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Sobre a amostra utilizada

No documento AVALIAÇÃO DO CRESCIMENTO DA NASO, BUCO (páginas 85-90)

5 Dados e Resultados

5 Dados e Resultados

6.1 Sobre a amostra utilizada

Nos trabalhos pesquisados, encontramos basicamente dois tipos de estudos para avaliar o crescimento e desenvolvimento da faringe: aqueles que utilizaram amostras transversais e aqueles que utilizaram amostras longitudinais. Em sua maioria, utilizando telerradiografias, em norma lateral, de crianças e adultos em diferentes faixas etárias.

Pela dificuldade de obtenção da amostra longitudinal e tempo necessário para realização dos estudos, grande parte dos autores optou por trabalhar com amostras transversais, devido à facilidade de obtenção da amostra, o que provavelmente torna os resultados menos precisos. Observam-se os seguintes autores que trabalharam com uma amostra transversal:

JÓHANNESSON 25, em 1968, avaliou a fidedignidade de telerradiografias, em norma lateral, para predizer a obstrução das vias aéreas em 140 crianças, 90 meninos e 50 meninas, nas idades entre 3 meses e 15 anos.

SANTOS-PINTO 46, em 1984, selecionou 50 telerradiografias, em norma lateral, de crianças de 9 a 14 anos, sendo 26 de jovens do sexo masculino e 24 do sexo feminino, para avaliar a influência da obstrução da nasofaringe nas más oclusões.

SILVA FILHO 49 e colaboradores, em 1989, utilizaram em seu trabalho 101 crianças leucodermas, respiradoras predominantemente nasais, 47 do sexo masculino e 54 do feminino, com oclusão normal e perfil facial harmonioso aos 7 anos de idade, procedentes de

escolas de primeiro grau da região de Bauru, para avaliar a importância da função respiratória sobre o crescimento e a estabilidade do tratamento ortodôntico.

SANTO PINTO 45, em 1992, avaliou as alterações nos arcos dentários relacionadas à hipertrofia da adenóide em 75 jovens com idades entre 8 e 14 anos através de modelos de gesso e telerradiografias, em norma lateral.

CEYLAN e OKTAY 7, em 1995, investigaram telerradiografias, em norma lateral, de 90 jovens, 45 do sexo masculino e 45 do feminino, com diferentes ângulos ANB, e idades variando entre 13 a 15 anos, para avaliar os efeitos do tamanho da nasofaringe no desenvolvimento das más oclusões.

GONÇALVES 17 e colaboradores, em 1996, estudaram o tamanho das adenóides e seu espaço útil na nasofaringe utilizando uma população de 2067 jovens, sendo que 924 pertenciam ao sexo masculino e 1143 ao feminino, da região de Piracicaba, entre os 4 e 18 anos de idade.

MONTEIRO, PILON e DAL.’OCLIO 35, em 2000, utilizaram uma amostra de 100 telerradiografias, em norma lateral, de crianças na faixa etária de 2 a 10 anos com suspeita de hipertrofia adenoideana para concluir que o importante não seria o volume absoluto das adenóides, mas sim, o espaço ocupado por elas na nasofaringe.

ALCAZAR 2, em 2003, avaliou os espaços naso e bucofaringeanos em telerradiografias, em norma lateral, de 80 crianças de ambos os sexos com más oclusões de Classes I e II, divisão 1, de Angle, com idades de 8 a 15 anos (média de 11 anos e 6 meses).

SANTOS-PINTO 47 e colaboradores, em 2004, selecionaram 98 telerradiografias, em norma lateral, obtidas de pré-adolescentes, sendo 68 do sexo feminino e 30 do masculino, com idades variando de 7 a 10 anos (média de 8,4), todas pertencentes ao Departamento de Clínica Infantil da Faculdade de Odontologia de Araraquara – UNESP, para avaliar o efeito da redução no espaço nasofaringeano no padrão de crescimento.

Por outro lado, encontrou-se na literatura, trabalhos utilizando amostras longitudinais, também com idades variadas, e sempre com número reduzido de pacientes estando assim de acordo com o tamanho da amostra utilizada no presente trabalho, a qual constou de 8 crianças do sexo masculino e 14 do sexo feminino, com idades entre os 4 e 6 anos. Dentre os trabalhos que avaliaram longitudinalmente o crescimento e desenvolvimento da nasofaringe, observa-se:

HANDELMAN e OSBORNE 18, em 1976, que estudaram

telerradiografias, em norma lateral de 12 crianças, 6 de cada sexo, de 1 aos 18 anos de idade dos dados longitudinais do Child Research Council em Denver, para avaliar o crescimento da nasofaringe.

JEANS 24 e colaboradores, em 1981, utilizaram telerradiografias, em norma lateral, e obtidas anualmente de 41 crianças (19 do sexo masculino e 22 do feminino) com crescimento considerado normal do King´s College Dental Hospital e observadas durante um período de 20 anos, entre as idades de 3 e 11 anos anualmente, e em anos alternados até os 19 anos, para avaliar o crescimento do tecido adenoideano e a nasofaringe.

LINDER-ARONSON e LEIGHTON 31, em 1983, avaliaram o crescimento da parede posterior da nasofaringe em telerradiografias, em norma lateral de um estudo longitudinal em 28 meninos e 21 meninas, nas idades dos 3 aos 16 anos.

JOHNSTON e RICHARDSON 26, em 1999, avaliaram telerradiografias, em norma lateral, de uma amostra que constava de 16 telerradiografias em norma lateral de adultos jovens com média de idade de 20,2 anos (11 homens e 5 mulheres) e uma segunda telerradiografia dos mesmos adultos agora com média de idade de 52,4 anos, para avaliar as modificações na nasofaringe na idade adulta.

Como pode-se observar, poucos trabalhos estudaram o crescimento e desenvolvimento da nasofaringe em crianças mais novas, ainda assim, o foco principal destes trabalhos baseou-se no debaseou-senvolvimento das adenóides e não no espaço útil para passagem do ar nas vias aéreas superiores. Sabendo-se que grande parte destas crianças são submetidas a adenoidectomias por vezes sem uma real necessidade e sim por desconhecimento do padrão de crescimento desta região, 4, 43 torna-se necessário um estudo para avaliar o espaço útil das vias aéreas superiores em crianças de idades mais novas.

Devido à carência de trabalhos com uma amostra longitudinal e avaliando crianças na fase da dentadura decídua, elaborou-se esse trabalho para colaborar na aquisição de informações importantes na avaliação da faringe. A amostra utilizada neste estudo originou-se em parte do arquivo de documentação ortodôntica do curso de Ortodontia da Faculdade de Odontologia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Esta amostra compunha-se de telerradiografias, em norma lateral, de crianças de idades entre 3 e 7 anos. Destas, para a realização deste trabalho, selecionaram-se as telerradiografias das crianças que possuíam 4

anos de idade de ambos os sexos. De posse destas telerradiografias, convocam-se novamente estas crianças dois anos mais tarde para a realização de novas telerradiografias. De um total de 15 telerradiografias de jovens do sexo masculino, aos 4 anos de idade, excluíram 3 crianças que completaram 7 anos de idade e, devido à dificuldade de localização, outras 4 não puderam participar da pesquisa. Das 22 telerradiografias das crianças do sexo feminino, aos 4 anos de idade, excluíram-se 4 jovens que completaram 7 anos de idade e outras 4 não foram localizadas nos telefones e endereços registrados a dois anos atrás. Assim restaram para o estudo, 8 telerradiografias, em norma lateral, de crianças do sexo masculino aos 4 anos (média de 4 anos e 6 meses), e 8 aos 6 anos (media de 6 anos e 5 meses) e 14 do feminino aos 4 anos (média de 4 anos e 6 meses) e 14 aos 6 anos (média de 6 anos e 6 meses). O intervalo de observação entre as duas telerradiografias constou de 23,71 meses para as crianças do sexo feminino e 24,50 meses para as do sexo masculino, não mostrando diferenças estatísticas quando avaliadas pelo teste “t” de student. Desta forma este trabalho torna-se exclusivamente longitudinal (GRAF. 1 e 2).

Embora a amostra deste estudo possua um número reduzido de telerradiografias, ela encontra-se de acordo, no que se refere ao número de radiografias utilizadas, com outros trabalhos longitudinais presentes na literatura.

FEM MASC sexo 44,00 48,00 52,00 56,00 Id a d e I n ic ia l (m e s e s ) FEM MASC sexo 72,50 75,00 77,50 80,00 82,50 Id a d e F in a l (m e s e s ) FEM MASC sexo 15,00 20,00 25,00 30,00 T e m p o d e A v a li a ç ã o ( m e s e s )

No documento AVALIAÇÃO DO CRESCIMENTO DA NASO, BUCO (páginas 85-90)

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