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PRATICA D A HIPNO SE

No documento Letargia e Hipnose Sem Magia (páginas 124-138)

Ninguém jamais se manifestou contra o

hipnotisnw próprio, senão unicamente contra o hipnotismo dos outros.

PRELIMINARES

É curioso observar que em cada período áureo do hipnotismo tenham procurado mudar a terminologia. Mesmer o chama de Magnetismo: Braid deHipnotismo; Irmão Vitrício de Letargia. Alfonso Caicedo de Sofrologia, e, finalmente Alberto Lerro Barreto de Panose.

Hipnose ou Hipnotismo? Qual ocerto? Como queiram, responde oDr. L. Chertok em seu livro: L' Hypnose: leurs problémes théoriques et pratiques (Paris 1989). "Pode-se usar um ou outro. Na prática, são vocábu-

los sinônimos, entretanto alguns autores preferem dizer que: hipnotismo é a técnica e hipnose o estado conseguido pela técnica". Braid depois de 4 anos de ter proposto oneologismo - hipnotismo - já se lamentava da infeliz escolha e propôs - monodeísmo. Ia adotar: - consciência dupla - quando morreu em 1860.

No Brasil, o I Congresso Pan-Americano de Hipnologia realizado no Rio de Janeiro, em 1961,recomendou que HIPNOSE seria apraticada pelo médico, psicólogo e odontólogo, e seus praticantes serão chamados de hipnotistas ou hipnologistas. Hipnotismo é o praticado no teatro e circo pelo hipnotizador, sempre misturado com truques e fraudes.

Atualmente, a palavra hipnose é utilizada nos meios científicos de quase todos os países.

Um bom hipnotista é o que sabe improvisar métodos. Todos os

métodos podem ser resumidos em: preâmbulo, relacionamento interpessoal e técnica.

O hipnotista tem necessidade de possuir uma técnica e não um poder.

Todos osestados hipnóticos podem ser resumidos em 3fases: leve, médio

e profundo, apesar de haver inúmeras classificações que variam de 3 a 50 estados. Segundo KarI Weissmann: "Hipnotismo é também uma arte. É a

arte de convencer. Hipnotizar é convencer. E convencer é sugestionar.

sugestiona quem convence. E sóquem.convence hipnotiza".

Para se hipnotizar uma pessoa, 5 requisitos são necessários: prestígio,

preâmbulo, relação interpessoal ou rapport, técnica e paciência.

1) PREÂMBULO

William T. Heron recomenda o seguinte preâmbulo (contudo cada hipnotista deverá esquematizar seu próprio preâmbulo que poderá variar de acordo com os pacientes e com as circunstâncias):

"O processo de nos submetermos àhipnotização éalgo que uma pessoa normal pode aprender, da mesma forma que aprendemos a dançar, a escrever, etc. É necessário que você coopere comigo e que siga as minhas instruções, para adquirir perfeita capacidade. O máximo que posso fazer é ajudá-Io a seguir o caminho certo. "A idéia é a seguinte: - Não pare para analisar ou calcular o que estou tentando fazer. Deixe apenas que asminhas

palavras penetrem emseus ouvidos esaiam novamente sob aforma de ação

sugestionada, sem fazer quaisquer indagações arespeito de sipróprio.

"Você sabe que quando se bate na região que fica abaixo do joelho, a perna faz um ligeiro movimento. A pancada feita no tendão envia impulsos para dentro e eles voltam novamente sob a forma de ação. Você não pára a fim de pensar se deve mover aperna ou se ela se move, simplesmente. Da

mesma forma, as minhas palavras devem penetrar nos seus ouvidos e

retomar sob a forma de ação".

"Estou tentando explicar-lhe o significado da Hipnose da melhor

maneira possível. Para verificarmos oseugrau deaprendizado, teremos que submetê-I o a alguns testes. Estes terão a forma de movimentos musculares simples e você os deve encarar como simples testes de diagnóstico. Eles serão muito simples e você os achará muito fáceis".

Se for n~cessário usar apalavra "sono" em sua fraseologia ao paciente, seria interessante explicar-lhe, que está sendo usada diferentemente do significado ·comum. A vossa frase deve aproximar-se destas linhas: - "Quan,d~ eu usar a palavra "sono" não estarei me referindo aosono noturno.

Você sabe que quando está adormecida ànoite, você está inconsciente. Mas

nesta espécie de sono você não ficará inconsciente, porque sempre poderá ouvir as minhas palavras. Usamos a palavra "sono" para que você possa relaxar-se e ficar mais à vontade. Seus olhos poderão se fechar e se alguém, eventualmente, vê-Io, poderá pensar que está dormindo. Você achará que é uma condição muito agradável".

Os cometários devem ser feitos num tom de voz calmo e seguro e, no final, seria interessante obter-se uma expressão de afirmação do paciente. Isto poderá ser feito dizendo-se: - "Certo?" de forma interrogativa, ou do modo mais natural possível.

Agora, ao se usar uma cadeira, o paciente, invariavelmente, cruzará as pernas. Se ele assim proceder, pedi-lhe que as descruze, explicando-lhe que no estado hipnótico há pouco movimento espontâneo e que se as pernas ficarem cruzadas durante longo tempo, ocorrerá uma interferência na circulação sanguínea e isto poderá causar um desconforto. De qualquer modo, pedi ao paciente que ponha os pés no chão e deixe que as mãos caiam naturalmente no colo ou nos braços da cadeira. "Quando você entrar no estado hipnótico, terá pouca vontade de mover os braços ou as pernas. Portanto, para começar, queremos que eles fiquem confortavelmente. A experiência toda será agradável".

Com tudo isso, estaremos, não somente trabalhando para livrar a pessoa de quaisquer ansiedades que possa ter, como, também, para bom- bardeá-Ia com sugestões com o fito de induzi-Ia fortemente a submeter-se ao estado hipnótico.

Cada uma das frases é verdadeira e,conquanto sugestivas, não produ- zem malefícios. O hipnotista pode proferir estas frases, confiando plena- mente em que, se o paciente se submete ao estado hipnótico é porque considerou corretas estas frases, desde que o hipnotista seja suficientemente habilidoso para não dar sugestões que façam com que o paciente pense de outra forma.

O propósito oculto, através da movimentação do paciente de uma cadeira para outra ou de fazê-Ia ter os pés em posição normal, é o de fazê-Ia apresentar uma disposição receptiva. Ninguém se negará a realizar estas instruções e, quando o faz, se aproxima da aceitação de outras sugestões.

Tanto quanto possível, procurai sempre dar ao paciente uma razão pelo seu comportamento. Ele vai para a outra cadeira "porque é mais confortá- vel". Ele descruza as pernas "para que não seja interrompida a corrente sanguínea", etc. Lembrai-vos - o vosso objetivo é fazer com que o paciente fique em posição passiva, portanto, nunca lhe dando a oportunidade de perguntar por que motivo deve fazer isto ou aquilo. Dai-lhe as respostas, tornando-as lógicas. Não provoqueis a sua credulidade. Ao mesmo tempo,....

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lançai sugestões sobre a maneira pela qual ele deve agir ou sentir, tais como "a perna cruzada pode produzir desconforto, porque há pouco movimento espontâneo no estado hipnótico". Não queremos que opaciente comece a movimentar-se enquanto está no estado hipnótico. Queremos que os seus movimentos sejam razoavelmente controlados pelo mecanismo verbal do hipnotista.

Procurai, também, dar ao paciente asugestão de que ele é responsável pelo que acontecer. A única coisa quelhepoderá impedir de entrar no estado hipnótico é asua própria incapacidade de seguir ádequadamente as instru- ções que lhe são dadas.

O hipnotista é somente um professor e, aquilo que pode fazer, depende da espécie de material com o qual ele tem de trabalhar.

Estas frases sãotambém corretas, massuaprincipal finalidade é lançar a responsabilidade ao paciente, de modo que, em caso de ocorrer alguma falha o prestígio do hipnotista não seja atingido.

*

2)RELAÇÃOINTERPESSOAL

Diz aDra. Galina Solovey.

"O contato hipnótico não é mais um instante teórico o qual pode desvanecer-se em seguida, ou constituir o ponto de partida duma relação interpessoal hipnótica, mais ou menos profunda eduradoura. Na nossa vida diária abundam os contatos hipnóticos fugazes e as relações hipnóticas incompletas ou breves, ao ponto desepoder dizerque nossa vida se encontra repleta deles.

O próprio caráter cotidiano de tais experiências faz com que não se lhes preste maior atenção nem se lhes tome como objeto de estudo. Entre- tanto, elas constituem abase das relações que tem lugar no consultório do médico ou dentista hipnólogo, no laboratório dopesquisador psicólogo, ou no palco do hipnotizador de teatro.

Por conseguinte, éevidente que a disposição emocional do sujeito (a "extremidade-sujeito" do todo que constitui o "bom rapport" de vários autores) para entrar em transe hipnótico não se obtém com sugestões de levantamento da mão, fechamento dos olhos, etc., mas pela "preparação" sutil que as precede e graças à qual o "sujet" pode atender tanto às mencionadas sugestões como a outras adequadas que selhes faça.

*N.A.- olivro deWilliam T.Heron - Aplicações Clínicas daSugestão eda Hipnose, Ed.Monte Scopus, 3' ed., Rio, 1958,éespecialmente recomendado para médicos e odontólogos.

Watkins disse, com razão, que "aindução dum transe hipnótico não é questão de manipulação técnica, mas um problema de compreensão e interação no ambiente duma relação interpessoal íntima".

*

Sobre o rapport escreve o Dr. Envin Wolffenbüttel: "Uma definição de rapport é difícil, uma explicação será mais fácil: "Mesmer descobriu que precisa desenvolver-se um interesse entre o médico e o paciente. Ele

descreveu isso como rapport, um conceito francês que quer dizer "hanno- nia" ou "conexão". Esta palavra tem permanecido em uso, na psiquiatria, até o presente, para descrever a relação na qual o médico conquistou o

interesse e a cooperação de seu paciente."

"Excelente maneira de estabelecer ou

reforçar o rapport com opaciente é fazê-Io falar a respeito do seu estado de saúde. E,

se necessário, fazê-Io contar ainda mais ou novamente". "Também, deixá-Io contar os

seus êxitos" (eouvi-Io com simpatia). Há, pois, no rapport "uma dupla cor-

rente de sentimentos entre o operador eo paciente".

3) TÉCNICA

É natural que métodos hipnóticos de épocas passadas pareçam antiquados aos jovens. Entretanto, desta opinião não par- tilham destacados psicólogos, como bem acentua J. H. Schultz. Além da técnica é necessário que se tenha muita paciência.

a) O MÉTODO DE BERNEHEIM "Eu começo por hipnotizar - diz Ber-

neheim - da ~guinte maneira: inicio di- zendo ao paciente que acredite quegrandes benefícios advirão para oseucaso, através da terapêutica sugestiva, e que é perfeita-

mente possível curá-Io oupelo menos me-

lhorar o seu estado de saúde por meio de

hipnose. Acrescento que nada há depeno- so ou de estranho nesse processo, que éum

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Fig. 55 - Uma das provas de

sugestionabilidade.

O operador sugere aopaciente:

"Ao retirar minhas mãos de seus ombros, você sentir-se-á atraída

para trás ". O mesmo teste poderá serfeito com o paciente defrente, se elefor para trás, como mostra a figura, será facilmente

hipnotizável.

*N.A.- Galina Solovey, EIHipnotismo deHoy, Ed.Hachelle, 4' Ed.Buellos Aires, 1988,pág.56.

sono no sentido normal da palavra ou então um estado de torpor que pode ser produzido em qualquer pessoa, estado esse que restaura o equilíbrio do sistema nervoso. Se necessário hipnotizo uma ou duas pessoas na presença do candidato, a fim de mostrar-lhe que nada é doloroso nesse processo e que não há sensações estranhas a acompanhar o estado hipnótico. O paciente já não se mostrará desconfiado e refratário ao nosso intento. Ato contínuo, digo-lhe:

- "Olhe para mim e não pense senão unicamente no sono. Suas pálpebras estão ficando cada vez mais pesadas; sua vista cansada, começa a piscar. Seus olhos, estão se fechando. Estão úmidos. Já você não enxerga nitidamente. Seus olhos vão se fechando, fechando ... Fecharam".

Pacientes há que fecham os olhos e entram em transe quase que instantaneamente. Já com outros é preciso repetir e insistir.

- "Preste mais atenção nas minhas palavras. Preste mais atenção. Mais concentração" .

Às vezes pode esboçar-se um gesto. Pouco importa o tipo do gesto que esboça. Entre outros, dois dedos em forma de V. Pedimos ao paciente se fixe os olhos nos dedos. E incitando-o ao mesmo tempo a concentrar-se intensamente na idéia do sono, repetimos:

- As suas pálpebras estão pesadas. Estão se fechando. Já não consegue manter os olhos abertos. E agorajá não consegue abrir os olhos. Seus braços estão ficando pesados. Suas pernas já não sentem o corpo. Suas mãos estão imóveis. Vai dormir. Em tom imperativo acrescento: "DURMA!"

Em muitos casos esta ordem tem ação decisiva, e resolve o problema. O paciente fecha imediatamente os olhos e dorme. Pelo menos sente-se influenciado pela hipnose. Assim que noto que uma das sugestões está sendo aceita aproveito-a para formular a seguinte.

Às vezes recomendo ao paciente acompanhar a experiência por meio de movimentos com a cabeça. Peço-lhe que faça um sinal com a cabeça, afirmativo ou negativo. Cada sugestão a que o paciente responde afirmati- vamente é considerada uma conquista e é preciso aproveitá-Ia para outras consecutivas, dizendo ao paciente:

- "Está vendo como funciona bem, como está cOlTespondendo? Seu sono está se aprofundando realmente. Seus braços cada vez mais pesados. Já não consegue baixar os braços, etc."

- "Não adianta, meu velho. Quanto mais se esforça para baixar o braço, mais o seu braço vaise levantando. Voufazer agora com que seu braço seja atraído pela sua própria cabeça, como se a cabeça fosse um ímã".

Aconselha Berneheim não sugerir a catalepsia dos braços, senão da segunda ou terceira sessão em diante. Insiste o mesmo autor em que não se deve fazer o paciente fixar a vista demasiado tempo. Um minuto, no máximo .

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b) O MÉTODO DA AUTO-VISUALIZAÇÃO

Um dos métodos mais tipicamente subjetivos é o da autovisualização. O paciente, acomodado em uma cadeira, poltrona ou leito, recebe a recomendação de imaginar-se a si mesmo (assentado ou deitado) de olhos

fechados, enquanto ele próprio se esforça durante algum tempo por manter os olhos abertos.

Imagine-se, pois, de olhos fechados, dormindo. Mas enquanto a sua imagem visualizada está de olhos fechados, você continuará de olhos abertos, enquanto puder. Você está conseguindo imaginar-se a si mesmo de olhos fechados, dormindo? (O paciente responderá afirmativamente, com um movimento dacabeça ou damão). Você vai sentindo sono também ... A exemplo de sua imagem, você vaientranclo também num profundo sono... Você está sentindo sono, também...Você nãoconsegue ficar com os olhos

abertos, pensando em si mesmo de olhos fechados Você também vai fechando os olhos...Já está querendo dormir também etc, etc ..."

Este método tem-se mostrado particularmente eficiente com certos "sujets" refratários aos processos menos subjetivos de indução. Já se disse que a hipnose se baseia acima de tudo nas leis da imaginação. E imaginar é, antes de mais nada, visualizar, ver mentalmente.

Com ligeiras variantes, ditadas pelas circunstâncias e natureza do paciente, o método de Wolberg e Erickson consiste no que se segue: o operador, sentado defronte ou aolado do "sujet", preferentemente em uma cadeira comum, inicia o processo de indução, com estas palavras:

"Afrouxe os músculos. As mãos sobre osjoelhos ... Vá prestando toda atenção nas suas mãos. Procure registrar tudo que sentir em relação a elas. É possível que sinta o calor ou opeso das mãos sobre as pernas. Às vezes,

que importa é registrá-Ia ... Vá prestando atenção no que sentir... Repare, agora, na imobilidade das mãos... Como estão imóveis! Mas isso não vai continuar assim ...Em breve, um dos dedos começará a se mover. Qual deles se moverá primeiro? O indicador? O mínimo? O polegar? Não se pode prever. Será primeiro um dedo da mão direita? Ou um daesquerda? Repare: umjá começou a mover-se. Preste atenção...Outro ... Agora, os dedos vão se braços selevantam ... Quando assuasmãos chegarem àaltura de seu rosto, você estará profundamente adormecido (ou hipnotizado). À medida que as

suasmãos seaproximam deseu rosto, oseusono (ou hipnose) se aprofunda. Aotocarem o rosto, você estará emsono profundo. Durma tranqüilamente ... Nada o molesta, nada opreocupa ... Sua mente não abriga nenhum pensa- mento ... Você está perfeitamente àvontade...Está sesentindo perfeitamente bem Éuma sensação agradável de perfeito bem-estar. .. Só ouve a minha voz Só eu posso acordá-Io etc, etc.".

SINAIS DE HIPNOSE: Geralmente em alguns pacientes manifesta-se uma crise de riso, chamado oriso louco. Em outros, crises de choro. Outro fenômeno intrínseco da hipnose é a analgesia, e nQS estados profundos

anestesia. Entre os sinais psicológicos estão certa passiviàad~ inclinação de não falar. Ser hipnotizado, mesmo em estado profundo, na~nifica estar inconsciente.

Convém frisar queo Hi pnotismo somente mobiliza ascapacidades quê" estão dentro do indivíduo. É puramente fantasioso o enredo do filme "Svengali", exibido no Brasil em 1932, com grande sucesso, e extraído da novela de George Du Maurier. Na refeíida película, a heroína Trilby, totalmente incapaz de cantar, transformou-se numa grande cantora sob a influência das sugestões dadas pelo hipnotizador "Svengali". A mentalida- de de Trilby, acreditando nos poderes mágicas de Svengali, ainda perma- nece na crença de muitas pessoas no que se refere àhipnose.

Em nosso livro - PARAPSICOLOGIA: CIÊNCIA ou MAGIA? (Rio de Janeiro, 1974), escrevemos o seguinte:

Para alcançar o sucesso, Geller se vale de suas inegáveis qualidades de "showman". Mas isso lhe custa tenaz oposição dosmágicos e ilusionistas dos Estados Unidos. Eles o acusam de colega desleal, pois lança mão de argumentos sobrenaturais para camuflar seus truques bem feitos. De fato, um desses profissionais, JAMES RANDI, assistiu a uma exibição de Uri Geller e saiu de lá convencido de que pode reproduzir seus truques. Diz

Randi: "Nada do que Geller realizou na minha presença se situa no âmbito do paranormal".

Convém lembrar as palavras do Prof. Robert Tocquet: "Até hoje os fenômenos paranormais sãoespontâneos e incontroláveis. Resulta, portan- to, que todas as experiências chamadas paranormais que podemos ver em teatro e apresentadas_com regularidade são necessariamente EMBUS~S ou CONTRAFACÇOES".

Já dizia Camilo Castelo Branco": "Os antigos videntes fê-Ios a santi- dade; acorrupção faz os profetas contemporâneos" .

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Fig. 56- Dr. Alberto Lerro Barretto coloca a paciente em estado de hipnose

profunda. Observe areversâo do globo ocular. Areversâo total indica umestado

Fig. 57- Oassombroso prestidigitador-JAMES RANDI-observando o baralho Zener. Este ilusionista norte-americano afirma que estáemcondições de igualar

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