Curso de Engenharia Agronômica CRESCIMENTO MICELIAL DE Cercosporabeticola FRENTE A UTILIZAÇÃO DO
ERODIBILITY MAPPING BY MAGNETIC SUSCETIBILITY.
3. RESULTADOS E DISCUSSÕES
A média da SM em baixa frequência na camada de 0-0,20 m foi de 58,7×10-8 m3 kg-1, sendo esta cerca de 7,5% inferior (p<0,05) ao valor médio encontrado na camada de 0,20 a 0,40 m (63,4×10-8
m3 kg-1). A diferença significativa entre as camadas pode estar relacionada a uma possível transição de horizontes do solo, uma vez que em muitas ocasiões a transição dos horizontes em um Argissolo pode ser encontrado em uma camada relativamente superficial. Vale ressaltar, que os valores de SM estão muito associados a fração argila do solo, assim os maiores valores na camada subsuperficial reforçam esta hipótese.
Os valores médios da SM foram extremamente inferiores aos relatados em outros estudos em solos originados de rochas magmáticas e sedimentares (TEIXEIRA et al., 2018). No entanto, estão dentro dos limites indicados por PREETZ et al. (2008) para solos originados de arenitos.
Também vale ressaltar, os altos valores de CV (Tabela 2) encontrados para ambas as camadas. Os altos valores de CV são comumente encontrados ao estudar a variação espacial de atributos do solo. No entanto, a menor variação encontrada na camada subsuperficial indica uma maior homogeneidade deste atributo nesta camada.
A área experimental apresentou valore médio de K de 2,19x10-2 t h MJ-1mm-1, valor a qual se aproxima do relatado por Barbosa et al. (2019) em áreas com transição entre rochas sedimentares e basálticas (0,021 t h MJ-1 mm-1). Miqueloni& Bueno (2011), determinaram valor médio de K de 0,036 Mg h MJ-1mm-1 em área constituída por arenitos da Formação Adamantina e Marília, do Grupo Bauru. O valor médio de Ki foi 4,39 × 106 Kg s m-4, variando de 4,37×106 a 4,40×106 Kg s m-4. Barbosa
(2014) em áreas de Basalto, obteve valor médio de Ki de 3,340×106 Kg s m-4. Bocuti et al. (2018) em função das seis áreas avaliadas localizadas no Cerrado mato-grossense, encontraram valores médios para o parâmetro Ki variando de 8,56×104 a 1,32×106 Kg s m-4.
Vale ressaltar que, como os valores de K e Ki são calculados e, portanto, dependentes inversamente dos valores de SM (BARBOSA, 2014), estes exibem comportamento inverso ao da SM. Assim observa-se menores valores de K e Ki na camada superior (Tabela 2). Também nota-se que por se tratar de uma estimativa com base em equações, os valores de K e Ki apresentam baixa variabilidade (CV<1%), indicando uma suavização das estimativas em relação a variação original dos dados da SM. 0 a 0,20 m SM (10-8 m3 kg-1) Ki (103 Kg s m-4) K (t h MJ-1 mm-1) 0,20 a 0,40 m SM (10-8 m3 kg-1) Ki (103 Kg s m-4) K (t h MJ-1 mm-1) 606600 606650 606700 606750 606800 606850 606900 7538200 7538250 7538300 7538350 7538400 7538450 7538500 7538550 7538600 7538650 7538700 7538750 30 38.5 47 55.5 64 72.5 81 89.5 98 106.5 606600 606650 606700 606750 606800 606850 606900 7538200 7538250 7538300 7538350 7538400 7538450 7538500 7538550 7538600 7538650 7538700 7538750 4372000 4374800 4377600 4380400 4383200 4386000 4388800 4391600 4394400 4397200 606600 606650 606700 606750 606800 606850 606900 7538200 7538250 7538300 7538350 7538400 7538450 7538500 7538550 7538600 7538650 7538700 7538750 21.895 21.907 21.919 21.931 21.943 21.955 21.967 21.979 21.991 22.003
Figura 2. Padrão espacial dos atributos avaliados.
Nas camadas mais superficiais observa-se maior continuidade espacial no sentido longitudinal. Regiões com menores teores de SM na camada 0 a 0,20 m indicam menor potencial produtivo, assim como pode ser observado na parte superior da área ocorre menor crescimento e produção de matéria seca da forrageira, ou seja, menor cobertura do solo, o que propícia o que mesmo sofra com ações degradativas, indicando neste local alta tendência de sofrer erosão. Com isso, pode ser estabelecido um vínculo entre posição na paisagem, distribuição da SM e com os fatores Ki e K na camada superficial.
Isto também é observado na área central na camada 0,20 a 0,40 m, onde menores teores de SM indicam os maiores riscos a erosão do solo. A mudança gradativa dos maiores aos menores valores de SM ocorre no sentido do longitudinal do ponto mais alto ao ponto mais baixo.
4. CONCLUSÃO
A suscetibilidade magnética propicia a determinação dos fatores de erodibilidade, facilitando o mapeamento dos mesmos bem como a identificação de regiões com maior ou menor erodibilidade do solo. Desta forma, a suscetibilidade magnética passa ser um atributo de fundamental interesse de estudo principalmente em regiões como a de Marília, nas quais os solos apresentam alto potencial de erodibilidade, assim como baixa produção de matéria seca nas pastagens devido a degradação.
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