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Stereaceae), with description ofthe pupae in the CentralAmazonian, Brazil

No documento ACTA AMAZONICA Volume 37 N" 1 Man;o 2007 (páginas 149-152)

ABSTRACT

Four larvae were colkcted in water with the jimgus Aquascyphahydrophora (Berk.) Reid (Fungi: Stereaceae),fixed in Iree trunks found in the AdDlpho Dude Farest Reserve, Amazon{l5, Brazil Only one specimem reached the adu/t phase, which was idcntified as Polypedílum (rripoduta) amataura Bidawid-Kafta, 1996. This is the jirst description ofan immature flrm ofthis genus, and also the jirst registered in m.ycoteLmata.

KEY·WOROS

Polypedilum, Chíronominae, Aquascypha, Amazonian Central.

1 latJoratMo de Referencia Nacional em Simulídeos e OnCDCerCQse do Instrtuto Oswaldo Cruz-lOC. Av. Brasil, 4365-Manquinhos-RJ. Pav.l OS,saJa 9, CEP21 045-900. [email protected] , Coordena~áo de Pesquisas em Entomologia-(lNPA). [email protected]; ulysses@ínpa.gov.br

151 VOL. 37(1) 2007 151 - 156

~ ACTA AMAZONICA

' OCORRÉNCIA DE Polypedilum (Tripadura) amalaura BIDAWID-KAFKA, 1996 (DIPTERA;

CHIRONOMIDAE) EM Aquascypha hydrophora (BERK) REID (FUNGI; STEREACEAE), COM DESCRI~AO DA PUPA NA AMAZÓNIA CENTRAL, BRASIL

INTROOUCÁO

Chironomidae Macquart, 1838 é a malor e mais freqüeme familia de insetos de águas cominencais (Pinder, 1986), com elevada diversidade e ampla distribuilfao zoogeográfica (Reiss, 1981 : Ashe, 1983; Ashe etaL, 1987; Armitage etaL, 1995), Os i1TI2.turos pedem ser encontrados em diversos ambientes aquáricos tais como águas empo91das, reservatórÍos, rios, riachos, lagos de várzea, lagoas, igarapés, igapós, além de micro-habitats que acumulam água de chuvas, tais como firotelmatas e micotelmatas (Frank&Lounibos,1983),

O genero Polypedilum Kieffer, 1912, apresenta urna

distribui~ao bem ampla em todo o mundo, com exce'rao da Antártica. E segundo Maschwitz & Cook (2000), possui cerca de 100 espécies em toda a Regiáo Holártica. De acordo com Pinder & Reiss (1983) larvas de Polypedilum KiefFer, 1912 ocupam gtande variedade de ambientes aquáticos, utilizando diferentes substratos e alguns, plantas coro água.

Os estágios imaturos do género podem ser encontrados em urna grande variedade de ambientes aquáticos (Maschwitz &

Cook, 2000), e as pupas sao identificadas através da colora~o sempre constante, com algumas variac;óes de colora'Táo para as espécies. As estruturas do corpo da exúvia da larva apresentam dificuldades na observa00 morfulógica, diferentemente da análise taxonómica da exúvia pupal, ande a sua morfologia é bem evidente.

Os adultos do género sao facilmente reconhecidos pela furma triangular do oitavo segmento abdominal, pelo pulvilo bífido e pelo gosnostilo robusto.

NaAmazánia, Ferrora et aL (2001) assinalam emAquascypha hydrophora (Berk) Reid, 1965, adulros de Coleaptera - Dysticidae e imaturos de tres familias de Diptera -TIpulidae, Chironomidae e Culicídae, esta ultima com nove espécies, o que mostra a aptidáo desta micotelmata como criado uro para diversificada entomofauna.

A presenp de Polypedilum e de ourros Chironomidae em fitotelmatas é apresentada em vários trabalhos. Em um tipo de firotdmara, Mura sp, na Costa Rica, Líchtwardr (1994) assinalou a presen'1a de larvas de Chironomidae do genero Porypedilum KiefFer,1912.

NaAmazánia Central, somente duas espécies de Polypedilum fotaffi descritas, a partir de machos adultos, P. (Polypedilum) ge Bidawid & Fittkau, 1995 e P. (Tripodura) amataura Bidawid-Kafka, 1996, ambos coletados no igarapé Barro Branco na Reserva Florestal Adolpho Ducke, Manaus, Amazonas, No entamo, até o momento seus imaturos sao desconhecidos.

Este trabalho tetn como objetivo de ampliar o conhecimento do género Polypedilum naAmazónia Central, para isso é descrita a pupa de P. (Tripodura) amataura.

MATERIAL E MÉTOOOS

As coletas foram realizadas na Reserva Florestal Adolpho Ducke, que pertence ao InstÍtuto Nacional de Pesquisas da Amazónia - ¡NPA, Manaus,Arnazonas (02055'S 59°59'W),

Os fungosAquascypha hydrophora foram localizados em urna área adjacente ao ígarapé do Acará, fIXadOS em troncos de árvores mortas (Figuras 4 e 5). Os fungos apresentam estruturalmente a forma de um dlice, com diamerro de 9,2 cm (2,7-14,9 cm) e altura média de 16,3 cm (6,1-18 cm), podendo comporrar em média 35 mI de água (1-70 rnl), Segundo Reid (1965), estas micotelmatas sao encontradas na regiáo Norte do Brasil, Colombia, Suriname, Guiana Francesa, Panamá e Venezuela.

O material rerido nos receptáculos foi retirado com o auxílio de pipetas e acondicionado em recipientes plásticos de 120ml para transpone. A água do criadouro apresenrou temperatura de 2/e e pH 4,4. Os imacucos de Chironomidae coJetados foram acondicionados em recipientes de plástico com água do local onde foram coletados e levados para o laboratório visando emergencia do imago, para facilitar sua identificas:a.o taxonómica.

O material coletado, nao fOl correramente individualizado pela equipe e somente um exemplar que sobreviveu chegou

a

imago, após dois dias. No trajeto do campo, foi notado que duas larvas sofreram predas:ao por parte dos demais organismos aquáticos presentes no mesmo biótopo antes de serem triadas. Das larvas que sobreviveram, duas que foram individualizadas, urna nao prosseguiu o desenvolvimento em decorrénda da presen~a de fungos na água utilizada para a cria~áo. Tais problemas inviabilizaram um número maior de exemplares para o escudo, como por exemplo, a descris:áo do estágio larval. Da única larva que permaneceu viva e chegou ao estágio adulto, obtivemos apenas a exúvia pupal e o adulto emergido que serviram de base para a identifica~o do genero Polypedilum.

A exúvia pupal e a genitália do macho emergido foram montadas cm Euparal, de acordo com Schlee (1966), Os materiais entomo16gico e botánico estao depositados na Co1er;ao de Invertebrados e no Herbário do Instituto Nacional de Pesquisas daAmazónia - INPA, respectivamente.

RESULTAOOS

O macho emergido foi idemificado como Polypedilum (Hipodura) amataura, seguindo a descricrao de sua pupa:

Polypedilum (7:) ama/aura BIDAWIO-KAFKA, 1996, (FIGS.I-3)

Pupa: 4,5 mm de comprimento e 1,5 mm de largura;

colora~o da exúvia castanho-clara; conjuntivo seguindo o padrao decolorac;áo dos segmentos abdominais (Fíg. 1). Cefalotórax:

Corno torácico bem desenvolvido, com o formato afilado e achatado e com cerca de 12 ramifica«;óes; aneI basal elíptico,

152 VOL, 37(1) 2007: 151 - 156 • SERPA-FILHO el al.

~ ACTA AlViAZONICA

-DCORRÉNCIA DE Po~pedilum (Tripadura) ama/aura BIDAWID-KAFKA, 1996 (DIPTERA: CHIRONDMIDAE) EM Aquaseypha hydraphora (BERK) REID (FUNGI;

STEREACEAE), COM DESCRIGÁD DA PUPA NA AMAZONIA CENTRAL, BRASil

posicionado para regiao anterolateral; membrana externa seffi espinhos (cerdas torácicas nao observadas claramente); lóbulo basal com formato semicircular; tubérculo pré-alar ausente.

Abdome: (Fig. 1) Conjuntivos entre os S I-II) apresentando chagrin; entre os segmentos nI IV-V, chagrins nao muito visfveis e coro urna GU duas ftleiras de cerdas bem pontiagudas; tergito 1 com cicatriz bem visível; chagrin presente dos S III ao ·VIII, com seqüéncia de espinhos pontiagudos dispostos entre 2-4 fileiras dos S II ao N e formando desenhos disformes; lateralmente no S VIII presen~ de urna área com coloras:ao castanho-escura; em cada lado de S VII e VIII, fai observada a presen\a de quatro cerdas; S VIII coro espocio postero-lateral robusto, com cerca de 0,052 mm (Fig. 3), apresentando diversos sub-dentes

1

'."

pontiagudos laterais; Cerdas abdominais (nao observadas corretamente em cada um dos segmentos). Lóbulo anal: (Fig. 2) castanho-daro seguindo o padeao dos segmentos abdominais;

com 0,10 mm de comprimemo e 0,12 mm de largura; formaro semi-circular, nao possuindo chagrin na área interna e externa;

64 cerdas longas e dispostas em torno do lobo anal, cada urna medindo 0,8 mm; presenqa de duas cerdas teniadas corn 0,19 mm na paIte inferior do lobo, cada cerda maior que o comprimento do lobo anaL

l\.1aterial examjnado: BRASIL, Amazonas: Manaus, (Reserva Floresral Adolpho Ducke, ¡gafapé do Acará), exúvia pupal e B&, IX. 1998, RL.M_ Ferreira,

J _

Silva & E, S_ Pefeifa cols.

(INPA)_

Figuras 1-3 - Polypedilum (T.) amataura Bidawid & Kafka, 1996: Pupa.

1. Vista dorsal do abdome (0,1 mm):

2. últimos segmentos abdominais; (0,1 mm); 3. esporáo no penúltimo segmenta anal. Escalas: 0,05 mm.

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No documento ACTA AMAZONICA Volume 37 N" 1 Man;o 2007 (páginas 149-152)