Os exercícios a seguir são referentes ao conteúdo: O Sistema Colonial Português na América.
01. Entre as consequências da atividade minera- dora na colônia do Brasil, nos séculos XVII e XVIII, é incorreto afirmar que favoreceram:
a) o enfraquecimento do mercado interno.
b) a integração econômica da colônia.
c) o povoamento da região das minas.
d) a conquista do Brasil central.
e) o desenvolvimento urbano.
02. As batalhas dos Guararapes (1648 e 1649) marcaram a vitória da Insurreição Pernam- bucana, que levou à expulsão do território brasileiro os invasores a) ingleses b) franceses c) holandeses d) portugueses e) espanhóis
03. O episódio conhecido como “Capão da
Traição” ocorreu na História do Brasil durante a:
a) Rebelião de Beckman.
b) Revolta dos Malês.
c) Guerra dos Mascates.
d) Revolta de Felipe dos Santos.
e) Guerra dos Emboabas.
04. Em 1720, a Coroa Portuguesa decidiu proibir definitivamente a circulação de ouro em pó, instalando a Casa de Fundição em Vila Rica, onde todo o metal extraído das minas deveria ser transformado em barras para depois ser transportado ao litoral.
A medida pretendia acabar com o contrabando e in- crementar a arrecadação de impostos, prejudicando os interesses dos proprietários de lavras auríferas, comerciantes e profissionais liberais que recebiam ouro em pó pelos seus serviços, além dos tropeiros que escoavam a produção.
As novas diretrizes foram intensamente discutidas nos bares, nas tavernas, e críticas ferozes eram lan- çadas, nas rodas de conversa, contra a administração local. Uma revolta se levantaria contra as medidas de controle da Coroa. (Fábio Pestana Ramos e Marcus Vinicius de Morais. Eles formaram o Brasil).
H I S T Ó R I A D O B R A S I L
A revolta ocorrida contra as medidas de controle da Coroa portuguesa foi:
a) a Guerra dos Emboabas; b) a Revolta de Felipe dos Santos;
c) a Inconfidência Mineira;
d) a Guerra dos Mascates;
e) a Revolta de Beckman.
05. Em 1798, surgiu na Bahia um movimento rebelde conhecido como Conjuração Baiana ou Revolta dos Alfaiates, que contou com a participação das camadas sociais mais humildes. Esse movimento
a) pretendia fundar uma universidade e aproveitar as jazidas de ferro da região.
b) contava, no plano político, com elemen- tos adeptos da monarquia constitucional.
c) defendia o estímulo à produção de couro e charque, principais produtos da Bahia.
d) foi o primeiro movimento de rebeldia no Brasil a questionar o Pacto Colonial.
e) defendia a abolição da escravatura e o aumento da remuneração dos soldados.
06. As lutas do período colonial são divididas em Revoltas Nativistas e Revoltas Emancipacio- nistas. Entre essas últimas podemos incluir a
a) Revolta de Vila Rica. b) Revolta de Palmares.
c) Revolta dos Alfaiates.
d) Revolta dos Mascates.
e) Revolta de Amador Bueno.
07. Ao longo dos séculos XVI, XVII e XVIII o Brasil estendeu consideravelmente seu ter- ritório, o que obrigou o estabelecimento de novos Tratados de Limites entre os Reinos Ibéricos. Neste sentido, podemos afirmar que
a) o Tratado de Madri deu origem às Guerras Guaraníticas.
b) ficou estabelecido, no Tratado de Santo Ildefonso, o princípio de Uti possidetis.
c) Portugal, pelo Tratado de Badajós, assumiu o controle sobre o território da Guiana.
d) o Tratado de Utrecht, de 1713, reconhe- ceu a posse da Colônia de Sacramento por Portugal.
e) o Tratado do Pardo reconheceu o direito exclusivo de Portugal navegar pelo rio Amazonas.
08. O responsável pela transferência da capital do Brasil de Salvador para o Rio de Janeiro em 1763, foi: a) D. João VI. b) D.Pedro I. c) Marquês de Pombal. d) D. Manuel. e) Visconde de Barbacena.
09. No ano de 1817, na Província de Pernambu- co, deu-se uma revolta contra o governo de D. João VI que ficou conhecida como
a) Revolução Liberal.
b) Cabanagem.
c) Confederação do Equador.
d) Revolta dos Alfaiates.
e) Revolução Pernambucana.
10. Levando em consideração a presença da es- cravidão no Brasil colonial, analise a Vera- cidade (V) ou Falsidade (F) das proposições abaixo:
( ) Nos primeiros tempos da colonização, a
mão-de- obra utilizada foi a indígena, no- tabilizando-se os bandeirantes paulistas na captura e comercialização dos chamados “negros da terra”. Com a introdução da mão- de-obra africana, não se abandonou por completo a escravização do índio, ainda que houvesse legislação proibitiva a esse respeito.
( ) Segundo um observador da época, os
escravos “eram as mãos e os pés dos senhores”, isso porque de modo geral os colonos não eram afetos ao trabalho braçal, posto que sua pratica poderia imporlhes res- trições a ocupação de postos de destaque na sociedade a que pertenciam.
( ) A Igreja combatia com veemência o uso do trabalho escravo africano na Colônia, sendo a atuação do Padre Vieira merecedo- ra de destaque a esse respeito. Para Vieira, o batismo dos escravos na fé católica era motivo mais que justifcável para emancipa -los do cativeiro.
( ) A prática livre da alforria foi muito comum
durante todo o período colonial e, era enten- dida, de forma geral, como uma ação carita- tiva. Fazia-se também uso da coartação, que consistia na concessão da liberdade mediante o pagamento em parcelas por parte do cativo. Quando o pagamento era finalizado, o escravo recebia sua carta de liberdade.
H I S T Ó R I A D O B R A S I L
Assinale a alternativa que preenche CORRETA- MENTE os parênteses, de cima para baixo:
a) (F) (F) (F) (V). b) (V) (V) (F) (V). c) (F) (V) (F) (V). d) (V) (V) (F) (F). 01 A 06 E 02 C 07 C 03 E 08 A 04 B 09 E 05 E 10 B
GABARITO
ANOTAÇÕES
G E O G R A F I A D O B R A S I L
1. O Território Nacional
A Construção do Espaço
A formação do território brasileiro iniciou-se no século XVI, quando os portugueses ocuparam na América a parte que lhes cabia de acordo com o Tra- tado de Tordesilhas, assinado em 1494, entre Portu- gal e Espanha. Por esse tratado foi estabelecida uma linha imaginária (meridiano) passando a 370 léguas a oeste das Ilhas de Cabo Verde (África). As terras a oeste dessa linha pertenceriam à Espanha, e as terras a leste da mesma linha pertenceriam a Portugal.
Tratado de Tordesilhas (1494) F o n t e : A t l a s h i s t ó r i c o .
O Brasil, segundo esse tratado, possuía aproxi- madamente 2.800.000 km². Os movimentos expan- sionistas realizados por portugueses e brasi- leiros sobre áreas de domínio espanhol nos séculos seguintes, proporcionaram a área e a configuração atuais do nosso país.
As maiores conquistas foram realizadas no período colonial pelas expedições militares a serviço de Portugal, pelas missões religiosas, com o intuito de catequizar os indígenas, por pessoas que coletavam especiarias vegetais, os chamados “droguistas” do sertão, pela pecuá- ria e pelos bandeirantes.
As expedições militares, as missões religio- sas e os “droguistas” do sertão asseguraram a Portugal a colonização do litoral do Nordeste ao norte de Pernambuco, do litoral Norte e to- do o Vale Amazônico, desde a Foz do Rio Ama- zonas até a fronteira com o Peru.
A pecuária, inicialmente, adentrou o Sertão do Nor- deste, os Campos Gerais, no Paraná, a Campanha Gaú- cha, no Rio Grande do Sul e os Campos de Lages, em Santa Catarina, mas não ficou restrita somente a essas áreas. No século XVIII, essa atividade econômica es- tabeleceu um elo de ligação com a área mineradora do interior do país concentrada em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, passando a abastecê-la de carne, couro e animal de transporte. Com a decadência da mineração, a pecuária passou a ser a principal atividade econômica de Goiás, de Minas Gerais e do Mato Grosso.
FIQUE LIGADO
Os bandeirantes foram os principais responsáveis pela ampliação da área territorial brasileira desde o sé-
culo XVI até o século XVIII. A maioria partia, geralmen- te, de São Paulo (Planalto de Piratininga) em direção ao interior, ultrapassando a linha divisória estabelecida pelo Tratado de Tordesilhas.
Os bandeirantes não foram instrumentos cons- cientes do colonialismo português. A principal preocupação do bandeirante não era expandir as fronteiras do Brasil, mas sim o seu enriquecimento pessoal por meio do ouro e pedras preciosas, da ca- ça, escravização e posterior venda dos indígenas nos engenhos de cana-de-açúcar, localizados no litoral.
A legalização e a posse efetiva das terras conquis- tadas além do Tratado de Tordesilhas ocorreram em 1750 com a assinatura do Tratado de Madri, entre Portugal e Espanha. Esse tratado reconheceu, com base no direito de posse da terra para quem a usa (uti possidetis), a presença luso-brasileira na maioria dos territórios brasileiros desbravados e em fase de ocu- pação. Em 1777, foi assinado o Tratado de Santo Ilde- fonso, que reafirmou o Tratado de Madri com apenas pequenas modificações na fronteira ao sul do Brasil. Território brasileiro após o Tratado de Madri (1750)
G E O G R A F I A D O B R A S I L
Para que o Brasil adquirisse a forma e a superfície atuais, nos séculos XIX e XX ainda foram incorpora- das ao nosso território, por meio de tratado bilateral e arbitramento internacional, algumas áreas disputa- das com o Uruguai, o Paraguai, a Argentina, a Guiana Francesa, a Bolívia e a Guiana. Vejamos essas áreas no mapa a seguir.
Áreas incorporadas nos séculos XIX e XX
F o n t e : A t l a s h i s t ó r i c o .
FIQUE LIGADO
Em 1903, na questão do Acre, por um tratado bila- teral (Tratado de Petrópolis), o Brasil comprou, por dois milhões de libras esterlinas, 189 mil km� de terras boli- vianas que eram ocupadas por seringueiros brasileiros. Parte dessas terras forma, hoje, o estado do Acre.