3 2 HISTÓRICO
QUADRO 4.5 EIXOS DAS ESTREVISTAS SEMI-ESTRUTURADAS
(C) OS PROTOCOLOS VERBAIS DE OBSERVAÇÃO PARTICIPANTE foram ã técnica
mais intensamente utilizada em todo o processo da pesquisa. Ela consiste de uma intervenção do pesquisador durante as dinâmicas cognitivas nas quais estão mergulhados os participantes com um registro posterior. Esta intervenção acontece em momentos previamente determinados, como no início dos trabalhos, fornecendo uma visão de conjunto dos objetivos de cada dinâmica, e no final, conduzindo e auxiliando a emergência das sínteses construtivistas. Intervenções no meio de cada dinâmica procuram apenas auxiliar o entendimento de detalhes e conceitos operativos.
Esta técnica foi proposta por Edla Ramos(7) em trabalho semelhante de observação participante. A Autora baseou-se em estudos de D. Diaper sobre a análise de tarefas na descrição da produção do conhecimento em interações entre as pessoas e o computador, bem como no método clínico proposto por Jean Piaget, que busca um caminho do meio entre os testes de inteligência aplicados mediante questionários fechados, que seria o extremo da objetividade, e a análise efetuada desde uma situação completamente externa e sem interferência do observador, que seria o extremo da subjetividade. No método clínico piagetiano o observador participa ativamente da conversação com os sujeitos participantes, sempre obedecendo a critérios metodológicos. Esta técnica permitirá ainda apontar a eficiência do modelo com respeito ao tempo destinado a cada etapa e a cada dinâmica, tendo em vista os resultados obtidos nas avaliações dos próprios experimentos, bem como junto aos registros dos protocolos verbais de observação, já em poder do pesquisador.
(7)
RAMOS, Edla M. F. Análise ergonômica do sistema hiperNet buscando a aprendizagem da cooperação e da autonomia. Florianópolis. PPG em Eng3 de Produção da UFSC, Projeto de Tese,
4.4.3 - A METODOLOGIA DA PESQUISA
Neste item vamos apresentar a metodologia da pesquisa-ação utilizada nas diversas aplicações do modelo e, especialmente, com respeito ao processo do Programa ‘VFV\ No Quadro 5.6 apresenta-se o esboço geral da pesquisa-ação, constituído de 12 etapas com a indicação do conteúdo principal de cada uma delas. Este esboço é uma adaptação dos eixos gerais indicados por Thiollent. Para os experimentos diversos, aqueles que tiveram apenas parte do modelo sendo experimentado, a metodologia não foi seguida nesta ordem. Na verdade, para cada experimento houve uma variação e um itinerário próprio de pesquisa, no quais sempre acabavam acontecendo todas as etapas, muitas vezes umas conjugadas com outras.
Para pequenas aplicações, a fase exploratóriajunta-se com o acordo inicial, seguindo-se as atividades pré-aplicação do modelo, que reúnem o planejamento das ações, a formação da equipe de trabalho, a pesquisa teórica, a preparação do material e os instrumentos de controle. Na continuação vem a preparação da infra-estrutura organizativa e a aplicação do modelo cognitivo através de um curso ou seminário intensivo. A última parte reúne a avaliação dos resultados, o encaminhamento das ações estratégicas e a disseminaçãojunto a lideranças, participantes e outros interessados.
No tocante ao Programa Viva a Floresta Viva, este pesquisador não teve um controle total sobre as diversas etapas do processo de pesquisa- ação. A fase exploratória e o acordo inicialduraram mais de seis meses, tal foi a necessidade de tempo para o convencimento e adesão dos dois principais beneficiários do Programa, as secretarias estaduais de Educação e Agricultura. As etapas seguintes, de 3 a 8, ocuparam quatro meses. Há que se considerar a produção de cinco vídeos pedagógicos de
12 minutos cada um, abordando aspectos das metodologias. A aplicação do modelo aconteceu em três eventos, o primeiro destinado à capacitação dos 46 monitores e os outros dois destinados à capacitação dos 1.000 multiplicadores. Esta etapa levou dois meses para ser executada.
Finalmente, as três últimas etapas aconteceram ao longo dos seis meses seguintes, com a recepção das avaliações e dos projetos específicos e do tratamento, seleção e redação final do Plano Estratégico de Educação Ambiental do Estado de Santa Catarina. A disseminação do Programa continua até hoje, através dos diversos eventos e cursos que os próprios monitores estão realizando.
UMA ABORDAGEM COGNITIVA AO PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO - CAPÍTULO 4.
1. FASE EXPLORATÓRIA
- ESCOLHA DA PROBLEMÁTICA E DEFINIÇÃO DO TEMA OU RECORTE DA PESQUISA-AÇÃO E
SUA RELEVÂNCIA PARA O AVANÇO DA CONSTRUÇÃO DE SOLUÇÕES. IDENTIFICAÇÃO DOS PRINCIPAIS ATORES E PARCEIROS. CONHECIMENTO INICIAL DA REALIDADE SOCIAL E COGNITIVA DA PROBLEMÁTICA.
2. ACORDO INICIAL
- DEFINIÇÃO DO QUADRO INSTITUCIONAL, ORGANIZAÇÃO-LÍDER, ORGANIZAÇÃO
BENEFICIÁRIA, METODOLOGIAS, ASPECTOS OPERACIONAIS, CUSTOS.
3. PLANEJAMENTO DAS AÇÕES
- PLANEJAMENTO DAS AÇÕES DE PESQUISA E INVENTÁRIO DE DADOS. DEFINIÇÃO DAS
NECESSIDADES MATERIAIS E DE PESSOAL. CRONOGRAMAS E ORÇAMENTOS.
4. FORMAÇÃO DA EQUIPE E TREINAMENTO
- DEFINIÇÃO DA EQUIPE DE PESQUISADORES E AUXILIARES E TREINAMENTO INICIAL NOS
FUNDAMENTOS EPISTÊMICOS DA PESQUISA. RECONHECIMENTO DE CAMPO.
5. PESQUISA TEÓRICA
- APLICAÇÃO DA METODOLOGIA HISTÓRICA À REALIDADE AMBIENTAL DA PROBLEMÁTICA
COM A PESQUISA DOS ELEMENTOS FORMADORES DE CADA ERA HISTÓRICA DO AMBIENTE LOCAL. ESTUDOS DE ESTÉTICA E NOVOS ARRANJOS DE APLICAÇÃO DO MODELO.
6. PREPARAÇÃO DO MATERIAL
- CONFECÇÃO DOS MANUAIS E APOSTILAS DE TRABALHO. EDIÇÃO E REPROGRAFIA.
7. INSTRUMENTOS DE CONTROLE
- DEFINIÇÃO DOS INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO E OBSERVAÇÃO PARTICIPANTE.
8. INFRA-ESTRUTURA ORGANIZATIVA
- VERIFICAÇÃO DA INFRA-ESTRUTURA ORGANIZATIVA PARA 0 SEMINÁRIO (SALAS,
MATERIAIS, RECURSOS AUDIOVISUAIS E OUTROS).
9. APLICAÇÃO DO MODELO
- SEMINÁRIO DE APLICAÇÃO DO MODELO COGNTITVO.
10. AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS
- REUNIÃO DE AVALIAÇÃO COM OS REPRESENTANTES DAS INSTITUIÇÕES PARTICIPANTES.
11. ENCAMINHAMENTO DE AÇÕES
- CONSTRUÇÃO DOS CICLOS DE IMPLEMENTAÇÃO DAS ESTRATÉGIAS E PROJETOS
FORMULADOS.
12. DISSEMINAÇÃO
- IMPLEMENTAÇÃO DA ESTRATÉGIA DE DISSEMINAÇÃO DOS RESULTADOS.