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4.6 Processos judiciais, administrativos ou arbitrais repetitivos ou conexos, não sigilosos e relevantes em conjunto

CÍVEL

1) Ações relacionadas ao "Serviço 0900"

A Companhia possui várias ações promovidas pelos provedores do serviço de valor adicionado denominado "serviço 900". Tais serviços foram extintos em 1998, em cumprimento a decisão judicial da 4.a Vara da Justiça Federal de São Paulo que estabeleceu uma série de requisitos para sua prestação.Com a extinção do serviço, as empresas provedoras dos mesmos ingressaram com diversas ações judiciais contra a Companhia, pleiteando a cobrança de valores a que fariam jus por disposição contratual mas que não teriam sido devidamente pagos pela Companhia. A empresa WCR do Brasil Serviços Ltda. propôs ação de cobrança pelo rito ordinário contra a Companhia em 09 de junho de 2000 e em 01 de outubro de 2004, a sentença judicial julgou a ação procedente, tendo sido tal decisão confirmada pela 26.a Câmara do Tribunal de Justiça de São Paulo e pendente de julgamento pelo Superior Tribunal de Justiça. Outras ações similares foram propostas pelas empresas provedoras e encontram-se ainda em andamento. Dentre estes casos, temos a empresa CKL do Brasil, cujo processo ainda encontra-se em fase pericial e a empresa Zeos, que também se encontra em fase de discussão do laudo pericial. O valor envolvido nestas demandas é de aproximadamente o montante de R$150 milhões e a empresa considera como provável o montante de R$76,2 milhões, que encontra-se devidamente provisionado.

2) Inclusão de PIS e COFINS nas Tarifas de Serviço de Telefonia Fixa

O Ministério Público é autor de ações judiciais em que postula a tese de que os valores cobrados com base no PIS e COFINS estão indevidamente incluídos nas tarifas de serviço de telefonia fixa e ainda demanda que os valores indevidamente cobrados deverão ser devolvidos em dobro. Há seis ações coletivas e diversas individuais com base no mesmo argumento e pedido. Não há provisão para essas ações estando o risco classificado como perda possível.

3) Pagamento de Assinaturas Mensais

Somos parte em numerosos processos judiciais individuais e coletivos instituídos em vários níveis e áreas do judiciário contra as tarifas de assinatura mensal. A maioria desses processos terminou de modo favorável a nós, incluindo decisão do Superior Tribunal de Justiça (Terceira Câmara), mas continuamos a acompanhar essas ações de consumidores muito proximamente, pois os resultados poderiam impactar os negócios de todas as prestadoras de telecomunicações no Brasil. A probabilidade de perda é considerada remota.

4) Ações de baixa relevância

Tratam-se de questionamentos realizados por clientes, relativos a relação de consumo, podendo- se destacar indenizações por danos materiais e morais, dentre outros. Em 31 de dezembro de 2009, a provisão associada a estes processos foi de R$117 milhões.

TRIBUTÁRIO

Temos diversas discussões judiciais para a cobrança do Seguro Acidente de Trabalho – SAT e imputação de responsabilidade solidária sobre recolhimento de contribuições previdenciárias, supostamente não efetuados, por seus contratos no valor aproximado de R$243,6 milhões, dos quais R$98,7 milhões estavam provisionados. Em setembro de 2009 a Administração da Companhia desistiu de parte da discussão judicial, liquidando o valor envolvido de R$54,2 milhões através do Programa de Recuperação Fiscal – REFIS com redução de multa e juros. O saldo

4.6 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais repetitivos ou conexos, não sigilosos

e relevantes em conjunto

remanescente da provisão foi revertido para resultado no montante de R$43,0 milhões. Os processos encontram-se em segunda instância judicial e considerando o grau de risco possível, não foi constituída provisão.

TRABALHISTA

Somos réus em diversas reclamações trabalhistas de ex-empregados e de empregados terceirizados (esses pleiteando responsabilidade solidária da empresa), que reivindicam, entre outras matérias, falta e diferenças de pagamento de horas extras, equiparação salarial, complementos salariais de aposentadoria, remuneração por insalubridade e periculosidade. Entre estas ações judiciais, foi considerado provável de perda e, portanto, provisionado, o montante R$391milhões (base: 31 de dezembro de 2009).

CONTENCIOSO ADMINISTRATIVO

1) Processos Antitruste e Regulatórios

Em 2001 e 2002, a Companhia foi acusada de prática anti-concorrenciais em três procedimentos administrativos relacionados a um eventual favorecimento a empresas do Grupo Telefonica no provimento de meios para exploração industrial de linhas dedicadas (“EILD”). A esse respeito, a Companhia assinou com a ANATEL dois Termos de Cessação de Conduta, devidamente homologados pelo CADE e os quais suspenderam o julgamento do mérito de tais processos administrativos até seu cumprimento integral. Aguarda-se atualmente a confirmação, pelo CADE, de que os Termos de Cessação de Conduta foram cumpridos. A Companhia não constituiu provisão relativa a essas causas, pois acredita que terá êxito nos processos.

Após esses procedimentos administrativos, a Companhia - assim como outras concessionárias e players de destaque no mercado - tem sido acusada de práticas anti-concorrenciais e/ou descumprimento da Resolução 402. São relevantes, a esse respeito (i) um processo administrativo iniciado em maio de 2007 para investigar descumprimento da Resolução nº 402 e no qual, em janeiro de 2010, a Companhia foi notificada a pagar a multa de R$6.321.656,99, para a qual a Companhia apresentará recurso e constituirá provisão; (ii) um processo administrativo iniciado em dezembro de 2008 para investigar obrigações regulatórias relacionadas aos aspectos formais da oferta pública das EILD da Companhia e sobre o qual esta apresentou defesa com argumentos consistentes para defender a oferta pública e, por essa razão, não fará provisão para esse procedimento.

2) Processos Administrativos por Descumprimento de Obrigação (ANATEL)

Integrando parte das rotinas da ANATEL, recebemos constantes pedidos de informação, bem como, nossas instalações e procedimentos são constantemente fiscalizados in loco pela Agência. Toda vez que, em decorrência das fiscalizações, a ANATEL acredita haver indícios de descumprimento de alguma obrigação prevista nos instrumentos de outorga, na legislação aplicável ou na regulamentação do setor, isto enseja a instauração de um Processo Administrativo por Descumprimento de Obrigação (PADO).

Em 31 de dezembro de 2009 a Companhia mantém provisão no montante de R$130,7 milhões referentes as multas atreladas aos Processos Administrativos instaurados pela ANATEL contra a Companhia, consideradas pelos assessores legais como grau de risco provável.