PalaArras iChave
SERINGA DE TUBERCULINA**
A seringa de tuberculina, ou seringa de I ml (Figura 9-4), foi originalmente concebida para a administracao da tuberculina. Actualmente é utilizada para a medicao de pequenos volumes corn precisao**. 0 volume deve ser medido na escala em cen- timetres ap
ices para se atingir maior precisao. A seringa tem uma capacidade total de lcc ou 16 minimos. Na escala de mini- mos, os traces maiores representam 1 minim% e as linhas me- nores correspondem a 0,5 (5/10 ou V2) mlnimos; contudo, a utilizacao da escala de minimos deve ser desencorajada. Na escala de centimetres cabicos, cada urn dos tacos maiores re-
* 1\15o estg disponivel em Portugal (N.R.).
Em Portugal sgo utilizadas seringas de insulina para este efeito (N.R.).
Figura 9-4 Leitura das calibracties numa seringa tuberculina.
SERINGA DE TUBERCULINA**
A seringa de tuberculina, calibrada pelo sistema mètrico, e mais precisa na medicao de doses de 1 ml ou meno- res.
A adigào de 0,2 ml de ar para esvaziar, por completo, toda a terapeutica contida na agulha da seringa, pode aumentar, significativamente, a dosagem a administrar, especialmente quando se trata de pequenos volumes a ser administrados a recêm-nascidos ou criangas peque- nas. Deve ser verificado o protocolo utilizado na institui- gdo relativamente a este procedimento.
10 Unidades
Local de medigäo da dose Evitar tocar V r. Local de medi45o da dose manter estaril Evitar tocar
Figura 9-5 Leitura da quantidade de medicamento numa seringa de vidro.
Figura 9-6 Leitura da quantidade de medicamento numa seringa de plástico.
presenta 0,1 (1/10) cc, os intermddios equivalem a 0,05 (5/100) cc, e os menores correspondem a 0,01 (1/100) cc.
Os volumes em seringas de vidro sao lidos no ponto de en- contro do embolo corn a linha da calibracdo da seringa (Figura 9-5). Os volumes em seringas de plastic°, ou descartaveis, sao lidos no ponto de encontro da borracha existente na extremida- de do embolo corn a escala de calibracao (Figura 9-6). Ter em atencalo a area da agulha a manter estdril e tambOm a area do embolo na qual se deve evitar tocar.
Seringas Pre-Preparadas com Medicament°
Muitos fabricantes fornecem uma quantidade previamente medida de medicamento numa seriga descartavel com agulha (seringas pre-preparadas corn o medicamento). Estas unidades sao chamadas pelos nomes comerciais como por exemplo Tubex e Carpuject. Contérn a quantidade de medi- camento para uma dose padrao de medicamento. 0 nome do medicamento, a concentracao e o volume estao visivelmente impressos na seringa. Algumas destas seringas, dependendo do fabricante, requerem urn suporte para serem utilizadas (Figura 9-7). As vantagens destas seringas incluem o tempo poupado na preparacao da quantidade padrao de medicamento para uma injeceao e a diminuicao da probabilidade de conta- minacao entre o utente e o pessoal hospitalar (esta seringa esta numa embalagem selada, que a apenas utilizada uma vez sendo deitada fora ap6s a sua utilizacao). As desvantagens in- cluem os custos adicionais, a necessidade de urn suporte dife- rente para cada seringa e a limitacao de volume de urn segun- do medicamento que pode ser adicionada a esta seringa.
Muitas farmacias hospitalares fornecem estas seringas para doses especiTicas de medicamentos para determinados utentes.
Figura 9-7 A, seringa pre-preparada Carpuject e contentor estèril corn medicamento e agulha. Adaptagäo dos elemen- tos da seringa Carpuject. C, 0 contentor desliza no adaptador, roda e fecha na extremidade da agulha. 0 embolo fixa-se na extremidade do contentor. (De Potter PA, Perry AG: Basic Nursing: theory and practice, ed 3, 1995, St. Louis, Mosby).
A seringa d rotulada corn o nome do medicamento, nome do utente, namero do quarto, data da preparacao e expiracao da validade.
A Agulha
Partes Constituintes da Agulha
A agulha d constituida por urn canhao, um corpo e uma extre- midade em bisel (Figura 9-8). 0 angulo do bisel pode variar, quanto major for o bisel, mais facil é a penetracao da agulha.
0
11111111.15G 18G
Q
2060
22G0
23G0
25G0
26G 0 28G oFigura 9-9 Comprimento e calibre da agulha.
Calibre
0 calibre de uma agulha é o diametro do officio do corpo. Quanto maior o ntimero (que indica o calibre), menor o oriffcio. 0 calibre esta marcado no cantle° da agulha e no exterior da embalagem descartavel. 0 calibre de uma agulha é habitual- mente seleccionado tendo como base a viscosidade (espessura) da solugeo a ser injectada. Uma solgeo viscosa requer urn diemetro maior; sera enteo escolhido urn ntimero pequeno (Fi- gura 9-9). Ha agulhas especialmente finas (corn calibre 27 ou 29 por exemplo) utilizadas em situagees particulares.
bisel
corpo
— canhao
Figura
9-8
Partes constituintes da agulha.Calibre Comprimento
Sistemas de Proteccäo
0 sistema de protege° cobre a agulha para proteger o utilizador de tocar acidentalmente na agulha quando esta a colher san- gue ou a administrar medicageo endovenosa. Estes adaptadores de agulhas com ponta romba, este° disponfveis para uma grande variedade de utilizacties, como por exemplo os adaptadores macho nos obturadores de cateteres. Estes permitem a adapta- ea° de agulhas de ponta romba ern vez de agulhas ponteagudas. Outros dispositivos incluem o acesso ao sistema sem agulha, pois possuem uma valvula bidireccional, em substituicao da tampa do cateter. A ponta da seringa, ao ser colocada na
abre-a e permite a aspirageo de sangue ou injecedo de liquidos. Para prevenir picadas acidentais, existe um contentor para dep6sito de todas as agulhas utilizadas (Figura 9-10). Ad m i nistracao Endovenosa
Todas as agulhas, se suficientemente longas, podem ser utili- zadas para a administrgao de medicageo ou liquidos endovenosos, mas ha equipamento especialmente designado para este fim.
As agulhas com aletas (butterfly) ou epicranianas (Figura 9-11) said curtas, corn extremidades ponteagudas destinadas a minimizar a agressao aos tecidos durante a sua insergeo. As aletas podem ser presas em simultaneo, enquanto a agulha esta a ser introduzida, depois se° largadas e deixadas em contacto com a pele, formando uma base para fixagao com adesivo. Es- tas agulhas existem corn calibres de 17 a 29. 0 corpo esta pro- tegido com um pequeno tubo de plastic°. As agulhas com aletas se° habitualmente utilizadas em venopuneees em crianeas.
Os catáteres coin mandril interno são os recomendados para as perfusoes de rotina. As agulhas seo constitufdas por um metal especial e recobertas por urn material plastic° tipo teflon (Figuras 9-11, 9-12, A). ApOs penetrar na veia, o cateter progri- de, enquanto que o mandril de metal é removido, permanecen- do o cateter pldstico no interior da veia. Este sistema é utilizado quando se preve a necessidade de manter urn acesso venoso durante diversos dias. A justificacao para a utilizageo de urn material plastico reside no facto de este nao possuir uma ponta ponteaguda que poderia causar irritacao da veia e favorecer o extravasamento.
Os catiteres de mandril ou condutor externo tem uma agu- lha de grande calibre para realizar a Naga° venosa (Figura 9-
Recipiente para guardar agulhas- Cateter Capa de proteccao Canhao do cateter Canhao da agulha Tampa protectora Canhao de agulha Colar Cateter Manga protectora Adaptador de cateter Borracha de control de fluxo Intradermica. Subcutanea 0,01-0,1 ml 0 5-2 ml Intramuscular Intravenosa
Figura 9-11 Cateter colocado corn urn obturador heparini-
zado. 0 dispositivo deve ser rotulado: data, hora e iniciais da nessoa que inseriu o obturador. Ern algumas instituigOes re-
uere-se tamb6m o registo, no adesivo, da data e hora em que o obturador deve ser substituido.
12, B). Apds a realizagao da puncao, e introduzido, atraves da agulha, para a veia, um pequeno cateter de plastic°, estail, de pequeno calibre medindo 10 a 15 cm. A agulha e retirada e a pele forma uma barreira em torno do cateter. 0 sistema de admi- nistracão 6 adaptado directamente ao cateter de plastico. Estes cateteres sac, muito utilizados actualmente, devido ao menor risco de fractura do cateter pela agulha, quando da sua coloca-
cäo.
Selecgao da Seringa e da Agulha
0 tamanho da seringa utilizada a determinado pelo volume de medicamento a ser administrado, pelo grau de precis-
do neces- sari° na medicdo da dose e pelo tipo de medicamento a ser
administrado.
A seleccao da agulha deve basear-se no calibre correcto em -nlagdo a viscosidade da soluodo e o seu comprimento deve ser adequado ao local de administracdo (subcutaneo, intramuscular,
A
Figura 9-12 A, Cateter. E utilizado quando a terap6utica endovenosa é para ser administrada por urn period() mais ou menos longo. B, Nos cateteres de mandril ou condutor ex- terno utiliza-se uma agulha de grande calibre para a pungab,
apOs a qual se introduz no seu interior o cateter propriamente dito. Quando o cateter esta bem posicionado no interior da veia a agulha de metal condutora e removida e o cateter 6 fixado a pele de diversas formas.
ou intravenoso). 0 Quadro 9-1 pode ser utilizado como orien- tack para seleccionar a capacidade adequada da seringa e o comprimento e calibre da agulha para adultos.
Ern bebes ou criancas mais velhas, o volume maxima ha- bitual para injeccào intramuscular num determinado local é de 1 ml. Em bebes a massa muscular pode tolerar apenas 0,5 ml. Para crianoas mais velhas, a quantidade deve ser individuali- zada; habitualmente, quanto maior a massa muscular, maior a semelhanca de volume corn o do adulto. Para as injeccOes pediatricas intramusculares sac, habitualmente utilizadas agu-
Agulha
Quadro 9-1
Seleccão de Seringas e Agulh,ls
VIA VOLUME CALIBRE COMPRIMENTO"
26-29 G 25-27 G 20-22 G 20-22 G (solucOes) 15-19 G (sangue) 3/81/2 polegadas
Individualize de acordo corn a profundidade do tecido no local da injecc5o.
I/
2-11/4 polegadas (agulha de aletas) 1
/2-2 polegadas (agulhas normais) * E habitualmente recomendado dividir as doses para volumes que excedam 2-3 ml, particularmente pan medicamentos que Sao irritantes para os tecidos.
** Quando ponderar sobre o comprimento da agulha, permita sempre quo fique 5 a 10 mm de agulha acima do local de punc5o quando esta 6 administrada. Na eventualidade de se partir a agulha, isto permite que a agulha faca protustio na pale e seja facilmente removida. Optou-se por manter a medida das agulhas em polegadas, dado em Portugal ser esta a escala utilizada (N.R.).
Epiderme Derme Tecido celular subcutAneo Osculo Epiderme Derme Tecido celular subculdneo Misculo •I
Ihas corn calibre de 25 a 27, corn 1 a 11A polegadas de compri- mento, dependendo da profundidade da massa muscular da crianca. Ha tambem disponiveis agulhas de calibre 30 e 1/2po- legada, para use pediatric°.
Exemplo Clinico: Seleccâo do Tamanho da Agulha Verificar a profundidade do tecido do utente destinado a admi- nistragao (tecido muscular para administragao intramuscular, tecido subcutaneo para injeccao subcutanea) e escolha entao o comprimento da agulha de acordo com os dados encontrados.
EXEMPLO: Compare a profundidade do mtisculo de uma mulher obesa de 105 kg, sedentaria corn a profundidade do masculo de
UM utente adulto debilitado corn 45 kg. 0 individuo obeso pode requerer uma agulha corn 3 a 5 polegadas de comprimento, o individuo debilitado necessitara de uma agulha de 1 a 1% pole- gadas. Uma crianca pode necessitar de uma agulha de 1 polega- da (Figura 9-13).
Embalagem de Seringas e Agulhas
Verificar sempre a esterilidade da seringa e da agulha a ser usa- da para preparar e administrar urn medicamento por via parenterica. Confirmar se nao ha furos no invOlucro, sinais de humidade no seu interior e a data da validade. Com os artigos das embalagens pre-preparadas, verificar a integridade do in- vdlucro, a perda da tampa ou dos protectores das agulhas e qual- quer penetracao do contentor de plastic° pela agulha.
Sistemas para Administracao por Via Endovenosa Os sistemas para administragao endovenosa (Figura 9-14) estao disponiveis corn uma grande variedade de acessOrios (volume e tamanho da camara de gotas, sistemas de derivacao, filtros, camara de administragao de medicamentos, compressores para clampar, corn ou sem roda deslizante), mas todos os conjuntos tern urn espigao ponteagudo, uma camara de gotas, urn tubo de
epiderme derme tecido celular subcutáneo mrisculo
Figura 9-14 Sistemas de administragao por via intravenosa.
nlastico controlado por urn compressor, uma via secundaria com lafragma de borracha e uma tampa protectora na porcao ter- minal. 0 tipo de sistema usado por cada servico ern particular é habitualmente determinado pelas solugOes a utilizar. Cada fa- bricante faz acesserios de acordo corn o tipo de recipientes de solucOes que fabrica. Urn ponto crucial a relembrar, em rela- cao aos conjuntos de administragao de soros, é que o tem das gotas distribuidas por cada camara gotejadora pode variar consoante o fabricante. As camaras de macrogotas (Figura 9- 14, A e C) debitam 10, 13, 15, ou 20 gotas por mililitro, e a camara de microgotas (Figura 9-14, B) debita 60 gotas por mi- lilitro de solucao. Os conjuntos de administragao de microgotas sac, utilizados quando é administrado um pequeno volume de liquidos. Em algumas instituigOes sat> utilizados estes sistemas para qualquer volume de liquido a administrar, desde que seja inferior a 100 ail por Nora. Para assegurar que o sistema de administragao 6 o correcto, 6 essencial ler o retulo da embala- gem antes de a abrir. 0 enfermeiro deve saber o ntimero de gotas por mililitro para calcular o debito da solugao IV.