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Gazeta do Povo

COPA DO BRASIL | Objetivo do Rubro-Negro é "fazer o resultado" em casa para a equipe ter mais tranquilidade na partida de volta

Alex confirmado contra a Lusa - Atacante se recuperou de lesão e joga hoje contra a Portuguesa às 20h30 na Arena

RODRIGO SELL

O atacante atleticano Alex Mineiro se recuperou de uma lesão e tem presença garantida hoje contra a Portuguesa. Esta é a estréia do Rubro-Negro nas oitavas-de-final da Copa do Brasil.

A partida começa às 20h30 na Arena e é a primeira de uma série de oito que o Furacão pretende fazer para chegar ao inédito título da competição. E a intenção é "fazer o resultado" à noite para ter tranqüilidade na partida de volta em São Paulo (quarta-feira, dia 9).

"Fiz tratamento intensivo para participar desta partida. Não senti nada no coletivo e estou pronto para o jogo", resumiu Alex. E é verdade. O aproveitamento do atacante no treino de ontem foi tão bom que ele marcou o gol de empate contra o time de baixo (1 a 1, em 40 minutos). Para ele, a motivação agora é cada vez maior para esta disputa. "Estamos chegando em um momento em que todos gostamos que são as partidas decisivas", analisou.

Segundo Alex, os jogos pela Copa do Brasil são diferenciados. Ao contrário das duas fases anteriores, desta vez o Rubro-Negro faz a primeira partida em casa — situação que agrada mais ao atacante. "Prefiro jogar a primeira em casa para fazer o resultado e jogar mais tranqüilo o jogo de volta em São Paulo", disse.

O zagueiro João Miguel, que ganha nova oportunidade com a suspensão de Nem, concorda com o colega. "Sabemos da força do Furacão na Arena e esta vantagem nós temos que fazer dentro de casa", ressaltou. Para ele, a equipe está preparada e o grupo consciente do que deve fazer para superar a Lusa.

Flávio Lopes quer tranqüilidade

"Não vamos mudar a postura de jogo por ser a Portuguesa". A frase é do técnico Flávio Lopes. Longe de mostrar arrogância, significa apenas a confiança que o treinador está depositanto em seus comandados. Para ele, o Atlético está totalmente preparado para pegar qualquer que seja a formação da Portuguesa de Desportos.

Segundo Lopes, o fator preponderante para conseguir a vitória é manter a tranqüilidade.

Segundo ele, o fato de jogar em casa a primeira partida não faz muita diferença, embora seja importante não tomar gois. "Se tomar um, tem que fazer dois, porque um a um é resultado horrível", explicou.

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Para a partida de hoje, o treinador não poderá contar com os zagueiros Gustavo e Nem. O primeiro se recupera de uma contratura e o segundo cumpre suspensão pelo terceiro cartão amarelo. Nas demais posições, o Rubro-Negro irá com sua força máxima.

Atleticanas

Presença - Os dirigentes do Atlético confirmaram ontem a participação em um torneio na Coréia do Sul, entre 15 de junho e 15 de julho. Além do Rubro-Negro, também estarão jogando Grêmio, Cerro Porteno (Paraguai) Nacional (Uruguai), Estudiantes (Argentina) e as

seleções de Japão, Coréia e China.

Reforço - O meia Irênio, da Portuguesa, está prestes a acertar com o clube. Os dirigentes estão aproveitando a estada da Lusa na cidade para acertarem os últimos detalhes. A qualquer momento a negociação poderá ser anunciada. Já o zagueiro Andrei está fora dos planos.

Ficha técnica Atlético

Flávio; Alessandro, Igor, João Miguel, Fabiano; Valdir, Donizete Amorim, Adriano, Kléberson; Alex Mineiro e Kléber. Técnico: Flávio Lopes.

Portuguesa

Carlos Germano; Émerson, Fabrício, Élvis; Mancini, Ricardo

Lopes, Elson, Marquinhos, Lupídio; Lúcio (Édson Araújo) e Ricardo Oliveira. Técnico: Candinho.

Estádio: Joaquim Américo Horário: 20h30.

Arbitragem: Fabiano Gonçalves (RS), auxiliado por José Otávio Dias Bittencourt (RS) e Paulo Ricardo Silva Conceição (RS).

Ingressos: arquibancada, R$ 10 (mulheres, crianças até 12 anos e estudantes, R$ 5); cadeira simples, R$ 30; cadeira executiva, R$ 50 e cadeira de camarote, R$ 80.

Portuguesa vem com três na zaga

Técnico Candinho quer muita cautela no jogo de hoje

O técnico da Portuguesa, Candinho, deverá contar com praticamente todos os jogadores considerados titulares, mantendo a formação que vem utilizando nos recentes jogos do Campeonato Paulista. Ele garantiu inclusive que utilizará três zagueiros.

Candinho, no entanto, evitou confirmar a escalação. Isto porque o atacante Lúcio levou uma pancada no tornozelo direito durante um coletivo, e está em observação. Caso não tenha condições de jogo, Edson Araújo o substituirá.

O outro atacante de hoje é um velho connhecido do Atlético, embora sem boa passagem pelo clube. O atacante Cléber, na véspera de estrear pelo Rubro-Negro, pulou o muro e foi assinar contrato com o arqui-rival Coritiba. "Isso já passou e o importante agora é pensar no meu trabalho aqui na Portuguesa", disse. O fato de Cléber ter sido um dos artilheiros do time não foi o suficiente para a Lusa se classificar no Campeonato Paulista.

Márcio e Godói nas semifinais

Árbitros apitam jogos de ida da segunda fase do Paranaense

Os árbitros Oscar Roberto Godói e Márcio Rezende de Freitas vão apitar os jogos de ida das semifinais do Paranaense 2001. A decisão foi anunciada no final da tarde de ontem pelo presidente da Comissão de Arbitragem do Paraná, José Carlos Marcondes, depois de um encontro com o presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Moura.

Godói foi escalado para apitar o clássico entre Paraná e Coritiba, sábado, no Pinheirão, enquanto Márcio será o árbitro da partida entre Malutrom e Atlético, na Vila Capanema, no

domingo. Com a confirmação da escala, Godói e Márcio cumprem o contrato de seis partidas cada, com o patrocinador do campeonato, a TV Paranaense. Até então, os dois árbitros haviam apitado cinco jogos no Estadual.

O presidente da comissão não descartou a possibilidade dos árbitros apitarem também os jogos das finais do campeonato. “Tudo vai depender da atuação deles nas partidas do fim de semana e no interesse da renovação do contrato”, afirmou Marcondes.

Para Moura, a decisão de escalar os árbitros acomodou as propostas apresentadas na reunião de segunda-feira entre os representantes dos clubes que disputam as semifinais. O Atlético defendeu a “importação” de árbitros de outros estados, enquanto os outros clubes votaram a favor da manutenção dos árbitros paranaenses. “De certa forma, estamos agradando a todos”, disse Moura, referindo-se ao fato de Godói e Márcio, apesar de pertencerem ao quadro da FPF, terem sido filiados às federações paulista e mineira.

Paraná Online

Atlético tenta construir vantagem Rafael Macedo

O negócio é ganhar, não importa de quanto. Esse é o pensamento dos jogadores atleticanos para o próximo jogo do Atlético, às 20h30min na Arena da Baixada frente à Portuguesa, válida pelas oitavas-de-final da Copa do Brasil. Segundo os próprios jogadores uma das maiores dificuldades que eles vão encontrar na noite de hoje é a falta de padrão do time de São Paulo. "O time deles é inconstante, quando você menos espera eles surpreendem", avaliou Donizete Amorim.

A dúvida do técnico Flávio Lopes foi solucionada depois do treinamento de ontem à tarde, no CT do Caju. Alex Mineiro não sentiu dores durante o coletivo apronto para a partida e marcou o único gol dos titulares. "Estou jogando normalmente", disse o atacante, que completou, "É bom fazer gol porque a gente joga dentro de casa".

Para não ser surpreendido pela Portuguesa o técnico Flávio Lopes mandou um homem de confiança para observar o time adversário. Com bases em fotos, dados técnicos e da avaliação individual dos principais jogadores, o comandante atleticano sabe bem o que vai encontrar na noite de hoje. Lopes recebeu informações que vai encontrar um time muito qualificado tecnicamente do meio de campo para frente.

Os jogadores da meia-cancha rubro-negra sabem o que têm que fazer para complicar a vida da defesa adversária. "Nós temos que nos movimentar bastante e se possível também ajudar com gol", disse o meia Adriano. Mas o jogador é cauteloso e sabe que a partida não será fácil. "A gente tem condições de fazer uma bela vitória sobre a Lusa, mas sabemos que o time é

perigoso", afirmou ele. ,

O volante Amorim diz que o mais objetivo é sair com um resultado positivo, não importa o placar e espera um adversário motivado. "O importante é a vitória não interessa se tomarmos gol, mas eles vêm motivados porque essa é a única competição que estão disputando no momento", disse o jogador.

Como o zagueiro Gustavo está vetado pelo departamento médico, por uma contratura na coxa direita, João Miguel permanece na equipe. Ele atuou no último jogo do Atlético pela primeira fase do campeonato paranaense, quando o Furacão venceu o União Bandeirante por 3 a 2. Ele acha fundamental a seqüência de jogos para fazer uma boa atuação. "É bom você jogar com freqüência, qualquer jogador se destaca quando tem uma continuidade no trabalho", avaliou o zagueiro. Ele tem ainda uma das funções mais importantes, principalmente na partida de hoje, em que gol fora de casa vale dobrado. "O importante é não levarmos gol", disse o jogador.

Miguel acredita que não haverá falta de entrosamento com, Igor, seu parceiro na defesa. "Lá atrás é só se comunicar, quando os dois sabem jogar não tem problema", finalizou o zagueiro.

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Ficha Técnica:

Oitavas-de-fínal (jogo de ida)

Local: Estádio Joaquim Américo (em Curitiba) Horário: 20h30

Árbitro: Fabiano Gonçalves (Fifa-RS)

Assistentes: José Otávio Dias Bittencourt e Paulo Ricardo Silva Conceição (RS)

ATLÉTICO: Flávio, Alessandro, Igor, João Miguel, Fabiano, Valdir, Donizete Amorin, Kléberson, Adriano, Alex Mineiro, Kléber, Técnico: Flávio Lopes

PORTUGUESA: Carlos Germano, Fabrício, Emerson, Elvis, Mancini, Élson, Ricardo Lopes, Marquinhos, Lupídio, Lúcio (Edson Araújo), Ricardo Oliveira, Técnico: Candinho

Candinho faz segredo da Lusa

O técnico Candinho contará com praticamente todos os considerados titulares da Portuguesa, mantendo a formação que vem utilizando nos recentes jogos do campeonato paulista. O único jogador que está fora é o meia Irênio, cumprindo suspensão automática por expulsão.

O técnico não garantiu, mas pode utilizar a armação de três zagueiros, com o retomo certo de Emerson, que cumpriu suspensão no jogo recente pelo campeonato paulista.

Candinho, no entanto, evitou confirmar a escalação. Isso porque o atacante Lúcio levou uma pancada no tornozelo direito durante um coletivo, e está em observação. Caso não tenha condições de jogo, Edson Araújo, que foi liberado pelo departamento médico, o substituirá. O atacante Cléber, ex-Coritiba, está com a delegação da Portuguesa em Curitiba, mas não tem presença confirmada como titular.

Os lusos fizeram o treino final ontem pela manhã, no Canindé, seguindo à tarde para Curitiba, onde a delegação desembarcou por volta das 15h30. A delegação está hospedada em um hotel da Cidade Industrial de Curitiba e só retoma a São Paulo amanhã à tarde.

Estão em Curitiba os jogadores Carlos Germano, Marcelo Moreto, Mancini, Emerson, Hemani, Fabrício, Elvis, Cléber, Souza, Ricardo Lopes, Sandro Fonseca, Elson, Márcio Goiano, Marquinhos, Paulo Fabrício, Lúcio, Luiz Henrique, Edson Araújo, Ricardo Oliveira e Lupídio.

A escalação oficial só sai minutos antes do jogo de hoje.

Confirmado torneio na Coréia, em junho

Entre junho e julho os jogadores do Àtlético vão conhecer os costumes do Oriente e enfrentar três seleções asiáticas. O Atlético vai participar de um torneio na Coréia do Sul. "Nós já acertamos verbalmente mas só na sexta vamos assinar o contrato oficialmente," disse Alberto Maculan, diretor executivo do Atlético. O Grêmio será o outro clube brasileiro convidado, além de Cerro Portefío, Nacional, Estudiantes e as seleções do Japão, Coréia e da China completam as oitos equipes que participarão da competição.

No fim da semana, representantes do Grêmio, organizadores do tomeio e membros da imprensa coreana vêm para Curitiba acertar os detalhes, quanto às datas e documentação, para a participação dos dois times brasileiros. O dirigente rubro-negro não quis revelar quanto o clube vai receber por sua participação na competição na Coréia. "Só vamos revelar os valores quando o contrato for assinado", adiantou Maculan. As partidas vão ser realizadas na cidade que sediou a Olimpíada de 88, a capital da Coréia do Sul, Seul.

Atlético peita FPF e não mexe na Arena

O bate-boca entre dirigentes atleticanos e o presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Onaireves Moura, protagonizado na última segunda-feira, foi o estopim de um mal­

estar entre a entidade e o Rubro-Negro.

Na ocasião, Moura determinou que a diretoria atleticana providenciasse o deslocamento do banco de reservas do time adversário para o lado oposto ao do Atlético, evitando desse modo que os atletas e comissão técnica do visitante fossem atingidos por objetos atirados pela torcida.

A orientação foi dada pela CBF, após a análise de súmulas de árbitros que apitaram jogos da Copa do Brasil na Arena. "Nós já lançamos a determinação e vamos fazê-la cumprir já na partida entre Atlético e Malutrom, no dia 12a, avisou o presidente da Comissão de Vistorias da FPF, Cirus Itiberê. Ele também lembrou que a medida evitará que o pessoal do banco de reservas importune os bandeirínhas. "Os bancos devem ficar na porção do campo em que o auxiliar não corre", explicou.

Só que a diretoria do Atlético Paranaense já deixou o recado. "Não vamos mudar o banco de lugar em hipótese alguma. No Couto Pereira, na Vila Capanema e no Pinheirão os bancos também ficam lado a lado e os outros clubes não foram alertados. Por que só o Atlético?", indagou o diretor de futebol Walmor Zimermann.

A diretoria atleticana garantiu ainda que a outra determinação, que prevê o impedimento da presença de dirigentes no "pombal" - cabine destinada à imprensa no lado oposto aos bancos de reservas - , também não será cumprida. "Mas os árbitros podem ficar tranqüilos porque já orientamos o nosso pessoal para que não se exalte. Se o pessoal não se contiver, acataremos ao pedido da FPF", finalizou.

Um dia depois da reunião que definiu todos os detalhes da semifinal, Valmor Zimermann lembrou que "nós somos apedrejados em todos os estádios que vamos jogar". Ainda este ano, o próprio Estádio Couto Pereira apresentou problemas entre sua torcida e o banco de reservas.

Foi no jogo contra o Cruzeiro, em que o técnico Luiz Felipe Scolari passou boa parte do tempo sendo alvo da torcida. No final da partida, o jogador Sérgio Manoel foi atingido por uma pedrada no pé.

E FPF peita Atlético com Godói e Rezende

Nem árbitros de fora, nem sorteio antes das partidas. A Comissão de Arbitragem optou por árbitros do quadro da Federação Paranaense de Futebol para apitar o quadrangular e ontem mesmo anunciou os nomes dos juizes das primeiras partidas das semifinais, no próximo final de semana: Oscar Roberto Godói, auxiliado por Faustino Vicente Lopes e Idelfonso Trombeta, apita Paraná x Coritiba e Márcio Rezende de Freitas, auxiliado por Gilson Pereira e Aparecido Donizete Santana, trabalha em Malutrom x Atlético. Vale lembrar que o nome de Márcio foi um dos vetados pela diretoria atleticana em outra ocasião.

Segundo o presidente da Comissão de Arbitragem da FPF, José Carlos Marcondes, os dois árbitros estavam devendo uma partida do contrato assinado no início da temporada. "O contrato com a FPF previa no mínimo seis partidas e eles só apitaram cinco. Por isso, foram os escolhidos. Além disso, são árbitros de qualidade incontestável", afirmou o dirigente, acrescentando que a FPF pretende pedir prorrogação de contrato dos dois para que cumpram pelo menos mais uma partida até o final da competição. "Vamos conversar com o patrocinador e ver se conseguimos mais jogos."

Independente disso, Marcondes já adiantou que a FPF escalará árbitros "criados" no Paraná para algumas das partidas decisivas. "Desde 98 estamos capacitando nossos profissionais. Se hoje eles apitam jogos nacionais, têm todas as condições de apitar nossos jogos decisivos", finalizou.

Valmir Gomes

Noite de Copa do Brasil

Imagino um bom público esta noite na Arena. Afinal de contas, o rubro-negro com Kléber &

Cia, inicia sua caminhada nas oitavas de final, contra a sempre perigosa Portuguesa de

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Desportos, de Cléber e Lúcio, duas dúvidas. A Portuguesa tem história, desde 1920, quando foi fundada por integrantes da colônia lusitana, se tomou uma equipe simpática e organizada.

Na verdade, cresceu mais em patrimônio do que em títulos. Nesses oitenta anos conquistou apenas três campeonatos paulistas, e duas vezes o Rio-São Paulo. O que convenhamos é muito pouco, para quem pretende ser um dos grandes da paulicéia.

Ao contrario, o Atlético de 1924 para cá, somou inúmeros títulos estaduais, recentemente ampliou seu invejável patrimônio, conquistou a segunda divisão nacional, a seletiva para a libertadores, fez bom papel na Libertadores, ponteando com folgas o Estadual. É o que pode se chamar de time grande no seu Estado. Dentro deste resumo histórico, por jogar em casa, e viver um bom momento, acho o Atlético favorito.

Porém, como disse acima, a Portuguesa por natureza é uma equipe perigosa, ou traiçoeira, como queiram. Quando menos se espera, ela da uma aula de futebol, independente de local ou adversario. Não é todo dia bem verdade, mas acontece. Baseado nesta peculiaridade alerto os rubro-negros, iniciativa e determinação, do inicio ao fim. A vantagem conquistada no primeiro jogo, praticamente decide a vaga.

Aqui mando eu

Valmor Zimermann, com autoridade de vice presidente, avisa que não vai mudar o local do banco de reservas, muito menos fechar o famoso pombal. Na minha opinião, o banco de reservas precisa apenas de uma proteção. Quem sabe uma parede de plástico, proximo ao fosso. Quanto ao pombal, não vejo como impedir os atleticanos de usarem aquele local. Fica fôra da área de jogo, sem interferência física no espetáculo. Impedir que alguém vibre ou xingue num campo de futebol, é utopia. De mais a mais, como diriam os antigos ©na minha casa mando eu, fico onde quiser e ponto final2.

Luiz Augusto Xavier Ida e volta

Há quem prefira o contrário. Mas o Atlético sempre se deu bem quando teve de fazer em casa a primeira partida de um confronto eliminatório. Foi assim naquela vitoriosa campanha do Seletivo para a Taça Libertadores da América, quando fritava os adversários na Baixada e ia depois apenas garantir a vaga no jogo de volta. Principalmente na final, contra o poderoso Cruzeiro. Em tarde de alta inspiração de Lucas, os rubro-negros fizeram 3x0 no jogo de ida e daí só foram passear em Belo Horizonte. Perderam a partida, mas fizeram a festa.

Foi assim também com o Paraná Clube no Módulo Amarelo da Copa João Havelange. E justamente nos jogos mais importantes, contra Remo, Goiás e São Caetano. Só que a situação foi outra, diferente. Os tricolores empataram em casa e esperaram o adversário sair para o ataque para surpreender em jogadas agudas e de velocidade. E o título nacional foi comemorado perante a torcida do Santo André, em pleno Parque Antarctica.

E hoje? É favorito o Atlético, claro. Não só por viver melhor momento - a Portuguesa foi recém-desclassificada do Campeonato Paulista -, mas pela diferença de qualidade técnica entre os jogadores das duas equipes. Só que a Lusa sempre foi um rival perigoso nos confrontos anteriores entre os dois. Na última vez, em São Paulo, o Atlético saía folgado na frente, com dois gois de vantagem, e permitiu o empate que chegou como derrota, pelas circunstâncias.

A fórmula do sucesso é aquela mesma batida de sempre: marcar o maior número possível de gois e não levar nenhum, para não pesar no desempate, no jogo de volta. A ausência de Nem na zaga rubro-negra deve ser sentida, pois tem sido ele o ponto de referência do setor, por conta de sua ótima colocação em campo e do raro senso de cobertura que possui. Igor e João Miguel são eficientes, mas, juntos, por mais que se esforcem, não dão a mesma segurança lá atrás.

Conta o Atlético com a força de ataque para fazer o resultado. Tem funcionado sempre e só não resolve quando a defesa não cumpre a sua parte.

Augusto Mafuz Perigo previsto

Não é fácil jogar contra a Portuguesa de Desportos.

Apesar de um clube antigo, não se sabe ainda tratar-se de um grande ou de um pequeno no futebol brasileiro. Mas não é só isso. É comandada por Cândido que tem fama de bom treinador sem nunca ter sido. Até hoje não se sabe qual é a filosofia do seu trabalho, apesar de estar na estrada há mais de vinte anos. Por isso, a Portuguesa tem um futebol imprevisível, o que implica em uma grande ameaça para o adversário.

Seria melhor jogar contra um clube já definido como grande, porque esse tem sua proposta e intenções projetadas. Sabe-se quem é craque e quem não é.

O Atlético, então, que tome cuidado hoje à noite na Arena. Não pode jogar com a falsa ilusão de que as comparações com a Lusa o tomam superior. Ao contrário, o time rubro-negro com Flávio Lopes ainda deve um grande jogo, pois a vitória sobre o Guarani foi apenas o

O Atlético, então, que tome cuidado hoje à noite na Arena. Não pode jogar com a falsa ilusão de que as comparações com a Lusa o tomam superior. Ao contrário, o time rubro-negro com Flávio Lopes ainda deve um grande jogo, pois a vitória sobre o Guarani foi apenas o