5 Dados e Resultados
5 Dados e Resultados
6.2 Sobre a metodologia empregada
FEM MASC sexo 44,00 48,00 52,00 56,00 Id a d e I n ic ia l (m e s e s ) FEM MASC sexo 72,50 75,00 77,50 80,00 82,50 Id a d e F in a l (m e s e s ) FEM MASC sexo 15,00 20,00 25,00 30,00 T e m p o d e A v a li a ç ã o ( m e s e s )
6.2 Sobre a metodologia empregada
KANTOR E NORTON 28,em 1987, afirmaram que importantes informações anatômicas da região nasofaringeana, contidas em telerradiografias, em norma lateral, são ocasionalmente negligenciadas quando o ortodontista realiza suas avaliações.
GRÁFICO 1 – Gráfico BOX-PLOT apresentando as médias das idades iniciais e finais dos pacientes avaliados para ambos os sexos
GRÁFICO 2 – Gráfico BOX-PLOT apresentando o intervalo de observação entre as tomadas das telerradiografias, para ambos os sexos
Medidas simples e objetivas na avaliação das telerradiografias, em norma lateral, para identificar o tamanho da adenóide e espaço aéreo útil na região da faringe em crianças, podem fornecer importantes aplicações clínicas. Segundo GONÇALVES 17 et al, em 1996, existem vários métodos para medir a nasofaringe em telerradiografias, o mais utilizado e difundido entre os autores utiliza a distância do ponto de maior convexidade da adenóide até a parte reta da porção inferior do osso esfenóide. Ainda segundo o autor, o tamanho da adenóide é o que determina o espaço útil respiratório.
No meio ortodôntico, a telerradiografia, em norma lateral, apresenta-se como o método mais utilizado para avaliar a faringe, pois é parte da documentação ortodôntica dos pacientes, não necessitando, portando, de exames complementares.
Existem na literatura diversos trabalhos investigando a fidedignidade da telerradiografia, em norma lateral, para avaliação das vias aéreas superiores, especialmente na região da naso e bucofaringe. Diversos autores sugerem métodos e medidas específicas para a avaliar a faringe e as adenóides, através das telerradiografias. Sabe-se que as telerradiografias apresentam uma magnificação da imagem em torno de 5% a 6%, mas esta magnificação é padronizada permitindo, assim, comparações. Entre os estudos para avaliar a fidedignidade das telerradiografias observa-se:
JÓHANNESSON 25, em 1968, afirmou que o exame clínico por meio da palpação do tecido linfóide na região da nasofaringe é difícil e desconfortável, desta forma sugere que as telerradiografias se prestam a este tipo de estudo mostrando confiabilidade.
MILNE e CLEAL. 34, 1970 e YIP e CLEAL. 55, 1971aconselham o emprego da telerradiografia, em norma lateral, ou da cinerradiografia em 3 dimensões pela precisão, pois permitem a visualização da forma e do inter-relacionamento das estruturas envolvidas com a deglutição fonação e respiração.
HIBBERT e WHITEHOUSE 19, em 1978, avaliaram a precisão da telerradiografia, em norma lateral, na avaliação do tamanho da adenóide e das vias aéreas nasofaringeanas. O trabalho mostrou que a telerradiografia, em norma lateral, representou um método preciso para avaliar o tamanho da massa da adenóide, ao contrário de sinais e sintomas pré-operatórios, os quais são pobres para predizer o volume da adenóide.
Segundo POOLE, ENGEL e CHACONAS 39, em 1980, as telerradiografias, em norma lateral, permitem, uma avaliação da localização, configuração e crescimento do tecido adenoideano, e ainda, as estruturas intimamente relacionadas com o complexo nasofaringeano. Apesar deste tipo de radiografia fornecer informações sobre o tecido adenoideano em apenas duas dimensões, ela possibilita a visualização de estruturas de tecido mole, tão bem como as de tecido duro. Como esta técnica radiográfica é padronizada, possibilita a obtenção de registros periódicos de um mesmo paciente, e assim, realizar comparações qualitativas e quantitativas. Outro tipo de exame radiográfico que pode ser utilizado é a laminografia. Este tipo de radiografia permite a focalização de um plano em qualquer profundidade pré-determinada, sendo possível a visualização de uma imagem deste plano eliminando-se a superposição de estruturas mineralizadas que se encontram acima ou abaixo da profundidade ou lâmina escolhida.
PALAZUELOS 38, em 1986, estudou quatro métodos de avaliação da nasofaringe, a rinoscopia posterior e nasofaringoscopia, palpação do “cavum”, telerradiografias, em norma lateral e tomografias da nasofaringe. Dentre eles, por razões de facilidade, objetividade e de evitar traumatismos, a telerradiografia, em norma lateral, geralmente representa o procedimento de escolha. O autor sugeriu ainda um método para obtenção das telerradiografias, onde a criança deveria estar a 80 cm do foco de Rx, em pé, com a cabeça em normo-extensão, em perfeita lateralidade, com a boca entreaberta e respirando suavemente por esta.
SILVA FILHO 49 e colaboradores em 1989, relataram que embora a telerradiografia, em norma lateral, apresente algumas limitações, significa um método confiável e simples de avaliação das vias aéreas superiores e da adenóide.
CHAMI 8, em 1998, avaliou a fidedignidade do uso da nasofibroscopia e da telerradiografia, em norma lateral, do “cavum” faríngeo na indicação cirúrgica de crianças com hiperplasia da amígdala faríngea. O autor concluiu que o exame de nasofibroscopia é mais fidedigno para avaliação do tamanho e forma da amígdala faríngea e grau de obstrução da nasofaringe.
DAVID E CASTILHO 10, em 1999, compararam os resultados obtidos no traçado cefalométrico manual com o traçado computadorizado do espaço aéreo nasofaríngeo em telerradiografias, em norma lateral. Nos dois métodos não ocorreram alterações na interpretação dos resultados, levando a um diagnóstico incorreto, embora o método computadorizado mostrou-se mais eficaz que o método manual.
IANNI FILHO 22 e colaboradores, em 2001, avaliaram a confiabilidade da reprodução do diagnóstico entre a telerradiografia, em norma lateral e a vídeo-endoscopia da nasofaringe. Os autores concluíram que a vídeo-endoscopia nasofaringeana mostrou-se mais adequada para diagnosticar diversas obstruções da nasofaringe em comparação com a telerradiografia.
APAYDIN 4 e colaboradores, em 2003, avaliaram telerradiografias, em norma lateral, de crianças com a boca fechada e em seguida uma de boca aberta. Executaram as radiografias na fase de inspiração em ambas as tomadas. Segundo os autores, a visão das telerradiografias, em norma lateral, de boca fechada correlacionou-se melhor com a sintomatologia clínica das crianças.
ABOUDARA 1 e colaboradores, em 2003, realizaram um trabalho com o objetivo de comparar a efetividade do diagnóstico do volume das adenóides em imagens bidimensionais obtidas através de telerradiografias, em norma lateral, com as imagens tridimensionais obtidas por tomografia computadorizada. Os resultados mostraram que informações sobre as vias aéreas não são precisamente descritas nas telerradiografias, em norma lateral.
Em concordância com os autores que sugerem ser a telerradiografia, em norma lateral, um método confiável para avaliação das vias aéreas superiores, e ainda compor a documentação ortodôntica da criança não necessitando assim de exames complementares, este trabalho optou por esta metodologia, com as crianças posicionadas no cefalostato, lábios em repouso, dentes em oclusão, durante a inspiração como sugerido por APADYN 4.
Após a obtenção das telerradiografias, em norma lateral, vários autores sugerem métodos para avaliação das vias aéreas superiores (naso, buco e laringofaringe), os mais utilizados em estudos são os propostos por MCNAMARA JR. 33 (1984) e por FUJIOKA; YOUNG;GIRDANY (1979)15.
FUJIOKA, YOUNG e GIRDANY 15, em 1979, propuseram um método próprio de avaliação da nasofaringe e do tamanho das adenóides. A proporção AN expressa o tamanho da adenóide e a patência das vias aéreas da nasofaringe. O autor utilizou em sua metodologia a menor distância entre a parte mais externa do contorno imagem da adenóide até uma linha reta unindo a parte posterior do osso esfenóide para avaliar o tamanho da adenóide e também a menor distância da adenóide ao palato mole para avaliar o espaço livre das vias aéreas superiores.
McNAMARA JR 33, em 1984, apresentou um trabalho realizado sobre
telerradiografias, em norma lateral, no qual sugeriu um método de análise da faringe. O autor sugere como método de avaliação da nasofaringe a menor distância linear do ponto mais próximo de metade anterior do palato mole à parede faríngea posterior (NFa-NFp), e para avaliação da bucofaringe sugeriu a distância do ponto onde, radiograficamente, a borda posterior da língua cruza com a borla inferior da mandíbula, até o ponto mais próximo da parede posterior da faringe.
SILVA FILHO 49 e colaboradores em 1989, mediram grandezas lineares para espaço aéreo livre da nasofaringe, o tamanho absoluto da adenóide medido a partir da parede posterior da faringe o tamanho absoluto da adenóide medido a partir da sincondrose esfeno-occipital.
Existem várias metodologias para avaliação da faringe, embora todos os trabalhos apresentados necessitem da marcação de novos pontos cefalométricos e novas linhas e planos de pouco uso no cotidiano dos ortodontistas, além de apresentarem alguma dificuldade de reprodução, pois tratam-se na maioria das vezes, de pontos “imaginários” sem uma localização definida o que pode provocar distorções.
A metodologia empregada para avaliação do crescimento da faringe (naso, buco e laringofaringe) seguiu um padrão desenvolvido por SIQUEIRA neste trabalho. Esta metodologia inovadora possui a vantagem de mostrar-se de fácil execução e reprodução e ainda, utilizar planos e linhas rotineiramente avaliadas pelo ortodontista durante seu exame cefalométrico das estruturas ósseas e dentárias, não necessitando, assim, de confecção de novas linhas, ângulos e planos, o que facilita a avaliação da faringe e tornam as medidas mais precisas.