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RESULTADOS E OISCUSSÁO

No documento ACTA AMAZONICA Volume 37 N" 1 Man;o 2007 (páginas 60-64)

Análise de variáncia nao indicou varia.0es signiticativas entre altura total, DAP, número de brotos/fuste, comprimento e diámetro dos brotas entre as árvores podadas pela terceira e segunda vez. O desvlo padeao da variável número de brotas!

fuste foi elevado (27,31), indicando grande varia,áo na capacidade de rebrota entre 0$ indivíduos escudados (Tabela 1).

Tabela 1 . Compara,áo de médias pelo teste TUkey para a~ura total (HT), diámetro

a

altura do peito (DAP), númera de brotos/fvste, comprimento e diametro dos brotas das árvores de pau-rosa (Aniba rosaeodora Ducke) em sistema de plantio sombreado, na ReseNa Ducke em Manaus, AM, junho de 2002.

- - . -

. .\rvnres _ _

- _~r~iJ~_, __

Tratamento Altura (ro) DAP (cm) ND brotaS/fuste Comprimento Diámetro

(m) (cm)

T1 (3a. Poda) 19.98~ 16,35~ 26.8' 1,24' 1,53A T2 (2a. Poda) 18,36' 14,32A 20.0' 1,4'

l,63-F 0.69"' 0,58'" 0,32'" 0.40"' 0,10"

S 5,36 5,69 2/,31 0,19 6;92

ns= náo signHicativos pelo Teste F ao nivel de 5% de probabilidade: s= desvio padmo;

Observando as Figuras 1 e 2, existe urna rela'fao positiva encre DAP e o número de brotayiolfuste para os dois tratamenros.

Nas árvores podadas pela terceira vez, existe urna correla~o mediana (r ~ 0,69; F" 0,0385) entre o DAP x número de brotos/fuste. Já nas mores podadas pela segunda vez, essa correl~ao, é maior (r = 0,82; P = 0,0032). Estudos anteriores já indicavam que a prática de sucessivas podas da copa das árvores de pau-rosa na.o comprometia a capacidade de rebrota e que mOfes com millor DAP apresentaIam malor número de brotaf:f6es (Sampaio el al., 2000). Árvores podadas pela terceira e segunda vez apresentaram, em média, 26,8 e 20 brotos/fusce respectivamente, indicando que a poda de galhos e folhas estimulou vigorosas brota'fóes das árvores de pau-rosa.

A condUl.;áo de planrios florestais por meio da poda oferece grandes vanragens em rela¡;ao

a

implanta'fao de novos povoamentos, rápido crescimenco dos bracos após a poda, eliminaf:fao dos custoS de preparo da área e pIando, além dos menores nÍveis de interferéncia ambiental. O maior crescimento dos brotos em relar;ao as mudas é devido

a

presenp de um sisrema radicular já formado das árvores podadas, que facilita a absor0ü de água e nutrientes existente no solo, além da presem;a de gemas adventicias e lignotúberos nas bases das árvores (Reis

& Reis, 1997).

coeficiente de correla,áo de Pearson (P=0,0032).

140

coeficiente de correla,áo de Pearson (P=0,0385).

Vigorosas brota¡;óes após a poda da copa das árvores, interessam ao extrator de óleo, pois a produtividade de óleo é ruretamente proporcional á biomassa aérea (Sampaio et aL, 2000).

Galhos e folhas de pau-rosa apresentam maior produtividade de óleo em rela<;áo

a

madeira desta espécie (Ohashi etal., 1997).

Este fato aliado

a

capacidade de rebrota das árvores podadas, indica a possibilidade do manejo dos plantios arravés de sucessivas podas.

DETERMINAQ.40 DA BIOMASSA (REBROTA DA COPA)

O peso verde da rebrota da copa das árvores de pau-rosa podadas pela segunda e terceira vez naO diferiram significativamente, indicando que a biomassa de galhos e folhas independe do numero de podas praticadas no mesmo indivíduo (rabela2).

A média de biomassa de galhos e folhas produzida no intervalo de 13 anos entre a primeira podaem 1987 e a segunda podaem

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~ ACTA AMAZONICA

••... AVAlIACAo REBROTA DA COPA DAS ÁRVORES DE PAU-ROSA (Aniba rosae010(a DUCKE) EM SISTEMA DE PODAS SUCESSIVAS

2000, foi de 60,18 kg.árvore·' (Sampaio et al., 2000). Estes mesmos indivíduos, podados pela terceira vez (2002), produziram 15,2 kg.árvore·' após 36 meses (Tabela 2).

Existe grande varia,!áo na biomassa de galhos e folhas entre as árvores deste plantio. Assim, 36 meses após a poda, os indivíduos de número P3-55 e 33 produziram, respectivamente, 53 kg e 44 kg de galhos e folhas, enquanto que os individuos P2-32 e 53 produziram, aproximadamente, 1

kg

de galhos e falhas no mesmo intervalo de tempo.

Esres resultados indicam a necessidade do manejo des res plamios visando Qrimizar luz, nutrientes e água possibilicando o desenvolvimento de maior biomassa da copa das mores. Além desres tarares, deve-se considerar que as diferensas genéticas entre individuos reproduzidos sexualmente, podem ter contribuído na varia'rao da biomassa de galhos e folhas entre as árvores.

E

cerro que o mane,jo dos plantios de pau~rosa através do sistema da poda da copa das árvores, mosrra-se como urna alternativa de uso e conservayao desta espécie. A reposi~áo da espécie exigida por lei aliada ao elevado pre<;:o do óleo, vem estimulando os produtores rurais para o plantio ex situ. Tais plantios contribuirao para diminuir a pressao da explora<;:ao predatória das popula¡jJes remanescentes existente naAmazónia e diminuirao os custos de prodw;áo do óleo essencial.

AVALlACÁO DA RADIACÁO NA BIOMASSA (REBROTA DA COPA) A análise de variáncia da abertura do dosse1, radia<;:ao PAR direta, PAR difusa e PAR total e seus respectivos fatores direto, difUso e total (DSF, ISF e TSF), abaixo do dossel, nao mostraram diferenyas significativas entre tratamentos (Tabela 3).

Tabel. 2 -Compara~ao de médias pelo teste Tukey do peso verde da Gopa

._Peso verde de _galhos-.!!olh.!!..1k.uL 15,2"

13,0' O,lon'

ns= nao significativo pelo leste F ao nivel de 5% de probabilidade; X:: média geral dos tratamentos

Os valores dos parametros da Tabela 3, (oletados aba1xo do dossel do plantio de pau-rosa sáo inferiores a PAR direta (39,23 moLm·'.dia·c ), PAR difusa (5,88 moLm·'.dia·1) e PAR total (45,11 moLm·'.dia·') coletados acima do dossel do plantio.

Resuleados similares foram obridos por Useche (2003), que observou o mesmo nívd de radia00 direra e indireta sob o dossd de dareiras arrificiais (88 a 914 m2) no parque fonológico da

Esta~o Experimental de Silvicultura Tropical do INPA.

A Figura 3 mostra os resultados da relac;:áo entre a biomassa da copa com a radia~o direta, difusa e total. Predominantemente as árvores que apresentaram maior biomassa da copa estao 50b maior radia¡;ao PAR direta e total abaixo do dossel. É visível que as árvores dominadas desenvolveram menor biomassa da copa ero rela\á.o

as

mores exposta a maior radiac;áo, evidenciando que a biomassa da copa das árvores de pau-rosa é forremente influenciada pela radiac;áo direta e total.

Resultados similares foram observados por Useche (2003) na avalia~ao do estabdecimento e desenvolvimento inicial de plántulas de pau-rosa em dareiras artificiais, encontrou que o fndice de ganho foliar, assím como o crescimenro absoluto e relativo foi maior em dareiras de maior tamanho (914 m2) ou, em ambiente com maior intensidade de radiac;áo díreta.

Estudos indicam que plantas tropicais desenvolveram maior biomassa aérea quando expostas a maior radia¡;ao devido

a

alea

capacidade fotossintética e grande atividade metabólica do

P2-50 P3_62 P3-95 P2-32 P3-55 P2-20 P2-39 P3-16 P3-35

~PAR direta_ (moFm2l~i~ (moVm2/dia) 15,81 A . -2,07 A ativa, DSF== tatar dlretode s(M; ISF== 1atorirvJiretode. Sit\\); TSF= fatortotalne sitiO .... = Tarlla~aD abaixo dD dossel.

58 VOL 37(1) 2007 55 - 60 • SAMPAIO el al. erro padráo da media. PAR radiaqao fotossinteticamente

~ ACTA AIvIAZONICA

-- AVAlIA~AO REBROTA DA COPA DAS ÁRVDRES DE PAU-ROSA (Aniba rosaeodora DUCKE) EM SISTEMA DE PODAS SUCESSIVAS

nitrogenio (Lee, 1988). A maior produ<;áo da biomassa de galhos e falhas de plantas submetidas a podas é devido 11 alta estimula00 de gemas dormentes presentes na árvore podada e

a

necessidade de adapta~o ao meio após o processo da poda (Larcher, 2000).

Nas árvores podadas pela segunda vez, a relac;áo entre radiayáo direta e difusa coro a biomassa da copa nao foi explícita (Figura 4). Deve-se, portanco, considerar que outros fatores como a umidade do solo e a variabilidade genética entre indivíduos possam excreee fone influéncia na prodUírao de biomassa aérea dessa espécie.

Análise de regressao - radiacrao x biomassa (rebrota da copa) Os resultados das análises de regressao e do coeficiente de corrda00 de Peusan jndicaram forte relac;áo entre os parametros da radias:áo e a biomassa da copa das árvores de pau~rosa podadas pela terceira vez (Tabela 4).

Os coeficientes das regress6es e das correlas;6es de Pearson entre biomassa da copa das árvores pela terceira vez e a radiat;ao PAR direta e total demonstram alta correla<;án (rabela 4). Espécies de florestas tropicais apresentam maior atividade fotossintética sob maior PARdireta (Ribeiro et al., 1984), fato que explica que mores de pau-rosa coro maior bioma5sa da copa estao sob maior PARdireta.

50

1

.,

45

~ 40

"O 35

S

30

1

'.

~

o

1umJmmU

~

,

43 45 27 48 50 53 33 54 56 57

nO árvore

EllI direta lilI difusa O total • biomassa copa (kg)

Figura 4 -Radia~ao diretas, difusas, totais e biomassa da copa para cada árvare de pau-rosa podada pela segunda vez.

Nas árvores podadas pela segunda vez, os coeficiemes de regressao indicaram menor rela<;áo entre biomassa da copa e fuores da radia,ao, PAR direta e total (Tabela 5).

Os parámetros fator direto (DSF), indireto (ISF) e total de sÍtio (TSF) indicaram forte rela'rJo com a biomassa das árvores podadas pela segunda e terceira vez (Tabela 5). O fatordireto de sício (DSF) esrá relacionado

a

radi3fáo PAR direta e o fator indireto de sitio (ISF) está relacionado

a

radia'ráo PAR difusa, sendo que ambos contribuem para o aumento da atividade fotossintética resultando em maior bioffiassa de galhos e folhas.

CONCLUSÓES

o

elevado número de brotos/fuste das árvores de pau-rosa após a poda, indica que as sucessivas podas praticada no mesmo indivíduo nao interferiram na capacjdade de rebrota das árvores.

A alta rela~áo entre biomassa da copa e as radias;6es diretas, difusas e totais, indica que árvores de pau-rosa com maiar disponibilidade de luz produziram maiar biomassa de galhos e folhas.

A capacidade de rebrota de árvores adultas, aliado

a

maior

produtividade de óleo a partir de galhos e folhas poderáo constituir urna alternativa para o manejo, por meio de plantios através de podas sucessivas.

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Tabela 5 -Coeficientes de regressao e das correla~oes de Pearson entre parámetros da radia~ao e a biamassa da copa das árvores podadas pela segunda e terceira vez.

Paramellos radja~áo 8iomassa da copa (2a. POda) Biomassa da copa (3a. Poda)

R' r R' r

- - - - - _ . _ - ' _ . _ - . _ . - _ . _ - -

-% abertura do dossel 0,02 (0.6908) ·0,01 (0,9769) 0,07 (0,4865) ·0,26 (0,4865)

PAR direta 0,50 (0,0217) .{l,Ba (D,0288) 0,80 (0,0010) 0,89 (0,001O)

PAR difusa 0,69 (0,0028) ·0,80 (0,0049) 0,008 (0,8187) ·0.01(0.9781)

PAR total 0,52 (0,0181) ·0,69 (0,024&) 0,79 (0,0012) 0.89 (0,7982)

OSF 0,50 (0,0219) .{l.68 (0,0281) 0,81 (0,0003) 0,90 (0,0008)

ISF 0,71 (0,0019) ·0,82 (0,0035) 0.01 (0,7198) .{l,05 (0,8814)

TSF 0.53 (0.0169) ·0,70 (0,0235) 0.81 (0.0009) 0,90 (0.0009)

W: coeficiente de regressáo ajustado. r: coeficiente de correlacao de Pearson. O valor enlre parénleses é a probabilidade. PAR: radialfao fotossintelicamenle ativa: DSF: falordirelo de sítio;

ISF: fator indirelo de sítio; TSF: 1alorlolal de sitio.

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lActA

~JyrAZONICA

AVAlIACAo REBROTA DA COPA DAS ÁRVORES DE PAU-ROSA (Aniba rosaeodora DUCKE) EM SISTEMA DE PODAS SUCESSIVAS

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Recebido em 06/10/2006 Aceito em 08/02/2007

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Carvao de resíduos de indústria madeireira de tres espécies

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