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tabela 1 Formas de uso da terra em Sapatu em 2007*

Classes de uso da terra Área ocupada (ha) Área ocupada (%)**

roça de coivara 21,79 0,58 bananal 117,44 3,15 pastagem 151,65 4,07 cultivo de maracujá 1,44 0,04 cultivo de goiaba 0,11 0 cultivo de palmito 0,39 0,01 cultivo de pupunha 1,69 0,05 pomar 0,39 0,01 bambuzal 7,57 0,2 capoeirinha; capoeira 384,98 10,33 vegetação rasteira 97,98 2,63 capoeirão 265,75 7,13 mata 2.596,05 69,67 pedreira 0,46 0,01 estrada 8,08 0,22 corpos d´água 70,36 1,89 total 3.726,13 100

* O cálculo de áreas foi efetuado pelo Sistema de Informações Geográfi cas do ISA, acarretando algumas diferenças em relação à área ofi cial do Quilombo de Sapatu.

** Estes valores são relativos à área do território de Sapatu segundo o limite elaborado pelo ISA (3726,13 hectares), com base no memorial descritivo fornecido pelo Itesp.

Escola municipal, a única existente na comunidade.

2. Casas e quintais

A maioria das casas é de alvenaria, sendo que em algumas casas a área da cozinha ainda é mantida originalmente, ou seja, de pau-a-pique.

Ag

enda socioambiental de S

apa

tu

Banana Couve Quina Branca

Laranja Alface Poejo

Limão Pepino Hortelã

Abacate Cebola Guaco

Carambola Almeirão Boldo

Mexerica Cenoura Melissa

Goiaba Acelga Erva-cidreira

Acerola Cebolinha Capim-santo

Lima Manjerona Camomila

Jabuticaba Cheiro-Verde Erva-doce

Ata Salsinha Tanchais

Uva Abóbora Flor da Amazônia

Abacaxi Espinafre Estomalina

Ameixa Rúcula Capim Cidró

Palmito Tomate Penicilina

Azeitona Quiabo Novalgina

Manga Escarola Ampicilina

Maracujá Moranga Sabugueiro

Caqui Jiló Confrei

Jaca Batata Solecine

Pitanga Chapéu de Couro

Caju Cavalinha

Guaraná Costa Brava

Amora Capichu

Castanha João Bolão Côco Melancia

*Plantas apontadas pelos entrevistados por seu nome popular. Alguns nomes coincidem com os utilizados pela indústria farmacêutica.

3. Agricultura

As espécies cultivadas nas roças são: arroz, feijão, batata-doce, cará, cana, mandioca, milho e banana. Observa-se que as variedades plantadas por um nú- mero maior de agricultores, se comparado aos demais tipos de variedades, são: feijão, banana e mandioca (Gráfi co 4).

Os gêneros cultivados nas roças são apenas para consumo, não sendo utilizados adubos químicos ou venenos. Já nos cultivos de maracujá o uso de

venenos é constante e, no da banana, o uso é eventual em alguns bananais. Uma minoria dos agricultores adquire as sementes utilizadas no plan- tio das roças na própria comunidade. Estas são compradas sobretudo em lojas agropecuárias de Eldorado.

Estima-se que existam, em toda a área da comunidade, 50 mil pés de ba- nana. A comercialização da produção de banana ainda é defi ciente, uma vez que as vendas são realizadas para atravessadores.

4. Recursos naturais

As plantas nativas de uso medicinal, a fauna, as cavernas e as cachoeiras são importantes recursos naturais disponíveis na área da comunidade. Em Sa- patu está localizada a Gruta dos Pedrões, primeira a ser cadastrada no país.

Os recursos fl orestais comumente coletados são o palmito, os cipós imbé e timbopeva, a taquara e alguns tipos de madeira.

Os entrevistados mencionam a existência de alguns rios que em certos trechos precisam ser refl orestados.

Roça de arroz. Fe lipe L ea l/I SA

apa

tu

Demandas Justifi cativa da demanda

Níveis de Prioridade: extremamente alta

(1); muito alta (2); alta (3)

Encaminhamentos Quais são as ações necessá-

rias para que esta demanda seja solucionada?

Quem deve realizar estas ações?

Como estas ações devem ser realizadas?

Quando realizá-las? E.U. = com extrema urgência (2007/2008); M.P. = em médio prazo; L.P. = em longo prazo Meio Ambient e e F undiário

1. Refl orestar beiras de rio e outras áreas na comunidade

Conservar os recursos na- turais, evitar assoreamento dos rios, melhorar a vida da fauna e fl ora, e recuperar a água

1

Buscar um intermediador para negociação com tercei- ros, criar projeto de conscien- tização junto às comunidades

Ação conjunta entre ór- gãos ambientais e orga- nizações que trabalham com as comunidades

Ação civil pública entre os atores sociais e órgãos

envolvidos E.U.

2. Acabar com a ameaça ofere- cida pelas barragens projeta- das no rio Ribeira do Iguape

Perda da biodiversidade e sociodiversidade provocam o êxodo para as cidades, a perda da cidadania e da cul- tura quilombola e de outras comunidades tradicionais

1

Buscar novos parceiros que sejam contrários a essa inicia- tiva, buscar fontes confi áveis de pesquisa para discutir os aspectos técnicos dos empre- endimentos

Todos os movimentos contrários à construção das barragens

Capacitação para equipe de articulação e comu- nicação, divulgação em

nível internacional E.U.

3. Implementar programa de fi scalização com a participação da comunidade, visando im- pedir a entrada de palmiteiros no território do quilombo

Perda da espécie

1

Oferecer ajuda de custo para quem corta palmito, melhorar a fi scalização por parte da SMA, realizar trabalho de conscientização junto aos palmiteiros, acabar com atravessadores (assim não tem para quem vender)

A Secretaria do Meio Am- biente, junto com ONGs e comunidades, buscando alternativas

Projetos com parceiros envolvidos, ter alternati- vas de geração de renda

M.P.

4. Implementar programa de fi scalização para impedir a entrada de palmiteiros nas áreas refl orestadas com palmito juçara no interior do quilombo

Fonte de renda sustentável, aumento do ICMS municipal

1

Trabalho de sensibilização com os infratores, fi scalização rigorosa, ajuda de custo (SMA)

As associações devem indicar pessoas para fi scalização junto à SMA

Atividades educativas, seminários, palestras, debate envolvendo os

palmiteiros E.U.

5. Autorização para abertura de roça por período de 10 anos e para áreas maiores que con- templem toda a comunidade

Para evitar a perda das licenças anuais, valorizar os aspectos culturais da roça e garantir a subsistência das famílias

1

Pressionar os órgãos compe- tentes como SMA, DEPRN e formação de GT para defi nir as áreas a serem autorizadas

Associações junto com os órgãos que trabalham nas comunidades

Em forma de reuniões nas comunidades e junto ao órgão competente, SMA, DEPRN, Itesp

E.U.

6. Adequação da legislação ambiental de forma a permitir a abertura de áreas para roça de subsistência com o uso do fogo e em locais onde o estágio de recuperação da vegetação está, atualmente, sob proteção legal.

As áreas melhores para cul- tivo estão protegidas tanto pelo Código Florestal (artigo 215/216) quanto pelo Decre- to nº 750 da Mata Atlântica. Por isso deve-se observar o que diz a ciência, como la- voura de mínimo impacto

1

Buscar junto aos órgãos competentes a solução do problema, Ibama, DEPRN, SMA, MDA

Comunidades, órgãos públicos

Ofícios, reuniões, audiên- cias, mobilização, articu- lação em nível regional

E.U.

7. Retirada dos terceiros do território

Para garantir o território e sustentabilidade e evitar

danos ambientais 1

Relatar os fatos que estão acontecendo e levar ao Poder Público, acelerar o processo de indenização de terceiros

Comunidades devem relatar os fatos e pedir aos órgãos responsáveis velocidade no processo Fotos, documentos, Boletim de Ocorrência, e encaminhar ao órgão competente E.U.

Ag