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4 RESULTADOS E DISCUSSÕES

4.1 TESTE DE INTEMPERISMO ACELERADO

Os testes de intemperismo acelerado apresentaram para todos os corpos de provas alterações na região da incisão em um primeiro momento, e em um segundo momento alterações nas regiões centrais e nas bordas dos corpos de prova.

No final deste ensaio foram tabeladas todas as respostas apresentadas das avaliações de desempenho dos revestimentos. Os resultados fotográficos do teste de intemperismo acelerado, de acordo com a evolução do tempo de ensaio, estão apresentados a seguir. Estas fotografias individuais dos revestimentos representam o comportamento observado para os corpos de prova em triplicata analisados.

Figura 7 – Fotografias dos revestimentos em ensaio de intemperismo acelerado, no final da primeira semana, das amostras dos revestimentos (a) Epóxi, (b) Epóxi Fosfato de Zinco, (c) Zn e (d) Zn+Al.

Fonte: Autor

Nas fotos da figura 7, no final da primeira semana, foi observado que os revestimentos epóxi (a) e epóxi fosfato de zinco (b) apresentaram corrosão

(a)

(b)

vermelhana incisão, classificadas em grau 1, de acordo com a ISO 4628-8 e nenhuma alteração em outros aspectos visuais, como empolamentos e fendimentos. Por outro lado os revestimentos com pigmentos metálicos, (c) e (d), não apresentaram nenhuma alteração visual significativa, ou seja, a região de incisão ainda mantém um aspecto metálico do risco no substrato do aço e as superfícies dos revestimentos se apresentaram inalteradas.

Figura 8 – Fotografias dos revestimentos em ensaio de intemperismo acelerado, no final da quinta semana, das amostras dos revestimentos (a) Epóxi, (b) Epóxi Fosfato de Zinco, (c) Zn e (d) Zn+Al.

Fonte: Autor.

Nas fotos da figura 8, no final da quinta semana, observa-se que os revestimentos epóxi (a) e epóxi fosfato de zinco (b) apresentaram um aumento na intensidade da corrosão na região de incisão, classificadas em grau 1, conforme a ISO 4628-8 e

(a)

(b)

nenhuma alteração em outros aspectos visuais como empolamentos e fendimentos, já os revestimentos metálicos, (c) e (d), apresentaram a formação de um precipitado

branco na região da incisão, também classificados em grau 1, conforme a ISO 4628-8. Resultados semelhantes foram obtidos por Fragata e Ordine (2009),

onde esse precipitadoapresenta-se bastante aderente e pouco solúvel, indicando ser a oxidação dos metais Zn e Zn+Al em seus respectivos óxidos.

Figura 9 – Fotografias dos revestimentos em ensaio de intemperismo acelerado, no final do terceiro mês, das amostras dos revestimentos (a) Epóxi, (b) Epóxi Fosfato de Zinco, (c) Zn e (d) Zn+Al.

Fonte: Autor.

Nas fotos da figura 9, no final do terceiro mês, observa-se que orevestimento epóxi (a), assim como o revestimento epóxi fosfato de zinco (b), apresenta uma maior intensidade de corrosão desde o início do ensaio, mas ainda classificadas em grau

(a)

(b)

1, conforme a ISO 4628-8 e uma descoloração parcial (amarelamento) em toda área do corpo de prova.

No decorrer do ensaio de intemperismo acelerado, foi observado para o revestimento Zn (c),a aparição de corrosão vermelha em um corpo de prova, no início do 5º mês de ensaio. Para o revestimento Zn + Al (d)houve a aparição de corrosão vermelha,logo no início do 4º mês de ensaio. As fotos a seguir apresentadas são do final do 6º mês, onde se confirmou para todos os corpos de prova dos revestimentos metálicos a aparição de corrosão vermelha.

Figura 10 – Fotografias dos revestimentos em ensaio de intemperismo acelerado, no final do sexto mês, das amostras dos revestimentos (a) Epóxi, (b) Epóxi Fosfato de Zinco, (c) Zn e (d) Zn+Al.

Fonte: Autor.

Nas fotos da figura 10, no final do sexto mês, observa-se que o revestimento epóxi (a) desenvolveu alguns pontos de corrosão vermelha fora da região de incisão, classificados em Ri 1, de acordo com a norma ISO-4628-3, além de uma

(a)

(b)

(c)

descoloração parcial (manchas escuras) do revestimento na região central do corpo de prova, já na região de incisão foi caracterizado um avanço da corrosão vermelha, classificado em grau 2, conforme a ISO 4628-8.

No revestimento epóxi fosfato de zinco (b) foram detectados pequenos pontos de corrosão vermelha fora da região da incisão, classificados em Ri 1, de acordo com a norma ISO-4628-3. Na região de incisão foi caracterizado um avanço da corrosão vermelha que quando comparada ao revestimento epóxi, apresentou menor intensidade, classificados em grau 1, conforme a ISO 4628-8. Houve uma acentuada descoloração (amarelamento) em toda área dos corpos de prova.

Para os corpos de prova dos revestimentos metálicos Zn (c) e Zn-Al (d), foi observada a parcial oxidação dos pigmentos metálicos em seus respectivos óxidos, caracterizados por um precipitado pouco solúvel e branco na superfície dos revestimentos. No revestimento Zn (c), este precipitado branco ficou uniforme e intenso na superfície de todos os corpos de prova, na região de incisão não houve avanço da corrosão vermelha e notou-se ao entorno desta região a presença do precipitado branco, sugerindo intensa ação catódica do Zn.

Para o revestimento Zn + Al (d), houve o descolamento da borda que, de acordo com as especificações contidas no boletim técnico da tinta do fornecedor, conforme referências há a falta de compatibilidade em aderência do revestimento epóxi, aplicado na borda, com o revestimento Zn + Al. Foi caracterizado um aumento na intensidade de corrosão vermelha na região de incisão, já a formação dos precipitados brancos aconteceu de forma uniforme e menos intensa, na superfície dos corpos de prova, em relação ao revestimento Zn.

No final do sexto mês, ambos os revestimentos metálicos, apresentaram corrosão na incisão classificados em grau 1, conforme a ISO 4628-8.

Em todos os revestimentos não foram observados quaisquer falhas, no que diz respeito à empolamento e fendimentos durante os seis primeiros meses de acompanhamento do ensaio, classificados em 0 (zero) conforme as normas ISO 4628-2 e ISO 4628-4 respectivamente.

Figura 11 – Fotografias dos revestimentos em ensaio de intemperismo acelerado, no final do décimo segundo mês, das amostras dos revestimentos (a) Epóxi, (b) Epóxi Fosfato de Zinco, (c) Zn e (d) Zn+Al.

Fonte: Autor.

Nas fotos da figura 11, no final do décimo segundo mês, observa-se que o revestimento Epóxi (a) desenvolveu vários pontos de corrosão vermelha fora da

(a)

(b)

região de incisão, classificados em Ri 2, de acordo com a norma ISO-4628-3, e também desenvolveu uma descoloração (manchas escuras) do revestimento em todaregião do corpo de prova,na região de incisão foi caracterizado um maior avanço da corrosão vermelha, classificado como grau 3, conforme a ISO 4628-8. No revestimento Epóxi Fosfato de Zinco (d) foram detectados alguns pontos de corrosão vermelha fora da região da incisão, classificados em Ri 1, de acordo com a normaISO-4628-3. Na região de incisão foi caracterizado um avanço da corrosão vermelha, mas, menor em relação ao revestimento Epóxi, classificado em grau 2, conforme a ISO 4628-8. Houve uma acentuada descoloração (amarelamento) em toda área do corpo de prova.

Para os corpos de prova dos revestimentos metálicos Zn (c) e Zn-Al (d), foi observada a parcial oxidação dos pigmentos metálicos em seus respectivos óxidos, classificados em grau 4 e 2, respectivamente, de acordo com a ISO 4628-1.

No revestimento Zn (c) praticamentenão houve variação do sexto para o décimo segundo mês.

Para o revestimento Zn + Al (d), houve um maior descolamento da borda e uma maior intensidade de corrosão vermelha na região de incisão, sem propagações para o restante do corpo de prova, em apenas um, dos três corpos de prova, foram detectados pequenos pontos de corrosão na região logo abaixo da incisão.

No final do décimo segundo mês, ambos os revestimentos metálicos apresentaram corrosão na incisão classificados em grau 1, conforme a ISO 4628-8.

Em todos os revestimentos não foram observados quaisquer falhas, no que diz respeito à empolamentos e fendimentos durante os doze meses de acompanhamento do ensaio, classificados em 0 (zero) conforme as normas ISO 4628-2 e ISO 4628-4 respectivamente. O teste de intemperismo acelerado se mostra bastante seletivo quanto ao comportamento dos revestimentos. O mecanismo de atuação de cada revestimento será analisado com ensaios eletroquímicos.

Pode-se destacar neste ensaio de intemperismo acelerado, o avanço da corrosão significativo no revestimento epóxi e um avanço menor da corrosão vermelha pelo revestimento epóxi fosfato de zinco, o surgimento da corrosão vermelha após o 4º mês de ensaio no revestimento Zn + Al e após o 5º mês de ensaio com o revestimento Zn. Estes comportamentos sugerem diferenças nos mecanismos de

ação para cada revestimento. Em relação aos revestimentos epóxi e epóxi fosfato de zinco, pode-se notar uma possível inibição provocada pelo pigmento fosfato de zinco através da menor intensidade de corrosão vermelha apresentada nos corpos de prova no final do ensaio, comparativamente ao óxido de ferro. Para os revestimentos metálicos, pode-se perceber o mecanismo de proteção catódica dos pigmentos Zn e Al nos seus respectivos revestimentos, com um melhor desempenho para o revestimento Zn, em função do retardo no aparecimento de corrosão vermelha na incisão e sua não propagação pela região do risco.

Para todos os revestimentos analisados não foi detectada diferença no comportamento da aderência dos revestimentos ao substrato, não sendo possível relacionar a aderência com o desempenho reportado para cada revestimento.

A tabela 3 apresenta um resumo das principais características avaliadas dos revestimentos analisados ao final deste ensaio de corrosão de intemperismo acelerado.

Tabela 3 – Resumo do comportamento dos revestimentos no final de 12 meses de ensaio de intemperismo acelerado.

Fonte: Autor.

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