• Nenhum resultado encontrado

CAPÍTULO 1 COMO TUDO COMEÇOU

1.2. Revisão da literatura

São muitas as pesquisas sobre alfabetização nos últimos anos, especialmente a partir da década de 1990. Com o objetivo de conhecer, embora brevemente, o que foi produzido sobre a produção de textos escritos no período da alfabetização, tema abordado no presente estudo, realizei um levantamento de natureza bibliográfica.

No site da ANPEd – Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação, no Grupo de Trabalho Alfabetização, Leitura e Escrita (GT 10), nos registros das reuniões anuais 32ª a 37ª (2009-2015) foram localizados 108 trabalhos. Os trabalhos apresentados e publicados neste espaço acadêmico são artigos que apresentam resultados gerais ou parciais de pesquisas que se inserem em eixos relacionados à alfabetização, leitura e escrita. Observei trabalhos que têm como objetivos gerais a investigação das relações entre ensino e aprendizagem de leitura e escrita na escola e outros, que discorrem sobre concepções teóricas e práticas de ensino da língua portuguesa.

Na tabela a seguir apresento o quantitativo de trabalhos apresentados nas reuniões da ANPEd no período demarcado, destacando os que tratam de processos de ensino- aprendizagem da leitura e da escrita nos últimos anos a fim de justificar a relevância e pertinência do presente trabalho.

Quadro 1: Trabalhos apresentados com ênfase nos processos de ensino e aprendizagem da

leitura e escrita nas séries iniciais no Ensino Fundamental. Ano da Reunião Nacional Total de trabalho

apresentados

Quantitativo de trabalhos com foco nos processos de ensino e aprendizagem da leitura e escrita

2009 18 2 2010 17 2 2011 22 1 2012 17 3 2013 14 2 2015 20 1 Total 108 11

Fonte: Anais da ANPEd GT 10 Alfabetização, Leitura e Escrita.

Na revisão de literatura, procurei observar tendências, pontos de vista, e resultados das pesquisas que contribuam para a pertinência do estudo relacionado aos processos de aprendizagem da leitura e escrita nos anos iniciais da alfabetização. De um modo geral, os 108 trabalhos apresentados no intervalo de 2009 a 2015 buscaram compreender, refletir, analisar e comparar esses processos nas escolas.

As diferentes estratégias usadas pelos professores com as crianças quando ingressam no contexto escolar e que passam a criar, tentar, compreender e a decifrar a linguagem escrita são apontados nos 11 trabalhados selecionados como influenciados pelo ambiente escolar.

Identifiquei que, apesar de todos tratarem dos processos de ensino e aprendizagem da leitura e escrita, os objetivos se diferenciavam e consequentemente os pontos de vista das análises. Apresento a seguir a relação de trabalhos analisados:

Quadro 2: Trabalhos analisados. Ano da

pesquisa

Título do trabalho Autores/Instituição

2009

A inserção dos componentes da

sequência argumentativa em textos escritos.

Francisca Maura Lima/

Secretaria de Educação de Recife

Uma possibilidade para a superação das dificuldades na aprendizagem da língua escrita: O texto e sua reescrita.

Lílian Mara Dela Cruz Viégas Alda Maria do Nascimento Osório / UFMS

2010

Humor, literatura infantil e diferença- Um estudo com crianças.

Iara Tatiana Bonin

Rosa Maria Hessel Silveira / ULBRA e UFRGS

O ensino da linguagem escrita na perspectiva da humanização do aluno.

Stela Miller / UNESP

2011 Representações sociais do

Ensino da língua Escrita

Margarete Maria da Silva

Maria Emília Lins e Silva / UFPE

2012

Construção de subjetividade: uma análise do diálogo das crianças com o discurso da escola

Francisca Maura Lima / UFPE

A relação entre as práticas de

alfabetização e as aprendizagens das crianças nos três anos iniciais do ensino fundamental em escolas organizadas e em ciclos.

Magna do Carmo Silva Cruz Eliana Borges Correia de Albuquerque / IFPE / CEEL/ UFPE

Práticas de alfabetização e letramento:

o fazer pedagógico de uma

alfabetizadora bem sucedida.

Ivânia Pereira Midon de Souza / SME-Várzea Grande

Cancionila Janzkovski Cardoso / UFMT (Rondonópolis)

2013

A prática de professores da língua materna no ensino fundamental da baixada fluminense (RJ): A produção textual escrita e avaliação

Jéssica do Nascimento

Rodrigues

Mary Rangel / UFF Leitura, compreensão e produção

textuais: progressão desses eixos de ensino de Língua Portuguesa no 1º Ciclo.

Solange Alves de Oliveira / UnB

2015

Construções cotidianas de práticas de alfabetização e o ensino sistemático da escrita: Elementos da formação

continuada mobilizados por

professoras.

Ywanoska Maria Santos da Gama / PCR – Prefeitura do Recife

Na análise dos 18 resumos publicados no ano de 2009 nos anais da 32ª ANPEd, encontrei dois trabalhos que tinham como objetivos principais a escrita no espaço escolar (LIMA; VIÉGAS E OSÓRIO). Os trabalhos centralizaram sua atenção no processo de apropriação da escrita infantil, na composição dos textos, nas estratégias adotadas pelas crianças para apropriar-se da leitura e escrita, considerando-se os contextos de produção e enfatizando a escola como o espaço de produção.

A análise de Lima (2009) indica que a forma como as crianças constroem a argumentação utilizando-se dos elementos da sequência argumentativa, tem uma forte relação com o contexto de produção e com as relações de linguagem que se passam na escola.

O trabalho de Viégas e Osório (2009) apresenta os resultados de uma pesquisa de Mestrado desenvolvida com professoras alfabetizadoras no ano de 2006. Com o objetivo de entender por que muitos alunos do primeiro ano do Ensino Fundamental apresentam dificuldade na aprendizagem da linguagem escrita, em particular, na produção de texto. A pouca quantidade de produções espontâneas, seguida do controle sistemático com intervenções imediatas, na tentativa de prevenir eventuais “erros”, impedia os alunos de colocar em jogo seus saberes linguísticos e os condicionava à dependência. O estudo mostrou uma prática pedagógica em transformação e indicou que mudanças significativas demandam o entendimento de que a linguagem se constitui num processo histórico-social, em contínua transformação, e nesse contexto o trabalho com a produção de texto e reescrita aponta caminhos na perspectiva de contribuir para a superação das dificuldades encontradas pelos alunos no que se refere à produção de texto no processo de aprendizagem da língua escrita.

No encontro seguinte, no ano de 2010, dos 17 trabalhos apresentados, seis dos pesquisadores da pós-graduação do GT 10 (MILLER; SILVA; ROCHA E MARTINS; NEVES; RESENDE E MACIEL; BONIN E SILVEIRA) trataram de questões acerca da alfabetização com o foco no ensino da escrita do aluno. Dentre estes, apenas dois investigaram o ensino da leitura e escrita nos anos iniciais, com foco nos desfechos das produções infantis (BONIN E SILVEIRA, MILLER; e SILVA), dos quais destacamos os trabalhos de Bonin e Silveira; e Miller.

Bonin e Silveira (2010) investigam de que forma alunos dos anos iniciais se apropriam de alguns recursos humorísticos em sua própria produção textual e imagética, após a realização de atividade com uma obra de literatura infantil que abordou a questão da

diferença e incorporou a ela elementos de humor. A interpretação da produção dos alunos permite apontar a recriação de algumas estratégias de humor.

Miller (2010) traz a discussão da possibilidade de trabalho com a linguagem escrita como interação entre as pessoas nos diversos contextos interativos, por meio de diferentes gêneros textuais. O estudo aponta para um trabalho com a linguagem escrita que permite ao aluno realizar atividades cujo objeto é a linguagem escrita tal como é utilizada nas interações entre as pessoas no interior dos diferentes contextos de uso. Privilegiou o estudo do modo de funcionamento dos textos e não o domínio do sistema linguístico com um valor em si mesmo.

No ano de 2011, na 34ª ANPEd, de um total de 22 trabalhos, três centravam seus estudos nos saberes docentes, nas concepções de linguagem e nas práticas de ensino da análise linguística e conteúdos ensinados. Destaco o trabalho de Silva e Silva (2011) que busca compreender as representações sociais do ensino da língua escrita de professores dos anos iniciais do Ensino Fundamentalcom o objetivo de captar os sentidos atribuídos ao ensino da língua escrita. As autoras concluem que as representações sociais sobre o ensino da língua escrita estão ancoradas especialmente na dimensão pedagógica, pois o ensino é representado como uma ação planejada que visa propiciar aos alunos a aprendizagem da leitura e da escrita, considerando a construção cognitiva na apropriação da escrita e as práticas sociais de uso da leitura e da escrita.

Dos 17 trabalhos apresentados no ano de 2012, três trouxeram discussões relacionadas ao ensino e aprendizagem da leitura e escrita. O trabalho de Lima (2012) investiga a relação entre linguagem e subjetividade, tendo como veículo o diálogo das crianças com os discursos que circulam na escola. O estudo evidencia que as crianças contornam a voz institucional de várias formas e, quando assumem essa voz, não o fazem simplesmente por submissão, indicando a existência de espaços de subversão do sujeito que rompe com a dimensão unilateral da relação entre poder e discurso.

Cruz e Albuquerque (2012) analisam a construção de práticas de alfabetização na perspectiva do “alfabetizar letrando” e a relação dessas práticas com as aprendizagens das crianças que frequentam escolas pertencentes a sistemas de ensino organizados em série e em ciclos. Uma das reflexões que fazem neste estudo é sobre a necessidade de discutirmos metodologias de alfabetização em uma perspectiva de alfabetizar letrando, independentemente da organização escolar dos sistemas de ensino.

Souza e Cardoso (2012) tratam de questões relativas à prática de uma alfabetizadora considerada bem sucedida, atuante em uma escola municipal no trabalho de leitura e escrita com os alunos.Analisa o desempenho dos alunos em expressão oral e escrita. São tematizados os conceitos de alfabetização e letramento, à luz de autores que compreendem esses fenômenos como facetas distintas, porém complementares da aprendizagem da língua materna. Como resultados aponta-se que as expectativas positivas em relação à aprendizagem dos alunos, a alfabetização com textos, a capacidade de trabalho com diferentes níveis psicogenéticos, o bom uso do tempo em sala de aula, o compromisso com a aprendizagem dos alunos e a busca constante pelo conhecimento, constituem-se em grandes pilares para a compreensão das práticas bem sucedidas de alfabetização e letramento.

O GT 10 na 36ª ANPEd reúne 14 trabalhos publicados no ano de 2013. Após a leitura dos resumos e seleção de pesquisas que tivessem relação com o tema do meu trabalho, recolhi dois que se aproximavam deste. Rodrigues e Rangel (2013), num estudo pautado na produção textual escrita para a inserção dos alunos nas práticas sociais letradas, defendem a ideia de que é também função dos professores de Língua Materna a avaliação dos textos de seus alunos e que, embora os avanços teóricos do campo da Linguística se infiltrem nessas práticas, tais professores temem a perda do objeto de ensino e se entregam a práticas tradicionais ancoradas no ensino da gramática prescritiva.Destacam que as práticas escolares ainda estão impregnadas de uma série de limitações.

No trabalho apresentado no mesmo ano na ANPEd, Oliveira (2013) entende que a escola tem revelado dificuldades e polarizado em torno de conceitos como alfabetização e letramento. De acordo com a pesquisadora, ora as práticas docentes privilegiam o aprendizado do sistema alfabético, acreditando ser esse um requisito para o contato com textos, ora priorizam quase exclusivamente o acesso aos textos, e, com isso, podem comprometer o processo de apropriação da escrita alfabética. O estudo demonstra que, no cotidiano de nove turmas acompanhadas, havia uma grande dificuldade de realização de um ensino que buscasse respeitar a diversidade de ritmos de aprendizagem dos alunos e que assegurasse práticas que lhes permitissem progredir, de modo mais eficaz, em seus conhecimentos sobre a escrita alfabética e sobre os textos escritos nos três primeiros anos de escolarização.

O último grupo de trabalhado pesquisado no GT 10 na 37ª ANPEd reúne 20 trabalhos publicados no ano de 2015, desse total destaco o trabalho de Gama (2015) que em seus estudosbuscou analisar as relações entre a construção cotidiana de práticas docentes na

alfabetização e a formação continuada vivenciada por professoras alfabetizadoras identificadas em suas rotinas, as atividades relacionadas ao ensino da língua, com foco maior no trabalho com a escrita, observando como as professoras justificavam suas escolhas.

No levantamento realizado no Banco de Teses e Dissertações da CAPES/MEC, num primeiro momento de busca com as palavras chaves: alfabetização e produção de textos, recebi um resultado de 5620 estudos. Em um segundo momento, fiz uma busca refinando os dados com as palavras: produção de textos de crianças de seis a oito anos, gêneros discursivos, sala de aula de alfabetização, delimitando o recorte temporal de 2012 a 2016, desse filtro foram encontrados setenta e quatro resultados. Desses dados selecionei os trabalhos que se aproximavam da minha pesquisa que discute aspectos do ensino da língua escrita na escola em sua dimensão discursiva, ancorado na abordagem dialógica de linguagem de Mikhail Bakhtin (2003) e na Teoria Histórico Cultural de Lev S. Vigotski (1989).

Quadro 3: Trabalhos selecionados entre 2012 e 2016 com os descritores: produção de textos

de crianças de seis a oito anos, gêneros discursivos, sala de aula de alfabetização

Ano da pesquisa Título do trabalho Autores/Instituição

2012 Atividades reflexivas para a reescrita: contribuições da teoria Bakhtiniana.

CARRIJO, Viviane Leticia Silva.

2012 Alfabetização: o olhar do sujeito aprendiz.

GONÇALVES, Angela

Vidal.

2012 Produção de texto na

alfabetização: análise de uma prática do primeiro ano do Ensino Fundamental

CRUZ, Flavia Aparecida Mendes de Oliveira.

2013 O Processo de Constituição do Aluno como Produtor de Textos: o papel da mediação pedagógica

ROLINDO, Adriano

Caetano.

2013 O Processo de pontuação e

estruturação do gênero narrativo escrito por crianças de 1º e 2º anos do ensino fundamental

LIMA, Vanilda Gonçalves de Lima.

Fonte: CAPES/MEC

A dissertação de Carrijo (2012) apresenta proximidade teórico-metodológica com este trabalho. A pesquisa direciona para a prática de reescrever e destaca a ação docente, como leitor dos textos produzidos pelos alunos e responsável pela elaboração de atividades baseadas nas análises destas produções. Apresenta um percurso de análise e criação de atividades a fim de mostrar a possibilidade de um ensino reflexivo e discursivo da linguagem. A reescrita é vista enquanto prática social da linguagem, um processo dialógico e reflexivo, e

é considerada como um momento de reflexão que envolve os discursos de outrem a fim decompor as ideias próprias ou ainda novos sentidos. Ancora suas reflexões e análises na teoria enunciativo-discursiva de abordagem sócio-histórico do Círculo de Bakhtin e utiliza o conceito de Zona de Desenvolvimento Proximal de Vigotski. Em suas considerações, demonstra que todas as atividades reflexivas desenvolvidas na pesquisa tiveram a característica de fazer com que os alunos refletissem acerca dos dizeres dos outros, à proporção que construíam o seu próprio.

A pesquisa de Gonçalves (2012) apresentou resultados de um trabalho realizado com crianças do primeiro ano do ensino fundamental, em escola pública federal, no Rio de Janeiro. O trabalho se baseia na Teoria da Enunciação de Bakhtin e no pensamento de Vigotski para compreender osmodos de pensar próprios da infância. Os resultados levam-no a afirmar que o aprendizado da leitura e da escrita altera os modos de pensar e dizer das crianças; os conhecimentos específicos sobre o sistema de escrita permitiram-lhes realizar novas operações metalinguísticas e metacognitivas. Esse processo evidenciou-se como parte dos processos gerais de aculturação escolar, com ênfase no aprendizado de condutas típicas dessa esfera social.

Buscando compreender a prática de produção de texto na alfabetização em uma turma de primeiro ano do Ensino Fundamental e as mediações didáticas produzidas pela professora durante esse processo, Cruz (2012) realizou uma pesquisa qualitativa de caráter etnográfico. De acordo com os dados analisados na pesquisa, Cruz (2012) compreendeu que a prática desenvolvida contemplava um trabalho sistemático com os gêneros textuais, tanto na leitura quanto na produção de textos; as produções de texto tinham outros interlocutores além da professora; havia a predominância de produções de texto coletivas, havendo uma insegurança da professora em trabalhar com produções individuais. Outro ponto destacado na prática foi o trabalho realizado com o livro literário, como a leitura diária e o empréstimo semanal. A professora desenvolveu uma prática que buscava articular a história contada com o gênero textual trabalhado.

A dissertação de Lima (2013) objetiva compreender como ocorre o processo de apropriação dos sinais de pontuação e sua utilização na estruturação textual do gênero narrativo escrito pelas crianças como objeto e produto das atividades linguísticas, epilinguísticas e metalinguísticas, mediado pelo educador em sala de aula. O desenvolvimento da investigação baseou-se na epistemologia do método do materialismo-histórico dialético,

concretizou-se por meio da metodologia da pesquisa-ação, na qual os dados foram gerados a partir do desenvolvimento do projeto de intervenção pedagógica aplicado pela educadora da turma que desempenhou, também, o papel de pesquisadora. A investigação foi desenvolvida em uma escola pública do Ensino Fundamental e os sujeitos foram os educandos devidamente matriculados no 1º Ano em 2011 e no 2º Ano em 2012. Na medida em que o processo de apropriação da linguagem escrita avança, por meio das relações socioculturais de interação verbal e escrita em sala de aula, também se amplia o nível de domínio consciente da criança para operar com os recursos e mecanismos linguísticos de pontuação e estruturação do gênero narrativo escrito, favorecendo a constituição do sentido global da enunciação discursiva com o outro na relação dialógica estabelecida entre produtor-autor e interlocutor-leitor que se dá no momento de seu encontro no ato concreto da leitura.

A partir da leitura dos trabalhos, percebi a permanência de práticas de alfabetização consideradas tradicionais pautadas no ensino e aprendizagem a partir dos métodos que se resumem à aquisição do código alfabético sendo esse um pré-requisito para a produção de textos escritos pelas crianças.O espaço para o dizer do aluno é a interação em sala de aula, é limitado em grande parte dos trabalhos selecionados, pois os objetivos destacados para o ensino da leitura e escrita centralizam suas discussões na dimensão estrutural da língua e só na ação do professor, como o responsável de levar o conhecimento.

Há uma aproximação entre alguns trabalhos no que diz respeito à compreensão das práticas de leitura e escrita dos sujeitos como autores de seus conhecimentos.A criança tem espaço para dizer sobre seu processo, mas não participa ativamente dele na construção do conhecimento. Há trabalhos sobre a produção da escrita orientada em função de objetivos estritamente pedagógicos que visam ao conhecimento dos mecanismos internos e externos do currículo. Alguns trabalhos ainda possuem maior destaque no contexto escolar do que nas marcas sociais da cultura escrita.