Classes de uso da terra Área ocupada (ha) Área ocupada (%)**
roça de coivara 21,79 0,58 bananal 117,44 3,15 pastagem 151,65 4,07 cultivo de maracujá 1,44 0,04 cultivo de goiaba 0,11 0 cultivo de palmito 0,39 0,01 cultivo de pupunha 1,69 0,05 pomar 0,39 0,01 bambuzal 7,57 0,2 capoeirinha; capoeira 384,98 10,33 vegetação rasteira 97,98 2,63 capoeirão 265,75 7,13 mata 2.596,05 69,67 pedreira 0,46 0,01 estrada 8,08 0,22 corpos d´água 70,36 1,89 total 3.726,13 100
* O cálculo de áreas foi efetuado pelo Sistema de Informações Geográfi cas do ISA, acarretando algumas diferenças em relação à área ofi cial do Quilombo de Sapatu.
** Estes valores são relativos à área do território de Sapatu segundo o limite elaborado pelo ISA (3726,13 hectares), com base no memorial descritivo fornecido pelo Itesp.
Escola municipal, a única existente na comunidade.
2. Casas e quintais
A maioria das casas é de alvenaria, sendo que em algumas casas a área da cozinha ainda é mantida originalmente, ou seja, de pau-a-pique.
Ag
enda socioambiental de S
apa
tu
Banana Couve Quina Branca
Laranja Alface Poejo
Limão Pepino Hortelã
Abacate Cebola Guaco
Carambola Almeirão Boldo
Mexerica Cenoura Melissa
Goiaba Acelga Erva-cidreira
Acerola Cebolinha Capim-santo
Lima Manjerona Camomila
Jabuticaba Cheiro-Verde Erva-doce
Ata Salsinha Tanchais
Uva Abóbora Flor da Amazônia
Abacaxi Espinafre Estomalina
Ameixa Rúcula Capim Cidró
Palmito Tomate Penicilina
Azeitona Quiabo Novalgina
Manga Escarola Ampicilina
Maracujá Moranga Sabugueiro
Caqui Jiló Confrei
Jaca Batata Solecine
Pitanga Chapéu de Couro
Caju Cavalinha
Guaraná Costa Brava
Amora Capichu
Castanha João Bolão Côco Melancia
*Plantas apontadas pelos entrevistados por seu nome popular. Alguns nomes coincidem com os utilizados pela indústria farmacêutica.
3. Agricultura
As espécies cultivadas nas roças são: arroz, feijão, batata-doce, cará, cana, mandioca, milho e banana. Observa-se que as variedades plantadas por um nú- mero maior de agricultores, se comparado aos demais tipos de variedades, são: feijão, banana e mandioca (Gráfi co 4).
Os gêneros cultivados nas roças são apenas para consumo, não sendo utilizados adubos químicos ou venenos. Já nos cultivos de maracujá o uso de
venenos é constante e, no da banana, o uso é eventual em alguns bananais. Uma minoria dos agricultores adquire as sementes utilizadas no plan- tio das roças na própria comunidade. Estas são compradas sobretudo em lojas agropecuárias de Eldorado.
Estima-se que existam, em toda a área da comunidade, 50 mil pés de ba- nana. A comercialização da produção de banana ainda é defi ciente, uma vez que as vendas são realizadas para atravessadores.
4. Recursos naturais
As plantas nativas de uso medicinal, a fauna, as cavernas e as cachoeiras são importantes recursos naturais disponíveis na área da comunidade. Em Sa- patu está localizada a Gruta dos Pedrões, primeira a ser cadastrada no país.
Os recursos fl orestais comumente coletados são o palmito, os cipós imbé e timbopeva, a taquara e alguns tipos de madeira.
Os entrevistados mencionam a existência de alguns rios que em certos trechos precisam ser refl orestados.
Roça de arroz. Fe lipe L ea l/I SA
apa
tu
Demandas Justifi cativa da demanda
Níveis de Prioridade: extremamente alta
(1); muito alta (2); alta (3)
Encaminhamentos Quais são as ações necessá-
rias para que esta demanda seja solucionada?
Quem deve realizar estas ações?
Como estas ações devem ser realizadas?
Quando realizá-las? E.U. = com extrema urgência (2007/2008); M.P. = em médio prazo; L.P. = em longo prazo Meio Ambient e e F undiário
1. Refl orestar beiras de rio e outras áreas na comunidade
Conservar os recursos na- turais, evitar assoreamento dos rios, melhorar a vida da fauna e fl ora, e recuperar a água
1
Buscar um intermediador para negociação com tercei- ros, criar projeto de conscien- tização junto às comunidades
Ação conjunta entre ór- gãos ambientais e orga- nizações que trabalham com as comunidades
Ação civil pública entre os atores sociais e órgãos
envolvidos E.U.
2. Acabar com a ameaça ofere- cida pelas barragens projeta- das no rio Ribeira do Iguape
Perda da biodiversidade e sociodiversidade provocam o êxodo para as cidades, a perda da cidadania e da cul- tura quilombola e de outras comunidades tradicionais
1
Buscar novos parceiros que sejam contrários a essa inicia- tiva, buscar fontes confi áveis de pesquisa para discutir os aspectos técnicos dos empre- endimentos
Todos os movimentos contrários à construção das barragens
Capacitação para equipe de articulação e comu- nicação, divulgação em
nível internacional E.U.
3. Implementar programa de fi scalização com a participação da comunidade, visando im- pedir a entrada de palmiteiros no território do quilombo
Perda da espécie
1
Oferecer ajuda de custo para quem corta palmito, melhorar a fi scalização por parte da SMA, realizar trabalho de conscientização junto aos palmiteiros, acabar com atravessadores (assim não tem para quem vender)
A Secretaria do Meio Am- biente, junto com ONGs e comunidades, buscando alternativas
Projetos com parceiros envolvidos, ter alternati- vas de geração de renda
M.P.
4. Implementar programa de fi scalização para impedir a entrada de palmiteiros nas áreas refl orestadas com palmito juçara no interior do quilombo
Fonte de renda sustentável, aumento do ICMS municipal
1
Trabalho de sensibilização com os infratores, fi scalização rigorosa, ajuda de custo (SMA)
As associações devem indicar pessoas para fi scalização junto à SMA
Atividades educativas, seminários, palestras, debate envolvendo os
palmiteiros E.U.
5. Autorização para abertura de roça por período de 10 anos e para áreas maiores que con- templem toda a comunidade
Para evitar a perda das licenças anuais, valorizar os aspectos culturais da roça e garantir a subsistência das famílias
1
Pressionar os órgãos compe- tentes como SMA, DEPRN e formação de GT para defi nir as áreas a serem autorizadas
Associações junto com os órgãos que trabalham nas comunidades
Em forma de reuniões nas comunidades e junto ao órgão competente, SMA, DEPRN, Itesp
E.U.
6. Adequação da legislação ambiental de forma a permitir a abertura de áreas para roça de subsistência com o uso do fogo e em locais onde o estágio de recuperação da vegetação está, atualmente, sob proteção legal.
As áreas melhores para cul- tivo estão protegidas tanto pelo Código Florestal (artigo 215/216) quanto pelo Decre- to nº 750 da Mata Atlântica. Por isso deve-se observar o que diz a ciência, como la- voura de mínimo impacto
1
Buscar junto aos órgãos competentes a solução do problema, Ibama, DEPRN, SMA, MDA
Comunidades, órgãos públicos
Ofícios, reuniões, audiên- cias, mobilização, articu- lação em nível regional
E.U.
7. Retirada dos terceiros do território
Para garantir o território e sustentabilidade e evitar
danos ambientais 1
Relatar os fatos que estão acontecendo e levar ao Poder Público, acelerar o processo de indenização de terceiros
Comunidades devem relatar os fatos e pedir aos órgãos responsáveis velocidade no processo Fotos, documentos, Boletim de Ocorrência, e encaminhar ao órgão competente E.U.