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Resultados e Discussão

No documento Volume 112 (páginas 73-80)

O fracionamento eletroforético utilizando gel de agarose possibilitou a análise das frações proteicas albumina, α-globulina, β-globulina e γ-globulina colostrais (Tabela 1).

No decorrer dos momentos experimentais (M1 a M6) observou-se queda significativa das concentrações de proteínas totais, devido à queda das concentrações de albumina, α-globulina, β-globulina e, especialmente, devido à queda das concentrações de γ-globulinas. Sabe-se que as imunoglobulinas IgG, IgE, IgM e IgA fazem parte da zona eletroforética da fração γ-globulínica, separada no gel de agarose (Eckersall, 2008). Assim sendo, os resultados encontrados neste trabalho demonstram que as concentrações de imunoglobulinas na secreção láctea decrescem com o tempo e tem seus maiores picos no colostro, no dia do parto. Levando-se em consideração que foi observado uma redução significativa dos teores de IgG ao longo dos momentos em estudo (Tabela 2), pode-se afirmar que a progressiva queda das

concentrações da fração γ-globulínica

provavelmente se deve à queda da concentração de IgG.

Godden (2008) ressalta que a quantidade média de IgG no colostro bovino é de 75 mg/mL e que o principal fator que afeta eficiência da absorção de IgG pelo bezerro é a idade na primeira mamada. Sendo assim, ressalta-se a importância do fornecimento de colostro de alta qualidade, com adequada quantidade de IgG, nas primeiras horas após o parto para que se tenha uma adequada TIP.

Os resultados obtidos para os teores de IgG na secreção láctea (Tabela 2) indicam que é possível fornecer colostro “in natura” (G1) ao bezerro até 24 horas após o parto, já que em M3 (três dias após o parto), as concentrações de IgG no colostro já estão abaixo das concentrações adequadas para que os bezerros consigam atingir níveis séricos de IgG considerados ideais para uma boa TIP (Dewel et al., 2006). Ademais, o congelamento das amostras não afetou as concentrações de IgG. De maneira semelhante, Morrill et al. (2012) também não observaram diferenças nas concentrações de IgG em amostras de colostro bovino “in natura” (69,0 mg/dL), refrigerado (74,6 mg/dL) e congelado (66,3 mg/dL) utilizando o teste de imunodifusão radial. Desta forma, levando-se em consideração apenas as concentrações de IgG na secreção láctea, é possível construir bancos de colostro com qualidade adequada com amostras de secreção láctea até um dia após o parto (M2) e que podem ser congeladas por até 180 dias, ressaltando-se que a administração deste colostro deve ser feita logo

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após o nascimento, onde a absorção intestinal de IgG ainda está próxima de 100%.

O colostro é rico em lactoferrina, proteína que tem uma elevada afinidade pelo ferro, e, juntamente com o sistema lactoperoxidase do colostro, possui ação antimicrobiana, podendo atuar como mediadora de funções do sistema imune (Artym e Zimecki, 2005; Bolzam et al., 2010). Assim sendo, é interessante que a secreção láctea também tenha boa concentração de lactoferrina e de ferro, já que representam um mecanismo adicional de combate a infecções que ajudam a manter o bezerro livre de doenças. Durante o período experimental, observou-se queda significativa nos teores de lactoferrina ao longo dos momentos estudados (M1 a M6), com maiores valores no dia do parto (M1) (Tabela 2). Um dia (M2) e três dias após o parto (M3), os valores apresentaram redução de

74,0% e 85,7% em relação a M1,

respectivamente. Ademais, as concentrações de lactoferrina nas amostras de colostro obtidas no

dia do parto (M1) diminuíram

significativamente apenas entre 90 e 180 dias após o congelamento das amostras (Tabela 2). Rocha (2010) também observou maiores concentrações de lactoferrina no soro lácteo de vacas primíparas e multíparas da raça Canchim imediatamente após o parto (402 mg/dL e 569 mg/dL, respectivamente) e acentuada queda aos 30 dias de lactação (16,9 mg/dL e 14,1 mg/dL, respectivamente).

Já as concentrações de ferro decresceram 31,5% e 46,8% um dia (M2) e três dias após o parto (M3) em relação a M1, respectivamente, sendo que o congelamento não afetou negativamente a concentração deste mineral. De maneira semelhante, Rocha (2010) verificou maiores teores de ferro no soro lácteo de vacas primíparas e multíparas da raça Canchim imediatamente após o parto (13,2 mg/dL e 15,2 mg/dL, respectivamente) e redução aos 30 dias de lactação (8,18 mg/dL e 4,18 mg/dL, respectivamente). Assim sendo, baseado nas concentrações de lactoferrina e de ferro na secreção láctea, é interessante montar banco de colostro obtido no dia do parto (M1), ou no máximo um dia após o parto (M2), e que este seja fornecido aos bezerros até 90 dias após o congelamento.

Em relação à atividade da GGT no soro lácteo, observou-se queda ao longo dos momentos estudados (M1 a M6), apresentando maiores valores no dia do parto (M1). Um dia após o parto (M2), os valores diminuíram 32,8%, sendo que 29 dias após o parto (M6), estes valores diminuíram 87,6% (Tabela 2). Rocha (2010) também notou valores máximos da atividade da GGT no soro lácteo de vacas primíparas e multíparas da raça Canchim

imediatamente após o parto (36.977 U/L e 32.044 U/L, respectivamente) e redução gradual da atividade enzimática aos 30 dias de lactação, quando foram verificados os valores mínimos (3.190 U/L e 3.473 U/L, respectivamente). Não houve influência do tempo de congelamento sobre a atividade desta enzima. A atividade da GGT colostral possui correlação positiva com as concentrações séricas de IgG no soro sanguíneo de bezerros recém-nascidos, podendo ser utilizada como um indicador da ingestão de imunoglobulinas colostrais (Fagliari et al., 1996; Radostits et al., 2002; Feitosa et al., 2010). Maiores atividades séricas de GGT às 24 horas após o nascimento já foram bastante relatadas na literatura (Fagliari et al., 1996; Knowles et al., 2000; Feitosa et al., 2001; Rocha et al., 2012; Pérez-Santos et al., 2015). Assim sendo, quando utilizado banco de colostro com amostras obtidas um dia após o parto, deve ser levada em consideração a redução da atividade da GGT no soro lácteo e que, portanto, as atividades séricas de GGT em bezerros às 24 horas após o nascimento serão inferiores aos de bezerros alimentados com colostro obtido imediatamente após o parto.

O fracionamento eletroforético utilizando gel de agarose possibilitou a análise das frações proteicas albumina, α-globulina, β-globulina e γ-globulina colostrais (Tabela 1).

No decorrer dos momentos experimentais (M1 a M6) observou-se queda significativa das concentrações de proteínas totais, devido à queda das concentrações de albumina, α-globulina, β-globulina e, especialmente, devido à queda das concentrações de γ-globulinas. Sabe-se que as imunoglobulinas IgG, IgE, IgM e IgA fazem parte da zona eletroforética da fração γ-globulínica, separada no gel de agarose (Eckersall, 2008). Assim sendo, os resultados encontrados neste trabalho demonstram que as concentrações de imunoglobulinas na secreção láctea decrescem com o tempo e tem seus maiores picos no colostro, no dia do parto. Levando-se em consideração que foi observado uma redução significativa dos teores de IgG ao longo dos momentos em estudo (Tabela 2), pode-se afirmar que a progressiva queda das

concentrações da fração γ-globulínica

provavelmente se deve à queda da concentração de IgG.

Godden (2008) ressalta que a quantidade média de IgG no colostro bovino é de 75 mg/mL e que o principal fator que afeta eficiência da absorção de IgG pelo bezerro é a idade na primeira mamada. Sendo assim, ressalta-se a importância do fornecimento de colostro de alta qualidade, com adequada quantidade de IgG, nas primeiras horas após o parto para que se tenha uma adequada TIP.

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Os resultados obtidos para os teores de IgG na secreção láctea (Tabela 2) indicam que é possível fornecer colostro “in natura” (G1) ao bezerro até 24 horas após o parto, já que em M3 (três dias após o parto), as concentrações de IgG no colostro já estão abaixo das concentrações adequadas para que os bezerros consigam atingir níveis séricos de IgG considerados ideais para uma boa TIP (Dewel et al., 2006). Ademais, o congelamento das amostras não afetou as concentrações de IgG. De maneira semelhante, Morrill et al. (2012) também não observaram diferenças nas concentrações de IgG em amostras de colostro bovino “in natura” (69,0 mg/dL), refrigerado (74,6 mg/dL) e congelado (66,3 mg/dL) utilizando o teste de imunodifusão radial. Desta forma, levando-se em consideração apenas as concentrações de IgG na secreção láctea, é possível construir bancos de colostro com qualidade adequada com amostras de secreção láctea até um dia após o parto (M2) e que podem ser congeladas por até 180 dias, ressaltando-se que a administração deste colostro deve ser feita logo após o nascimento, onde a absorção intestinal de IgG ainda está próxima de 100%.

O colostro é rico em lactoferrina, proteína que tem uma elevada afinidade pelo ferro, e, juntamente com o sistema lactoperoxidase do colostro, possui ação antimicrobiana, podendo atuar como mediadora de funções do sistema imune (Artym e Zimecki, 2005; Bolzam et al., 2010). Assim sendo, é interessante que a secreção láctea também tenha boa concentração de lactoferrina e de ferro, já que representam um mecanismo adicional de combate a infecções que ajudam a manter o bezerro livre de doenças. Durante o período experimental, observou-se queda significativa nos teores de lactoferrina ao longo dos momentos estudados (M1 a M6), com maiores valores no dia do parto (M1) (Tabela 2). Um dia (M2) e três dias após o parto (M3), os valores apresentaram redução de

74,0% e 85,7% em relação a M1,

respectivamente. Ademais, as concentrações de lactoferrina nas amostras de colostro obtidas no

dia do parto (M1) diminuíram

significativamente apenas entre 90 e 180 dias após o congelamento das amostras (Tabela 2). Rocha (2010) também observou maiores concentrações de lactoferrina no soro lácteo de vacas primíparas e multíparas da raça Canchim imediatamente após o parto (402 mg/dL e 569 mg/dL, respectivamente) e acentuada queda aos 30 dias de lactação (16,9 mg/dL e 14,1 mg/dL, respectivamente).

Já as concentrações de ferro decresceram 31,5% e 46,8% um dia (M2) e três dias após o parto (M3) em relação a M1, respectivamente, sendo que o congelamento não afetou

negativamente a concentração deste mineral. De maneira semelhante, Rocha (2010) verificou maiores teores de ferro no soro lácteo de vacas primíparas e multíparas da raça Canchim imediatamente após o parto (13,2 mg/dL e 15,2 mg/dL, respectivamente) e redução aos 30 dias de lactação (8,18 mg/dL e 4,18 mg/dL, respectivamente). Assim sendo, baseado nas concentrações de lactoferrina e de ferro na secreção láctea, é interessante montar banco de colostro obtido no dia do parto (M1), ou no máximo um dia após o parto (M2), e que este seja fornecido aos bezerros até 90 dias após o congelamento.

Em relação à atividade da GGT no soro lácteo, observou-se queda ao longo dos momentos estudados (M1 a M6), apresentando maiores valores no dia do parto (M1). Um dia após o parto (M2), os valores diminuíram 32,8%, sendo que 29 dias após o parto (M6), estes valores diminuíram 87,6% (Tabela 2). Rocha (2010) também notou valores máximos da atividade da GGT no soro lácteo de vacas primíparas e multíparas da raça Canchim imediatamente após o parto (36.977 U/L e 32.044 U/L, respectivamente) e redução gradual da atividade enzimática aos 30 dias de lactação, quando foram verificados os valores mínimos (3.190 U/L e 3.473 U/L, respectivamente). Não houve influência do tempo de congelamento sobre a atividade desta enzima. A atividade da GGT colostral possui correlação positiva com as concentrações séricas de IgG no soro sanguíneo de bezerros recém-nascidos, podendo ser utilizada como um indicador da ingestão de imunoglobulinas colostrais (Fagliari et al., 1996; Radostits et al., 2002; Feitosa et al., 2010). Maiores atividades séricas de GGT às 24 horas após o nascimento já foram bastante relatadas na literatura (Fagliari et al., 1996; Knowles et al., 2000; Feitosa et al., 2001; Rocha et al., 2012; Pérez-Santos et al., 2015). Assim sendo, quando utilizado banco de colostro com amostras obtidas um dia após o parto, deve ser levada em consideração a redução da atividade da GGT no soro lácteo e que, portanto, as atividades séricas de GGT em bezerros às 24 horas após o nascimento serão inferiores aos de bezerros alimentados com colostro obtido imediatamente após o parto.

Conclusão

Os resultados obtidos permitiram concluir que as amostras de secreção láctea obtidas no dia do parto são as mais indicadas para a montagem de bancos de colostro de alta qualidade e que estas podem ser congeladas até 90 dias. No entanto, também é possível construir bancos de colostro com amostras

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obtidas até um dia após o parto e que também podem ser congeladas até 90 dias, mas, neste caso, deve-se levar em consideração as reduções significativas das concentrações de IgG, lactoferrina e ferro do soro lácteo e que este

colostro não terá a mesma eficiência

imunológica quando comparado ao colostro obtido imediatamente após o parto.

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Tabela 1. Médias e desvio-padrão das concentrações de proteínas totais (PT) (g/dL), albumina (g/dL), α-globulina (g/dL), β-globulina (g/dL) e γ-globulina (g/dL) da secreção láctea de vacas “in natura” (G1), após 30 dias de congelamento (G2), após 60 dias de congelamento (G3), após 90 dias de congelamento (G4) e após 180 dias de congelamento (G5), obtidas no dia do parto (M1), um dia pós-parto (M2), três dias pós-parto (M3), cinco dias pós-parto (M4), 14 dias pós-parto (M5) e 29 dias pós-parto (M6).

Grupos Momentos

M1 M2 M3 M4 M5 M6

PT

G1 15,8±6,55Aa 6,82±3,50Ab 2,10±0,66Ac 1,52±0,28Ad 1,26±0,22Ad 1,23±0,25Ad

G2 14,3±5,22Aa 6,48±3,25Ab 2,04±0,75Ac 1,59±0,38Ad 1,26±0,32Ad 1,22±0,32Ad

G3 17,4±5,86Aa 6,42±3,42Ab 1,99±0,59Ac 1,49±0,24Ad 1,37±0,38Ad 1,19±0,26Ad

G4 15,9±6,28Aa 6,46±3,31Ab 1,94±0,53Abc 1,36±0,30Ad 1,28±0,24Abd 1,05±0,23Ad

G5 14,4±5,37Aa 6,28±3,23Ab 1,90±0,68Ac 1,43±0,28Ad 1,21±0,22Ad 0,97±0,26Ad

Albumina G1 2,73±1,76 Aa 1,08±0,79 Ab 0,61±0,22 Ac 0,49±0,21 Ad 0,60±0,15 Ac 0,50±0,21 Ad G2 1,50±1,25 Ba 0,71±0,63 Bb 0,52±0,39 Ab 0,31±0,23 Bc 0,40±0,32 Ab 0,37±0,22 Abc G3 1,07±0,64 Ba 0,52±0,36 Bb 0,56±0,26 Ab 0,43±0,25 Abc 0,36±0,36 Abc 0,32±0,22 Bc G4 1,21±1,44 Ba 0,79±0,95 Bb 0,50±0,28 Ac 0,38±0,28 Ac 0,42±0,27 Ab 0,36±0,22 Ac G5 1,63±1,20 Ba 0,63±0,58 Bb 0,18±0,16 Bc 0,12±0,11 Cd 0,11±0,06 Bd 0,17±0,11 Cc α-globulina

G1 0,41±0,75Aa 0,58±0,46Aa 0,41±0,24Aa 0,34±0,28Ab 0,17±0,17Ac 0,28±0,24Ab

G2 1,24±0,81Ba 0,63±0,35Ab 0,43±0,28Ac 0,49±0,28Bc 0,30±0,19Bd 0,33±0,13ABd

G3 2,42±1,41Ca 0,83±0,59Bb 0,40±0,12Bc 0,38±0,18ABc 0,37±0,11Bc 0,41±0,24Bc

G4 1,54±1,05Ba 0,69±0,43Ab 0,49±0,20Ac 0,42±0,19Bd 0,36±0,19Bd 0,27±0,14Ae

G5 0,99±0,99Ba 0,61±0,43Ab 0,63±0,30Cb 0,46±0,17Bc 0,51±0,17Cbc 0,36±0,17Bc

β-globulina

G1 0,04±0,13Aa 0,05±0,11Aa 0,01±0,03Ab 0,02±0,04Ab 0,03±0,06Aab 0,06±0,12Aa

G2 0,05±0,15Aa 0,12±0,21Ab 0,09±0,13Bb 0,11±0,13Bb 0,14±0,14Bb 0,10±0,13Bb

G3 0,12±0,19Ba 0,29±0,64Bb 0,07±0,12Bc 0,06±0,08Bc 0,15±0,22Ba 0,13±0,14Ba

G4 0,11±0,19Ba 0,09±0,18Aa 0,06±0,11Ba 0,03±0,05Ab 0,09±0,10Ba 0,14±0,13Ba

G5 0,20±0,32Ba 0,23±0,28Ba 0,35±0,23Cb 0,37±0,25Cb 0,23±0,15Cb 0,19±0,12Bb

γ-globulina

G1 12,6±5,31Aa 5,11±3,00Ab 1,06±0,51Ac 0,67±0,21Ad 0,46±0,15Ade 0,47±0,19Ae

G2 11,5±4,53Aa 5,02±2,86Ab 1,00±0,63Ac 0,67±0,24Ad 0,44±0,16Ade 0,40±0,24Ae

G3 13,8±5,13Aa 4,78±3,14Ab 1,01±0,47Acd 0,70±0,15Ad 0,43±0,23Ade 0,33±0,12Ae

G4 13,0±5,59Aa 4,87±2,72Ab 0,89±0,44Ac 0,54±0,22ABd 0,41±0,13Ad 0,27±0,06Ae

G5 11,8±5,33Aa 4,81±3,09Ab 0,74±0,39Bc 0,53±0,36Bd 0,36±0,18Bd 0,24±0,18Ad

Letras maiúsculas diferentes na coluna indicam diferenças entre grupos (P<0,05). Letras minúsculas diferentes na linha indicam diferenças entre momentos (P<0,05).

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Tabela 2. Médias e desvio-padrão das concentrações de imunoglobulina G (IgG) (mg/dL), lactoferrina (mg/dL), gamaglutamiltransferase (GGT) (U/L) e ferro (µg/dL) da secreção láctea de vacas “in natura” (G1), após 30 dias de congelamento (G2), após 60 dias de congelamento (G3), após 90 dias de congelamento (G4) e após 180 dias de congelamento (G5), obtidas no dia do parto (M1), um dia pós-parto (M2), três dias pós-parto (M3), cinco dias pós-parto (M4), 14 dias pós-parto (M5) e 29 dias pós-parto (M6).

Grupos Momentos

M1 M2 M3 M4 M5 M6

IgG

G1 7.680±2.762Aa 4.609±2.291Ab 874±490Ac 525±206Ad 0,00±0,00 0,00±0,00

G2 8.385±2.654Aa 4.919±2.627Ab 871±499Ac 517±166Ad 0,00±0,00 0,00±0,00

G3 7.550±2.570Aa 4.580±2.284Ab 866±408Ac 463±193Ad 0,00±0,00 0,00±0,00

G4 8.885±2.778Aa 3.907±1.943Ab 800±414Ac 481±166Ad 0,00±0,00 0,00±0,00

G5 8.650±2.495Aa 4.540±2.252Ab 810±406Ac 449±130Ad 0,00±0,00 0,00±0,00

Lactoferrina

G1 1.826±1.331Aa 475±382Ab 261±308Ac 147±146Acd 65,4±75,5Ad 61,4±64,4Ad

G2 1.232±1.185Aa 446±361Ab 230±228Ac 124±107Acd 78,2±56,1Ad 80,6±69,6Ad

G3 1.332±1.052Aa 379±378Ab 245±204Ac 269±355Bcd 132±89,7Bd 185±206ABd

G4 1.529±1.388Aa 452±292Ab 242±175Ac 131±109Ad 120±90,0Bd 163±179Bcd

G5 962±517Ba 744±803Bb 361±281Bc 276±182Acd 207±98,0Cd 243±106Cd

GGT

G1 25.752±13.278Aa 17.304±10.484Ab 6.051±1.731Ac 4.524±1.517Ad 3.703±977Ae 3.194±701Ae

G2 27.349±11.935Aa 18.569±11.015Ab 6.376±1.527Ac 5.053±1.551Ad 3.652±1.407Ae 2.876±884Ae

G3 25.631±12.741Aa 14.762±8.934Ab 5.027±2.398Ac 4.505±1.992Ad 3.398±971Ae 3.232±621Ae

G4 28.685±12.309Aa 17.979±10.678Ab 5.752±1.658Ac 4.034±954Ad 4.047±1.734Ad 3.221±744Ae

G5 24.308±12.472Aa 15.551±10.457Ab 5.027±1.372Ac 3.993±988Ad 3.284±1.005Ad 2.380±655Ae

Ferro

G1 83,8±64,0ABa 57,4±40,2Ab 44,6±27,4ABb 35,1±22,1Abc 25,3±9,15Ac 28,8±18,6Ac

G2 70,3±45,2Ba 42,0±16,1Bb 35,5±15,6Bb 25,0±9,08Bc 19,5±9,04Bd 18,6±6,21Bd

G3 71,3±47,6Ba 36,1±22,2Bb 31,4±18,5Bb 26,3±12,6Bc 21,5±11,0Bc 35,1±37,4Cb

G4 77,9±42,4ABa 56,1±31,3Ab 46,6±40,5Ab 25,5±11,0Bc 21,8±8,14Bc 24,2±9,64Ac

G5 90,0±50,8Aa 54,7±22,6Bb 45,6±30,1ABb 29,1±12,7ABc 36,7±31,1Cbc 31,8±12,9Cc

Letras maiúsculas diferentes na coluna indicam diferenças entre grupos (P<0,05). Letras minúsculas diferentes na linha indicam diferenças entre momentos (P<0,05).

RPCV (2017) 112 (601-602) 77-80

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No documento Volume 112 (páginas 73-80)