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Veja BANKRUPTCY CHAPTER 11 Veja BANKRUPTCY.

No documento dicionario_termos_financeiros_investimento (páginas 94-104)

CHARGE OFF. Veja BAD DEBT.

CHARITABLE LEAD TRUST. Veja CHARITABLE REMAINDER TRUST. CHARITABLE REMAINDER TRUST. Traste irrevogável

((IRREVOCABLE TRUST) mediante o qual o outorgante estabelece o pagamento de determinada quantia a um ou mais indivíduos até que ocorra a morte dos beneficiários, ocasião em que o remanescente do patrimônio dado em fidúcia, isento de impostos, é transferido a uma instituição de caridade previamente estabelecida. E uma alternativa popular de poupança para indivíduos sem filhos, ou suficientemente ricos para assegurar os herdeiros e ainda auxiliar instituições de caridade.

O charitable remainder trust é o oposto do charitable lead trust, segundo o qual uma instituição de caridade recebe um determinada quantia até a morte do outorgante, depois da qual o saldo remanescente é transferido aos membros da família. Esse último tipo de truste reduz os tributos sobre herança ao mesmo tempo que permite à família deter o controle dos bens.

CHARTER. Veja ARTICLES OF INCORPORATION.

CHARTERED FINANCIAL ANALYST (CFA). Designação atribuída pelo

Institute of Chartered Financial Analysts (ICFA) a analistas financeiros aprovados em exames de economia, contabilidade financeira, gerenciamento de portfólio, análise de títulos e valores mobiliários e padrões de conduta.

CHARTERED FINANCIAL CONSULTANT (ChFC). Designação atribuída

pelo American College of Bryn Mawr, Pensilvânia, a um planejador financeiro (FINANCIAL PLANNER) que completa um programa de quatro anos incluindo economia, seguros, tributação, imóveis e outras áreas relacionadas a financiamento e investimento.

CHARTIST (Grafista). Analista técnico que registra os padrões de ações, títulos

e commodities para aconselhar os clientes sobre compra e venda. Esses profissionais acreditam que padrões reiterados podem ajudá-los a prever os movimentos futuros dos preços. Veja também TECHNICAL ANALYSIS.

CHECK (Cheque). Ordem de pagamento à vista dada a um banco para saque

contra fundos depositados, de uma quantia especificada em favor de uma pessoa determinada. Pode ser considerado moeda corrente, sendo negociável (NEGOTIABLE) mediante endosso.

CHECKING THE MARKET (Consulta de mercado). Consultar os

especialistas em valores mobiliários por telefone ou outros meios de comunicação, à procura do melhor preço de oferta de compra ou venda.

CHICAGO BOARD OF TRADE. Veja SECURITIES AND COMMODITIES

EXCHANGES.

CHICAGO BOARD OPTIONS EXCHANGE. Veja SECURITIES AND

COMMODITIES EXCHANGES.

CHICAGO MERCANTILE EXCHANGE. Veja SECURITIES AND

COMMODITIES EXCHANGES.

CHIEF EXECUTIVE OFFICER (CEO) (Diretor executivo). Diretor de uma

companhia, responsável pelas atividades da mesma. Geralmente o título é acumulado pelo presidente do conselho, diretor-presidente ou qualquer outro diretor, como por exemplo um vice-presidente ou vice-presidente executivo.

CHIEF FINANCIAL OFFICER (CFO) (Diretor financeiro). Diretor

responsável pelo gerenciamento de fundos, assinatura de cheques, registros financeiros e planejamento financeiro de uma sociedade. Em grandes empresas, esse dirigente tem o título de vice-presidente de finanças e, em empresas menores, é chamado tesoureiro ou controlador. Como várias leis estaduais exigem que uma empresa tenha um tesoureiro, esse título geralmente vem acompanhado de outros títulos financeiros.

A função de controlador requer um contador experiente para dirigir os programas de contabilidade interna, inclusive contabilidade de custos, sistemas e procedimentos, processamento de dados, análises de aquisições e planejamento financeiro. O controlador também pode ter responsabilidades na área de auditoria interna.

O tesoureiro ocupa-se do recebimento, custódia, investimento, desembolso de recursos da empresa, levantamentos de empréstimo e manutenção do mercado para as ações e outros títulos de emissão da empresa.

CHIEF OPERATING OFFICER. Diretor de uma companhia, geralmente o

gerenciamento diário. Esse dirigente é subordinado ao diretor executivo (CHIEF EXECUTIVE OFFICER), podendo ou não participar do conselho (normalmente os presidentes são membros do conselho). Veja também CHAIRMAN OF THE BOARD.

CHURNING (Venda indiscriminada de valores mobiliários). Excesso de

operações na conta de um cliente. Essa movimentação indiscriminada aumenta as comissões dos corretores, mas geralmente deixa o cliente em situação pior ou na mesma em que se encontrava. De acordo com os regulamentos da Comissão de Valores Mobiliários (Securities and Exchange Comission — SEC) e das bolsas, a venda indiscriminada de ações e títulos é ilegal mas de dificil comprovação.

CINCINNATI STOCK EXCHANGE (CSE) (Bolsa de Valores de Cincinnati).

Bolsa de valores criada em 1887 e que se tomou a primeira totalmente automatizada, controlando as operações de seus membros através de computadores, sem necessidade de pregão. A CSE, popular-mente conhecida como "o experimento de Cincinnati", tem poder regulamentador sobre o Sistema Nacional de Negociação de Valores Mobiliários (National Securities Trading System — NSTS). As sociedades corretoras que participam do sistema colocam as ordens no computador do NSTS, que em seguida faz o casamento de ordens e as libera aos corretores. O NSTS apresenta algumas características vislumbradas como perspectiva de um sistema nacional para o mercado de bolsas.

CIRCLE (Círculo). Maneira de um subscritor prever os possíveis compradores e

o montante de valores mobiliários a serem emitidos durante o período de registro (REGISTRATION), antes que a subscrição seja autorizada. Os representantes autorizados pesquisam os compradores potenciais e informam os subscritores sobre qualquer interesse demonstrado; estes então fazem um círculo à volta desses nomes em suas respectivas listas.

CIRCUIT BREAKERS. Medidas adotadas pelas principais bolsas de valores e

commodities para interromper temporariamente as operações com ações e índices futuros de ações quando o mercado recuar até um determinado ponto em um período especificado. Tais medidas, criadas depois da Segunda-Feira Negra (BLACK MONDAY) de 1987, foram modificadas após outra queda brusca do mercado, ocorrida em outubro de 1989. O objetivo dessas medidas é evitar a queda livre do mercado e permitir uma reavaliação das ordens de compra e venda. Veja também PROGRAM TRADING.

CITIZEN BONDS. Tipo de obrigações municipais sem certificado

(CERTIFICATELESS MUNICIPALS). Essas obrigações podem ser registradas nas bolsas de valores e, nesse caso, seus preços são listados nos jornais

diários, ao contrário de outras obrigações municipais. Veja também BOOK- ENTRY SECURITIES

CLASS (Classe).

1. Subdivisão de valores mobiliários com características semelhantes. Ações e obrigações constituem as duas principais, que se subdividem em diversas classes, como por exemplo títulos e debêntures garantidos por hipoteca, emissões com taxas de juros diferentes, ações preferenciais e ordinárias, ou ações ordinárias de Classe A e Classe B. As diferentes classes de títulos e valores que compõem a capitalização dc uma companhia aparecem discriminadas no balanço patrimonial.

2. Opções do mesmo tipo— de venda ou compra — com o mesmo título- objeto. Uma classe de opção com a mesma data de vencimento e o mesmo preço de exercício (EXERCISE PRICE) é denominada série (SERIES).

CLASS A/CLASS B SHARES. Veja CLASSIFIED STOCK.

CLASSIFIED STOCK (Ações classificadas). Distinção das ações em mais de

uma classe (CLASS), geralmente denominadas Classe A e Classe B. As características que as distinguem, determinadas no documento de constituição e nos estatutos, geralmente concedem mais vantagens às ações da Classe A em termos de direitos de voto, embora também possam incluir privilégios quanto aos dividendos e retorno de capital na liquidação. Atualmente, a classificação de ações é menos comum que durante os anos 20, quando era usada como um meio de preservar o controle minoritário.

CLAYTON ANTI-TRUST ACT. Veja ANTITRUST LAWS. CLEAN (Limpo, livre).

Finanças: livre de dívidas, como por exemplo um balanço patrimonial limpo.

Na área bancária, pede-se que as empresas tomadoras liquidem suas dívidas e permaneçam limpas durante pelo menos 30 dias por ano, para provar que contraem empréstimos ocasionalmente e não em caráter permanente para fins de capital de giro.

Comércio internacional: sem documentos, como por exemplo crédito simples

em contraposição a crédito documentário.

Valores mobiliários: negociação de grandes lotes de ações onde se combinam

ordens de compra ou venda, de forma a evitar riscos de descasamento. Se a informação aparece na fita de informações da bolsa de valores, diz-se que está

limpa na fita (clean on the tape). Algumas vezes a operação é chamada de

natural: "Nós realizamos uma natural de 80.000 ações ordinárias XYZ" ("We did a natural for 80,000 XYZ common").

CLEAR (Compensação).

quais um cheque é sacado e pagamento desses fundos ao portador do cheque.

Veja também CLEARING HOUSE FUNDS.

Finanças: ativo que não garante um empréstimo e não está de qualquer outra

forma onerado. Como verbo, to clear significa lucrar: "Deduzidas todas as despesas lucramos (cleared) $ 1 milhão".

Valores mobiliários: comparação (COMPARISON) dos detalhes de uma

operação entre corretores antes da liquidação; troca final dos valores mobiliários para pagamento contra entrega.

CLEARING HOUSE FUNDS (Recursos em compensação). Fundos

representados por cheques ou saques que circulam entre os bancos através do Sistema da Reserva Federal (FEDERAL RESERVE SYSTEM). Ao contrário dos recursos disponíveis do FED (FEDERAL FUNDS), sacados contra os saldos de reserva e disponíveis no mesmo dia, os fundos que passam pela câmara de compensação exigem três dias para liberação. Também: fundos utilizados para liquidar operações que exigem um dia para compensação (FLOAT).

CLIFFORD TRUST. Relação fiduciária com prazo de pelo menos dez anos e

um dia, que permite a transferência da propriedade sobre ativos geradores de renda e a subseqüente reaquisição desses ativos ao término da relação fiduciária. Antes da Lei de Reforma Tributária de 1986 (TAX REFORM ACT OF 1986), essa modalidade de truste constituía um método popular para transferir ativos geradores de renda de pais para filhos, estes últimos sujeitos a menores alíquotas tributárias. A lei de 1986 determinou que os recursos depositados nos Clifford Trusts depois daquele ano fossem tributados às alíquotas aplicáveis ao outorgante, frustrando assim a finalidade da transferência. Quanto aos Clifford Trusts estabelecidos antes daquela data, a lei determinava que os tributos seriam pagos à alíquota aplicável ao outorgante, mas somente se o filho fosse menor de catorze anos. Veja também INTER VIVOS TRUST.

CLONE FUND (Fundo clone). Em um grupo de fundos mútuos (FAMILY OF

FUNDS) é um novo fundo criado para competir com um fundo de sucesso já existente.

CLOSE (Fechamento).

1. O preço final de negociação de um valor mobiliário no encerramento de um dia de operações.

2. A última meia-hora do pregão nas bolsas.

3. No mercado de commodities, é o período que antecede o final do pregão, quando se completam as operações a serem executadas no fechamento (AT THE CLOSE).

4. Fechar uma venda ou contrato. No fechamento de um contrato de venda de imóvel (REAL ESTATE), por exemplo, transferem-se os direitos de propriedade mediante pagamento e outras contraprestações contratuais. No fechamento de um empréstimo, assinam-se

notas promissórias e trocam-se cheques. No fechamento de uma operação de

subscrição, trocam-se cheques e valores mobiliários.

5. Em contabilidade, é a transferência das contas de receita e despesa no final do exercício, denominada fechamento dos livros.

CLOSE A POSITION (Fechar uma posição). Eliminar um investimento de um

portfólio. O exemplo mais simples é a venda total de um valor mobiliário e sua entrega ao comprador mediante pagamento. Nos mercados futuros e de opções, os operadores geralmente fecham as posições através de operações de compensação. Quando se fecha uma posição, não há mais envolvimento com o investimento; embora semelhante, o HEDGING exige operações suplementares.

CLOSED CORPORATION (Sociedade de capital fechado). Sociedade entre

poucas pessoas, geralmente membros de uma família. As ações não são oferecidas ao público. Também conhecida por sociedade privada (privately

corporation) ou sociedade de controle privado (privately held company).

CLOSED-END FUND (Fundo mútuo fechado). Tipo de fundo formado por uma

quantidade fixa de ações, geralmente registradas nas maiores bolsas de valores. Ao contrário dos fundos mútuos abertos, os fundos fechados não estão preparados para emitir e resgatar ações ininterruptamente. Os fundos fechados tendem a criar portfólios especiais de ações, obrigações, valores conversíveis (CONVERTIBLES) ou uma combinação dos mesmos e podem ser orientados para gerar renda, ganhos de capital ou uma combinação desses objetivos. Como exemplos podemos citar o Korea Fund, especializado em ações de empresas coreanas, e a ASA Ltd., especializada em ações de companhias de mineração de ouro sul-africanas. As ações dessas companhias estão registradas na Bolsa de Valores de Nova York (New York Stock Exchange — NYSE). Como os administradores dos fundos fechados são menos flexíveis diante das oportunidades de lucros que os administradores dos fundos mútuos abertos — que precisam atrair e manter os acionistas —, as ações dos fundos fechados são geralmente vendidas com desconto em relação ao patrimonial. Veja também DUAL-PURPOSE FUND.

CLOSED-END MANAGEMENT COMPANY (Sociedade de administração

de investimento com capital fechado). Sociedade de investimento

(INVESTMENT COMPANY) que opera um fundo mútuo com número limitado de ações em circulação. Ao contrário de uma sociedade de administração de investimento com capital aberto (OPEN-END MANAGEMENT COMPANY), que emite novas ações para atender à demanda dos investidores, um fundo de investimento fechado compõe-se de um número fixo de ações. Geralmente registradas em bolsa. Veja também CLOSED-END FUND.

CLOSED-END MORTGAGE (Hipoteca única). Emissão de títulos garantidos

e resgate dos títulos antes do vencimento pactuado e a constituição das mesmas garantias sobre o bem sem a permissão dos detentores dos títulos; também chamada closed mortgage (hipoteca exclusiva). Difere de um título hipotecário, que permite a contratação de novos empréstimos sobre a mesma garantia (OPEN-END MORTGAGE) e pode ser amortizado e ter seu valor original aumentado, aumento este garantido pela hipoteca original.

CLOSED FUND (Fundo fechado). Fundo mútuo (MUTUAL FUND) que se

ampliou demais e interrompeu a emissão de ações.

CLOSED OUT. Liquidar a posição de um cliente incapaz de atender a uma

chamada de margem ou cobrir uma venda a descoberto. Veja também CLOSE A POSITION.

CLOSELY HELD. Sociedade cuja maior parte das ações votantes se

encontram em mãos de poucos acionistas; difere de uma sociedade de capital fechado (CLOSED CORPORATION) porque há um número de ações em poder do público suficiente para fornecer uma base para negociações. O termo é também usado para designar ações em poder de um grupo de controle e não disponíveis à negociação.

CLOSING COSTS (Despesas de legalização de transferência de imóvel).

Despesas com a transferência de um imóvel, do vendedor ao comprador, entre as quais se incluem honorários advocatícios, levantamento de certidões e informações, certidões do registro imobiliário, seguro e taxas para registro de escritura e hipotecas.

CLOSING PRICE (Preço de fechamento). Preço da última operação fechada

durante um dia de pregão em uma bolsa de valores organizada.

Veja também CLOSING RANGE.

CLOSING PURCHASE (Aquisição para fechar posição). Opção de compra

do vendedor de outra opção com as mesmas características de uma opção vendida. Ambas são mutuamente canceladas e liquidam a posição do vendedor.

CLOSING QUOTE (Cotação de fechamento). Últimas cotações de compra e

venda registradas por um especialista de mercado no fecha-mento de um dia de negociações.

CLOSING RANGE. Faixa de preços (no mercado de commodities) dentro da

qual uma ordem de compra ou venda de uma commodity pode ser executada durante um dia de negociações.

CLOSING SALE (Venda para fechar posição). Venda de uma opção com as

mesmas características (isto é, da mesma série) de uma opção comprada anteriormente. Uma opção cancela a outra. Essa operação

demonstra a intenção de liquidar a posição do detentor da opção dos valores mobiliários-objeto mediante o exercício da compra.

CLOSING TICK. Avaliação do mercado acionário pela determinação do

número de ações cujo preço de fechamento na Bolsa de Valores de Nova York (New York Stock Exchange — NYSE) ficou acima do preço negociado anteriormente, denominado UPTICK ou plus tick, em oposição ao número de ações fechadas a um DOWNTICK, ou minus tick. Quando o closing tick é positivo, ou seja, quando houve maior quantidade de ações negociadas em alta durante a última sessão, os operadores dizem que o mercado fechou a um uptick ou "estava comprando no fechamento", uma indicação de alta. Quando o mercado "vende no fechamento", isso indica uma tendência baixista e resulta em um minus closing tick ou downtick. Veja também TRIN.

CLOSING TRIN. Veja TRIN.

CMO. Veja COLLATERALIZED MORTGAGE OBLIGATION (CMO). CMO REIT. Truste de investimento em imóveis (REALESTATE

INVESTMENT TRUST — REIT) que investe no fluxo de caixa residual de títulos garantidos por hipoteca (COLLATERALIZED MORTGAGE OBLIGATIONS — CMOs). Os fluxos de caixa da CMO representam a diferença entre as taxas recebidas dos detentores dos créditos hipotecários dados em garantia e as taxas mais baixas de curto prazo, pagas aos investidores em CMOs. As diferenças estão sujeitas aos riscos associados ao nível das taxas de juros e são consideradas investimentos de risco. Também chamadas de equity

CMOs.

CODE OF ARBITRATION. Veja BOARD OF ARBITRATION.

CODE OF PROCEDURE (Código de procedimento). Publicação da

Associação Nacional de Corretoras de Valores (NATIONAL ASSOCIATION OF SECURITIES DEALERS — NASD) para orientar seus Comitês Distritais sobre Conduta Negocial nas audiências e julgamentos de disputas envolvendo os membros da NASD de acordo com suas Regras de Práticas Eqüitativas.

COINSURANCE (Resseguro). Compartilhar um risco de seguro; prática comum

quando o pagamento dos benefícios pode ser de tal ordem que não seria prudente assegurar todo o risco. Normalmente as companhias de seguros assumem responsabilidades até um determinado limite, e a companhia de resseguro se encarrega das que o ultrapassam.

Os seguros contra risco tais como incêndio e inundações geralmente exigem uma cobertura de certo percentual dos custos de reposição por meio da contratação de resseguro. Essas cláusulas induzem os proprietários do bem assegurado a optar por cobertura total ou quase total.

COLLATERAL (Garantia real, penhor ou caução). Ativo (ASSET) dado em

garantia a um credor até que seu empréstimo seja honrado. Se o tomador se torna inadimplente, o credor tem o direito legal de apreender o bem empenhado ou caucionado e vendê-lo para solução do empréstimo.

COLLATERALIZE. Veja ASSIGN; COLLATERAL e HYPOTHECATION. COLLATERALIZED BOND OBLIGATION (CBO) (Obrigações garantidas

por outros títulos e valores). Título com classificação de crédito

(INVESTMENT GRADE BOND) lastreado em uma cesta de títulos de alto risco (JUNK BONDS). Embora o conceito das CBOs seja semelhante ao dos títulos garantidos por hipoteca (COLLATERALIZED MORTGAGE OBLIGATIONS — CMOs), há uma diferença entre as duas modalidades porque uma CBO representa graus diferentes de qualidade de crédito, ao passo que, em relação aos CMOs, o que prevalece como característica são diferentes datas de vencimento. Os subscritores de CBOs combinam um conjunto de títulos de alto risco e alta rentabilidade que são segregados em diferentes níveis de risco e rendimento. Normalmente o nível mais alto (top tier), com garantia de primeira linha, paga a menor taxa de juros; o nível intermediário (middle tier), com garantia de títulos de risco, paga uma taxa de juros mais elevada que os primeiros; e finalmente o nível inferior (bottom tier), que representa créditos inferiores; em vez de receber uma taxa de juros predetermina-da, este último nível recebe os pagamentos dos juros residuais — os fundos restantes depois do pagamento dos níveis superiores. As CBOs, assim como os CMOs, contam com garantias que excedem em muito seus valores nominais; além disso, a diversidade dos titulos que as lastreiam lhes assegura classificação de crédito. A rentabilidade das CBOs de nível inferior depende da taxa dc inadimplemento da cesta de títulos dados em garantia. A CBO é uma alternativa para que os grandes subscritores de títulos de alto risco reduzam seus portfólios e para que as sociedades corretoras atraiam novos compradores para o desencantado mercado de títulos de alto risco do início de 1990.

COLLATERALIZED MORTGAGE OBLIGATION (CMO) (Título

garantido por hipoteca). Título garantido por hipoteca em que o grupo de

hipotecas é separado de acordo com as diferentes classes de vencimento, denominadas tranches. Isso se obtém usando a receita (pagamentos regulares e pagamentos antecipados do principal e juros) resultante das hipotecas de acordo com as datas de vencimento dos CMOs. As tranches pagam diferentes taxas de juros, e os vencimentos são geralmente em 2, 5, 10 ou 20 anos. Os CMOs, emitidos pela Sociedade Federal Hipotecária de Crédito Habitacional (FEDERAL HOME LOAN MORTGAGE CORPORATION — Freddie Mac) e por emissores privados, são normalmente garantidos pelo governo ou por hipotecas de boa

qualidade, e portanto classificadas como títulos AAA. Oferecendo rentabilidade ligeiramente inferior, conferem maior segurança aos titulares em relação aos investimentos. Veja também CMO REIT e REMIC.

COLLATERAL TRUST BOND. Título privado garantido por outros valores

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