sugereriidada
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RICOEUR, Paul. A a o Campinas: Unicamp, 2007.
A
A
Metodica Metodica
A Escola Metodica surgiu em ideia, vigente em fins do seculo XIX, de que a
Historia se constituir positiva. Os por
pretenderem dotar a Historia d e um estatuto criticavam as de
o de no com as fontes.
Por meio de um e rigorosa dos esses historiadores fa-
ziam parte da que a organizar a profissao em varios europeus,
na os primeiros a as novas cadeiras depois da
reforma do ensino no O a
de exercer uma influencia dificil de imaginar alguns anos antes: os historiado-
res a e de Historia
destinados aos alunos dos ensinos primario e secundario. Com o processo de
em massa, vigente em grande parte dos paises europeus ao longo do seculo XIX, a Historia passou a ser uma disciplina de grande para as massas.
Uma das da corrente metodi ca foi o
Leopold von Ranke (1795-1886). Suas ideias historiadores
ses e por Ranke formulou ao das
da Historia, acusando-as de excessivamente especulativas, vas e Seu lugar no da "Historia da Historia"
do aquele que inaugurou a moderna forma de conceber a da ria, segundo os proced imen tos de uma ciencia. Ranke
para o trabalho com o passado: a Historia deixava de ser disciplina
para estudos assentados na universidade (como a Teologia, o Direito) e passava a ter identidade vez que o passado passou a ser do conhecimento e da
A que a disciplina na estava l igada a conju ntu ra his- de do seculo XIX. A vitoria al ema na Gue rra em 1871,
foi vista como resultado di reto da perfeita das
alemas. Os usar a su-
posta superioridade das teorias para conseguir a superioridade da francesa derrotada.
Em 1898, os Charles-Victor Langlois e Charles Seigno-
proFessores da publicaram o aos estudos que
se tornou uma da Escola Metodica. Trata-se de uma obra que as diretrizes do do historiador de Forma a deFinir um conjunro de regras que
atingir a Essa escola Foi, muitas vezes erroneamen- chamada de positivista. Contudo, ressaltar que se trata de
distintos: a Escola Metodica a de encontrar uma Histor ia (e positivisra), no sentido de ser por meio de documentos.
Frequente a entre a Escola Metodica e a pretensao de uma verdade absoluta no conhecimento do passado, e estabelecer na sua Langlois e Seignobos, na obra aos estudos advertiam que conhecimento historico e sempre um conhecimento pois so e possivel conhecer o passado por meio de (documentos) que de
dos historiadores. Na sua ao do que e conhecido,
o passado nao pode ser conhe cido aconteceu.
No entanto, embora essa corrente tenha pretendido a risca os preceitos do
metodo historico, conFrontada com de ordem Como dito
os h istoriadores da Escola Metodica os por
os primeiros programas e escolares Na a Historia ensinada
nas escolas a da III (1870-1940) teve vies e a dos
teresses da elite que estava no poder. q ue a disciplina
a de Formar e, po r isso, as diretr izes por
pressuposto que o ensino da Historia as novas no amor a re-
e a clerical. Na producao de de
Historia, destinados ao muitos dos pressupostos deFendidos metodo
historico Foram esquecidos. Assim, a Historia para um
passado a todos os da as riquezas e belezas do a coragem e
Na Escola especialmente figura de Charles Seignobos, e possivel
perceber duas faces, tipicas dessa de urn o
com a de um de regras que as
de uma nova disciplina e, ao mesmo tempo, seu
republicano nas grandes lutas politicas do seu tempo. Esta segunda orientacao
manifestou-se de forma na producao dos que de-
o comprometimento com os ideais da III
Para
Para
oo
Ranke e o
Ranke e o
d doo
Leopold von Ranke (1795-1886) foi um dos
do XIX e de
os as de
um na pesquisa historica. A de a a de Historia na
de e
tos para o com o passado. A Historia
de ser uma disciplina para e passava a ter uma vez o passado passou a ser do e da
Para isso, os para
a producao dess e os em que o trabalbo com os a partir do das
No Ranke e
como que a Historia como a e simples no passado, feita
historiador da pesquisa e reproducdo N do e rara a associacdo de seu nom e d dita e ate mesmo ao num claro desconhecimento do que o trabalho de Ranke. No a seguir, R anke aproxima a Histor ia dapoesia e da ressa ltando a importdncia
da historica no trabalho do historiador.
von Ranke, historiador
"A H istoria distingue-se das demais por ser, e
ao achar, investigar. Ela e arte ao dar forma ao ao
e ao Outras ciencias em mostrar o achado meramente
como achado. Na Historia, opera a faculdade da Como e
aparentada a como arte a
Leopold von Ranke, 1835.
historicos
historicos dede Seignobos Seignobos Lang
Langlloisois
Em 1897, os Charles Seignobos e Charles
o manual aos estudos
que as de da Historia di-
e da rientifica os
o manual, a Historia ob-
de documentos" as e
O e sua critica essenciais
a Historia da Historia Charles
precedente), seja, para os dos
"I — Encaremos, os materials da Historia. e su a forma e sua Em que sao diferentes dos das outras ciencias? Os fatos historicos provem da analise critica dos documentos. Eles dai saem cor- tados aos bocadinhos, em porq ue um a unica frase contem
e, nao aceitamos e as outras; cada uma tas afirmacoes constitui fato.
Os fatos historicos apresentam o carater comum de serem todos tirados de docu- mentos; sao
eles de natureza diferente. De um
mento fatos de (escrita e de estilo, de de costumes, de A de nos revela fatos da lingua
no as de seu dos
con tra Israel. Todos estes fatos sem se sequer sua Esta de fatos e um dos que
a Historia das outras ciencias. As ciencias de escolhem
os fatos que a fatos de
uma so As ciencias recebem os fatos apenas pe- autores dos documentos, que os apresentam em desordem. Para esta desordem e proceder a uma e os fatos por Mas para a triagem saber, com o que em Historia constituir uma especie de fatos; para agrupar fatos necessidade de um
de aos fatos historicos. Ora, em a estes dois assuntos nao os historiadores a regras precisas. Os fatos historicos se apresentam em graus muito diversos de
desde os muito gerais, comuns a um povo e com de
palavra ou atitude). isto a em as
de de fatos particulares e
metodicamente por em fato s gerais. Para for mar gru-
pos e reduzir os fatos ao grau de a que podemos
ou reduzir as diferentes de fatos. E e este, um
dos pontos sobre nao se entendem os
Os fatos historicos em uma e um da-
dos; se retiramos a do tempo e do em que se
perdem o historico e so ser ucilizados para o da
universal acontece com os fatos do
cia ignoram os). necessidade de e ignorada, ciencias
gerais; as ciencias que estudam a e
a dos E que a Historia a de estudar
os fatos dos diferentes paises e das
Os fatos dos documentos se apresentam
panhados de uma critica sobre a sua probabilidade. Em todos os
em que nao a certeza completa, todas as vezes em que o fato e
— com mais fort e e suspeito — o
da critica o entrega ao com uma etiqueta que nao o
de retirar e que o impede de para a Ate os fatos que,
a por ser estabelecidos, por esta
como os casos que se nas revistas antes
de provados e, facos
e 1897.
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2.3. Os
2.3. Os
ter de prestigio todo o XIX, a de
Historia em processo de declinio. A
na da Annales, em 1929, por Marc (1886-1944) e Febvre (1878-1956) e da Pratique Etudes (Escola de Altos Estudos), em
1948, tendo pre sidente Lucien Febvre, deu a profundo
de no da Historia. Em de Historia total, ge-
de qu e mais tarde conhecida como Ecole des
dos Annales), passou a a hegemonia da Hi storia politica, um de defeitos: era elitista, subjetiva, factual. Em contrapartida, esse grupo defendia uma nova em que o e
o social privilegi ado. D entro dessa novos e novas
fonte s passaram a s er incorpo rada s e a fornec er novas aos estudos
Essa nova Historia sustentava que as estruturas sao mais e determi- do que os acidentes de conjuntura, ou para a da os
em um tempo a chamada sao mais
vos do que aqueles de fraca amplitude , de pequ ena segundo os
os coletivos mais sobre o curso da histor ia do que as
individuals. As do e da e mais os regimes
politicos e os eventos, deveriam ser da dos historiadores. O fun damental era o estudo das estruturas, no assumia primazi a nao mais o que e manifesto, o que
se mas o que por O que as que — indepen-
das e das das pessoas — os mecanismos
economicos, as sociais, produz em as do
Segundo a defendida Annales, na Historia politica ocorria o dessa nova proposta, pois estava voltada para os acidentes e as circuns- superficiais e negligenciava as dos eventos com as causas
Noutras palavras, a Historia politica era o exemplo tipico da Historia dita (Historia do s eventos) f eita Escola Metodica. Ao o
o o a H istoria politica pr ivava-se da possibilidade de
no e no tempo e incapaz de elaborar ex-
plicativas ou pro du zir e sinteses que as do
sua dimensao Era uma Hiscoria que permanecia restrita a uma linear e relevo, concentrando sua nos grandes personagens e desprezando as E ra chegada a de passar de u ma "His- toria dos tronos e das para aquela dos povos e das
Ainda nos primeiros tempos dos Annales, as dirigiam-se mais a "Historia
Marc e em para
politicas, estudo s etc., a recaisse sobre os aspectos economicos. Mas dos anos
des Etudes (Escola de Altos Estudos) em des Hautes Etudes en Sciences (Escola de Altos E studos em Sociais), por Fernand
(1902-1985), os para os estudos relacionados ao politico fecharam-se. Para Braudel, o essencial na historia era explicado grandes economicas.
Nos anos 1960, o conheceu uma grande na e
aprofund aram os contatos entre est a vertente historiograflca e os Annales, a dimensao politica dos fatos sociais foi Essa postura deveu-se essen-
a de criticas ao do Estado, visto ins-
ttumento da classe sem nenh uma margem de autonomia. O politico va a ser apenas um das economicas, destituido de
Assim como a Escola Metodica, os Annales a postura no que aos periodos de interesse e as fontes e visuais, por exemplo. Da mesma for ma que na chamada Historia os periodos que
maior e se tomaram alvo dos estudos renovadores foram prioritariamente as Idades Media e Moderna. O XX manteve o de objeto de estudo
e a legitimidade de sua aborda gem pela Historia foi constantem ente questionada. A impossibilidade de recuo no tempo, aliada a de apreciar
a e a dimensao dos a como o risco de cair
no puro relato foram mais uma vez colocados como para a 46
recente. Em seculo XX, a historia do seculo XX uma
historiadores. A chamada Histori a era das
:iais em mas da Historia.
As que no campo da Histor ia a da e que se
para outros paises, tampouco o predominio das
>ntes escritas. Ao contrario, o reafirmou. Ao valorizar o estudo das estruturas, dos
de a Historia proposta Annales atribuiu as se-
e as de uma fundamental. Em contrapartida,
desvalorizar a do do das conjunturas, dos aspectos
rais e politicos, tambem o uso dos pessoais, das de
ida, das a sua sobre
que apresentavam, enfati zava-se a de se obter
que os depoimentos pessoais nao ser con-
lerados de uma ou pois a individual
>ressava p articular que nao