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2 Capítulo II – Estado da arte

2.2.1 SDL MultiTerm 

O  SDL  MultiTerm  Desktop  2009  é  a  principal  referência  em  software  de  edição  e  gestão  terminológicas.  Já  com  alguns  anos  de  tradição,  o  programa  tem  vindo  a  desenvolver  funcionalidades cada vez mais arrojadas, tais como a extracção de terminologia, a conversão  de ficheiros e a interligação com o Microsoft Word ou outras ferramentas da SDL International. 

O programa foi concebido para um público‐alvo de utilizadores que trabalhe com terminologia  em configurações mono‐utilizador. 

 

No entanto, o programa é proprietário e a sua licença é bastante dispendiosa. O preço unitário  por licença é aproximadamente de €485 (conforme já referido atrás). Em instituições de ensino  públicas  ou  com  escassos  recursos  financeiros,  este  pode  ser  um  grande  entrave  à  dinâmica  educativa da criação e gestão terminológicas. 

O  software  encontra‐se  desenvolvido  apenas  para  o  sistema  operativo  Windows,  o  que  se  revela  um  constrangimento  adicional  pois  impossibilita  definitivamente  a  sua  instalação  num  computador com um outro sistema operativo, como Mac OS X ou Linux. Por sua vez, este facto  poderá  traduzir‐se  numa  redução  mais  ou  menos  significativa  do  número  de  possíveis  utilizadores,  questão  esta  que  não  se  coloca  caso  estejamos  a  falar  de  uma  plataforma  na  Web. 

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Os  utilizadores  que  possuam  um  Macintosh,  por  exemplo,  poderão  sempre  optar  por  uma  instalação do Windows no seu computador, mas também esta solução poderá ter implicações  a nível de desempenho da própria máquina, caso o hardware não seja standard. Actualmente,  o  hardware  desenvolvido  pela  Apple  é  standard,  ao  contrário  do  que  se  verificava  há  alguns  anos,  no  entanto  também  não  podemos  descartar  a  hipótese  de  alguns  utilizadores  possuírem, ainda, um computador Macintosh não actualizado. 

Uma  agravante  que  não  pode  ser  esquecida  é  o  facto  de  o  Windows  ser  um  software  proprietário, o que acarreta um custo adicional a quem já investiu num computador com um  sistema operativo, também ele proprietário. 

Relativamente ao trabalho colaborativo proporcionado pelo SDL MultiTerm Desktop 2009, este  existe  mas  está  dependente  de  uma  ligação  a  um  servidor  central.  Este  servidor  é  a  implementação  cliente/servidor  do  MultiTerm,  concebido  para  configurações  de  vários  utilizadores.  Funcionando  como  hub  do  sistema,  o  MultiTerm  Server  providencia  aos  utilizadores  o  acesso  a  bases  de  dados  armazenadas  centralmente  no  servidor,  onde  se  encontra  um  sistema  de  gestão  de  bases  de  dados,  tal  como  o  Microsoft  SQL  Server,  o  seu  equivalente MSDE, ou Oracle. 

A  figura  8  mostra  uma  configuração  geral  em  que  os  clientes  MultiTerm  trabalham  simultaneamente com bases de dados locais e remotas utilizando a interface Web para aceder  às bases de dados em linha.                  Figura 8 ‐ Configuração geral do SDL MultiTerm Server 

Numa instalação cliente/servidor do MultiTerm, a utilização do MultiTerm Server está sujeita a  uma  licença  adicional,  aumentando  o  custo  financeiro  desta  solução.  Esta  licença  é  utilizada  para  controlar  as  ligações  simultâneas  de  clientes  em  número  e  em  espécie.  As  restrições  aplicadas afectam, sempre que necessário, cada um dos componentes clientes que utilizam o  MultiTerm Server para aceder a bases de dados remotas. 

A licença estipula ainda o número máximo de utilizadores que efectua ligações simultâneas ao  servidor.  Ao  atingir  o  número  permitido  de  utilizadores  da  rede,  é  barrado  o  acesso  para  edição de conteúdo ao utilizador até que um dos utilizadores já na rede termine a sua ligação,  sendo, no entanto, permitido o acesso para consulta e pesquisa.   

2.3 Conclusões 

Apesar das várias soluções já existentes no mercado e na Web para a gestão de terminologia,  verifica‐se que não há um consenso globalizante no tipo de funcionalidades disponibilizadas.  Em suma, estas revelam‐se:  • Dependentes de sistema operativo;  • De utilização complexa ou pouco intuitiva;  • Incompletas (ainda em fase de desenvolvimento);  • Inadequadas, pois não reúnem todos os requisitos pretendidos;  • Não direccionadas para o ambiente educativo;  • Por implementar;  • Indisponíveis;  • Proprietárias.   

Se  de  uma  forma  geral  se  verifica  uma  lacuna  na  oferta  de  uma  solução  globalizante  para  a  gestão  colaborativa  de  terminologia,  então  estas  conclusões  poderão  servir  de  mote  para  embarcar numa nova direcção, seguindo um rumo que permita: 

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• Reunir as principais funcionalidades numa mesma plataforma;  • Disponibilizar a ferramenta; 

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Capítulo III – Metodologias de Investigação 

  If we knew what we were doing, we wouldn't call it research, would we?  Albert Einstein    A condução do processo de investigação deste projecto exigiu uma estruturação prévia para  que  lhe  fosse  transmitida  coerência  e  inteligibilidade.  A  consciência  de  que  a  génese  do  trabalho  deverá  determinar,  após  algumas  considerações,  o  método  de  investigação,  e  que  cada  método  pode  conduzir  em  diferentes  sentidos,  a  principal  preocupação  deste  planeamento  prévio  foi  permitir,  essencialmente,  a  delimitação  quer  do  objecto  de  estudo  quer  das  técnicas  e  procedimentos  a  utilizar  na  recolha,  tratamento  e  análise  de  dados.  Qualquer  área  de  conhecimento  exige  uma  estruturação  metodológica  que  permita  a  inferência  clara  das  conclusões  formuladas,  mas  caberá  à  génese,  à  especificidade  e  à  finalidade do projecto a determinação da metodologia a seguir. 

Como  já  foi  referido,  a  presente  dissertação  teórica  e  o  projecto  prático  realizado  no  seu  âmbito abraçam duas ciências que, apesar de distintas, têm como papel a complementaridade. 

Por um lado existe a necessidade de dotar o sistema educativo de novas metodologias e novos  recursos  que  levem  os  alunos  a  adoptar  novos  métodos  de  trabalho  e  consigam  adquirir  competências colaborativas na construção, gestão e partilha do conhecimento. Por se referir  ao estudo do comportamento humano num contexto social, esta necessidade recai no âmbito  das  ciências  sociais  (Punch  2005)  [44.].  Por  outro,  optou‐se  pelo  recurso  à  tecnologia  e  à  multimédia para dar corpo ao projecto.  A componente tecnológica e multimédia e as especificações formais inserem‐se no âmbito das  ciências naturais e exactas (Myers 1997) [42.].  Macedo et al. [35.] propõem três etapas numa metodologia de investigação:  1) Definição do propósito e orientação da investigação;  2) Recolha de dados;  3) Análise e Síntese. 

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