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O QUE ESPERAR Em 2014, o Indianapolis Colts chegou mais longe do que

seu torcedor mais racional poderia esperar. Contando com um ataque dominante, a equipe avançou com tranquilidade aos playoffs e venceu dois jogos – o último deles contra o Broncos, de forma surpreendente. Na disputa da final da AFC, o time se mostrou ainda muito frágil na defesa, especialmente contra o jogo corrido, e vai precisar evoluir no quesito se quiser se tornar mais consistente esse ano. Mas a pergunta que todo aquele que veste azul faz nesse momento é: Conseguirá? Tentaremos responder na análise que segue.

Ofensivamente, o Colts promete estar ainda mais forte que na última temporada, isso porque a equipe evoluiu seu corpo de recebedores através do Draft e da Free Agency, bem como a posição de Running Back com a contratação de Frank Gore, ex-49ers. Em relação aos Wide Receivers, sai Reggie Wayne, que está envelhecido e sofreu múltiplas lesões nas duas últimas temporadas, e vem Andre Johnson, que é tão competente quanto Wayne, também é experiente, mas está muito mais inteiro e pronto para ser o WR1 do time, já que tem o porte físico para ser o cara do first down pro Colts, aquele que faz rotas curtas e intermediárias e deve ser o homem de confiança de Andrew Luck. TY Hilton segue fazendo o que faz de melhor usando sua velocidade, Donte Moncrief jogará seu segundo ano na NFL e tende a crescer cada vez mais – já mostrou boa capacidade como calouro -, além deles, o time de Indianapolis ainda usou a primeira escolha no Draft em Phillip Dorsett, um WR que possui características similares às de TY Hilton.

Um quinteto – Duron Carter merece ser lembrado - de recebedores para ninguém colocar defeito e que ainda conta com uma boa dupla de Tight Ends em Coby Fleener e Dwayne Allen – Coby se destaca mais recebendo, enquanto Allen é usado mais para bloquear e como alvo na red zone. O RB titular será o experiente, mas extremamente eficiente, Frank Gore. O ídolo do 49ers reforça o Colts em uma posição muito carente da equipe e que era de Trent Richardson na maior parte da temporada de 2014. Uma clara evolução no setor que ainda conta com os regulares Daniel Herron, Josh Robinson e Vick Ballard. Excelente grupo de recebedores, Quarterback entre os melhores da NFL, bom grupo de corredores, mas e a questionável linha ofensiva? Também foi reforçada com a contratação do OG Todd Herremans (ex-Eagles), no entanto, apesar de ser um bom nome diante do que o Colts tinha na posição, ele caiu muito na última temporada. A formação titular que a comissão técnica planeja é (da esquerda para a direita): Castonzo, Louis, Holmes, Herremans e Mewhort. É uma linha ofensiva aceitável e que deve dar conta do recado, mas provavelmente não será digna de destaque. Gosder Cherilus, que jogaria na posição de Right Tackle, vinha de lesão e acabou sendo dispensado, uma clara demonstração de que a comissão técnica confia no segundo anista Jack Mewhort. Khaled Holmes precisa se provar como Center na NFL, mas foi elogiado nos treinos. O ponto que preocupa mais é o Left Guard Lance Louis, pois caso jogue abaixo do razoável, pode prejudicar o nível de atuação do Left Tackle Antonhy Castonzo e de toda a linha por consequência.

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Na defesa, o Colts deve ser melhor na pressão ao Quarterback com a volta de Robert Mathis, a contratação de Trent Cole e com Jonathan Newsome, que surpreendeu positivamente em sua temporada de calouro ao conseguir 7.5 sacks mesmo atuando em snaps limitados. Mathis será importantíssimo para que a unidade possa evoluir em relação ao ano passado e tudo vai depender de como ele se recupera da lesão sofrida. A linha defensiva foi reformulada na expectativa de que o calcanhar de aquiles do time deixe de ficar tão exposto. O Indianapolis Colts não consegue parar o jogo corrido nos playoffs por mais que essa seja uma das diretrizes do trabalho de Chuck Pagano, treinador da equipe. Esse será o quarto ano dele no comando e vai precisar mostrar que consegue fazer a linha defensiva trabalhar em alto nível, para isso Kendall Langford (ex-Rams) foi contratado e tem como ponto forte a capacidade de parar as corridas. O recém contratado deve começar jogando ao lado de Josh Chapman e Arthur Jones, jogadores que precisam facilitar o trabalho dos ILBs titulares Jerrell Freeman e D'Qwell Jackson. Pagano treinou com o rookie SS Clayton Geathers no lugar de Jackson em situações claras de passe. Ele seria um híbrido de LB e Safety (Três deles em campo na formação Dime) ara combater o Tight End do oponente. A secundária foi bastante elogiada durante a temporada regular e o ápice de seu desempenho aconteceu contra o Broncos nos playoffs. Liderada por Vontae Davis, considerado um dos cinco melhores Cornerbacks da liga, ainda contará com Greg Toler, Mike Adams e Dwight Lowery - vem para substituir LaRon Landry e não vai ser difícil jogar melhor que seu antecessor.

São quatro jogadores que, em conjunto, formam uma boa secundária e que não deverá ser alvo de maiores preocupações porque o grande problema do time com o jogo aéreo se deve à cobertura ruim de seus Linebackers e não de seus Conerbacks ou Safeties (exceto o Landry que não está mais no time). Jerrell Freeman é provavelmente o único LB do elenco que consegue cobrir um passe de forma mais aceitável, já que Jackson e Bjorn Werner sofrem demais nessas situações. O Colts selecionou o talentoso D'Joun Smith na terceira rodada do Draft para ser o CB3 do time. Todos que acompanham a NFL sabem que o Colts vai aos playoffs novamente – já que domina a divisão - e tem time para vencer o primeiro jogo da pós-temporada em casa. O que é mais incerto são os outros duelos nos playoffs, como tem sido desde 2013. Para vencer em janeiro (época dos playoffs), a parte física do jogo conta muito, as trincheiras – linhas ofensivas e defensivas duelando – decidem jogos, é essencial correr bem e parar a corrida para que se tenha um time mais sólido e mais efetivo no mata-mata. Em todos esses pontos, o Colts apresentou deficiências nos últimos anos; linha ofensiva e defensiva frágeis, jogo terrestre ruim e defesa contra o jogo corrido inexistente. A linha ofensiva da franquia deve melhorar levemente e será mais eficiente no jogo terrestre, mas a linha defensiva não deve evoluir tanto assim, pelo menos não no aspecto de parar a corrida adversária. Até Chuck Pagano ajustar seus Linebackers e a linha taticamente de forma a maximizar o grupo que ele tem à disposição, continuará sendo um ponto a se questionar nesse elenco. Jogar em uma divisão frágil e ter um Quarterback acima da média garante o Colts nos playoffs com o provável recorde de 10 vitórias e 6 derrotas.

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