como bom mecânico, apesar de aposentado mata o tempo recuperando como um artesão velhos carros que compõem sua coleção. Dedicado ao lar, vive em tomo das suas mulheres, dona Olga, a querida esposa, Ilian, a filha única, e as netas Fabíola e Ticiane, que lhe levam os trocados.
Galalau II
Conversar com Galalau é uma lição de vida. Algumas frases suas:
- Caju não voava. A bola, como amante, procurava seus braços.
- Tocafundo calçava 46, chutava forte, dava pau e sabia jogar.
- Jackson e Cireno brincavam de jogar bola.
- Quem jogou no Atlético e no Coritiba não jogou em nenhum.
- Joguei 13 anos no Atlético, Fedato mais do que isto no Coritiba. - Somos respeitados até hoje pelas torcidas.
- Amo o Atlético e sua diretoria, vivo recebendo carinho deles.
- A família, os amigos, o trabalho e o Atlético me mantêm mais vivo e saudável do que nunca.
Luiz Augusto Xavier Pela boa
Desesperadora. É a situação do Guarani no campeonato paulista. A ponto de o técnico Carlos Alberto Silva apelar pelo apoio da torcida na partida do próximo fim de semana, contra o Palmeiras. É só do que eles falam por lá, embora tenham de jogar hoje à noite contra o Atlético Paranaense. O treinador também reconhece o perigo rubro-negro e diz que o time não pode errar tanto nesse confronto, correndo o risco de ser eliminado da Copa do Brasil.
A difícil situação do adversário dá, por conseqüência, o favoritismo ao Atlético no balanço das duas partidas. Tem uma equipe mais bem alinhada e vem de bons resultados, com bom ambiente, sem a obrigação de vencer ou vencer para sair da forca.
Só que o Guarani dos maus resultados é o que vem disputando o campeonato estadual.
Teoricamente seria impossível separar as coisas, mas tivemos um exemplo recente aqui mesmo no futebol paranaense de que isso é bem possível, sim. O Coritiba, mal das pernas no campeonato paranaense, chegou à final da Copa Sul-Minas e está garantido na Copa dos Campeões. Enquanto tropeça em jogos fáceis pelo Estado, atropela na Copa do Brasil, somando duas vitórias nos dois primeiros jogos que realizou.
Também o Guarani é assim. Não deixou qualquer dúvida ao eliminar o Caxias e até aposta na Copa do Brasil como um caminho de fúga para as frustrações que tem acumulado nos jogos da competição paulista - que tem sido a mais confusa dos últimos anos, com baixa qualidade técnica.
O equilíbrio
Estivesse hoje em campo o Atlético de alguns dias atrás e os torcedores rubro-negros poderiam estar preocupados. Aquele time dava muito espaço para o adversário e a defesa compensava lá atrás os gois que o poderoso ataque fazia na frente. Foi a fase das vitórias por 5x3, 4x2 e coisas assim. Quando a coisa descompensava e o ataque errava um pouco mais, a defesa não segurava e vinham resultados ruins, como o tal empate em 2x2 em Itajaí que custou a classificação na Copa Sul-Minas.
Agora o problema está resolvido. A questão estava no policiamento do meio-de-campo e se João Miguel, mesmo improvisado, já vinha dando conta, com a entrada de Valdir o time atingiu a estabilização necessária para chegar aos bons resultados sem maiores riscos. Valdir é o tal "primeiro volante" que vinha sendo procurado desde o início do ano e possui invejável senso de cobertura e antecipação que permite maior mobilidade para os jogadores de criação, conforme já pôde ser visto na fácil vitória sobre o Malutrom.
Valdir deve ser peça fundamental na partida do Brinco de Ouro. O Guarani, por jogar em casa e precisar vencer, vai forçar o jogo de ataque e correr o risco de se expor ao contra-ataque atleticano. Com Valdir ali, protegendo a zaga, terá o Atlético mais fôlego para responder com jogadas de velocidade contra um adversário que deve se desguarnecer lá atrás.
Melhoram, assim, as chances de bom resultado nessa partida em Campinas.
Augusto Mafúz Velho estilo
O Atlético deve retomar o estilo convencional: atrai o Guarani e joga e, em velocidade procura fazer o gol no contra-ataque. Esse método pode ter melhor equilíbrio desde que o ataque adversário esteja sob domínio. Um gol sofrido acaba com todos os planos, obrigando o time a mudar de estilo.
Parece ser tudo muito simples, mas não é, quando o time deixa de criar o convencimento definitivo sobre suas virtudes. O jogo do Atlético de hoje em Campinas, não é apenas mais um jogo, ou um jogo com adversário mais difícil. É um jogo de afirmação do time depois que retomou o projeto em que se joga para conseguir resultado, sem a vaidade de ir além disso.
Na falta de um volante da casa Valdir está sendo um grande achado. Ele não só passou a proteger na marcação e na cobertura a zaga, como liberou Donizete para criar com Adriano.
Donizete não é jogador de exceção como Adriano, mas executa o fundamental do meio-de- campo que é o passe. Em um jogo de contra-ataque, em que a bola deve correr mais, será importante.
O Atlético deve ganhar do Guarani em Campinas.
Vitórias
A grande vitória de ontem foi a do Paraná. Foi buscar o resultado onde é difícil conseguir: em Bandeirantes, contra um União disputando a vaga. A vitória (2x1) foi mais importante sob o ponto de vista emocional, pois um novo fracasso poderia render uma nova crise na Vila.
O Coritiba suou a camisa para ganhar (2x1) do Rio Branco.
Jogo por jogo foi igual ao adversário, que já não tem muito que fazer dentro do campeonato.
Assim, os "coxas" afastam um pouco o susto que a ameaça da desclassificação vinha provocando.
Repercussão
122
Quando Pelé se separa de Edson Arantes do Nascimento, ele não quer que o atleta do século seja atrapalhado pelos negócios pouco transparentes do homem. Mas no exterior só existe um:
Pelé. É o homem e o ídolo.
Por isso, os franceses que o elegeram rei do futebol, estão indignados com o fato de que os políticos daqui querem investigar a sua vida, inclusive as contas de sua empresa.
A quebra do sigilo bancário da Pelé Sports foi o resíduo que faltava para acabar com a CPI da Nike. Sob o pretexto de investigar, os deputados praticaram o revanchismo. E logo com Pelé.
Furacão, com
Lobatón não viajou com a equipe - 05/04/2001 18:12
O atacante peruano Lobatón não viajou para Campinas, onde o Atlético enfrentará o Guarani, em jogo válido pela segunda fase da Copa do Brasil. O motivo da ausência de Lobatón é devido a sua expulsão no jogo contra o Treze da Paraíba, quando o peruano se envolveu numa confusão com os jogadores do Treze logo após o gol atleticano. Todavia, Lobatón poderá participar do Atletiba e do próximo jogo entre Atlético e Guarani. (CF)
AtleticoPR
Kléber, o artilheiro do Brasil
Hoje você é o maior artilheiro isolado do Brasil. Como você está encarando este título?
Para mim está sendo importante. Graças a Deus estou desempenhando o máximo e espero continuar assim com a mesma forma e com a mesma humildade porque tem muita coisa pela frente. O importante é não deixar a vaidade subir na cabeça.
Já pensou na possibilidade de ir para a Seleção?
A Seleção é um sonho de todo jogador. Tem que fazer por merecer. Tem muito chão pela frente. Ainda não consegui nada. Estou conquistando o meu espaço, mas é preciso trabalhar muito mais do que venho trabalhando. Agora não penso em sair, penso em ajudar o meu time e conseguir o bicampeonato.
Há muita cobrança da torcida em cima de você?
A cobrança sempre vai existir não só aqui, mas como em qualquer clube. Mas é fundamental esta cobrança porque incentiva o jogador a correr e a buscar o objetivo. Espero continuar fazendo gois e agradar não só a torcida como toda a equipe do Atlético.
Há um treino específico quando se é artilheiro?
Sempre fazemos jogadas ensaiadas durante o treino. Mesmo quando acaba o treino procuro ficar mais um tempo no campo jogando. Não dá para deixar cair o rendimento. Reparar depois fica difícil.
O que determina ser um bom artilheiro?
Um atacante tem que estar no lugar certo. Tem que pedir a Deus para que a bola vá no lugar certo. Em alguns momentos perdemos lances por isso um empurrãozinho Dele lá de cima sempre ajuda. A sorte está em todo lugar. Graças a Deus ela está vindo para o meu lado e de toda a equipe do Atlético.
O atacante depende muito do companheiro para fazer gois?
O ano passado o Lucas foi muito importante. Conseguimos vários gois com o que chamaram de quarteto mágico. Neste campeonato todos os jogadores estão me ajudando e me incentivando.
Você se espelha em algum jogador?
Admiro muito o Romário. Acho ele um jogador exemplar. Espero um dia conseguir chegar onde ele chegou ou até melhor.
06-04-2001 - PÓS-GUARANI (COPA DO BRASIL)
Gazeta do Povo
COPA DO BRASIL | Equipe de Flávio Lopes domina a partida no Brinco de Ouro e ganha mais embalo para o Atletiba de domingo
Atlético garantido na terceira fase
Rubro-Negro vence o Guarani por 2 a 0, ontem à noite, em Campinas, e elimina o jogo de volta
Com gois de Adriano e Kléber, o Atlético venceu o Guarani, ontem, em Campinas. A vitória levou o clube paranaense à terceira fase da Copa do Brasil, sem a necessidade do jogo de volta. O próximo adversário da equipe de Flávio Lopes sairá do confronto entre São Raimundo/AM e Portuguesa.
O jogo não foi dos melhores tecnicamente. Os donos da casa eram em campo o reflexo da pressão que sofre nos bastidores - ameaça de rebaixamento no Paulista e convivendo com a truculência diária dos torcedores. O acuado técnico Carlos Alberto Silva não teve vergonha de armar um time com cuidados defensivos em pleno Brinco de Ouro. "Eles só jogam no contra- ataque", disse o treinador, na tentativa de explicar a tática.
O jogo não foi dos melhores tecnicamente. Os donos da casa eram em campo o reflexo da pressão que sofre nos bastidores - ameaça de rebaixamento no Paulista e convivendo com a truculência diária dos torcedores. O acuado técnico Carlos Alberto Silva não teve vergonha de armar um time com cuidados defensivos em pleno Brinco de Ouro. "Eles só jogam no contra- ataque", disse o treinador, na tentativa de explicar a tática.