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Tempo e movimento

No documento Capítulo 3 Mudanças e permanências (páginas 49-52)

Habilidades Dança

(EF69AR09) Pesquisar e analisar diferentes formas de expressão, representação e encenação da dança, reconhecendo e apreciando composições de dança de artistas e grupos brasileiros e estrangeiros de diferentes épocas.

(EF69AR10) Explorar elementos constitutivos do movimento cotidiano e do movimento dançado, abordando, criticamente, o desenvolvimento das formas da dança em sua história tradicional e contemporânea.

(EF69AR11) Experimentar e analisar os fatores de movimento (tempo, peso, fluência e espaço) como elementos que, combinados, geram as ações corporais e o movimento dançado.

(EF69AR12) Investigar e experimentar procedimentos de improvisação e criação do movimento como fonte para a construção de vocabulários e repertórios próprios.

(EF69AR15) Discutir as experiências pessoais e coletivas em dança vivenciadas na escola e em outros contextos, problematizando estereótipos e preconceitos.

Observe as imagens a seguir.

NANETTE GREBE/SHUTTERSTOCK CRISTIANO PRIM

Cena do espetáculo Carta de amor ao inimigo, do Grupo Cena 11 Cia. de Dança, apresentado em Santos (SP), 2015.

Dançarina de balé clássico.

1. Como são os movimentos realizados pelas pessoas nestas imagens? Que sensações eles passam?

2. Quais são as diferenças entre os movimentos nas duas imagens?

3. Ao comparar as duas imagens, em qual os movimentos se aproximam mais dos que você faz no seu dia a dia?

4. Você acha as danças apresentadas nas imagens foram criadas em uma mesma época? O que nelas faz você pensar assim?

Converse com os alunos sobre as diferenças entre as imagens. Ao longo do capítulo, serão abordadas as relações entre as danças representadas nas imagens a diferentes tempos e contextos de surgimento. É possível que vejam a segunda imagem como uma dança mais reconhecível, pois o balé clássico é um estilo muito conhecido e praticado até hoje, diferentemente da dança contemporânea, mostrada na outra imagem, que apresenta corpos mais cotidianos, em diferentes níveis e de diferentes biotipos. Deixe que falem suas impressões sobre elas livremente. Peça que apontem as sensações provocadas por cada imagem, o que os faz pensar e lembrar, e qual delas apresenta elementos, como movimentos e figurinos, mais próximos de seu dia a dia.

Assim como em outras linguagens da arte, diferentes estilos de dança surgiram e continuam surgindo ao longo do tempo. Alguns deixaram de existir e outros permanecem até os dias de hoje.

De um jeito ou de outro, as razões que fazem um passo de dança ter uma forma, um ritmo e uma dinâmica específicos estão ligadas à época e ao lugar em que ele foi criado.

Prática

CRIANDO CENÁRIOS E CONTEXTOS

Você viu neste capítulo que, nas manifestações circenses, alguns aspectos mudaram e outros permaneceram.

As fotos de dança que você e seus colegas viram anteriormente são exemplos de que na dança isso também acontece.

Pense na sua vida:

 Como você era quando estava no 4º ano? Como você é hoje?

 O que mudou? O que permaneceu?

Observe novamente as imagens de dança anteriores e as imagens a seguir:

AYAKOVLEVCOM/SHUTTERSTOCK CRISTIANO PRIM

Dançarina realizando movimento de balé clássico.

Cena do espetáculo Carta de amor ao inimigo, do Grupo Cena 11 Cia. de Dança, apresentado em Santos (SP), 2015.

(substituir essa imagem por outra pose do balé clássico, esta está repetindo a que apareceu antes. Sugestão: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/prima-ballerina-white-swan-319865588?src=kG2CjJbfoo_hdc92K2xrwA-2-63

Nessas fotos, os dois tipos de dança que você viu anteriormente estão retratadas e há, entre elas, semelhanças e diferenças. Em função disso, você fará um exercício de imaginação. A ideia é pensar e elaborar o projeto de um cenário para cada uma das danças retratadas.

Materiais:

 folhas de papel A4;

 lápis preto e coloridos.

Etapas:

1. Forme um grupo com mais três colegas. Observem novamente as fotos e analisem: elas retratam momentos diferentes?

2. Em seguida, os integrantes do grupo vão conversar sobre cada uma das imagens, destacando as semelhanças e as diferenças entre elas.

3. Registrem no caderno as ideias principais sobre que foi conversado.

4. Agora, o grupo vai desenhar um cenário para cada uma das imagens, levando em consideração apenas as diferenças. Para isso, imaginem que estão em uma plateia

assistindo à apresentação desses espetáculos de dança. Na elaboração do desenho que irá compor o cenário, levem em consideração detalhes como os figurinos e a quantidade de dançarinos no palco.

5. Depois de prontos, exponham os desenhos pela sala, e conversem com os colegas, com a orientação de seu professor ou professora, sobre as diferenças e as semelhanças dos cenários criados pelos grupos.

O objetivo dessa prática, por meio dos desenhos dos cenários, é levantar questionamentos acerca das épocas e contexto cultural em que as duas danças possam ter surgido. Não há certo e errado, é um exercício de associação e imaginação, não há um contexto específico a ser “identificado” pelos alunos. A ideia é que se guiem pelas ideias despertadas pelos movimentos e figurinos mostrados nas duas danças.

 Estabeleça um tempo para que conversem entre o grupo e realizem os desenhos. Peça que observem bem os movimentos e os figurinos, considerando as diferenças entre as imagens para realizar os desenhos.

 Ao final, proponha que exponham seus diferentes desenhos pela sala, comparem os resultados e conversem a respeito. Os desenhos para cada imagem são parecidos ou diferentes? E entre os feitos para as duas imagens? Eles remetem a tempos e origens diferentes? Por que acham que isso acontece? Os elementos dos cenários criados pelos colegas contribuem para novas percepções sobre as danças? Questione-os sobre as razões das associações que realizaram em seus desenhos.

As duas danças são muito diferentes e possivelmente remeterão a cenários diversos.

No documento Capítulo 3 Mudanças e permanências (páginas 49-52)